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Parabéns às mães (só a algumas)
Tenho que registrar, antes de tudo, que não sou de ir a missas. Primeiro porque não acho uma coisa saudável reuniões sectárias de nenhum tipo e, segundo, porque tenho quase certeza de ser um ateu (ser ateu é uma coisa da qual nunca se pode ter certeza). Mas quando se tem filhos pequenos em escolas e quando essas escolas são religiosas e quando a ocasião é especial para a criança (como o dia das mães), a gente tem que fazer algum sacrifício. Apesar de não gostar de missas, eu faço uma coisa que a maioria das pessoas que “gostam” não fazem. Eu “ouço” o que é falado. Geralmente nada se aproveita, mas a gente sempre pode topar com uma surpresa. No meio da missa, uma mulher (numa função que nos meus tempos de “religioso” era a de “comentarista”) leu um texto de homenagem às mães que continha coisas pouco usadas (e ousadas) em missas (e eu acho mesmo que aquilo nem tinha passado pelo crivo do padre). De qualquer forma, achei interessante a homenagem às “mães de prisioneiros” (e eu homenagearia somente aquelas que não têm culpa dos filhos estarem presos), àquelas que enfrentam uma maternidade sem companheiros (as chamadas mães solteiras, que merecem sim a alcunha de “mães”) e às “mães que têm filhos na guerra” (aqui novamente é preciso um comentário... ratifico a homenagem àquelas mães que não têm culpa dos filhos estarem na guerra... estas, sim, merecem admiração, porque a sua revelia fornecem “massa” de manobra para guerras que quase nunca têm sentido e seus filhos morrem sem significado). Mas eu quero “Desomenagear” aquelas que instigam o ódio e usam seus filhos para a consecução de seus propósitos, que os usam para o trabalho ou para obter sustento daquilo que erroneamente pensam ser sua família. Quero “desomenagear” aquelas que no intento de não deixarem seus filhos atrapalharem suas “tarefas” ou suas “vidas”, impedem ou minimizam os estímulos que poderiam ser benéficos ao desenvolvimento de sua inteligência, de sua sociabilidade ou de seu sistema autônomo de defesa. Quero que se fodam aquelas mães que acham sua “vida íntima” tão mais importante a ponto de traírem preceitos universais de responsabilidade. Quero que se fodam as mães que são capazes de matar seus filhos só porque eles “atrapalham” sua vida besta... e quero que se fodam, que sejam supliciadas e que sejam depositadas direto no inferno (se ele eventualmente existir) aquelas que são capazes de jogar um filho pela janela. Nem vou falar sobre o que acho de um cara que faz isso. Todo homem, todo pai, tem o instinto de proteção de “sua tribo”. Todo homem é um rei, é um “costas-prateada”, que deve cuidar dos seus. Um cara que joga um filho pela janela, por causa de uma mulher capaz de fazer a mesma coisa, merece um fim que ainda não foi inventado nem pelos mais imaginativos tiranos.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h55
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Nóis na fita!
Só pra registrar. Palmeiras é campeão paulista de futebol de 2008. Mandamos o São Paulo dar uma volta com o recado de que "gol de maradona" a gente não engole, não... e, respeitosamente, providenciamos mais um vice-campeonato para a Ponte Preta. Tivemos direito até a golaaaaaaaço do Valdívia, o primeiro craque que baixa no parque desde o gigante Evair.... e outro golaaaço de cabeça do Alex. Somando os dois jogos, acho que foi 6 x 1 (até perdi as contas). Valeu! Agora passa a régua e vamos pro brasileiro. Saldações alvi-verdes a todos palestrinos.
Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h40
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Teleologia, o Princípio da Finalidade
A maioria dos escritores não gosta de admitir que passam um bom tempo estudando os meandros da nossa língua mátria. Querem fazer parecer que têm um dom especial. Isso não é verdade, pelo menos para a grande maioria deles. Eu, por exemplo, coleciono palavras que, sozinhas, podem substituir frases longas, i.e., palavras específicas para idéias complexas, palavras não usuais que podem substituir discursos inteiros. Tudo isso por causa do texto-veículo. Um texto, quando feito para transmitir uma idéia qualquer de modo unívoco (cujo significado não pode ser confundido, i.e., não dúbio), é um “veículo” para uma idéia, e não queremos ser mal entendidos. É muito desagradável achar que se está escrevendo uma coisa e o leitor entender outra. No campo das idéias, a univocidade é desejável, mas reconheço que no campo das artes a intenção pode bem ser a contrária. De qualquer modo, já usei aqui uma dessas palavras (unívoco), mas eu queria falar sobre a palavra “teleologia”. Teleologia é a palavra para o antigo “princípio da finalidade”, onde se usa a finalidade das coisas como princípio explicativo. Algo como “as mulheres vivem mais porque precisam criar seus filhos, enquanto o homem é somente um reprodutor”, ou sobre o princípio antrópico: “o Homem existe porque se não existisse, não estaríamos aqui para responder esta pergunta”. Hegel e Aristóteles usavam este princípio para entender o mundo e fizeram uma escola considerável. Mas o que me fez escrever este post foi uma frase que li na introdução histórica de uma versão recente (Ediouro) do famoso livro “A Origem das Espécies – através da seleção natural”, de Darwin (que dispensa apresentações). Lá estava um excelente exemplo do “princípio da finalidade”. Registro, em tempo, que acho uma total bobagem tal princípio. Mas o texto falava de Naudin, famoso botânico que, em 1852, explicou que a seleção das espécies era regida por uma “... potência misteriosa, indeterminada, fatalidade para uns, para outros vontade providencial, de que a ação incessante sobre os seres vivos determina, em todas as épocas da existência do mundo, a forma, o volume e a duração de cada um deles, em razão do seu destino, na ordem das coisas de que faz parte. É esta potência que harmoniza cada membro no conjunto, apropriando-o à função que deve desempenhar no organismo geral da natureza, função que tem para ele a sua razão de ser”. Bom... pelo menos a retórica é unívoca!
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 10h34
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A coragem de ser politicamente incorreto
Aprecio muito as pessoas e as atitudes que desprezam o “politicamente correto”. Felizmente já faz algum tempo que os mais espertos (e expertos também) abandonaram essa viadagem. Os próprios seriados americanos só sobrevivem hoje porque começaram a desprezar o princípio do que é “politicamente correto”, como já havia feito a Austrália, na mesma área. Temos visto algumas opiniões extremas sobre o caso Isabella, como a de Lya Luft na Veja, que não tem melindres em pedir sentença de morte aos pais (alguém ainda acredita que não foram eles?) assassinos. No Brasil não existe sentença de morte, nem prisão perpétua e se o cara tiver um bom advogado, ele pode matar até o presidente que não vai passar mais de 8 anos na cadeia. O vocábulo “frouxo” que estão usando para nosso atual estado de lei criminal é mais que apropriado. Infelizmente, os advogados conseguem (Dante já achou o exato habitat desses e de suas clientes), através de obscuras e labirínticas passagens da lei, manter animais como os assassinos da garota de 5 anos fora das grades. Também teve aquela opinião daquele reitor de Harvard (Larry Summers) sobre o motivo pelo qual a maioria dos estudantes de ciências exatas serem homens. Por que é que se tem que afirmar que as inteligências da mulher e do homem são as mesmas quando a ciência diz, sob critérios e domínios definidos, o contrário. Ainda não surgiu uma maneira honesta de se ponderar os diversos tipos de inteligência, unindo-os num único índice. Quando e Se isso existir, daí sim haverá algum sentido em se discutir quem é “mais” inteligente. As inteligências são “diferentes”, as habilidades diferentes, o modo de ver o mundo é diferente e a maior diferença entre os dois é justamente nossa maior alegria. Há uma pesquisa cuja metodologia não deixa nada a desejar, dos professores Irwing e Lynn, que aponta para uma média de cinco pontos de QI a favor dos Homens. Eles declararam e publicaram os resultados com certo constrangimento, mas sabiam que tinham o dever de publicá-lo (British Journal of Psychology). Teve também o caso desse professor-coordenador Dantas do Curso de Medicina da UFBA, que falou sobre o QI dos baianos (pelo menos daqueles alunos de medicina que não passaram “no teste”). Será realmente inteligente acusá-lo de preconceito? Um preconceito é uma opinião sem exame crítico profundo. Será que o que ele emitiu não seria um “conceito” que tem sobre os alunos? O conceito é formado após estudo do objeto, e é um fato incontestável que os alunos de medicina da Bahia foram mal em relação aos outros alunos do Brasil. É só ver a performance nos ENADEs. O reitor da UFBA afirmou que “uma pessoa num cargo desses não pode se posicionar dessa maneira”. Por quê não? Se é o que ele pensa, ele não deveria falar mesmo? Essas coisas têm que ser discutidas, não varridas pra baixo do tapete com desculpas “politicamente corretas”. E o que ele falou sobre o berimbau ser um instrumento muito fácil de tocar, alguém discorda? Se sim, mandem-me suas objeções e podemos discutir. Lembremos ainda que o sistema educacional não é democrático (e nem deve ser), é meritório. O dia que tirarem isso da educação (como estão tentando com essa viadagem de cotas), estaremos fod&%$#. O desenvolvimento de um país está direta e fortemente correlacionado com a educação de seu povo. Não sei (e nem me interessa) se os baianos são menos inteligentes que o resto do Brasil, mas certamente são mais “devagar”. O próprio Darwin, na primeira metade do século 19, anotou em seu diário, enquanto passava uns dias naquela região, as (des)qualidades dos “baianos”, especialmente sobre quanto tempo levavam para servir comida, por exemplo, o que só prova que a coisa vem de muito antigamente. Até onde eu sei, velocidade de execução é um dos tipos de inteligência e também um dos diferenciadores que usamos quando julgamos alguém. Tiro o chapéu para atitudes assim. As idéias podem não ser corretas, mas deixar de declará-las é intelectualmente desonesto.
Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h14
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Anticonstitucionalissimamente
Minha filha, por conta de alguma brincadeira que surgiu em sua escola, tem me perguntado (e a sua mãe) sobre a maior palavra brasileira. Eu mandei, categoricamente, aquela que aprendemos quando crianças: anticonstitussionalissimamente... mas só pra não pagar o mico de errar (pai não pode errar, vocês sabem...), fomos dar uma olhada na rede (que não é o melhor lugar, mas, pra isso, basta), porque sei que neologismo nesta terra nasce como bananas.... e olha no que deu. Tem três palavras maiores ainda:
1ª Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico = relativo à Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconióse, uma doença causada pela inspiração de cinzas vulcânicas. 2ª Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose = já falei sobre ela acima.
3ª Hipopotomonstrosesquipedaliofobia = Medo irracional de pronunciar palavras grandes ou complicadas (porra, só rindo... o tratamento desse cara deve acabar quando ele pronunciar a própria doença)
4ª Anticonstitucionalissimamente = contrária à contituição, etc, todo mundo já sabe...
Mas isso é nada perto do alemão
Donaudampfschiffahrtselektrizitätenhauptbetriebswerkbauunterbeamtengesellschaft
e do grego
lopadotemamachoselachogaleokranioleipsanodrimhypotirmmatosilphio paraomelitokatakechymenokichlepicossyphophattoperisteralektryonopte kephalliokigklopeleiolagoiosiraiobaphetraganopterygon, a maior palavra do mundo (engraçado que isso é nome de comida... deve levar mais tempo pra pedir do que pra fazer).
bye.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h14
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Apesar da chuva que caiu todo o dia e da noite encoberta, a Segunda Noite Internacional de Astronomia na Calçada (2nd INTERNATIONAL SIDEWALK ASTRONOMY NIGHT) foi um sucesso para os Curitibanos. O CACEP (Clube de Astronomia do Colégio Estadual do Paraná) organizou, e o CAUTEC (Clube de Astronomia da Universidade Tecnológica do Paraná) também participou (com 3 integrantes), o evento no Relógio das Flores, no centro histórico de Curitiba. Vimos e mostramos a Lua e Saturno (quando estes podiam ser vistos) para os que por lá estavam. Na foto, o professor José Luis, diretor do CACEP, confere a Lua e o equipamento. Aliás, tenho que render aqui homenagem pública ao grande construtor de espelhos, o Sandro Coletti. Sandrão, ontem com todas aquelas nuvens e da poluição luminosa do centro de "Curita", eu vi "fácil fácil" a sombra dos aneis em Saturno. Puta ótica, amigo!!
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 12h22
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Astronomia de Calçada
2a Noite Internacional de Astronomia de Calçada
2a ISAN (2st INTERNATIONAL SIDEWALK ASTRONOMY NIGHT)
12 de abril de 2007

No dia 12 de abril, o mundo todo estará unindo seus astrônomos, amadores ou não, em esquinas, praças ou calçadas, levando a astronomia até os transeuntes.
A Astronomia de calçada tem como objetivos principais: 1) dar à comunidade a chance de ver, com seus próprios olhos, objetos celestes através de equipamentos apropriadamente proporcionados e 2) Dar informações sobre o que estão vendo. É uma atividade puramente voluntária e o único interesse é a disseminação da Astronomia.
O CACEP, Clube de Astronomia do Colégio Estadual do Paraná, acompanhado pelo CAUTEC, Clube de Astronomia da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR), disponibilizará seus equipamentos para a 2a ISAN, no dia 12 de abril, no Relógio das Flores. Professores, astrônomos amadores e diletantes estarão no local para atender (a)os interessados. Qualquer pessoa pode participar, é só ter a curiosidade e ir para o evento. Podem trazer, se quiserem, instrumentos próprios.
LOCAL: Relógio da Flores, Centro Histórico de Curitiba
Lat: 25o 25’ 38,73”S e Long: 49o 16’ 27,35” O; h= 1000 m. e GMT -3.
DATA e HORÁRIO: 12 de abril, 19h até 23h
Atividades: Observação da Lua a oeste e Saturno no zênite.
Equipamentos: Telescópio Newtoniano Motorizado de f=15 cm.; Telescópio Schmidt-Cassegrain de f=20 cm.) e Binóculos Astronômicos 9x63 e 7x50
CACEP: Prof. José Manoel Luís Ungaretti da Silva – Diretor; Prof. Mário Sérgio Teixeira de Freitas e Prof. Amauri José da Luz Pereira
CAUTEC: Prof. Bertoldo Schneider Jr.
Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 19h44
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Coisas interessantes para Físicos Teóricos
Como bom engenheiro, sempre fico muito feliz quando posso falar mal dos físicos, especialmente aqueles puramente teóricos (engana-se quem pensa que Einstein foi um teórico... seus gedanken ou experimentos pensados, apesar de virtuais, eram plenamente satisfatórios). É uma brincadeira saudável que temos, nós e os físicos, e que parece universalizada em todos os países da Terra. Isso acontece mesmo a despeito de gostarmos e respeitarmos muito o trabalho deles. Mas às vezes eles "saem da caixinha". Dizem que Richard Feynman e Denny Hillis ficaram uma noite inteira entortando espaguete e vendo em quantos pedaços eles se quebravam. Eles se quebravam em três ou mais pedaços. Depois foram precisos 20 anos até que descobrissem porque eles não podiam quebrar os espaguetes pela metade. Explicação encontrada na teoria matemática da fragmentação. Tenho certeza absoluta que isso encantaria a maioria dos alunos de física que conheço e reconheço que também fiquei impressionado por um ou dois minutos, tempo que levei para fazer o experimento. Quebrei somente 13 "fios" de espaguete e linguini. Parei com um universo tão pequeno porque já dava 8 a 5 para os quebrados-em-dois (uns dois deles quebrados bem no meio) contra os quebrados-em-mais-de-dois. O que vou dizer? No meu mundo, um fato vale mais que mil teorias.
Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h20
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Morreu a lenda Charlton Heston
Lá se vai outro ícone. Charlton Heston. O cara oscarado de Ben Hur, o interprete de figuras “históricas” como El Cid, Moisés, Michelangelo, Marco Antônio, o cara dos SF “Planeta dos macacos”, com talvez a cena mais antológica do cinema, o meu predileto “The omega man” (O último homem sobre a Terra) baseado no romance “Eu sou a lenda” de Richard Matheson (o pai) e recentemente refilmado com Will Smith (com o lançamento do filme, meu livro entrou para uma fila de leitores que ultrapassou a dezena). Ele declarou ter vivido muito bem e estar preparado para a morte. Só não sei se vão deixar ele dar os tirinhos dele lá em cima.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h42
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Morreu Arthur Clarke
Foda! Morreu Arthur Clarke, o cara responsável por eu fazer o que faço hoje. Depois faço algo mais caprichado...
Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h16
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Vulcanos estiveram na Terra no séc. 19

Essa é uma notícia para os Trekkers. Delacroix pintou “A liberdade guiando o povo” inspirado na insurreição de Paris de julho de 1830. No canto da tela, há um Vulcano abatido.
Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h50
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Palmeiras bate o velhinho

Não tem como deixar de comentar o canudo que o Palmeiras deu no São Paulo. Simplesmente, num jogo de vida ou morte (uma vez que o perdedor fica longe da zona de classificação), o Palmeiras botou 4x1 de virada no "velhinho". Teve pênaltis e até defesa de mão trocada. Estranhamente, o melhor jogador da partida foi o Adriano do São Paulo. O gol do Sampa foi o "feijão com arroz" deles: escanteio bem batido e cabeçada perfeita. Depois o Kleber deu uma ciscada que quebrou as espinhas da defesa do Sampa e colocou. O Rogério ainda tentou, mas não deu. No segundo tempo o velhinho perdeu só nos penalties. Na primeira penalidade, o Junior foi desarmar o Valdívia (que tem Ph.D. em cavar falta) na área e cometeu a burrice (e por isso merece o pênalti, mesmo que não tenha sido) de deixar as pernas levantadas no carrinho. Manezou, levou! Depois, penal de Juninho Em kléber (que jogou pra caralho), indiscutível e ainda um terceiro de Richarlyson em Diego Souza, também indiscutível. Nos três pênaltis o Rogerião foi “pro outro lado”. Tem um gosto legal bater o São Paulo e agora podemos até sonhar com título. Meu sangue ta mais verde hoje!
Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h41
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Lagarta verde brilhante, Pachylia ficus

As lagartas fêmeas se alimentam das folhas (e geram um escremento em forma de Granada) e se reproduzem nas ávores de Fícus (Ficus aurea, Ficus carica, Ficus microcarpa, Ficus religiosa, Ficus pumila, Ficus gamelleira, Ficus prinoides, Ficus pumila, a variável brasileira Ficus benjamina, Artocarpus integrifólia). A lagarta, quando na fase de comer folhas, é extremamente difícil de ser encontrada. Sua presença é delatada pelos excrementos em forma de granadas com quase 1 cm de tamanho máximo. Sua aparência é exatamente a de uma folha e pode-se perder muito tempo procurando-a mesmo que ela esteja na frente do seu nariz. O final da fase é uma borboleta feia pra cachorro. Dessas que a gente chama de bruxa. Na fase reprodutiva, essa simpática lagarta come pra caralho, cresce pra caralho (até um tamanho de uns 3 polegares) e tem um sistema muito meigo de reprodução. Quando ela fica gorda pra caralis, as larvinhas filhinhas simplesmente atravessam sua pele e fazem pequenos casulos a sua volta. Os pequenos casulos se fundem num tipo de canudo ovalado branco como algodão. Olhando de perto dá pra ver larvinhas dentro das dezenas de casulinhos grudados entre si. A lagarta mãe não morre (!!!!), ela continua sua vida, toda perfurada, pra virar uma horrenda borboleta... não sei pra quê. A fotos atesta a beleza da coisa. O fato é que eu cansei de limpar os cocozinhos-granadas de cima do carro e da calçada, e tenho a responsabilidade de não deixar a praga se proliferar. Por conta do acontecimento eu fui pesquisar, na internet mesmo (já que um monte de doutores professores especializados na área se negaram a dar uma pista sobre o que as fotos que mandei significavam), sobre as lagartas e o fícus. A lagarta era a Pachylia fícus e minha árvore a Fícus benjamina, que descobri ser pouco apropriada para urbanização. No Rio, a espécie Ficus benjamina está sendo substituída gradativamente (por outras espécies como o ipê e Oiitis) por causa dos males que causa nas calçadas, redes de água, muros e edificações. A campanha é a “Fico ou não fico com o meu Ficus". O resultado de tudo isto é a remoção da árvore do meu jardim. Estou procurando um ipê amarelo, árvore em extinção, para colocar no lugar.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h39
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Dez anos do maior gol contra de todos os tempos.
A data era 15 de março de 1998. O Palmeiras jogava contra seu pior inimigo, o Corinthians, e estava saindo daquela fase “segunda-academia”. O autor do gol contra é o Oséias, mas não pense que foi um gol contra comum... foi especial mesmo. O Oséias era um matador naquela época, excelente jogador, só que seu cabelo devia sugar muito de seu cérebro. Num determinado momento daquele clássico, teve escanteio para o Corinthians bater. O momento era importante e todo o time foi lá pra ajudar. O Oséias também. O Marcelinho (logo ele) foi lá pra bater. Como de costume, ele mandou uma curva perfeita direto para a risca da pequena área, como qualquer cabeceador gosta. Só quem viu pode entender. O Oséias subiu, olhou pro gol e meteu uma cabeçada igualmente perfeita, de cima pra baixo, sem chance do goleiro pegar, golaaaaaaaaaço!!! Só que foi contra. Alguma coisa deu “circuit” na cabeça do negão e o cara virou matador na área errada. Na época comentaram que ele teria confessado que “se enganara” de lado, versão que não se oficializou. Fico pensando até hoje o que o Oséias sentiu quando viu toda aquela torcida pulando por causa do golaço... a torcida errada.
Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h57
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Petróleo em Titã

Eu estava escrevendo um resumo sobre o processo de compilação, num final de domingo, programa de índio, quando o Eltom me liga. "Você já ouviu falar da descoberta de petróleo em Titã?". Titã é uma lua gigante de Saturno. "Não", respondi. "Pois é, acharam por lá petróleo"... e daí partimos pruma discussão sobre ter ou não vida lá, etc... A rigor, o petróleo, ao contrário do que nos ensinaram na escola, não tem como origem só material orgânico vegetal ou animal estratificado e transformado a altas pressões. Petróleo é o nome de uma família muito grande e diferente de misturas de hidrocarbonetos. Nossa gasolina tem butanos, octanos e o escambal, o petróleo dá plástico, gás, diesel e um monte de outros "lixos". O petróleo de Titã é light, feito só de metano e etano (por enquanto é o que se sabe, por espectroscopia) e essas coisas são até queimadas para se chegar na gasolina aqui na Terra. A vantagem é que lá, que tem o dobro do tamanho da nossa Lua, tem estimadamente mais de quatro vezes todo o petróleo que deve ter neste planeta. E está fácil de colher. Lá o petróleo "chove". Já tô vendo alguém inventar um processo pra transformar o etano em etanol. Vai chover cachaça e vai virar o primeiro boteco entre aqui e o resto da galáxia.
Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h36
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