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Guerra dos Mundos

 

Quando eu fazia o científico, uma das modalidades do segundo grau no meu tempo, lembro-me que eu sempre via este livro nas estante do seu Neves, pai dum amigo meu, o Serafim  Vieira Dias. Tinha tão poucos livras na estante e esse destacado. Nunca tive coragem de pedir emprestado para ler. Li-o algum tempo depois, outro exemplar, juntamente com um monte de outros contos de Wells. Esse é da melhor fase dele, os últimos cinco anos do século IXX, (The War of the Worlds, 1898). Herbert George Wells foi o cara que me trouxe para o mundo da ficção científica. Ele pode não ser o pai ‘genético’ do gênero, mas com certeza foi que o ‘criou’. Antes dele eu havia devorado quase um metro da coleção de Julio Verne, da estante da biblioteca do colégio, mas aquilo estava mais para aventura. Hoje estreiou no mundo “War of the Worlds” (2005), de Steven Spielberg, com o Tom Cruise estrelando (mas a melhor participação é do estupendo Morgan Freeman, que ninguém vê, só ouve... e chora). Vou deixar pra vocês descobrirem as mais de vinte subversões feitas no modelo padrão americano de filme, subversões que tornam o filme interessante, diferente e vão dar muita coisa o que falar. Talvez até tenhamos aí uma daquelas guinadas no How-to-do-american-movies. Não custa sonhar. Nunca achei o Spielberg um gênio, mas entre os ‘bom-pra-caralho’ ele está, certamente. Confiram o filme. Excelente. Chuto uma indicação de roteiro adaptado aí...



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h37
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da Vinci e o Codex Romanoff

Em 1981 tornou-se de conhecimento público a existência do Codex Romanoff, de autoria atribuída a Leonardo da Vinci (1452-1519). A autenticidade é muito contestada, o próprio museu Hermitage nega a existência dos supostos originais que ali estariam guardados. A autoria é atribuída a da Vinci principalmente por causa das pessoas que são citadas no Codex, todas do círculo íntimo ou profissional de Leonardo. Também ao fato conhecido dele mesmo ter trabalhado em Tabernas como chefe de cozinha. O Codex traz um desorganizado conjunto de anotações culinárias que vão desde como se portar à mesa (por exemplo, precisava-se avisar não se podia colocar comida mastigada no prato do cara ao lado!!) até uma lista de ‘para quê’ servia cada vegetal (a maioria, crendices que o autor ouviu de outrem). Se foi da Vinci que escreveu, ele foi um vegetariano fora do tempo, que abominava os pratos e costumes correntes e a única carne que comia com gosto era seu prato predileto, dedos de rã.

Tirando o lance de que o texto nos revela muito sobre o costume gastronômico da época, o codex é medíocre. Se levarmos em consideração o ‘bulário’ vegetal ali descrito, chegamos à conclusão de que da Vinci, o grande arquiteto, engenheiro militar, artista plástico e inventor não tinha nenhum método de pensamento. De Roger Masters sabemos que ele, juntamente com Maquiavel, era capaz de obras tão grandes como tornar o Arno navegável até o mar ou mudar seu curso para cortar o suprimento de água de Pisa (obras não terminadas, como muitas outras na vida do gênio). Mas a genialidade aparentemente volúvel de Leonardo não chega a surpreender. Através de Nicolas Witkowski, (Uma história sentimental das Ciências, livraço!) sabemos que da Vinci pensava que a água de um rio vinha do mar, através de uma ‘circulação’ interior subterrânea. Com 24 anos foi processado e absolvido por sodomia, o que coloco aqui somente para que o leitor tire suas próprias conclusões. To me lixando para o que ele gostava de fazer ou não. Estão no codex, ainda, as invenções da tampa para panela, do guardanapo individual de mesa e algumas outras descritas de modo impressionantemente sucinto. Isso é admirável, ele se limitava ao essencial em seus textos. Achava o porco a melhor das carnes (com razão, nessa) e chega a descrever como deveria dispor à mesa o assassino contratado para matar algum desafeto de seu Senhor. Daquilo que o livro fala, de culinária, quase nada se aproveita, aproveitei somente uma receita de almôndegas de porco com molho agridoce. Fico pensando ... o que ele diria sobre minha Jambalaia?



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 09h50
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Palavras e termos que odeio II

Reacionário: relativo, pertencente ou favorável à reação ao mesmo tempo que também adjetiva alguém contrário à mudança ou ultraconservador. No meu mundo, uma palavra que pode ter interpretações tão antagônicas não deveria existir. Uma vez soltei uma frase, num almoço com amigos, com o primeiro significado (o único que eu conhecia e o etimologicamente correto) e todos na mesa me olharam revoltados e surpresos, como se eu tivesse feito uma declaração fascista (quando estava, na verdade, fazendo o contrário). Com Russel aprendi que o pensamento, as idéias e a filosofia devem ser formalizadas de modo unívoco. Para tanto, todas as palavras usadas devem passar por critérios principalmente semânticos, para poderem ser usadas nas formulações de idéias. Esta palavra (juntamente com outras tantas) deveria, portanto, ser abolida do vocabulário culto, ou pelo menos do vocabulário daquele que não usa as palavras somente para embromar, aparecer ou para cometer um dos crimes mais abjetos na área das idéias, o uso hábil das palavras (e não das idéias) para vencer uma discussão. Não são raros os momentos na história que grandes idéias foram amordaçadas simplesmente porque havia um orador competente que levava todo mundo a acreditar que ele é que estava com a razão, somente porque tinha mais voz. Aristóteles parece ter sido o maior deles. O poder de sua habilidade durou por mais de dois milênios após sua morte. Só para anticlímax, Aristóteles fundou uma escola ao lado do templo de Apolo Lício, a qual chamou de Liceu. Daí vem a palavra. O poder que Aristóteles sempre teve de preservar mentiras vem justamente do fato dele ter criado muitas verdades, cientificamente falando. Ainda, pra não deixar o texto sem alfinetadas, a Igreja usou Aristóteles para combater novas idéias que julgava perigosas para si, tendo o mesmo sido acusado em vida de ateísmo. O mundo é que dá voltas ou a ignorância que é canalha?



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h17
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Dia da caça

Dia da caça

 

o urso olha desatenciosamente

o filhote de foca entre suas patas

antevê desleixado a refeição

brinca com ela ainda viva

ignora o desespero inútil do filhote

e a própria imensa superioridade

não há porque ser esperto quando se é mais forte

questão de quixotes e moinhos.

Caio naqueles olhos redondos

negros de desentendimento e lembro

da lei da selva

onde bestas comem feras

que comem doentes e filhotes

comem os que não podem se defender

foi assim trilhões de vezes

será assim quintilhões de vezes

mas hoje não...

hoje não tem lei da selva

jogo a câmara de lado e sinto

uma felicidade estranha

uma libertação do lodo

o gosto na boca se mescla

à visão daqueles olhos negros

afatando-se simplesmente

enquanto ainda retumba

em meus ouvidos

o estampido de meu rifle.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por QuasarGhost às 21h52
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BATMAN BEGINS

Batman, Este valeu!

 

Não é segredo nenhum que sou batmaníaco. Meu meio metro cúbico de quadrinhos do cavaleiro das trevas (que tenho muita dificuldade em guardar) e ainda o fato de ter em ‘Mibibytes’ ‘todos’ os HQs já publicados, onde o detetive encapuzado é protagonista, atestam isto facilmente. Isso ainda me dá certo respaldo para fazer os comentários que arrisco. Batman, nascido em 27 de maio de 1939 (faz aniversário junto com um amigo meu, o Carranza) foi criação do conhecido Bob Kane (Robert Kahn, na real) e, que eu saiba, atravessou todo esse tempo fazendo sucesso. Quando falo do Batman, falo do personagem dos quadrinhos, não falo dos fracos filmes ou da psicodélica série Crash-Bang-Pow dos anos 60. Batman é um personagem desse tipo especial de literatura que são os quadrinhos. Até que assistisse o filme, fiz força para não ler nada dessas porcarias, clonadas, por sua vez, de merdas ianques, que estão nas revistas especializadas em Vídeo e Cinema. A maioria não vale a tinta do papel. Por exemplo, oitenta por cento de quem escreveu sobre Star Wars neste ano não estava lá pra ver a estréia no final dos 70’. São ‘DVDéfilos’ que viram somente a versão modificada-remasterizada (que, por sinal, já foi alterada de novo), mas isso é outra história. Pois bem...Fui ver o Batman Begins. Valeu cada segundo. Claro que tem algumas incorreções: a gente sente falta da filha do Ra’s, que tinha uma tara especial pelo Batman; a cena da morte dos pais foi fraca, comparando-se com umas trinta que me lembro de ter visto em HQs; o lance do arquiinimigo da Batman, no final, e muitas outras coisas.... Teve também sacadas melhores que as dos HQ’s, Lucius, por exemplo. Lucius Fox (Morgan Freeman) estava até melhor que nos gibis. A própria Gothan estava igualzinha aos mapas dos HQs... Mas o que importa, é que respeitaram a essência dos personagens, o clima psicológico. Não fizeram pra agradar as peitudinhas e bem-vestidinhos que gostam de bancar os ‘cinéfilos’. Fizeram pra cabras de bagagem, pra quem já brigou com demônios e santos, pra quem já percebeu que nenhum deles é melhor que o outro.

Morgan Freeman é um desses caras cuja inteligência vaza pelos poros. Dá gosto de ver qualquer coisa que ele faz.. Puta trabalho o do Gary Oldman. Com certeza não foi o melhor ‘Gordon’, mas o melhor ator que já pintou na franquia. Notaram que o cara nem precisa se mexer pra passar a mensagem? Fudido! Michael Caine encarnou um Alfred perfeito, amigo, médico, crítico, socorrista, conselheiro, pai, irmão e, nas horas vagas, mordomo .. é a parte humana que impede o demônio-que-é-um-santo-vestido-de-demônio de se destruir... perfeito! Uma honra pro velho Pennyworth.

Christian Bale (alguém se lembra do moleque do ‘Império do Sol’, do Spielberg?), aquele do excelente “Reino de Fogo” (pense dez vezes antes de falar que é só um filme sobre dragões), faz um Bruce Wayne bastante passável. Eu diria até que bom. O Keaton tinha sido o melhor Bruce até agora, ... perdeu o lugar. Bale, como Batman, é indiscutivelmente o melhor. Difícil esquecer aquela babaquice skatista do Batman-Clooney ou o sorriso idiota com  o qual Val Kilmer estropiou a cara do rei das trevas ou o pescoço duro do Batman-Keaton... e já que estou revoltado, vou dizendo, Joel Schumacher só pode ser um retardado. Voltando ao filme bom, a cena do Batman velando Gothan City emociona,.. exatamente o clima HQ. Quanto à mulher... bem, ela estava lá só pro roteiro funcionar, sem comentários.

Quanto aos ‘bandidos’, Liam Neeson mandou bem com seu ‘Ducard’. Ra’s Al Ghul é só uma sombra do verdadeiro e desrespeito mesmo foi quanto ao espantalho. Pessoalmente sempre o achei o mais perigoso inimigo do Batman, o mais letal e o mais interessante, mas dá pra perdoar, porque o filme mostra seu ‘surgimento’. Rutger Hauer fez com competência o que sempre faz. Quanto aos acessórios, pode-se ver como todos surgem na cabeça de Batman através do filme, todos justificados (só aquela coisa do Batman planar é que foi meio forjado, não me lembro disso nos quadrinhos). O traje ultra-tecnológico dá pra engolir, mas a máscara estava deselegante (pior só nos filmes dos anos 40, com aquelas orelhas moles e caídas). O carro eu achei bacana. Pelo menos tinha o clima e o pragmatismo necessários (se bem que do modo que bamboleia, ...sei não).

Andaram pensando em botar Colin Farrell para o Batman (contra o super-homem-Jude-Law)... que besteira... o argumento era ruim também. Os caras não são ruins. Só não podem ser o Batman, pô. Alias, o biotipo ideal para o Batman era o Clooney, mas ele e o Shumacher cag---- na franquia e perderam uma chance histórica. Agora, com um filme decente, dá pra pensar em continuar (ou recomeçar) a franquia (*depois que escrevi isto, li que a maioria dos atores assinaram contrato para 3 filmes. Oba!). Podiam fingir que começou agora ... Já fizeram isso com Highlander. Alguém lembra do highlander II?. Deu certo. Não é tão irreal de sonhar agora com a ‘queda de Batman’, onde Bale (o bandido) o ‘quebra’. Daria um filmaço. Só que queimaram o Bale usando-o de cupincha dum bandidinho menor noutro filminho aí, vocês já sabem de quem. Outro sonho seria o cinquentão das trevas contra o super Homem, na considerada melhor história dos quadrinhos (O Cavaleiro da Trevas, de Frank Miller) de todos os tempos (se valesse considerar a série Sin City, o páreo seria duro). Vamos esperar pra ver... se ficar com o mesmo time, a coisa promete...



Categoria: Filmes e séries
Escrito por QuasarGhost às 00h24
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Astronomia Amadora

Amadores participam de descoberta de planeta extrasolar...
  
O segundo planeta a ser descoberto pela técnica da 'microlente' (tecnica que usa as distorcoes causadas pela massa de uma estrela e supostos planetas numa outra estrela ao fundo e alinhada para 'descobrir' tais planetas) teve entre seus descobridores dois amadores.  Em 17 de março, um grupo liderado pelo descobridor do primeiro planeta (que inaugurou tal técnica), A. Udalski, notou que uma estrela iria eclipsar outra, fornecendo uma boa oportunidade para este tipo de deteccão. Deu o alarme e muito 'tubarão' profissional participou da caçada, mas como astronomia tem também muito a ver com o posicionamento no planeta e com a dedicação, Grand Christie, Dr Eng. (trabalha em Biomédica, como eu, vejam só), 53, astrônomo amador desde os 14 e sua colega Jennie McCormick, 41, amadora há 13 anos foram os sortudos amadores neozelandeses a entrarem para a História como co-descobridores do planeta. Ela teria dito: "Essa descoberta é ótima para amadoras como eu - mostra que com a atitude e o equipamento certos, esse trabalho pode ser feito com sucesso.". Ponto para as mulheres.


Escrito por QuasarGhost às 17h09
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Milagre

Milagre

é a flor que nasce

solitária

na parede

de um abismo marciano.

é o siderito

que cai aos meus pés

após uma viagem

de um bilhão de anos.

o teu beijo morto

pelo tempo, dor,

mentiras e ressentimentos

não é milagre,

é engano.

 



Escrito por QuasarGhost às 19h10
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Pregos no Teto

os pregos do forro estão andando

pregando peças no meu labirinto

a cama afunda e emerge

num oceano turbulento

Peço socorro

a alma vaza no grito

o sono me encontra girando

sobre um LP antigo

derretido

o quarto vazio há séculos

o cheiro de vinil queimado

e eu não entendo esse medo.



Escrito por QuasarGhost às 18h45
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Cemitério

Cemitério

 

 

Idéias são ovos

que geram vôos

que geram mais ovos

que nidificam

 

Paixões são cemitérios

onde vôos apodrecem.

                      BSJ



Escrito por QuasarGhost às 22h03
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Imagens do Inconsciente

Fernando Diniz queria ser engenheiro. “Houve um tempo em que quis ser engenheiro para casar com Violeta. Mas engenharia não gostaria de estudar. O livro de engenharia é um monte de pedras, pedras e pedras. A caldeira é de tijolos sobre tijolos. Tudo igual. Aí tira o mistério do mundo. Não sei porque milagre passei a gostar da escultura e da pintura.” Sou Engenheiro e posso dizer: ele sabe do que está falando! Chegou ao primeiro científico. Foi internado no centro psiquiátrico Pedro II em 1949 e ali viveu desde então. Como terapia passou a pintar e hoje expõe até no exterior. Ao ser perguntado sobre a beleza de suas obras ele diz: “Não sou eu, são as tintas” e acha maravilhoso roubar estas imagens “da fumaça do ar”. 30.000 obras em 50 anos. Média de 1,6 por dia!

   

O site pra conhecer a figura é esse aí: http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br/udiniz/dinizini.htm

 

Outro dia eu estava a exposição “Imagens do Inconsciente” no Museu Oscar Niemeyer (MON), de Curitiba, quando vi estes tapetes que denominaram ‘tapetes digitais’(acho que eles não têm a mínima idéia do quanto isso é apropriado). A primeira vista, achei que fosse mais um enfadonho ensaio cubista (ou qualquer outra coisa que os atuais críticos de arte acham), mas bastou uns dois segundos para alguma coisa me incomodar pra caramba. Eu estava com aquele negócio errado na cabeça, que o cara era louco e que aquelas obras eram de um ser alienado e que, por ter esse ‘privilégio’, podia ver o mundo de um ponto de vista que eu não era capaz. Era isso que eu buscava. Não esperava encontrar ordem, método, nem tampouco ... matemática. Incomodado, primeiro eu procurei descobrir se o cara não tinha inventado um tipo de código encriptado, um tipo de alfabeto, essas coisas que a gente faz quando criança. Mas percebi rapidamente que não era nada daquilo, a coisa era pura lógica, pura matemática. As pessoas achavam esquisito eu olhar tanto pro quadro e o segurança até fez marcação corpo-a-corpo. Dei um jeito de voltar um dia depois e fotografar o quadro (é proibido, sabem, mas acho que se o autor vir este texto, vai me perdoar). Como é que o cara teve acesso àquilo eu não sei. O que ele fez foi uma versão artística de uma representação gráfica das propriedades matemáticas da adjacência. Alguns profissionais de eletrônica e informática devem conhecer a ferramenta pelo nome de Mapa de Karnaugh. O mapa de Karnaugh mostra através da proximidade visual os termos matematicamente adjacentes de uma equação booleana (digital), de tal modo que podemos efetuar grandes simplificações matemáticas sem apelar para complexos teoremas. Uma ferramenta muito poderosa. Ela também representa, como no caso do tapete, com 16x16 quadrículas, quatro espaços toroidais (veja figura...um toróide é a forma da rosquinha, ou do donut estadunidense), um dentro do outro, onde os pontos que estão geometricamente próximos representam também a adjacência matemática ou de propriedades, etc... Para representar os códigos das quadrículas, Fernando Diniz usou de um expediente interessante. Um técnico usaria uma palavra de quatro bits digitais (Nibble) na seqüência de Grey (que garante a diferença em somente um bit para palavras adjacentes) para representar linha e mais quatro para representar colunas. Se ele usasse quatro quadradinhos (os bits), teria de usar obrigatoriamente todos os códigos, i.e., não teria muito espaço para escolhas artísticas. Teria de usar, por exemplo, todos os quadradinhos claros ou tudo escuro. Talvez inconscientemente (ou não) ele tenha escolhido usar oito bits (quadradinhos) para endereçar linhas (ou colunas,) porque assim poderia escolher a representação artística que mais lhe agradasse, entre uma quantidade maior (16 vezes maior) de possibilidades. De fato, na figura pode ser observado que ele mantém o mesmo “código” dos oito quadrados verticais da esquerda de cada quadrícula representam as colunas e os outro oito, as linhas (veja grafo que usei para testar hipótese). Sei que a maioria não percebe e, se percebesse, nem gostaria de ver matemática em forma gráfica. Eu curto e sinto uma pena danada daqueles que não vêem essas coisas. Tão perdendo muita coisa (assim como eu, em outras áreas que nem desconfio, por não saber uma porrada de outras coisas). É como se tivessem uma maneira aleijada de gostar das coisas.

  

Escrito por QuasarGhost às 22h55
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