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Sobre os Cantos Quânticos de André Carneiro

Estou lendo um livro ainda inédito de André Carneiro. Escrevi pra ele que a coisa é tão boa que eu não tinha escala pra comentar. Eu daria um 7 e minha escala NUNCA passou de 5++. É um livro extraordinário no maior grau que esta palavra pode alcançar. Espero que esteja brevemente no prelo. Pedi permissão para falar do livro e do texto que escrevi em gratidão pela gentileza dele ter me deixado ler...

 

Letras são borboletas

vírgulas, pontos e reticências...

Habitantes de um mundo

fantástico e mutante.

E ele, poeta, é o maestro

Que as arruma todas

Para uma ou outra

Fotografia.

Esculturas gráficas -

não no segundo sentido concreto,

mas no sentido diáfano -

que se cristalizam em pétalas ao vento

e jamais caem

Transformando nossas cabeças naqueles globinhos chacoalhados de falsa neve.

Para quem dicionários são cornucópias

ou caixas de Pandora

e palavras ilusões que se travestem....

e através de frestas se entrevê

só o mínimo de seus segredos

Descobri ainda que palavras

também podem ficar loucas...

podem ficar iradas, podem desobedecer o poeta

e podem modificar seu significado,

por vontade própria,

por rebeldia.

E isso tem que ser verdade,

só eu não sabia, porque milhares de anos

não venceram o pequeno exército

de poucas dezenas de letras.

Isso aprendi de um mestre

André Carneiro

E suas mágicas borboletas.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h54
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Pão com Tubaina

Era o que havia nas festas

chão batido

Noiva dançava com todo mundo

O noivo bebia com todos

Criançada tomava tubaina direto da garrafa

Parecia cerveja, dava moral

e era docinho, uma delícia

 

A comida era pão com carne

Tinha porco e tinha boi e era moída

Troco na hora pelas lagostas

E caviares da vida

Um sanfoneiro escorado num canto

Movido a cachaça e pedidos

O vermelho nacarado da gaita

Refletindo os lampiões acesos

 

Cheiro de querosene pro fogo e pro chão

E torresmo na panela

Quando se é menino

vive-se uma vida cheia

desgraçada e irremissivelmente bela

 

Bola de capotão secando

Ao lado do fogão à lenha

Hoje mesmo voava na chuva

Ao lado de pés descalços

Calções e lama

Aqueles cheiros

com misturas de fogueira e sereno

Não existem mais

Uma pena!



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h02
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Ciência e Tecnologia

O problema daqueles que querem falar sobre ciência é que, mesmo entre os academicamente iniciados (mestres e doutores), a maioria pensa que ciência trata de o quê pensar e não do como pensar. Esse problema já foi levantado por Timothy Ferris, iniciado e também jornalista que se dedica à popularização da ciência e que escreveu um excelente ensaio, do qual retirei a idéia central deste post, no livro “The future of spacetime”. Outro problema é que existe uma confusão danada sobre o que é ciência e o que é tecnologia. E não é culpa de ninguém, pelo menos não totalmente. As duas coisas são parecidas mesmo. Mas é muito importante que se saiba a diferença, principalmente para aqueles que estão preocupados com o futuro do Homem, o do seu próprio, o de seu filho ou de seu aluno. Basicamente, Tecnologia é processo e ciência é “entendimento”. Tecnologia é um conjunto de processos que é usado para criar algo que movimenta a economia, o poder ou a guerra. Quarenta anos depois de a ciência dizer que a bomba atômica era possível, mentes brilhantes se uniram para criar a “tecnologia” necessária para criá-la. Muita ciência foi feita no processo, mas fundamentalmente o que queriam era o próprio processo, a “tecnologia”. As duas não têm uma ordem cronológica para acontecer. Atualmente, quase sempre a ciência vem antes da tecnologia, mas não é sempre assim e já foi muito diferente. No tempo dos caçadores-coletores, por exemplo, o fogo era uma tecnologia. Poucos o entendiam, muitos o usavam. Não se precisava entender o que era nem como era feito para utilizá-lo. No excelente filme “Quest for fire” isso foi primorosamente tratado. O fogo era mantido por “guardadores”. Quando ele apagou, por um motivo qualquer, o grupo ficou sem aquela tecnologia e, como dependiam dela, ficaram totalmente perdidos. Não sabiam como obtê-lo, somente como mantê-lo aceso. Mais ou menos a mesma coisa que um celular é hoje para o usuário. Sabem manipula-lo, mas não sabem como chegar a ele. Voltando ao passado, saber fazer o fogo, entender o fogo é que era realmente importante. Basear uma profissão ou habilidade em tecnologia é arriscado e sempre passageiro, porque a tecnologia passa. A ciência, o conhecimento, o verdadeiro entendimento das coisa não passa, não fica velho facilmente. Mas o que é o entendimento? Quando podemos dizer que realmente entendemos completamente uma coisa? A resposta é simples. Quando você consegue ensinar.  Em 1929, ao ser questionado com a pérola “O senhor poderia dizer, em poucas palavras, o que há de verdade nas pesquisas sobre a teoria quântica?”, Dirac respondeu simplesmente um “Não”. Talvez não estivesse querendo dizer que não conseguiria em poucas palavras, mas que naquela época não se tinha ainda o entendimento suficiente para isso. Um ex-chefe meu, um cara que prezo muito e que hoje é o reitor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Éden Januário Neto, ensinou-me nos tempos de “iniciação científica’ (quando o termo nem mesmo era usado) que “se você não consegue explicar em meia hora qualquer assunto para uma aluna de Desenho Industrial é porquê você não conhece o assunto” (aqui, tanto o ‘aluna’ quanto o ‘Desenho Industrial’ não têm caráter depreciativo. Foram usados para simbolizar  meios totalmente diferentes daquele que vivíamos, um bando de marmanjos tentando criar desenvolvimento e pesquisa no Paraná). Mais tarde, conheci uma referência mais antiga para a mesma idéia, de Ernest Rutherford: “Se você não conseguir explicar sua teoria a um garçom, é porque sua teoria não é boa”. A diferença entre tecnologia e ciência tem muito a ver com a diferença entre o quê e como pensar. Um verdadeiro Homem de ciência se preocupa com o “como”. Minha filha Victória, aos três anos, brincava com um jogo de computador e ao ter falhado em várias tentativas para dominar o mouse e fazer com que o cursor (a ‘mãozinha’) a obedecesse, perguntou: “Papai, porque a mãozinha não faz assim, óh...?” – e fez com o dedinho um arco saindo e entrando da tela do computador. Ela queria saber porque o cursor não pulava, por que não podia “sair” da tela do computador, afinal de contas, ela podia “erguer e abaixar” o mouse. Essa é uma maneira correta de se pensar nas coisas. Foi uma pergunta muito lógica, muito inteligente, multidimensional e desprendida de amarras de raciocínios que a sociedade impõem. É uma pena ver todo dia pais e professores destruindo esta faculdade humana, por conta do que crêem ser o certo. Pena que seja tão difícil recuperá-la mais tarde. Sugiro fortemente aos que divergirem nesta idéia em particular que revejam seus conceitos,... ou parem de ler textos além de sua capacidade.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h44
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Kip Thorne

Kip Thorne, o cara das viagens no tempo, foi por muito tempo, para mim, um fantasma. Nas décadas de 70 (final), 80 e início da de 90, era uma espécie de cientista maluco inventado. Cheguei a ler numa revista respeitável que o cara se tratava de invenção de ufólogos para embasar as loucas teorias que geralmente têm. Muitas vezes vinculado a um tal Bob Lazar (que se não for um doente, é o cara mais desacreditado do planeta) que supostamente teria pesquisado supostamente capturados discos voadores, com supostos tripulantes alienígenas numa suposta base chamada Área 51. Chegavam a oferecer “provas” do tipo “o cara não tem registro em nenhuma universidade Americana”, “nenhum físico respeitável conhece o sujeito” ou quando “acreditavam” na existência, sempre diziam que seu trabalho era uma coisa de louco ou uma quixotice qualquer. Depois do advento da internet e da globalização, essas coisas não pegaram mais com a facilidade de antes. Bom, para resumir, o cara não só existe, como é respeitável por uma porrada de Físicos de peso (Hawking, Novikov e John Wheeler). Aliás, ele foi orientado de Wheeler, o cara que usou a relatividade para debugar os buracos negros, que trabalhou com carinhas do calibre de Einstein, Oppenheimer e Bohr. Thorne é professor no Caltech, faz pesquisa e orienta até pós-doutorado. Thorne andou meio "desaparecido" por conta da natureza de seus estudos. Ele estudava o que a maioria dos físicos acha ficção científica: meios para se viajar no tempo. Seu trabalho e de seus alunos já é considerado a maior contribuição nesse campo e hoje tem status de “trabalho sério”. Recentemente lançou um livro, com vários autores, baseado nas palestras da comemoração de seus sessenta anos. Numa de suas figuras, que fala sobre colisões de buracos negros em rotação, dá pra perceber que o quão estranho pode ser as deformações do espaço-tempo, o quão freqüentes e grandes podem ser. Tudo isso exposto com uma simplicidade que até um ogro como eu consegue entender. Ele também acredita na subversão das leis da natureza, da física. Acredita que podem ser enganadas (não quebradas, mas "enganadas", "contornadas") e é precisamente por isso que o cara tem meu voto. O cara é Top-Five. Vai pra minha lista, ao lado do Dyson.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h36
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Turbo Pascal

Difícil manter a média de 3 páginas por dia por filha aqui em casa. Elas têm que desenhar e rabiscar e pintar. A primeira aula de pintura que dei a elas resultou em produtos impressionantes. Muito interessante a facilidade com que se pode aprender nessa idade. Elas têm 4 anos. A sede de testar, ensaiar, recortar, experimentar, provocar (não me importa se você chama isso de brincar) devem ser satisfeitas nesta idade... e no instante que a criança tiver interesse. Estímulos variados na medida certa (a medida certa é fácil, é enquanto a criança tem interesse) são o principal passaporte para o desenvolvimento da inteligência. Como professor, a aventura de criar minhas filhas é enriquecida de muitas maneiras. Mas a tarefa não é mais fácil por isso, nem mais barata. Suprir esta demanda por papel é uma aventura em si. Desde as centenas de impressos não aproveitados decorrentes  de minha tese até caixas de cereais cuidadosamente recortadas são aproveitados. No desespero, tempos atrás, sacrifiquei uma apostila de PASCAL 5.0. Mais de oitocentas lindas páginas cujos versos poderiam ser aproveitados para pintura, recorte e desenho. Eu não pegava naquilo há bem mais de 10 anos, não programo em Pascal desde a versão 3, há mais de 13 anos. Eu tinha que enterrar isso qualquer hora. Que seja hoje então: Aí vai minha derradeira linha em Pascal:

OutText (‘Vá para o lado do grande Basic, velho Pascal. As gêmeas agradecem’);

Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 13h37
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