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Vi Tritão!!! Este post está meio fora de hora, pois não tenho tido tempo para muita coisa além do trabalho. Aconteceu na noite de 23 para 24 de maio. Fomos eu, o Elton e o Machado ( todos do CAUTEC) na observação astronômica do “Nevoeiro” (nevoeiro.org). Certamente esquecerei alguém do Nevoeiro, pois não sou bom com nomes ou com a memória, mas aí vão alguns deles: Leandro, Elaine, Martins, Filogônio, Otavio, Augusto, Celso, Pedro e não me lembro quem mais. Aliás, ainda não os associo aos rostos porque quase sempre eu os encontro na escuridão. O lugar é espetacular, é chamado de “cordilheira”. Como chegamos lá já no escuro e a gente costuma não usar lanternas fortes, sou incapaz de dizer quem e quantos estiveram por lá. O que me lembrarei por muito tempo é que estavam lá dois telescópios de 36 cm e um de 25 cm completamente motorizado e outros equipamentos de excelente qualidade. Na área de telescópios, tamanho realmente importa. Qualquer tentativa de listagem do que vimos naquela noite será incompleta, porque a gente viu coisa pra caramba. Mas só pra forrar a história, cheguei a ver cinco galáxias num único campo, excelentemente bem definidas, vi aglomerados que de tão definidos mostravam-se em “3D”. O céu não estava 100%. Era Lua nova, mas o céu apresentava uma claridade facilmente visível. Eu daria nota 6 (de 0 a 10) para o céu. Isto considerando que um céu realmente bom é aquele que a gente não vê se fundir com a escuridão do horizonte terrestre. Muitos meteoros foram vistos, eu vi 10, mas eram muito fracos e ordinários, nada comparados à chuva dos leonídeos que acontece em novembro, onde é possível vê-los de todas as cores, com magnitudes muito maiores e espetacularmente mais interessantes. Apesar disto, com aqueles instrumentos foi possível ter a noite mais produtiva de observação que já tive. Como o Machado se atrasou um pouco, tivemos que ir sozinhos unicamente com uma posição errada no GPS e as direções que tinham passado para o Elton (que nos levaram até lá). Paramos porque nos perdemos e aproveitamos para ver a passagem do Telescópio Hubble (entre 18h13 e 18h 21min). Chegamos ao lugar certo antes da passagem do ônibus espacial Atlantis (STS-125), entre 18h27min e 18h34min. Vou tentar uma lista daquela noite: Saturno; M 80, na constelação do Escorpião, M 42, nebulosa de Órion, muito bem definida; Ômega de Centauro, com sua infinidade de estrelas resolvidas e formando uma trama 3D estonteante; O Ghost of Jupiter (o da foto acima), ou fantasma de Júpiter, uma nebulosa planetária de um lindo azul que fica em Hidra [RA= 10h24m46.1s e dec= -18°38'32" (2000), que eu não conhecia e que vi através do 25 cm do Júnior (que estava lá com a Melissa e também com a Lu, que eu não via havia muitos anos. Aliás, tem uma história do Júnior que é boa: ele estava tentando me mostrar algo com uma ocular do tamanho de um copo e não conseguia que a imagem aparecesse. Fui dar uma olhada e achamos “dentro” daquela ocular uma outra que ele tinha dado pela falta havia algum tempo. Entenderam? Uma ocular que estava perdida “dentro” de outra ocular? Só pra dar uma idéia do calibre dos equipamentos desses caras); Vi também uma estrela vermelha lindíssima, uma cor que jamais vi no céu, e acho que foi perto do cruzeiro (fiquei sabendo depois que era a EsB 365 / DY crucis); NGC 6383 e NGC 6441, M6 e M7, do Escorpião, ETA Carina (o homúnculo) e outros asterismos por lá; M83, a galáxia espiral barrada de Hidra, que eu nunca tinha visto; a Nebulosa da Lagoa (M8) e a Trífida (M20) em Sagitário; Teve um aglomerado com aparência aracnóide tridimensional que foi fantástico, parecia que a gente realmente via a estrutura tridimencional (embora eu saiba que isso é muito improvável); A galáxia do ‘Sombrero’ (M104) com seu anel de poeira, que tive que preparar meus olhos para poder ver; A nebulosa da águia (M16); O aglomerado aberto da Borboleta, em escorpião (M6); O tripleto de galáxias em Leão; A Caixinha de Jóias no cruzeiro; A Nebulosa de Lyra (M57) [essa eu juro que vi melhor num instrumento menor feito pelo mago dos espelhos, Sandro]; O aglomerado aberto do presépio ou “ninho de abelhas” em câncer; Júpiter foi fantático. Como o céu nascia atrás de um morro próximo e arborizado, pensamos que era um avião porque o “farol” estava muito forte e aumentou muito seu brilho enquanto olhávamos, mas era júpiter mesmo e vi diretamente sua grande mancha vermelha, com Io e Ganimedes de um lado e Europa e Calixto do outro. Estava fantástico aos 36 cm! Mas, na verdade, eu tinha ido lá pra ver a conjunção rara de Netuno com Júpiter (apareciam no mesmo campo visual), mais especifica e honestamente, eu tinha uma forte esperança de ver Tritão, o satélite de Netuno, com aqueles equipamentos que lá estavam. E vi! Isso merece um pouco de explicação. Netuno tinha uma magnitude de 7,9 e tritão de 13,5. Até aí, tudo bem, estava ainda dentro do que um 36 cm pode ver (perto de mag 14,8), mas tinha o tamanho angular de tritão (0,12 segundos de arco), teoricamente abaixo do poder resolutivo dos scopes de 36 cm (que é de 0,33 segundos de arco). A gente não sabia se daria pra ver. Após apontarmos direto pro bicho, eu tive certeza que vi. É o seguinte, baseado na experiência de ter visto duplas (alfa do centauro, por exemplo) com várias aberturas e equipamentos, sei como parece uma “dupla” quando ela está um pouquinho além do poder separador de um telescópio. Foi algo exatamente assim que vimos. Eu disse vimos! Várias pessoas confirmaram a mesma coisa, sempre com a protuberância na mesma posição do que os outros relatavam e de acordo com o previsto através de simuladores (Eu tinha levado todos os dados desse evento). Claro, se não soubéssemos que Tritão estava ali, seria cientificamente inválido (na verdade, com 30 segundos de fotos estaqueadas e promediadas, poderíamos provar isto facilmente) afirmarmos que havíamos visto a lua, mas como não era este o caso, posso afirmar com certeza que VIMOS TRITÃO!!! O meu celestron 13 motorizado nem saiu do carro. Pra quê? Peço ainda desculpas pelo uso de lanternas impróprias pois a minha lanterna vermelha pifou no meio da noite. Mas valeu tudo. Agradeço aos colegas do Nevoeiro pela experiência e pela sabedoria de se dedicarem exatamente aquilo que é o mignon da Astronomia, a observação. Vai ser difícil esquecer a emoção de mirar o céu com um 36 cm. Netuno estava mais de 6 vezes mais distante que Júpiter. Ver Tritão NÃO é pouca coisa. Para mim foi o máximo da festa. No caminho de casa, que encarei antes de terminar a madrugada, eu só tinha uma coisa na cabeça: VI TRITÃO!!!!
Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h14
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Dia do NERD 
Hoje, 25 de maio, é o dia do NERD. Fui Nerd numa época que isso era pejorativo e isso me dá o direito de falar confortavelmente sobre o assunto. Conheço e aceito a evolução semântica de palavras dentro de uma linguagem, mas existem coisas que extrapolam um limite aceitável. Hoje, carinha se veste de Pokémon e se acha o maior Nerd. O que é isso? Deixem-me colocar o ponto de vista de um Nerd à moda antiga. O termo surgiu nos anos cinqüenta no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) Nerd é um termo depreciativo e estereotipado que descreve uma pessoa que tem quaisquer atividades intelectuais acima da média para sua faixa etária. Exatamente por ser assim, a pessoa é, geralmente, ‘deslocada’ e considerada tímida e anti-social. O Nerd não tem necessariamente uma inteligência acima da média, tem sim um ‘interesse’ acima da média. Não considero um “fã de STAR WARs” um Nerd. Nerds são os caras que pensam como os personagens do seriado “The Big-Bang Theory”(foto). O comportamento Nerd é, reconheço, um pouco chato no meio popular. Ninguém gosta de um cara que fica corrigindo os amigos em datas, conceitos técnicos e científicos e correlação idéia-gramática, etc. E tem mais, não vou citar o nome de pessoas com as quais não concordo. Faz parte da minha filosofia de vida não propagar ‘achismos’ que acho incorretos. Se estou certo ou não, isso é outra história. Mas tem umas sociólogas por aí que dizem que Nerd é uma pessoa que “tem uma obsessão por um assunto qualquer” (HQs, seriados, filmes, música, etc). Porra, essa obsessão tem outro nome, é fanatismo e o cara deve ser taxado de fanático, não Nerd. Tipo o “fanático” por “guerra nas estrelas” ou por “Star Trek”. Eu sou um Trekker (quem gosta de Star Trek e sabe sobre o assunto um pouco mais do que o normal), mas não sou um Nerd por isso. Estão criando um balaio imenso e jogando qualquer tipo de coisa dentro. Se forem colocar até um cosplay no mesmo balaio dos Nerds, “me tirem desse balaio”. Não que eu não goste dos cosplays ou dos otakus ou dos Geeks, pelo contrário, ... mas é que tenho uma tal obsessão por classificações inteligentes e esta classificação definitivamente NÃO é inteligente. Não se pode juntar mentalidades tão diferentes e dizer que são o mesmo tipo de coisa. Você pode correlacionar os gostos e até dizer que se o cara é um, tem grande chance de também ser o outro, mas... vou dar o serviço aqui: Otaku é o fã da cultura pop japonesa, principalmente aquela veiculada por animes e mangás e pode ou não ser um cosplay, aquela pessoa que se veste como um personagem de anime ou mangá. Meu amigo Carlos Machado tem uma tese de doutorado sobre Otakus e talvez queira me corrigir nesta questão. O Trekker é um admirador da utopia de Star Trek, onde a humanidade despende sua energia para o bem estar dela mesma, ajudam e são ajudados por outros mundos, têm tolerância com diferentes modos de se pensar, aprendem com o novo e outras coisas, ou pode ser aquele admirador da filosofia ou do comportamento dos personagens. 90% dos cientistas atuais ‘de verdade’ (porque pedagogo e cientista político ou econômico não são pessoas da ciência) se dizem ter sido influenciados por aqueles personagens. Eu fui. No meu ponto de vista, um trekker que se veste como um personagem de Star Trek é um cosplay. Trekker é outra coisa. Já o Geek é o fanático por tecnologia, eletrônica, jogos de computador e outras coisas. O cara que transformou um Palm numa central de comando de uma Ferrari, só por diversão, é um exemplo de Geek. O Tolkeniano é o cara que classifica o mundo entre os que conhecem e os que não conhecem “O senhor dos Anéis”, de Tolkien, e, provavelmente, sabe de cabeça a linguagem dos Orcs inventada e utilizada no livro (Tolkien era um fanático por lingüística). A obra de Tolkien é cheia de mitologia da mais alta qualidade e que sabe realmente o que é mitologia, sabe que é o tecido sobre o qual podemos resumir e pensar sobre o mundo e as pessoas, um dos sustentáculos do conhecimento e sabedoria. Não sou Tolkeniano, mas os respeito pra caramba. Tem os que gostam de Gibis, ou mais apropriadamente, Histórias em Quadrinhos (HQ) ou comic books em inglês, que deveriam ter um nome, como ‘comikers’, sei lá, só pra eles. O mundo dos quadrinhos é riquíssimo que vai, por exemplo, muito além do que o cinema pode ou consegue mostrar. Eu mesmo sou um fã de Batman, mas não sou Nerd por isso. Não estou defendendo uma tribo não, estou só defendendo uma classificação mais inteligente. Não gosto de ser considerado Nerd E estar na mesma classificação de quem se veste de Pokémon, se é que me entendem. Essa mesma falta de inteligência, profundíssima e crônica na maioria dos críticos no Brasil e no mundo (porque crítico geralmente é um cara que fala sobre um mundo que gostaria de estar, mas não conseguiu), faz pérolas como o R&B (Rithim and Blues), que era uma puta música até os anos 70 e hoje tem a acepção que tem (tente baixar músicas R&B e ouvi-las e compara com as R&B da década de 60 e entenderá o que estou dizendo) e o pagode aqui no Brasil, aquela MERDA elevada ao Gugol. Compare o pagode dos “Originais do Samba” do faleciso Mussum, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila com o que se chama pagode hoje e, de novo, entenderá o que estou dizendo. Tenho um histórico Nerd que não cabe aqui e não gosto dessa mistura que estão querendo fazer. Ainda por cima, declararam o dia do Nerd por causa da data da estréia de Star Wars em 1977. Claro que adorei o filme e tenho muitos amigos fãs e os respeito e admiro muito. SW foi um divisor de eras no cinema. O cinema nunca mais foi o mesmo. A partir dali, idéias que apareciam nas cabeças também podiam aparecer nas telas e esta foi uma das maiores revoluções no cinema. Mas não se deve confundir fã com Nerd. Conforme Paul Graham, guru do Lisp e inventor das lojas virtuais por internet, existe uma relação direta entre ser esperto/inteligente e ser Nerd, e inversa entre ser Nerd e ser popular. Acho que é isso mesmo.
Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 12h02
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Star Trek, Restarting...
Fui ver o STAR TREK novo, do J. J. Abrams (o cara de Lost). Primeiro horário do primeiro dia. Absolutamente fabuloso !!!!!!!!!!!!!!. Obviamente não vou entregar nada aqui, mas adianto que é o mais bem escrito de todos, respeitoso com a mitologia anterior e... bárbaro!. Em poucos minutos, aprofundou os grandes personagens do mundo trekker muito mais do que vários filmes ou episódios o fizeram no passado. Um destaque é Cap. Christopher Pike, interpretado magnificamente pelo ator Bruce Greenwood (de Double Jeopardy, ver foto). Tudo o que Kirk tinha de bom o Kirk "novo" tem, e melhor. Zacary Quinto está imbatível dentro da pele de Spock (Exceto, é claro, pelo próprio Leonard Nimoy, que mandou bem também no filme). O Sulu foi muito bem "aproveitado" na trama, assim como Uhura e o maravilhoso sotaque de Chekov. Dr McCoy estava o máximo e até o Scotty estava bem (espero que aproveitem melhor no segundo filme). Obviamente sempre haverá aqueles que criticam alguns aspectos comerciais, apelativos e melodramáticos do filme, mas acho esse tipo de crítica meio panfletária e cheia daquele tipo de purismo que não leva a nada (porque tem tipo de purismo que é interessante). Obviamente encontrei muitos amigos e Trekkers de longa data. Estavam lá, para resumir para aqueles que tenho o prazer de chamar de amigos, o Machado e o Elton. Mas teve um cara que encontrei logo ao olhar para a porta do cinema, Brother antigo de leitura, que tem a única biblioteca que realmente invejo, que eu não via havia muitos anos... o Artur Russ Filho, a primeira inteligência realmente destoante que encontrei no antigo CEFET. Foi muito bom rever o cara. Lembrei-me até do primeiro Star Trek para cinema que vi com o Carranza. Foram muito parecidas as situações, tanto na qualidade e impacto do filme quanto na qualidade da companhia. Live long and prosper!
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 19h16
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Tô meio negligente com este blog, mas o motivo principal é a absoluta falta de tempo. Estou com 5 alunos de mestrado, tenho minhas próprias pesquisas pra tocar, 3 disciplinas para graduação e pós e ainda tenho minhas atividades de Astronomia que estão a mil nete Ano Internacional de Astronomia. Então as coisas têm estado pretas, mas sexta passada foi um dia legal, quer dizer, mais legal ou menos besta que outros. Um pouco antes do almoço um amigo de longa data, daqueles que não é exagero chamar de irmão, o Carranza, ligou dizendo que estava disponível para um almoço. Fomos bater um rango chinês e a conversa foi boa como sempre foi. Obviamente todos aqueles com mais de 30 já notaram que os amigos que fazemos antes dos vinte e poucos são "diferentes". Eles têm uma impressão em nossa memória diferente, engramas diferentes, como se a profundidade do "interconhecimento" fosse maior. De fato, isso faz sentido. Antes dos 20 e tantos nós ainda estamos procurando por aquela pessoa que seremos pelo resto da vida, fase que termina com a fase pós-adolescente, i.e., aos 20 e poucos anos. Antes disso, nossos amigos conhecem aquele cara de que mais lembramos. Aquele cara confuso que, justamente por causa do stress causado pela epoca, deixa marcas perenes na memória. Depois do almoço, que foi breve, tive que sair correndo pra dar uma palestra de Astronomia e suas colaborações para outras ciências para o pessoal da pós. Foi legal! Da invenção do infra-vermelho às forças de Coriolis, teve de tudo... e principalmente as discordâncias naturais do processo... e a gente sai sempre um pouco melhor dessas situações...
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h25
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Abertura do Ano Internacional da Astronomia em Curitiba
2009 é o Ano Internacional da Astronomia, proclamado pela ONU, com a UNESCO e IAU como principais agências organizadoras, em comemoração aos 400 anos das primeiras observações de Galileu com telescópio. Nestas semanas, no mundo inteiro, estão ocorrendo os eventos de abertura, onde são passados para a população e interessados os objetivos do AIA2009. O evento oficial de Abertura do Ano Internacional da Astronomia em Curitiba acontecerá no dia 24 de janeiro de 2009. conforme tabelado abaixo.
informações em www.astronomia2009.org.br
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Horários
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LOCAL
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Eventos
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16:00 às 24:00
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Pátio da CEP
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Observações ao telescópio
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19:00 às 19:30
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UTFPR
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Abertura Oficial do AIA2009 em Curitiba
Prof. Dr. Bertoldo Schneider Jr.
professor UTFPR e coord. do CAUTEC
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19:30 às 20:30
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UTFPR
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Palestra "As Novas Fronteiras do Universo"
Prof. M.Sc. Amauri J. L. Pereira
professor do OACEP e membro CACEP
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21:00 às 23:30
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Planetário do CEP
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Sessões de Planetário de 30 min
tema: "As contribuições de Galileu para
a Astronomia"
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Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 13h28
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A Maior Lua do Ano 
Nas últimas quarta-feira e quinta-feira eu olhei para a Lua alta no céu, ainda com o ruído do mar ao fundo, e lembro-me de ter tido a impressão dela estar maior que o normal. Fiquei matutando se seria possível alguém perceber que a Lua está maior ou menor, quando está em seu perigeu ou apogeu, respectivamente. De volta a casa, recebi alerta sobre a maior Lua do ano, que aconteceria na noite do dia 10 de janeiro. Tive a resposta então para a minha pergunta. Um sujeito pode sim perceber que a Lua está maior ou menor. Não pude observar, por causa das condições climáticas, mas aproveitei para diminuir um pouco mais minha ignorância. Isso é uma doce ilusão que temos, pois quanto mais área você ilumina ao seu redor, maior fica o perímetro da escuridão que te cerca. Enfim, li um alerta da NASA, enviado por um listeiro de astronomia amadora e comecei brincar com números. A Lua tem 3.474 km de diâmetro, seu perigeu neste ano é de 357500 km em 10 de janeiro, às 10h53min UT. O apogeu é em 7 de julho, 21h, 40 min, de 406232 km. Usando esses dados, Pitágoras e trigonometria, chega-se a um tamanho angular médio para a Lua, αm, de 0,5234º, um tamanho no apogeu de αa =0,48998º e no perigeu de αp = 0,55677º. Isso dá um tamanho de 13,6 % maior no perigeu em relação ao apogeu. Como a intensidade de ondas eletromagnéticas depende do inverso da distância, podemos saber que no perigeu há 29,12% mais "brilho" que no apogeu. Isso porque a Lua está mais perto. O fato dela estar maior ou menor, do nosso ponto de vista, não importa para o cálculo, só a distância. É como um espelho que fica mais perto e parece maior, mas continua refletindo a mesma quantidade de energia. A foto ilustra a diferença visível entre a Lua no apogeu e no perigeu. Quando eu era um piá, fim dos 70, vi uma lua cheia vermelha e gigantesca nascendo sobre um morro próximo, no sítio do meu pai. Aquela impressão de gigantismo nunca me abandonou, mesmo depois de estudar várias e várias vezes os movimentos lunares, efeitos de lente atmosférica e etc. Já fiz medições de curto termo para ver que a Lua nascendo tem o mesmo tamanho de quanto está alta no céu (a velha ilusão de ótica), sei que é possível, sob determinadas condições, que a atmosfera aumente o tamanho dos objetos, mas nada nunca me explicou aquela Lua. Enquanto eu não explica-la, fica difícil acreditar em coisas que encontramos mesmo no meio científico, principalmente quando quase todo ele sofre sem saber do mal da supersimplificação. É como Einstein disse quando seu amigo Ehrenfest morreu: "aprender e ensinar coisas que a pessoa não consegue aceitar de maneira plena no coração é sempre difícil."
Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h57
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DAWN project is broken DOWN

O projeto Alvorada (Alvorecer do Ano internacional de Astronomia), implementado em Balneário Camboriu, pelo CAUTEC, com apoio do pessoal do nó de BRUSQUE, não teve sucesso. Como todos sabem, um ciclone extra-tropical bagunçou o estado por uns 4 dias. O SOL não foi visto entre os dias 1 e 3 de janeiro. Estivemos, eu e mais umas 7 pessoas locais, participantes do CAUTEC desde 2004, ocasião em que estivemos por aqui para o trânsito de Vênus. Estivemos desde as 6 horas da manhã no local combinado e tudo que vimos foi chuva. Infelizmente, é mais um evento a ser colocado no balaio dos eventos-que-não-deram-certo, comuns e devidos quase 100% a São Pedro. Esses da foto acima foram os únicos que aproveitaram o alvorecer do IYA2009. Abaixo, o infeliz astrônomo amador anotando qualquer coisa sem importância.

Estou em um complexo turístico e farei por aqui algumas observações, organizadas em conjunto com a equipe de entretenimento. Depois passo o relatório.
Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 10h45
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A religião da economia
Ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, estar certo não é a finalidade de todos os críticos. Eu, como todo mundo, tenho meus acertos e meus erros. Quanto mais experiência a gente adquire, mais a balança pende para um dos lados (e nem sempre para o lado certo). Tem um monte de coisas para as quais eu gostaria de estar completamente errado. Uma delas é o que chamam de sistema econômico mundial. Eu sempre achei um absurdo as variações de índices econômicos baseadas em achismos: um cara fala uma bobagem no Canadá e o Japão perde algumas empresas; um repórter publica outro achismo nos "States" e metade dos aplicadores fogem do Brasil. Que porra era esta? Pra mim, nunca passou de um joguinho de retardados com conseqüências enormes. Eu não acreditava que aquilo podia estar acontecendo. Eu conseguia entender que um problema de safra de milho num país como Brasil ou EUA pudesse influenciar no preço do frango no mundo inteiro, porque frangos têm a mania de comer milho. Mas a maioria das explicações dadas para altas e baixas era uma piada. E tem ainda esse negócio das explicações. Sempre apareciam os especialistas que sabiam exatamente o porquê de uma coisa ter acontecido. Piadas de mau gosto. Agora está aparecendo um monte de coisas absurdas. Por exemplo, outro dia saiu a notícia de que havia uma espécie de aplicação tipo "pirâmide" capitaneada por um dos maiores banqueiros do mundo, que tinha como clientes até países inteiros. Inacreditável! A crise atual foi deflagrada por um absolutamente artificial, virtual, etéreo sistema de financiamento habitacional que beira o extremismo de fés fundamentalistas. Coisas como estas, com seres humanos baseando o rumo de seus países em crenças sem sentido, eu esperava só dos povos medievais. Mas dá pra ver que o ser humano ainda acredita em horóscopos. Desde piá eu não conseguia mesmo acreditar que houvesse tanta gente cometendo o mesmo erro. Eu preferia acreditar que o erro estava em mim. Eu era que não estava entendendo o mecanismo da coisa. Mas, infelizmente, eu estava (como muitos) certo. Essa atual crise mundial, capaz de dar um chega pra lá até na China, que cresceu em média 9% ao ano nas últimas 3 décadas (este dado, retirado da Folha, é meio incrível, não?), prova isto. Prova como uma enganação de um bando de moleques pode mudar todo o mundo. E por que vocês acham que isso acontece? Porque nós somos um bando de animais que gosta de ser boiada. Manezinho se veste diferente, acha seu próprio estilo, sei "diferencial" simplesmente para ser "igual" aos outros manezinhos. Todos seguem cartilha! Todos prezam seguir cartilha! Até mesmos os rebeldes são seguidores de cartilha! A cartilha de como pensar diferente (que acaba sendo um pensar diferente igual a todos os outros que "pensam diferente"). É o exemplo do rebelde atual que acha Cuba o máximo. Mas felizmente, como diz o ditado vulcano "a glória do universo está em sua infinita diversidade em infinitas combinações". Existem poucos que fazem a diferença. O presidente Sarkozy está agora querendo refundar o capitalismo e ele está com toda a razão. Ele diz que o problema não está no capitalismo, mas no "sistema que foi progressivamente dando mais importância ao especulador do que ao empreendedor", e completa: "o capitalismo não é a lei da selva, não é a irresponsabilidade generalizada, não é a primazia da especulação". Ele quer a volta dos valores básicos do capitalismo. A economia centrada no empreendimento e desenvolvimento. Quer que as "agências reguladoras" sejam reguladas, quer "um capitalismo centrado na transparência e não na opacidade". Bom, eu detesto dar razão a um francês, mas neste caso ele tem razão. A "cúpula de Washington" já decidiu caminhar por uma estrada mais segura, incluindo no "Fórum da Estabilidade Financeira" até os países emergentes. Vamos ver no que dá.
Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 12h06
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Halo solar

No domingo, após a churrascada de fim de ano da Zeit, que sempre vou, fui pra casa e ao sair do carro, vi pelo pelo reflexo do pára-brisa um efeito "arco-iris" no céu. Estava particularmente forte no pára-brisa por causa que o processo de reflexo é uma espécie de filtragem polarizada da luz. Telefonei pro Mário Sérgio e ele já estava vendo a coisa. O Diniz também estava acompanhando. Acima tem uma foto de um pedaço do halo circum-zenital e abaixo, um avião atravessando o sundog esquerdo.

Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h20
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Churrascada do CACEP

No último sábado tivemos a Churrascada Anual do CACEP (Clube de Astronomia do Colégio Estadual). Fui convidado e compareci. Estava ótimo, principalmente pela companhia. No início da noite, como se o Mário Sérgio tivesse encomendado, tivemos uma belíssima passagem da ISS (International Space Station) sobre nossas cabeças. A foto mostra 15 segundos dela. Fou muito bom!
Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h05
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Passeio na Universidade

MInhas filhas, quando em férias, sempre pedem para passar um dia comigo na Universidade,. Elas dizem gostar daquela comida, do restaurante e das coisas que têm por lá. Outro dia eu as levei. Eu tinha uma reunião à tarde com o pessoal do CACEP e CAUTEC sobre assuntos comuns. Foram lá os professores Emílio, Amauri e Lucas, companheiros de longa data de Astronomia. Depois do almoço com minhas filhas e antes da reunião, eu tinha que limpar as caixas de materiais novos para o futuro curso de Engenharia Biomédica. Peguei a maior e estava cheia de asas e corpos de cupins. A caixa continha o novo esqueleto didático em tamanho natural, novinho. Tiramos da caixa, limpamos e montamos. A foto mostra como crianças podem ficar "assuntadas" diante da ciência. Depois da reunião, como o esqueleto despertara curiosidade para assuntos biomédicos, começamos a falar disso e terminamos com uma pequena demonstração de um cérebro e suas partes. Todos os presentes, inclusive minhas filhas, acompanharam atentamente. Nem chegaram perto do "Ui, que nojo!" que seria normal pra essa idade. À noite, montei o telescópio no meu solário-observatório. Quando a morena viu, só disse: "dá licença, pai.", pegou um banquinho e posicionou do lado do scope. Subiu nele, pegou os controles dos motores do telescópio, botou o olhinho na ocular e ficou ali passeando pelo céu, num equilíbrio precário sobre o banco, com um pai sorrindo e babando na porta.
Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h45
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Encontrado o corpo de Copérnico

Foi encontrado o há muito perdido esqueleto de Nicolaus Copernicus, [1473-1543], o famoso Astrônomo do século 16. Após 4 anos de pesquisa e séculos de especulação sobre o paradeiro final do padre erudito que desafiou a Bíblia e o conhecimento Aristotélico. A identificação foi possível a partir de amostras de DNA de um dente, uma vértebra e um fêmur encontrados num túmulo da Catedral de Frombork e de dois fios de cabelo encontrados em um livro, que lhe pertenceu, guardado na Universidade Uppsala da Suécia. Copérnico foi o primeiro a introduzir a noção de que o Sol e não a Terra era o centro do mundo conhecido naquela época. Copérnico era um Astrônomo somente em seu tempo livre. Sua teoria heliocêntrica foi condenada por Lutero. Começando em 2004, o arqueólogo e professor Jerzy Gassowski encontrou ossos e um crânio (sem a mandíbula), numa sepultura muito danificada, sob lajes do piso da Catedral Católico-romana de Frombork, na Polônia, do século 14, onde Copérnico trabalhou. Nesta semana (outubro de 2008), ele anunciou que o retrato reconstruído por computador apresenta traços do retrato conhecido de Copérnico. O crânio apresenta inclusive uma marca de corte sob a cicatriz de seu olho esquerdo, mostrada no retrato e o conhecido nariz quebrado. Outros dois fios de cabelos encontrados não pertenciam ao mesmo sujeito dos ossos. Embora ainda pairem dúvidas, a aceitação da identificação é grande. A polícia polonesa usou o crânio para reconstruir a face de Copérnico ao tempo de sua morte (ver figura). É impressionante, não? Entraremos no Ano Internacional da Astronomia, 2009, com um novo rosto no panteão da Astronomia.
Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h26
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Alemão dá, alemão tira!

Nosso bravo Felipe Massa fez o que podia, fez 100 % do máximo que podia fazer, ganhou a corrida. O que ele podia fazer MAIS? Podia ficar assim, mas os alemães resolveram brincar com o coração brasileiro. O piloto alemão Sebastian Vettel passou o Hamilton, no final da corrida, deixando-o em sexto, o que dava o título a Massa, mas... o também alemão Timo Glock quebrou, no final da última volta, entregando o título pro inglês. Pelo menos, temos agora corridas de verdade, onde pilotos fazem diferença. Muito diferente de uns anos atrás em que a diferença tecnológica enorme, a falta de culhão de um conterrâneo e outras manobrinhas que sempre apareciam deu indevidamente ares de "grande piloto" a um outro alemão que, para mim, mal entrava no time B da fórmula 1. Mas vá lá. Isso é esporte mesmo, não é pra ter lógica...
Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h23
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O maior telescópio refrator móvel em funcionamento no mundo está no Observatório Archenhold (Archenhold Sternwarte) (oitavo na lista de todos os tempos). São 21 metros de distância focal e lente de 68 centímetros de diâmetro. Instalado em 1896 por causa de do Show Industrial de Berlim, passou por muitas manutenções e funciona até hoje. O jovem cientista Friedrich Simon Archenhold viu na feira de 1892 a única oportunidade de conseguir financiamento para o equipamento. Devido ao sucesso, as autoridades concordaram em "deixar o equipamento ficar mais um pouquinho". Sua massa móvel (ele e seu contrapeso) é de 130 toneladas. Se ficasse sob um domo, este teria que ter 50 metros de diâmetro. A solução foi projetar um teto retrátil que protegesse a ponta da ocular. O resto do tubo é protegido por uma casca reforçada (reformada em 1990) e quando não está em uso, fica na horizontal, repousando sobre o teto do observatório (é possivel ver na foto um segmento de grade que é menor, onde ele encosta para seu descanso), de onde é possível fazer a manutenção e a limpeza e a proteção da objetiva. O lugar não está nos mapas ou roteiros turísticos por motivos óbvios. Turistas não perdem tempo com ciência, de modo que neste dia eu fiquei por quase uma hora sozinho com este monstro, estudando todos seus truques e engrenagens. Um grande projeto! Do tempo em que engenheiros realmente engenhavam!
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h51
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Em Berlim com a Ursa na cabeça

Berlim tem um nome com origem meio desconhecida, mas adotou um urso como símbolo. Todo se lembram do Urso de Berlim das olimpíadas. Embora em outubro se tenha a menor média de chuva na cidade, eu só peguei chuva, frio e nuvens aqui. Céu aberto foi raridade. Hoje, um pouco antes de dormir, fui até a janela do hotel só para desencargo e... o céu estava limpo. Catei os materiais necessários e fui achar um lugar apropriado para fotografar o céu. Imaginem, centro de Berlim... tive que improvisar. Tirei esta daí com a Ursa Maior sobre minha cabeça (a constelação tem o formato de uma panela). Eu ainda não a tinha visto aqui. Eu estou na foto tampando um foco de iluminação pública, deu pra sacar, não?
Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h53
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