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Mulheres

 

Que jogo perverso é esse

Que tenta matar pela ausência

durante a presença?

 

Que maquiavelismo

Assistir-me totalmente envenenado

Sendo o próprio antídoto!

 

Mulheres não têm misericórdia.

Se tivessem

Não seríamos tantos vivos.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h46
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Voltagem e Amperagem

A palavra voltagem apareceu em 1899 no Novo Dicionário da Língua Portuguesa (Lisboa), de Cândido de Figueiredo. A palavra é encontrada no Houaiss, no Aurélio, no Antônio da Cunha, tem etimologia decente e procedente, assim como a palavra amperagem... então o que é que se pode ter contra elas? O que é que se pode justificar o não uso das mesmas? [ou justificar o uso de palavras como Potenciômetro (que NÃO é um medidor de potência)?]

O argumento de que a palavra é ruim não se justifica. Não se trata de um "abrasileiramento" do inglês. No dicionário Etimológico Antônio da cunha, pode-se ver que a palavra voltagem foi formada pelas regras mais clássicas de nossa língua (por isso disse etimologia decente e procedente, i.e., de boa procedência ou de procedência fidedigna); O argumento de que a palavra foi aceita ou assimilada pelos dicionaristas por causa do uso populacho também não se sustenta, pois ela foi registrada em dicionário sem ter estado dez anos na boca do povo. O substituto seria "tensão elétrica", que NEM é uma palavra (como sei que todos perceberam), mas uma expressão (no meu ponto de vista, ruim!). Numa redação técnica, em bom português, uma palavra inequívoca que substitui o uso de duas sempre é preferível. ACEITO o argumento de que num texto científico de nossa área o melhor é usar o termo como aconselhado pelos órgãos de engenharia e física, mas só aí... e só para não incomodar muito os que têm um gosto duvidoso pelo sacralizado, mesmo que seja um erro. Você não liga para um Hotel em Santa Catarina e pergunta qual a "tensão elétrica". O bom argumento do Marcos Hara sobre "Litros" e "Galoes" para "volume": “se a grandeza se chamasse ‘litragem’ ficaria difícil entender o que seria a "galoagem"... não se aplica, pois não resolve nada. Os exemplos usados têm uma única palavra boa para a coisa, “volume”. Qual a palavra única e boa para "tensão elétrica"?. O mesmo argumento se aplica às brincadeiras do Rubão de resistagem, indutagem e capacitagem. As duas últimas têm capacitância e indutância como palavras boas e inequívocas (e não precisam de um adjetivo). Resistência já tem a mesma falha de tensão e corrente (precisam de adjetivação). Sabe que a idéia do Rubão não é tão má. Não querem voltagem, que tal eletragem.



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h31
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Amenidades XI

Acho que o poema abaixo exaure 95% da "conceituação fria" da boa poesia e, por tabela, literatura. Claro, restam 5%. 5% de pérolas sem preço.
 
Saiu na Folha (28/08/05)
 
Forma & Fundo [Ivo Barroso]
 
Um poema precisa ser
mais que o simples desenrolar da elipse
ascendendo em fuso afunilado.
 
Se sobe (e é bom que suba),
deverá desenrolar-se de si mesmo,
multiplicar o impulso inicial
e acelerar o arranque da subida.
 
Inútil, porém,
Se nessa forma de hélice
despetalada em sons e sílabas,
não tiver lá dentro
o combustível do sangue
o pulsar de um desejo
o fundo de um grito
que ateste a sua condição
humana.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h43
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Árvore de Bicicletas

Foi na segunda metade dos 70's. Eu e meus irmãos estudávamos num colégio de padres. Naquela época, íamos de bicicleta para o colégio (tempos seguros aqueles!), as famosas monaretas. Dois quilômetros de distância que atravessavam a cidade. Empinar uma bike era o máximo na época. Não havia ainda essa história de bicicletas feitas para se tirar as duas rodas do chão (e nem a idéia vinha a nossa mente). Como acontece em todo colégio (e infelizmente em todos os outros lugares), sempre existem uns babacas que se juntam num bandinho pra tirar onda de outros caras. Quanto mais normal o cara, mais eles tiram sarro, fazem gozações etc. Manjam o cara que fica possesso quando alguém arranja um apelido pra ele... esse tipo de cara nunca foge do apelido, nem das gozações. Eu não era uma cara no qual as "gozações" pegavam, porque eu não ligava pra isso ou aquilo, ficava na minha... e tava pouco ligando para o que outros achavam. Mas eu tinha lá meus desentendimentos com os valentões. Tinha uma turma que a gente não gostava. Não que os caras fossem maus, mas eram diferentes... eram desse tipo de classe média paulista que a gente ouve falar. Do tipo que gosta de "apavorar". Um dia eu e meu irmão, o Paulo Sérgio, não encontramos nossas monaretas ao final das aulas. Todos saíram, perguntamos para todo mundo e nada. Uns quarenta minutos depois começamos a encontrar as bicicletas. Uma peça em cada lugar. Estavam no mais remoto canto do colégio. Lugar que ninguém ia. Cada peça escondida cuidadosamente num lugar. Guidão a uns quatro metros sobre um pinheiro, banco enterrado, correntes sob folhas, rodas não me lembro onde e assim por diante, parafusos, etc. Estava tudo lá. Não sei quanto ao meu irmão, mas eu montei as bicicletas num estado de espírito inesperado. Eu não estava furioso. Eu estava quase rindo. Haviam nos pregado uma peça, uma da boas. Não importava quem tinha feito (décadas depois eu soube pelo Mauro que tinham sido ele e o Zeo, da turma que a gente não topava), tinha sido feito de modo honesto, leal, dentro do código silencioso dos meninos da época. Até hoje me lembro daquela hora que levamos para montar com as próprias mãos as bicicletas, para podermos voltar para casa. Definitivamente não está entre minhas lembranças ruins... foi um dia... feliz. Aquela turma que a gente não topava não parece tão ruim, afinal.

Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h43
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A Ilha

A ilha (The Island, 2005), de Michael Bay, (aquele mesmo do Armagedon e Pearl Harbor [sic]) começa como um enorme conjunto de clichês conhecidos do cinema moderno de ficção científica. Você encontra lá Gattaca, Matrix, THX1138, Logan’s Run, Brave New World e muitas outras referências e argumentos “clonados”. Mas você vai errar grotescamente (como eu fiz) se achar que isso é motivo para falar mal do filme. Todos esses “defeitos” somem da lembrança depois que você acaba de ver o filme. Você não se lembra mais de alguns diálogos ruins porque tem uns diálogos brilhantes para compensar, como aquele do negão (puta personagem, por que não fazem muito mais desses?) que responde a pergunta do Homem mal: Quantas pessoas você acha que podem fazer isso no mundo? ... Não vou dar o texto não... vá ver o filme. Além do mais os personagens principais são ótimos, assim como os secundários... as perguntas que vão surgindo na cabeça do espectador vão sendo respondidas, você não fica se sentindo traído... tudo é justificado... Até a ação (e olha que eu não curto essa bobagem de porrada-e-tiro) é extraordinária, tão real que temi por minha integridade cardiológica umas duas vezes durante a audiência... O fantástico Ewan McGregor faz o que está acostumado a fazer: ser excelente... Scarlett Johansson, também, ser bonita pra caralho.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h12
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Si bemol (-57)

Um ex-aluno meu me enviou um e-mail perguntando sobre uma nota musical detectada no espaço. Sua namorada estudava música e estava “interessada” no assunto. Achei a coisa esquisita, mas como coordeno um clube de Astronomia, eu estava na obrigação de dirimir a dúvida do cara. Pesquisei e mandei a seguinte resposta a ele: Um equipamento no espaço, chamado Chandra, num estudo de mais de 50 horas sobre um aglomerado de galáxias em Perseu, conseguiu detectar indiretamente, através das ondas eletromagnéticas que chegam até nós, ondas mecânicas na nuvem de poeira que envolve este aglomerado (ondas mecânicas são sons, para os desavisados). Como as nuvens de gás e poeira são extremamente diáfanas, muito menos densas que o melhor vácuo conseguido aqui na Terra, as ondas mecânicas viajam muito lentamente por elas. Tais ondas mecânicas foram relatadas como tendo freqüências 57 oitavas abaixo do Si bemol normal (suponho que seja o Bb3, o Si bemol da terceira oitava considerada dos instrumentos musicais), então, sabemos que se afina um piano com C#3=554Hz (ou Lá3=440Hz). 57 oitavas abaixo do Si bemol (Bb3 são 3 semitons abaixo dos 554Hz, ou seja, 554/(((2)^(1/12))^3)=493,56Hz), seriam 493,56/(2^57) que dá algo perto de 3,4 femtoHertz (3,4x10^-15 Hz). Cara. Garanto: não dá pra ouvir!. Para você ter uma idéia, SE fosse aqui no ar (esta freqüência), uma crista de onda distaria da outra uns 9,25 milhões de anos (nosso ouvido precisa que as cristas aconteçam em períodos de tempo MENORES que 50ms e o tal SOM é maior que 290 TERA SEGUNDOS). Sacou? Isso não serve nem pra Ioga. Não tem Krishna que embale um mantra desses. Impossível.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h48
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Do Mestre André

Bem poucas pessoas podem ter o privilégio de terem como mestre, de frequentar lugares e ter a casa frequentada por cabras do quilate do poeta, escritor e cineasta (pra não me delongar muito) André Carneiro. Orgulho-me muito de ser uma dessas pessoas... sei a sorte que tenho  de estar exposto a esse tipo de influência e, além de tudo, é uma delícia conversar com ele... mas o caso que quero contar é que ele puxa as orelhas de uma cambada aqui de Curitiba que reclama de falta de tempo para escrever. Vejam essa dele: "Li, uma vez,  uma cronica do Rubem Braga em que ele dizia não ter encontrado nenhum assunto, estava sem vontade de escrever, amaldiçoava a obrigação de encher aquele espaço e que, intencionalmente estava enganando os leitores com nada. A cronica era uma obra prima, dessas para serem relidas muitas vezes. Lembrei do Rubem com os varios e-mails onde vocês contam peripécias, trabalhos, obrigações que os impedem de escrever contos. Engraçado que as mensagens são muito bem escritas, interessantes, vivas, boa literatura, afinal.  A turma não percebe que, argumentando porque não podem, estão demonstrando que podem. "

Puxada de orelha genial. Sem defesa. .. Eu, com minhas filhas, falta de infraestrutura de apoio, meu já findo doutorado e minhas responsabilidades profissionais tenho conseguido algumas linhas por dia, sobre as quais o André também falou: "e, com tudo isso, ele enfrenta tranquilamente a criaçâo de um belo blog... somando bem são 2 mais 1 mais 1 mais 1e... tem mais... Certamente os deuses, bordando suas nuvens abstratas estão rindo, satisfeitos... e, quando deuses presenteiam..."

Um coisa dessas vinda de um cabra desses (cabra na minha terra era uma cara de verdade, H maiúsculo, com todo o conteúdo que isso implica)  é coisa cara... muito cara.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h24
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VOCÊ e LHE

Eu sempre tive uma dúvida sobre estar certo ou não o uso de LHE associado a VOCÊ. Pronome pessoal oblíquo objetivo indireto (de a ele ou a ela), o LHE só pode ser usado relacionado à terceira pessoa do singular. O diabo é que eu não sabia ou não me lembrava que VOCÊ é TERCEIRA PESSOA. VOCÊ é pronome de tratamento e, como tal, pertence à terceira pessoa (obrigado ao Sérgio Pichorim por me lembrar disso). Daí podermos usar o lhe relacionado à você. O TE com TU é coisa da segunda pessoa e os professores misturavam essas duas coisas (lembram? "Te com Tu, Lhe com Você"). Por que é que eles não ensinavam essas regras? Seria muito mais simples... levaria muito menos tempo... muito mais eficiente. A única explicação que eu tenho é que eles não sabiam. Durante toda minha vida eu fiquei em recuperação em Português. Tive até duas aulas particulares (que valeram por todo o ensino primário, pois o professor manjava). Todo esse tempo eu pensei que fosse estúpido e hoje constato que os professores tinham muito a ver com isso. Algo parecido com o que acontece em Matemática e Física. Nos tempos de graduação perdi muito tempo aprendendo Português por conta (minha redação era horrível) e com alguns grupos interessados em literatura. Hoje posso não conhecer tudo, mas me defendo bem. Todos nós temos nossos deslizes... não estou fora dessa... mas procuro sempre melhorar. Quarentão passado, ainda aprendo muita coisa. Meu Houaiss virtual e o Napoleão Mendes de papel sempre estão ao meu lado. Caolhos guiando um cego, em noite de lua nova, num pântano nublado.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h54
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