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A morte

Caramba, notei que vou postar dois textos consecutivos relacionados com a morte. Mas deixe estar. Hoje fui ao enterro do pai de um amigo meu. O pai do Luis van den Berg descansou depois de uma longa, honrosa e respeitável luta. Durante a hora que precedeu o enterro eu não tinha cabeça para qualquer assunto, ficava lembrando do meu pai, que morreu há pouco mais de um ano...  resolvi passear sozinho pelo cemitério. Vinte minutos de caminhada tranquila e entrei em contato com várias e variadas manifestações de sentimento de perda. Vi bilhetes deixados sobre túmulos, lacrados em envelopes quase desintegrados pelo tempo, frases como "todas as noites olho as estrelas e me pergunto onde andas" deixado para um filho que morreu aos nove anos, fiquei espantado com a quantidade de mortos entre 2 e 20 anos. Lembranças de sorrisos cativantes... e fotos, muitas fotos. Milhares de histórias soterradas pra sempre. No reservado israelita vi pedrinhas brancas deixadas sobre os túmulos (achei tocante, embora não tenha idéia do que signifiquem). Vi até Mario Quintana citado em relevo sobre bronze. Os sons da cidade parece que paravam num escudo invisível e pequenos plásticos e papeis rolando podiam ser ouvidos ao longe. É muita paz num lugar desses. Me deu vontade de colocar uma cadeira de praia ali na grama, entre os túmulos, e ler tranquilamente um livro. Como posso me sentir tão bem entre tantos mortos? É uma pergunta intrigante, não é?

Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h12
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Para o século XXI

(para Cleverson Pícolis, 1982-2000, o "Paquicefalossauro Esquizofrênico", um aluno, amigo e pensador especial, in memoriam)

 

O motor de impulso hiperlumínico
 traz  o outro lado da galáxia para cá
A informação que se propaga instantânea
os fótons gêmeos, filhos de urano, provam.
Fazendas no mar alimentam
12 bilhões de Homo sapiens sapiens
em 2040.
Colônias na Lua,
Marte e nas luas de Júpiter e Saturno.
Conhecemos outras inteligências
noutras galáxias.
A engenharia biomédica terá criado mísseis protéicos genéticos
capazes de curar qualquer doença
ou desavença.
O mesmo com as disfunções normais do corpo,
a celulite, obesidade, envelhecimento
Todos teremos 120.
Acinte.
As baleias ainda existirão em 3001.
Somente 5% das espécies
animais e vegetais que hoje existem
terão desaparecido e milhares terão sido criadas
ou recriadas para servir o planeta e o asceta.
Todas as mulheres serão gostosas, inteligentes e irresistíveis
como Paula Prentis
em "O esporte favorito dos homens".
Todas as mulheres terão aquela umidade, frescor e beleza
de Liz Taylor em "Cleopatra".
Nossas esposas serão Rita Wilsons
Como em "noiva em fuga"
Como Hellen Mirren de "Calígula".
Nossas casas voarão  e os celulares morrerão.
Implantes na orelha e dentes, plugados em supercordas
entanglements
Internet do futuro
Os sonhos do Dr. McCoy e Capitão Kirk realizar-se-ão.
Compreender-se-á o Sr. Spok, Nietzsche e Espinosa
Menos religiões, menos religiosos
e mais, muito mais fé.
Trabalho e salário para todos.
estrogonofe de nozes para todos.
Caviar, lagosta e trufas para todos.
Cheiro de tangerina, mexerica, erva mate
Café, terra molhada e chuva
Eucaliptos sob o Sol ao vento
Sol entrando em reflorestamento
Eclipse solar total
Para todos.
E com tudo isso a dor
Muita dor
A dor será maior
E como todas as coisas desse tempo...
Para todos.

(BSJ)



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h40
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Ufa!

Tô há um tempo devendo postagens. Eu estava muito ocupado organizando um evento. Parei de escrever, de nadar, de pesquisar e de um monte de outras coisas de que gosto, só pra que o 8o ENAST (encontro Nacional de Astronomia) desse certo. Não sei se essas coisas (organizar eventos) valem a pena. A gente faz porque gosta. Porque a gente gosta da coisa e porque gosta das pessoas que gostam da coisa, a Astronomia. É o lance piegas de vestir a camisa. Tenho esse fraco desde menino. Meu pai contava que eu só dormia depois que ele me levava para ver as estrelas. Um padre, dono da única luneta do pedaço, me mostrou pela primeira vez o céu através das lentes. Os meninos de hoje sonham com o espaço como os de antes sonhavam com o mar. É simplesmente o desconhecido que está nos desafiando. E os meninos têm esse jeito bobo de aceitar essas coisas. O gosto de menino se transformou numa de minhas atribuições profissionais. Hoje coordeno um Clube de Astronomia (o da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, o CAUTEC). Eu já tinha organizado congressos científicos e nem imaginava que um  encontro cultural de divulgação, coisa que fiz por diletantismo e não por obrigação, fosse dar 'mais' trabalho. Tampouco pensei que fosse descobrir que não conheço de fato todos tipos de pessoas que existem por aí. Sempre é bom a gente saber que não sabe de tudo, que pode ser enganado, que pode cair em armadilhas. Macaco velho também cai de galho... Descobri um tipo de pessoa com o qual jamais tinha topado. Eu acho que eu jamais tinha me tocado, na verdade. É o tipo de pessoa mais corrosivo que existe. Aquele que fode uma situação e nem sabe disso. Perigoso porque nem sabe que é. Aquele tipo que se mostra ultracompetente, que te tira um fardo das costas, te faz ficar confiante no resultado prometido, que te faz acreditar que a coisa está resolvida... e você deixa por conta dele. Quando vai cobrar o resultado... é tarde demais. Todos os outros que trabalharam certo se ferram para tentar consertar o dano. Você vê que o cara não fez por mal. Na cabeça dele ele estava tentando ajudar. Porra... na minha ele estava ajudando. "De boas intenções o inferno está cheio", minha avó dizia. Nessa de tentar ajudar ele desvia o foco, distrai das coisas realmente importantes, cria expectativas... É como um amigo, o Clair diz, quando chega a hora dum grupo passar para a parte executiva, a coisa acaba ficando com um ou dois coitados... é por isso que jamais almejei ser chefe, porque sabia que, para uma coisa ser executada como devia, ia ter que tratar as pessoas como manda Maquiavel... e eu sempre fui um porra dum ermitão como o do Zaratustra de Nietzsche. Mas acho que estou na vantagem. No final de tudo a coisa deu certo. Conheci pessoas que amam a Astronomia no Brasil inteiro, que fazem dela seu trabalho, hobby ou diversão. 60 horas de cursos e palestras, 3 horas de planetário, visita ao observatório e no final o céu ajudou muito. 70 pessoas na Astrofesta, Mercúrio, Vênus, Marte e Saturno... crianças, jovens e velhos... vinho e boa música... dez meteoros "cadelídeos". E ainda apareceu uma Lua, uma pequena e linda Lua, pra iluminar a festa.



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h30
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Diversão de poeta

Ah! me divirto!

quando penso

que sem perceberes

te devoro.

Te ocupo

no ato de ler

te incomodo

no de compreender

Construo estátuas

de letras e espaços

pobres peixinhos pretos

ébano em marfim

para ti são ainda conceitos

mortos pra mim



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h18
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