Meu Perfil
BRASIL, Sul, CURITIBA, UBERABA, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, English, Livros, Cinema e vídeo, Ciência, Astronomia



Histórico
 01/10/2015 a 31/10/2015
 01/11/2013 a 30/11/2013
 01/10/2013 a 31/10/2013
 01/09/2013 a 30/09/2013
 01/08/2013 a 31/08/2013
 01/07/2013 a 31/07/2013
 01/05/2013 a 31/05/2013
 01/03/2013 a 31/03/2013
 01/02/2013 a 28/02/2013
 01/11/2012 a 30/11/2012
 01/08/2012 a 31/08/2012
 01/07/2012 a 31/07/2012
 01/06/2012 a 30/06/2012
 01/02/2012 a 29/02/2012
 01/01/2012 a 31/01/2012
 01/09/2011 a 30/09/2011
 01/08/2011 a 31/08/2011
 01/07/2011 a 31/07/2011
 01/06/2011 a 30/06/2011
 01/02/2011 a 28/02/2011
 01/01/2011 a 31/01/2011
 01/11/2010 a 30/11/2010
 01/10/2010 a 31/10/2010
 01/09/2010 a 30/09/2010
 01/07/2010 a 31/07/2010
 01/05/2010 a 31/05/2010
 01/04/2010 a 30/04/2010
 01/03/2010 a 31/03/2010
 01/01/2010 a 31/01/2010
 01/12/2009 a 31/12/2009
 01/09/2009 a 30/09/2009
 01/08/2009 a 31/08/2009
 01/07/2009 a 31/07/2009
 01/06/2009 a 30/06/2009
 01/05/2009 a 31/05/2009
 01/03/2009 a 31/03/2009
 01/01/2009 a 31/01/2009
 01/12/2008 a 31/12/2008
 01/11/2008 a 30/11/2008
 01/10/2008 a 31/10/2008
 01/09/2008 a 30/09/2008
 01/08/2008 a 31/08/2008
 01/07/2008 a 31/07/2008
 01/06/2008 a 30/06/2008
 01/05/2008 a 31/05/2008
 01/04/2008 a 30/04/2008
 01/03/2008 a 31/03/2008
 01/02/2008 a 29/02/2008
 01/01/2008 a 31/01/2008
 01/12/2007 a 31/12/2007
 01/11/2007 a 30/11/2007
 01/10/2007 a 31/10/2007
 01/09/2007 a 30/09/2007
 01/08/2007 a 31/08/2007
 01/07/2007 a 31/07/2007
 01/06/2007 a 30/06/2007
 01/05/2007 a 31/05/2007
 01/04/2007 a 30/04/2007
 01/03/2007 a 31/03/2007
 01/02/2007 a 28/02/2007
 01/01/2007 a 31/01/2007
 01/12/2006 a 31/12/2006
 01/11/2006 a 30/11/2006
 01/10/2006 a 31/10/2006
 01/09/2006 a 30/09/2006
 01/08/2006 a 31/08/2006
 01/07/2006 a 31/07/2006
 01/06/2006 a 30/06/2006
 01/05/2006 a 31/05/2006
 01/04/2006 a 30/04/2006
 01/03/2006 a 31/03/2006
 01/02/2006 a 28/02/2006
 01/01/2006 a 31/01/2006
 01/12/2005 a 31/12/2005
 01/11/2005 a 30/11/2005
 01/10/2005 a 31/10/2005
 01/09/2005 a 30/09/2005
 01/08/2005 a 31/08/2005
 01/07/2005 a 31/07/2005
 01/06/2005 a 30/06/2005
 01/05/2005 a 31/05/2005
 01/04/2005 a 30/04/2005


Categorias
Todas as mensagens
 Boca no Mundo
 Ciência, Astronomia
 Poesia e Literatura
 Outras Artes
 Filmes e séries


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 BLOG DAELN-UTFPR
 Mário Bortolotto
 Micos, Gafes & Vexames
 Bacia das Almas - Paulo Purim
 Proibido Ler de Gravata
 Márcio Américo
 BLOG da Merie
 Angeli
 BLOG da Livraria Osório SEBO
 Leo Jaime, o BLOG
 Crônicas, vários autores
 Diário de uma Prostituta
 NonaArte HQ's
 Bertoldo Schneider, Site
 Engenheiras de Saia
 Poéticas Profecias
 Espelunca - Ademir Assunção
 Stocker - Stockadas
 Bestiário (POESIAS)
 Mustafá & A Confraria
 UOL-BLOG
 Thadeu, Polaco poeta
 Mônica Berger, Poeta
 Poesia Jornal
 Astrália-Marcos Prado-Tributo
 Blog do Eltom
 Blog do Machado


 
QuasarGhost, The BSJ WeB Log
 

GOL

Gol

  

"Amo minha pátria às vezes

não que ache que seu povo mereça

nem por ufanismo

ou mérito.

Não

Sem méritos.

Mas esse sentimento nunca é tão profundo

ou mais prosaico

quanto naquele momento em que vejo

uma bola canarinho

morrer  na rede adversária.

Mas só por um momento

um passageiro momento

depois volto a odiar

esse povo sem alvo

sem unidade, sem altura"



Escrito por QuasarGhost às 23h16
[ ] [ envie esta mensagem ]



Drummond é Drummond!

Acabo de ouvir isso na TV aberta. Na rede de maior audiência. Nunca tinha notado o quanto Drummond chega perto do vulgar e ainda continua brilhante. É o Tarantino da Poesia. Vejam só a forma normal de apresentação ( e depois a outra):

Carlos Drummond Andrade

Amar o Perdido
deixa confundido
este coração
Nada pode o olvido
Contra o sem sentido
apelo do Não

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas
Estas ficarão.

Agora vejam a quadra, numa reformatação, que realmente é

 

Amar o Perdido deixa confundido este coração
Nada pode o olvido Contra o sem sentido apelo do Não
As coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão
Mas as coisas findas, muito mais que (as) lindas, Estas ficarão.

As rimas em ido-ido-ido, consideradas pelos "entendidos" como pobres, ajudam a disfarçar. Rimas em "ão" (assim como em infinitivos ar, er e ir) são o tipo de coisa babaca, tosca e vulgar pra c..., mas alguém tem coragem de dizer que isso não presta?



Escrito por QuasarGhost às 22h36
[ ] [ envie esta mensagem ]



Elóis da Tiscali

Valeu, Elóis! Pelo menos deu pra dar uma passada por meia hora. Tirei a foto das quatro figuras. Da esquerda pra direita, Bertoldo, Clair, Elóis e Silvio. O vinho italiano estava muito bom... Já se decidiu se estuda onde Fermi trabalhou?

Boa Sorte, cara! O resto você já tem de sobra.



Escrito por QuasarGhost às 20h49
[ ] [ envie esta mensagem ]



O Demônio de Pó Marciano

Pela primeira vez um filme de um "dust devil" de Marte. Já haviam fotografado do alto e de longe, mas cara a cara, dois frames diante do nariz, nunca. Estes são os responsáveis por deixar as trilhas sobre a area marciana.
 
 


Escrito por QuasarGhost às 13h41
[ ] [ envie esta mensagem ]



PEQUENA NARRATIVA NEURÓTICO-ESCATOLÓGICA SOBRE O FIM DE ALGUMA COISA

 

Olhando-me, desabotoava lentamente a camisa. E eu achava que se parecia  com uma laranja ao ser descascada. Tirou a camisa... daquele modo meio lento, meio indefinido... como alguém que experimenta uma ostra pela primeira vez. Ela não usava "lingerie" e seus peitos saltaram... ou antes se libertaram, como bexigas de Hélio

com  marcas brancas sobre os bicos, triangulares isósceles com vértices apontados para cima.  No umbigo começava uma trilha de pêlos e eu me lembrei da transamazônica, embora o que tenha  a ver  uma coisa com  outra me escape.   Desabotoou o seu jeans e fez correr o zíper de cima para  baixo. Com um rápido movimento dos pés... como Fred Astaire... jogou seus "All Star" para um  canto. Como um  peixe entre as mãos de um  pescador inexperiente ela saiu de dentro da calça. Parou na calcinha

que era branca e não muito justa e me lançou um olhar de Sam Spade em fim de expediente. Respondi com um olhar de Nietzsche em frente a um cavalo. Ela entendeu.

Retirou a calcinha  com cuidado, como um restituidor  de quadros que retoca  os  lábios da "Gioconda".

Um pequeno triângulo castanho e isósceles sorria para  mim... desta vez com a  base para cima.

Lancei para ela um olhar de bacalhau de  três dias e ela me lançou um olhar de "Mata Hari" prenha.

Eu entendi.

Fumamos um cigarro, comemos "Kellog's"

e nunca mais a vi. (1987)

 



Escrito por QuasarGhost às 20h46
[ ] [ envie esta mensagem ]



Cem Bilhões de Bilhões de Gugois

Mário Novello, um físico brasileiro de peso no cenário mundial, na foto da Folha de 20 de abril de 2005 (p. A12). Já li seu livro "O Círculo do Tempo" sobre viagens reais no tempo e aprendi quase tudo que sei sobre geometrias "estranhas". A geometria de Minkoski (espaço tempo vazio, sem matéria ou energia), a estrutura de Riemann (Minkowski com gravidade), a geometria Gaussiana (onde o espaço é separável do tempo) e a gödeliana (que tem rotações locais e onde a mais esquisita viagem no tempo pode ocorrer). Recomendo.

Se você está pensando agora: "bobagem, o cara ta viajando na..." (se não está pensando, pule este parágrafo), eu tenho duas coisas a dizer: primeiro, você está no Blog errado e segundo, para o caso de você ter chegado até aqui e realmente se interessar pela coisa, leia o Novello, leia Kip Torne, leia Nature, informe-se e vai saber do que estou falando.

Respeito e considero muito o cara, apesar de me considerar um engenheiro (e todos já devem ter ouvido piadas sobre o ódio visceral entre nós e os físicos, mas, acreditem, a gente se adora, apesar de os físicos serem os caras mais arrogantes da face da Terra :-).

Novello trabalha no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e agora está dizendo que há 10^120 (o um seguido de cento e vinte zeros ou dez elevado a 120... Blogs não veiculam direito as notações matemáticas) grávitons no universo e, pasmem, eles têm massa !!!!!!!!!! Não tem como não admirar um cabra destes. Tem culhão!

Uma coisa é um metido a intelectual – como aquele Diogo Mainardi (o início do fim do ex-excelente Manhattan Connection), que acha que pode falar de tudo só porque leu uns 3 livros por semana durante uns aninhos – falar alguma coisa que choca ou que modifica alguma visão sobre geralmente coisas sem importância... outra coisa bem diferente é um cientista afirmar algo tão distante da visão de seus pares. Na ciência, uma coisa dessas, se estiver errada, destrói a carreira, o passado e a vida do cara, porque em ciência, as coisas são verificáveis, testáveis e um dia vão saber se ele pisou ou não no tomate.

O tal do gráviton nem foi comprovado ainda e ele prevê quantos existem e que têm massa. Esta última afirmação baseada em seus estudos daquele teoria da relatividade de 1915 que contém a famosa constante cosmológica (que estão usando, inclusive, para entender a energia e massa escuras). [Veja só, o velhinho mesmo achando que estava errando, acertava tudo. Einstein foi F... mesmo]. Já o lance do número, tem uma curiosidade. O Gugol (10^100) era até hoje um número que representava uma quantidade inalcançável (e o gugolplex, gugol^gugol, era o maior número com nome próprio, que eu saiba). O nome foi dado por um guri de 9 anos, Milton Sirotta, sobrinho de Edward Kasner, que estava estudando o número.

Só pra ter uma idéia do tamanho da coisa, estima-se que em todo o universo haja algo em torno de 10^79 elétrons. Arquimedes (287-212ac) "calculou" que o universo tinha 10^52 grãos de areia. São 10^80 fótons no total. Em aulas, já demonstrei o seguinte: Supondo (não o é) o universo isométrico e esférico, com uns 14 bilhões de anos e que sua expansão tenha se dado na velocidade da luz (tudo absurdamente exagerado), a gente teria (4/3)*pi*R^3 (onde R= 7bilhões*365,25*24*60*60*3*10^8) metros cúbicos no universo. Se a densidade media for de uns três átomos de hidrogênio por metro quadrado, digamos 18 ou, pra arredondar, 20 quarks / m^3, teríamos algo em torno de 10^80 quarks. Dá pra exagerar como quiser e, mesmo assim, fica difícil achar algo que ultrapasse o gugol. Há alguns anos venho tentando estimar o número de bits que já passaram através de microprocessadores (e co-processadores, DMAs, celulares, etc), em suma, bits de informação processados. Eu desconfiava que pudesse ultrapassar o gugol. Chutando um computador ou celular para cada habitante, nas velocidades atuais (uns 3*10^9 bps, em 2005), por uns 20 anos de uso contínuo para todos, teríamos algo que não passaria de 10^50, mesmo exagerando tudo.

E o Novello disse que existem cem bilhões de bilhões de gugóis de grávitons.

Tiro o chapéu pra esse cara. E ele é brasileiro!

Escrito por QuasarGhost às 19h32
[ ] [ envie esta mensagem ]



T.J.

Poeta não tem só as palavras

Tem cimento e limalhas incandescentes

 

Lavrador de almas

Rabiscando estrelas

cadentes

 

Não diz tudo direto

No alvo

Usa um olho distante

Torto

Adjascente



Escrito por QuasarGhost às 23h36
[ ] [ envie esta mensagem ]



Num Fim de Semana no Fim de 2004 morreu o Newton

Morreu o Newton, "o cara da banca".   

 

Morreu o Newton

Fiquei sabendo só hoje

O enterro foi ontem

O Newton que me indicava filmes

Comentava-os com certa competência

Me passava os horários das sessões

sem que eu precisasse pagar pelo jornal

Resumia matérias interessantes de revistas

e adivinhava gostos

Guardava sempre num embrulho

meus pedidos do mês

Sempre atento ao cliente

Já trocamos vinhos em fins de ano

Eu cliente fiel

Ele "o cara da banca"

eficiente.

Foi-se o Newton da banca

Nem sei há quantos anos o conhecia

Era o cara que sempre estava ali

E a gente nunca pensa que vai faltar

E quando falta a gente fica com um sentimento besta

De que não conversou o suficiente

De que não cumprimentou o suficiente

Fica o vazio esquisito que se tem quando se perde

Algo que você não sabia que tinha.



Escrito por QuasarGhost às 23h23
[ ] [ envie esta mensagem ]



Poesia Apucaranense

Apucarana, a cidade de onde vim, ocupa a crista de uma serra. Venta pra cacete. A gente chegava a andar inclinado os dois quilômetros pra chegar até a escola. Quando saí de lá, em 1980, a cidade tinha 120 mil almas. Vinte anos depois tinha menos de 100 mil. Por estas e outras, foi sempre pra mim uma cidade fantasma, onde os sonhos escorrem pelas grelhas, viscosos, lentos... indecisos entre desaparecerem pra sempre se evaporarem... Mas como quase sempre, eu estava um pouco errado (só um pouco). Uma cidade que tem um cabra que escreve o que está aí embaixo, merece uma reconsideração.

 
E nos seus escritos
Estava escrito
Que viveu de uma dor
E iria morrer de um grito
 
[Forrest Gampi, Apucarana]


Escrito por QuasarGhost às 13h55
[ ] [ envie esta mensagem ]



De como as gêmeas ganharam um balão de Hélio em fev/2003

20/04/2005

Foi lendo o livro Hiperespaço, de Michio Kaku, que conheci o intrigante problema do balão de gás (É, a besta aqui ainda não conhecia). É um problema interessante, pois entendendo sua resposta, podemos provar o princípio de equivalência de Einstein (no baiano clássico: “não há como distinguir um sistema acelerado de outro nao acelerado exposto à gravidade"). E entendendo este princípio, podse-se chegar muito mais facilmente à resposta deste problema e de outros, como por exemplo, o da luz que fica curva num campo gravitacional e outras "comemorações". Lembro-me exatamente do instante que fui, aos 16 anos, iluminado com a repentina percepção de que eu poderia resolver qualquer daqueles complicados problemas de física, se eu os re-enunciasse em termos de coisas que eu entendia e, ao mesmo tempo, não alterando a essência dos mesmos. Naquela época eu chamei intimamente minha arma secreta de teoria-da-mesma-coisa, i.e., se você consegue re-enunciar um problema, de modo que sua essência não mude, mas as coisas fiquem colocadas em termos de idéias que você domina, então o problema pode ser resolvido através desta maneira e o resultado deve ser o mesmo que obteríamos através do enunciado original. Isto me ajudou por muito tempo. Claro que depois, quando descobri o princípio da relatividade de Galileu, entre outras coisas, tive que me contentar com o fato de não ser o primeiro a usar estes truques (Isso doeu, mas você se acostuma rápido). Mas eu estou divagando, o problema é o seguinte: Se estivermos dirigindo um carro e no banco de trás tivermos um passageiro segurando um balão de gás (Hélio, por exemplo) e fizermos uma curva para a esquerda, o que acontece? O balão vai para a esquerda? Direita? ou fica parado? O senso comum é uma armadilha. Usando o principio da equivalência, podemos imaginar que o carro fazendo a curva é igual a um carro parado, meio inclinado, de modo que a gravidade estivesse puxando um pouco para a direita. Tudo o que cai, cai para aquela direcao e o que flutua, vai para a direção contrária. Deste modo, o balao vai para a esquerda enquanto todas as outras coisas despencam para a direita. Eu acho isso legal pra caramba. Besteiras destas é que dão qualidade ao nosso modelo de mundo. Mas em ciência não adianta ter uma teoria boa, então, dediquei-me, numa terça feira a achar um balão de gás mais leve que o ar. Não fui tão competente e pedi ajuda pra minha mulher. Preparei tudo no carro, um brinquedo de criança pendurado num varal e balões de He amarrados ao banco, tudo na parte de trás do carro. Pedi que minha mulher fotografasse e filmasse o evento, enquanto eu ficava dando voltas numa rótatória perto de casa. Outra coisa, já que falei do Einstein, a beleza que poucos se dão conta é que ele foi o primeiro a usar quatro dimensões pra tornar mais fáceis as soluções dos problemas da física. Com uma dimensão a mais (o tempo), ele “fundiu” espaço com tempo e matéria com energia. Não sei quanto a vocês, mas eu me delicio com estas coisas boas da vida, opa!, quero dizer, tolas da Física. Minhas gêmeas também adoraram ter o primeiro contato com coisas imponderáveis, mais leves que o ar. Os sorrisos de deleite em seus rostinhos fizeram-me esquecer rapidinho os quatro reais que paguei pelos poucos decímetros cúbicos de He.



Escrito por QuasarGhost às 13h43
[ ] [ envie esta mensagem ]



Crianças na China

Crianças na china 09/10/04bsj

Na escadaria que lembra Eisenstein
Mães e seus filhos descansam em paz
Não estão dormindo
Ninguém dorme naquelas posições
A criança pendendo de ponta cabeça
Outra como dormindo no colo da mãe menina
A boca e olhos abertos do bebê
Esturricado ao relento da morte na China
Dezenas trucidadas em prol do regime
Sublime exemplo da estupidez humana
A cena choca além do choro
Além do espanto, além do absurdo
Como existe gente filha-da-puta neste planeta!


Escrito por QuasarGhost às 13h42
[ ] [ envie esta mensagem ]



Morre o grande Chautard

É com grande pesar que anuncio o falecimento do prof. Sérgio Luiz Chautard, ocorrido no dia 17/04/05. O corpo foi cremado em 18/04 no Crematório Vaticano, as 10:00h, em Curitiba, Paraná.
Chautard foi o pioneiro da Astronomia no CEFET-PR. Esteve envolvido na fundacao da S.A.A., Sociedade dos Astronomos Amadores do Paraná. No CEFET, desde 1971, com instrumentos particulares, fazia atividades observacionais e divulgava a Astronomia.
Em 1980, através de um projeto seu pela associacao de pais e professores do CEFET-PR, consegue adquirir um CELESTRON de oito polegadas por 1,4 mil dólares, marco da fundacao do Clube de Astronomia do CEFET-PR (CACEFET-PR).
Tentou politicamente por muitos anos a implantacao do projeto CRIE (Centro de Criatividade, Integracao e Experiencia) direcionado aos alunos do antigo Ensino Técnico, para "pardais e peninhas", como dizia, onde ensinava astronomia, polimento e eletricidade.
Por muito anos o teto do predio dos laboratorios de Eletronica do CEFET-PR funcionaram como um observatorio astronômico.
Seu famoso sistema CGS (Côvado, Grão e segundo) é lendário. Jamais conheci um aluno seu que não o admirasse.
Foi aquilo que um professor "de verdade" tem orgulho de ser, suas acoes em outros campos são também notáveis e até onde eu sei, ainda estava na ativa... Morreu na ativa, como convem aos homens formidáveis...
Tenho certeza de que logo que chegou do outro lado, Leônidas e os 300 de Esparta o convidaram para uma ceia e... podem ter certeza... eles não convidam qualquer um.

transcrito de Bertoldo Schneider Jr.


Escrito por QuasarGhost às 13h41
[ ] [ envie esta mensagem ]



Vai um Paulo coelho aí?

Se alguém não gostar, nem se dê ao trabalho de responder. Já vou dizendo que não gastarei mais nem um segundo com este "delightful subject" (original de março de 2005).


Pois é. O "home" lançou simultaneamente o livro em mais de 80 paises, em mais de 40 línguas, mais de 8 milhões de copias, só na primeira edição. Dizem que tem gente famosa que gosta de ler o home.... de todos os nomes que vi só me decepcionei com Sharon Stone, que tinha em mais alta conta. Os outros eu já sabia que não valiam nada. E daí que o Bush gosta do cara? Azar o dele! Azar dos dois!. Teve ainda o desplante de dar o mesmo nome ao livro que o de um conto de Borges, "O Zahir". O conto pode ser encontrado no livro "O Aleph", editado já no Brasil e do qual já falei algumas vezes pro pessoal da Confraria de Escritores de SF. Vocês conhecem o Borges. Quando ele pega um treco pra explicar, ele dá toda a ficha mesmo, ninguém sabe de que mundo mágico ele tirava tanta coisa. Se você levasse trezentos anos pesquisando ia ver que estava tudo certo, escrito em um milhão de fragmentos obscuros e separados por um bilhão de bibliotecas, nem todas deste mundo. Mas o "home" pegou o significado que mais se adequava a sua "obra", "aquilo que vai tomando conta da sua cabeça e...". P. que pariu! Incha!
Li o primeiro capitulo (saiu como suplemento da "Época"). Sabe, não se pode falar mal sem ter lido. Este é um critério que sigo sempre (também só pode falar mal de filme ruim que viu). Li acho que os três primeiros dele e não me orgulho disso. No caso desse "home" e dessa "obra", basta ler um capítulo. Se o fórum é de literatura (originalmente veiculado na CONFC), vou dar meus tiros... amadores, mas bem que torcia para que pegassem no lugar certo.
A forma que ele escolheu pra contar a história merece, assim, bem contado, um zero redondo. O capítulo que li sofreria muito numa oficina literária. Era capaz do cara sair sem o cavanhaque.
O texto dele não tem clima. Não estou dizendo que tem o clima errado. Não tem clima nenhum. O grande amor da vida dele sumiu e ele fica fazendo filosofia de almanaque Sadol, como nas histórias de programas de rádio matutinos, para diaristas que não ouvem as rádios evangélicas. Depois diz que está sofrendo, mas mais parece que quer aproveitar o lançe pra debandar pra outro galinheiro. Se eu não quisesse ter o prazer de meter o pau nisso, não daria pra suportar a leitura. Não era a intenção meter o pau (disso eu mesmo tenho dúvidas), eu queria era ver se depois de tanto tempo, tantos livros, o cara tinha melhorado um pouco.
Fica ainda numas de dar um recadinho que venceu na vida fazendo o que queria. Usou o livro pra alfinetar quem não gosta dele ou quem o acha um lixo. Essa parte é ridícula, para usar uma palavra que ele repete muitas vezes. Nem vou comentar.
É como uma fotonovela sem foto. Livrinho de estória. Pra gente que lê pra saber a história (Sabe? o cara que lê pra saber a estória? Devora um "Fome de viver", de Strieber e depois diz que leu uma historinha legal de vampiro... ou lê Moby Dick pra ver o que vai acontecer com Ahab). Vá ver novela, então. Além do mais, ele parece extremamente desconfortável em falar de amor. Parece que nunca teve uma experiência de verdade... tá muito mais para "confissões de adolescente", só que "confissões de adolescente" era bom pra caramba. Algumas descontinuidades, como ele parar de fazer algo que o leitor não sabia que estava fazendo, são de amargar e mostram o zelo que ele tem com o texto (e, indiretamente, o respeito que tem com o leitor). Parece que ele escreve seus livros em duas semanas (li isso numa entrevista dele... não sei se é verdade... reporter também é F...mas...). Pois é.
O cidadão nem disfarça, o personagem era um cara querendo ser escritor dum pais que ninguém lia e que falava que ele não sabia escrever e encontrou um cantor e fez umas letras de musicas e ... arghhhhh. Tadinho, a gente tem pena de tão triste que é a história!
Será que quem lê normalmente o cara acha a coisa sutil?
Tem ainda umas tiradas imbecis: "...embora (ele falando de um personagem) não goste de meus livros (então ele sabe quem sou! Não é tão ignorante como parece!)" [sic]. É, o cara se acha. Ou ainda "Não me interessa, não estou com vontade" (falando de quem ele julga ser uma pessoa inferior) "Como podiam saber se estavam ou não com vontade, se jamais experimentaram?". P. Q pariu! Tô pra escutar coisa mais retardada (no sentido intelectivo da palavra). Pombas, eu sei quando estou com vontade ou não. Putz... não dá. Acho que ele devia é experimentar morrer pra ver se gosta. Pra ver se não tinha vontade mesmo. Vai que numa dessa ele gosta...
Mas pra não falarem que eu pego muito no pé do cara ou que exagero, até achei algo que presta no capítulo que li. É assim: "Até que escutei os Beattles, e decidi (pois é, essa vírgula antes do 'e' está lá mesmo. Sem comentários. De nada adiantou o que se disse dele desde o primeiro livro) que era muito mais divertido gostar de Rock que de Marx".
Acho que este "O Zahir" parece ter mesmo é o significado inicial do conto de Borges: Só uma moedinha de vinte centavos, esquecida e ordinária, na Argentina...


Escrito por QuasarGhost às 13h40
[ ] [ envie esta mensagem ]



Com Tempo, enfim!

Finalmente tenho um pouco de tempo para me dedicar a estas coisas. Devagar vou transferindo coisas de outras midias para esta. Aguarde.

Escrito por QuasarGhost às 13h22
[ ] [ envie esta mensagem ]




[ ver mensagens anteriores ]