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JAMBALAYA

versão de Bertoldo Schneider Jr.

 

O escritor londrinense e agora roteirista de "Meninos de Kichute", Márcio Américo, (meu mano, Fábio Kurt, que estuda em Seattle, me deu a dica) escreveu recentemente em seu blog sobre Jambalaia. Em sua homenagem disponho aqui minha receita de Jambalaia (que, por sua vez, foi bolada em homenagem ao meu falecido pai).  Existem muitas maneiras de se preparar a Jambalaia: com galinha, camarão, presunto, pato, carne bovina e até crocodilo (ou com o jacaré, no Brasil). É basicamente um risotão sofisticado e picante (no mínimo três tipos de pimenta e isso é imprescindível) e oriundo da Lousiana (E.U.).  Coisa de negão, como o delicioso Blues. Tem muito de Blues no Jambalai, essa coisa de dissonâncias acima da oitava, etc

Receita  para 12 pessoas

1,200 kg de Arroz [recomenda-se fortemente o longo tipo A da Uncle Bens]; 800g camarão cozido pouco antes em separado

500 gramas de carne de peito de frango, cortada em pequenos cubos e previamente fritada ao ponto

1kg de salmão previamente assado (eu o asso inteiro com manteiga e tempero completo arisco, por cima) e desfiado (no mesmo dia); Pimentão a gosto: Use três grandes, no mínimo, um de cada cor, verde, vermelho e amarelo, dois terços cozidos pouco antes da mistura final e um terço cru, colocado sobre o prato como enfeite. O pimentão amarelo tem um sabor fantástico quando depositado sobre o vapor do prato; Cebolas: Umas 3 grandes cortada em quadrados pequenos; Alho: ao gosto. Recomendo uma (ou duas) cabeça média, picado em pedaços minúsculos; Alho Porro (de um a 1,5) cortado em rodelas bem finas (adiciona-se quase ao final, pouco antes dos pimentões)

Páprica picante: umas duas colherinhas de café; Louro (para quem gosta). Umas 4 folhas trituradas. Não recomendo mais nenhum outro tempero de folha verde ou seca (embora algumas ervas de cheiro possam melhorar o prato), para não estragar o visual do prato. O orégano pode compor o prato, se o cozinheiro quiser.. eu não gosto); Pimenta do reino em pó, preta: 1 colher de chá ou mais

Pimenta do reino em pó, branca: 1 colher de chá; Pimenta calabresa: uma a três colheres de café; Pimenta jamaica em pó, preta: 1 colher de chá ou mais; Pimenta caiena (uma pitadas, se você conseguir encontrar); Extrato de Tomate puro: umas 2 ou 3 latas (use o do elefantinho); Tomate: 10 tomates picados em pequenos cubos ; Sal a gosto (Eu uso o tempero completo arisco)

Cozinhe o camarão em separado e asse o salmão e desfie-o. O arroz deve também ser cozido em separado de modo a ficar solto, entre “ao  dente” e “ao ponto”. Comece a fazer o “molho”: cozinhe cebola (use óleo de milho ou girassol) e o alho até amolecerem; junte as carnes, o extrato de tomate (este “molho” deve conter muito pouca parte líquida, somente o necessário para tingir o arroz) e depois o alho porro e as pimentas. Adicione o resto e, por último, os pimentões. Quando estes estiverem ao dente, desligue e misture com o arroz. Sirva numa travessa grande e não esqueça de enfeitar com o resto dos pimentões, especialmente o amarelo, cujo gosto, após ser cozido pelo vapor do prato, fica fantástico.

 



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h05
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Homem na Lua?

Já passei por isso anos atrás, quando tivemos, eu e uns colegas, o trabalho de derrubar cada um dos argumentos dos que não acreditam que o Homem foi à Lua. Recentemente um amigo, o Carlos Machado, que faz doutorado na PUC do Rio, pediu-me que desse uma olhada num livro que "provava" que o Homem não foi à Lua. Li com imenso desgosto a "obra". e minha resposta, apesar de ter cortado mais de 70% das contra-bobagens, é a seguinte. Temperatura é uma quantidade de agitação das partículas constituintes que todas as substâncias têm. Calor é energia térmica. O “autor” André Mauro, que deve ser respeitado por sua coragem de se mostrar tão ignorante cientificamente com a publicação “O Homem NÃO pisou na Lua”, não tem a mínima idéia dessa diferença. O argumento que um filme de 1969 não suportaria as condições ”térmicas” lunares não se sustenta. Basta lembrar que fotos de fornos de indução, capazes de derreter ligas metálicas acima dos 2000 oC, são corriqueiras. Nosso ar até aumenta o transporte de calor e o filme “agüenta”, não agüenta? O autor ignora os conceitos e a diferença entre Temperatura e calor.

O tamanho e mesmo a direção das sombras numa fotografia dependem do relevo (do chão, no caso). Quem não acredita, veja no excelente site do grande divulgador científico Silvestre http://www.silvestre.eng.br/astronomia/polemicas/sombras/. Quanto à convergência de sombras que o autor acha impossível, dá vontade de perguntar “como é possível alguém ser tão inepto em observar a natureza?” Será que o autor desconhece os rudimentos do desenho técnico, da perspectiva... Gaspar Monge resolveu isso no século XVIII (Já dei aula disso e sou da época que se desenhava à mão). Quanto ao truque de alta velocidade, é óbvio que ele foi usado, mas para garantir que a foto não ficasse sobre-exposta. Eles tinham uma excelente câmera “turbinada” para o ambiente e um aparelho que calculava os índices fotométricos. Com isso em mãos, até eu tiraria fotos tão boas da missão Apollo 11 na Lua, coisa que o autor acha impossível, provavelmente por não entender nada sobre o assunto.

Ainda, quanto ao fato de uma determinada parte do solo lunar estar mais iluminado que o resto, isso acontece quando se tem uma fonte luminosa e uma superfície refletora. Mais ou menos como ver o mar à noite contra a lua. A superfície do mar fica mais “iluminada” na linha que une a lua e o observador, porque é onde se recebe mais luz refletida. As partes mais iluminadas das fotos são as do lado do Sol. Ele ainda acha que os comuníssimos pontos brancos de refração solar são holofotes de cenário. O “autor” (muitas partes do “livro” são clonadas e até mal traduzidas. Nas fotos podem ser vistas marcações de outras “analistas” como ele) se baseia na palavra de supostos especialistas. Palavra de especialista não vale nada quando se “escolhe” o especialista, coisa que sabemos acontecer neste tipo de “pesquisa”. Eu mesmo já fui preterido várias vezes porque minha opinião de “especialista” não era àquela que se queria. E isso só aconteceu nesses assuntos polemizáveis (UFO, absurdos astronômicos, etc). Existe uma maneira de saber que já foram para a lua. Um espelho foi deixado lá. O espelho tem uma tecnologia especial que faz com que reflita um laser exatamente para o mesmo ponto que saiu (para determinação da distância Lua-Terra).

Quanto à falácia “apesar de pouca criatividade, é engraçado ver a NASA justificando-se publicamente” (em relação às explicações que a NASA dava às questões “inteligentíssimas” que estes tipos de “pesquisadores” fizeram), o que se pode dizer? Vi há tempos o site e sei que eles fizeram um bom trabalho. A linguagem deste meu ‘protesto’ é semelhante à da NASA, embasada em ciência “de verdade” (se bem que não consegui deixar de usar a acidez contra esse sujeito), portanto, receio que o autor também seja incapaz de compreender. Ademais, como diz o colega Clair Cardoso, quando não se quer acreditar, nenhuma prova serve

 



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 19h34
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Homem na Lua? (continuação)

Ainda, o autor parece desconhecer que se o mastro vibra, existiria uma ondulação da bandeira, mesmo sem ar (na Lua). Se o mastro estiver parado, o pano da bandeira, por forças internas, pode parar numa posição “ondulada”. Qual o problema disso? Acho que o que faz um livro desse ir pra frente, é que quem entende o mínimo de ciência está num lugar de onde não é mais possível a comunicação (com o autor, pois ele deu várias provas de não entender linguagem científica em seu livro). Os leitores que engolem essa “teoria” estão ainda mais afastados.

O primeiro parágrafo da página 9 não é somente má ciência, é uma mentira deslavada, um crime contra a humanidade (que deveria ser punido): “Na fig. 15 vemos uma surpreendente meia-Terra, que constraria a Astronomia e a Física. É simplesmente impossível ver meia-Terra da Lua como vemos meia-Lua da Terra”. Astronômica & Fisicamente a Terra é vista da Lua, com a parte iluminada como acontece com a Lua (a diferença é que, por traz da iluminação, a Terra gira rapidamente e a Lua, não).

O autor finge, ainda, entender de fotografia. Demonstra ignorar o que é abertura, distância focal, sensibilidade de filmes, entre outras coisas. O cara cita os livrinhos da coleção “Tesouro da Juventude” com referência, precisa falar mais sobre a qualidade desta “pesquisa”?

O argumento de que para se fazer aquelas pegadas na Lua o solo deveria ser úmido é uma bobagem. O autor nunca brincou com farinha ou pó-de-arroz em estado seco.

Esta é uma pérola da ignorância, vejam só, o autor escreve: “Ocorre que na Lua o calor é transmitido através da radiação (o que é verdade, juntamente com o mecanismo por contato, nota minha), e para evitar danos nos filmes, portanto, seria necessário que as câmeras fossem revestidas com diversas camadas de chumbo, o que não aconteceu.”

            Essa sumidade em eletromagnetismo acha que radiação são os raios X. Calor está no espectro infravermelho, abaixo do visível e muito mais abaixo dos raios X.

O autor diz que viu em 1969 o pouso pela TV. Também vi. Ele deve ser quase da minha idade, o que o torna um caso perdido (não se ensina novos truques pra macaco velho). Ainda, não tem a mínima idéia de como são os “pneus” dos lunar roving vehicles e acha que explodiriam suas “câmaras de ar” no vácuo lunar (sic). Erros do tipo que cometeu no livro são suficientes para reprovar sumariamente qualquer aluno que tivesse a coragem de registrá-los em prova. Sou Astrônomo Amador há décadas e não consigo imaginar o que o autor quis dizer com “alargamento solar”. Afirma ainda existir 15 deles por dia (???????????). Caramba! Você deve estar se perguntando porque é que eu li um livro desses. A resposta é simples. Tenho um código de ética que não me permite falar mal do que não vi ou li.



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 19h32
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Bogart 2

Revi “Sahara”, aquele de 1943, com o Humphrey Bogart. A história é a mesma da refilmagem (também boa) com James Belushi, de 1995. Um punhado de soldados de todas as nacionalidades (e um tanque M3) intenta resistir a um batalhão de alemães. Por tudo que me lembro, a versão de Bogart é superior por três motivos: Primeiro, os diálogos são muito bons (mesmo para aquela época) e falam desde a merda que é a guerra até discriminação racial (o filme dá um recado picante nesse sentido, mas não vou entregar aqui. Veja o filme); segundo porque tem uma cena antológica de morte (está entre minhas top 5), quando o personagem do soldado inglês Willians conversa num intervalo de batalha com Joe (Bogart), o sargento em comando... ele está dizendo que se educou linotipando mais de 5000 livros e que gostava de poesia... daí manda uma...

A book of verses

underneath a bough

a jug of wine

“neste momento, com ar sonhador, olha o horizonte através da fresta de tiro de sua trincheira e a cena é cortada para um sniper alemão que estava esperando a oportunidade e faz fogo... a cena é cortada para Willians, que tomba com a cabeça sobre o capacete (que tirara momentos atrás para conversar) e que suspira num estremecimento de morte, metricamente em compasso, o fonema da rima final...”oau”. O sargento, como que para consolar Willians pela "cagada", manda um "sorry, pal " do tipo: it was a 100-to-1 shot, Willians" como só ele sabe fazer. Só vendo! Poesia líquida, gelada e oxidante! E... o terceiro motivo, lógico, porque tem Bogart.



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h35
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Bogart

Humphrey Bogart era um ator tão bom que transformava sua feiúra nos mais diversos substantivos (e substantivos superlativamente adjetivados), inclusive a beleza, diante das câmeras. Na metade da década de oitenta, não me lembro qual canal aberto resolveu fazer um festival de Bogart. Era a época que eu tinha que ver no mínimo um filme por dia, pra não ficar retardado por causa dos estudos (não que eu estudasse muito, e sabe lá o que é ir em média cinco vezes por semana no cinema, durante os meses que se está fazendo uma graduação?). Todos os dias eles passavam na TV um filme do cara. Eu já o idolatrava e pude passar umas das melhores épocas cinéfilas da minha vida. Eu tinha arranjado uma TV portátil que já tinha sido de umas quatro “repúblicas”. Para ela funcionar, eu tinha que fazer um overpowering (dos 127V normais, eu tinha que enfiar mais de 180V) para o treco funcionar. Com um cigarro na mão ele é insuperável (há uma cena realmente impressionante no “Tesouro de Sierra Madre”, onde ele acende um cigarro). Hoje eu vi “Tokio Joe”, que ainda não tinha visto. Caramba! Ele está uns 10 degraus acima do segundo colocado (nesse ele também faz uma brincadeirinha com o cigarro aceso). Se querem ver o que é ator de verdade, vão à locadora e peguem “O Tesouro de Sierra Madre”, “O Último Refúgio”, “Sahara” e pra quem for iniciante (ou puder suportar uma centésima repetição), um “Casablanca” também vai bem.



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h06
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Sensação térmica

Parece que batemos (Curitiba) o recorde histórico de temperatura máxima registrada (o anterior era de 1970). Com toda essa história, a gente ouve um monte de coisas na TV e por aí. Coisas como a Sensação Térmica”. A sensação térmica tem a ver com a temperatura do ar e com a velocidade do vento. A sensação térmica é uma questão de “transferência de calor” ou dissipação. Num tempo quente, nosso corpo (que constantemente gera calor) tem que se empenhar mais ainda para dissipá-lo. Paul Siple, em seu doutorado em 1939, definiu a relação entre temperatura do ar e velocidade do vento para formar a “sensação térmica”. São muito interessantes os experimentos que realizou na Antártida para este trabalho. Isso foi só o começo da história. Não vou encher o saco de vocês com tecnicismos. Quem quiser, pode ler um texto em  http://www.kohlerandlewis.com/pdf/windchill.pdf, que apresenta uma boa análise sobre o assunto. O problema é que os experimentos não levam em conta os mecanismos humanos de perda de calor. Eles são experimentos genéricos (no caso de Siple, com garrafas de água). O termo “sensação térmica” dá a impressão de que já se levou tudo em consideração (aliás, o que me motivou a postar este assunto foi ver um repórter dizer que a sensação térmica era maior por causa da baixa umidade, o que não é verdade). A confusão é culpa também da nossa inépcia em traduções. Em inglês, o termo é windchill (ver http://www.nws.noaa.gov/om/windchill/), o que já diz tudo. Não conheço estudos que relacionam umidade com sensação térmica Humana (se alguém conhecer, mande-me e eu me redimo aqui). Na verdade, o principal mecanismo de perda de calor do corpo humano é por convecção. Quando bate um ventinho a gente se resfria mais rapidamente. Quando estamos na água, estamos num meio que rouba calor muito mais rapidamente, umas 25 vezes mais, porque a água é mais eficiente que o ar. Se a água estiver em movimento, a coisa aumenta, claro. Mas num dia quente de ar parado, o principal mecanismo que temos para nos defender do calor é o suor. Como sabem, o suor molha a pele. Parece elementar, mas é um mecanismo interessante. Num dia quente, o corpo trabalha no sentido de colocar moléculas de água na superfície da pele. Quando a água abandona a superfície da pele, ela o faz “roubando” energia do corpo, i.e., resfriando-o. A água abandona a superfície da pele por simples gradiente químico (outros chamam de uma diversidade de coisas, mas é a velha lei de Fick, que trata sobre a difusão de moléculas de um meio mais concentrado para outro menos concentrado, que está atuando). Se o ar estiver muito seco, a água na superfície de nossa pele tem muita facilidade em abandoná-la, resfriando assim o corpo. Se, ao contrário, tivermos um meio muito úmido (o vapor d’água está presente em grande quantidade no ar), a água tem maior dificuldade em abandonar a pele (existe um menor gradiente químico para poder arrojá-la dali). Por isso ficamos molhados de suor num dia quente, sem vento e úmido. Então, no que diz respeito à umidade do ar, num dia quente, sem vento e úmido a “sensação térmica” seria maior (mais desconforto) que num dia quente, sem vento e seco. A umidade aumenta tanto a sensação de calor quanto à de frio (no frio, é o mecanismo da maior condutibilidade do ar úmido que entra em ação, o ar seco isola). Mas a convecção sobrepõe-se a umidade. No serviço público, quando quebra um ar condicionado, a gente se prepara para vê-lo novamente na ativa só no outro verão. Ainda bem que grande parte de meu serviço pode ser realizado em casa. Eu tenho um ventilador de teto exatamente acima do meu “posto de trabalho” no meu escritório/biblioteca de casa. Não sou besta.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 12h52
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Ano Novo

Olha, eu não sei o que tem tanta gente pra querer comemorar tantas coisas... Comemorar a mudança de um número... já pararam pra pensar? Antes comemorávamos a colheita, a passagem do menino ou menina para a vida adulta, a vitória sobre uma adversidade... coisas de verdade. Hoje, parece que as festas têm somente o motivo de festa, é autocontida, tautológica, simples arranjos para o faturamento, para a economia... e a boiada vai atrás. Outra coisa que não me entra na cachola é esta burrice (não tem outra palavra para por no lugar) de fazer barulho. Os caras ficam competindo quem faz mais barulho, ficam comprando aqueles petardos e disparando-os nas horas mais inconvenientes. E não adianta você fugir. Tem na cidade, no seu bairro, na praia, na fazenda... o mundo foi tomado pelos animais... estamos naquela granja de George Orwell, da “Revolução do Bichos”. Onde está aquela coisa de “ver” os fogos? Hoje não se vê, no máximo se escuta a barulheira atrás da fumaça... Se querem fogos para “ver”, que usem só os artísticos... por que a porra do barulho? Que complexo é que os caras têm? E ainda têm barulho de outro tipo. Aqueles carros que derretem suas baterias com som no último na beira da areia? O que esses imbecis (novamente minha incompetência não deixou encontrar outra palavra para este lugar) acham que estão fazendo? Mostrando pra todos que têm aquele gosto pra lá de estragado? Mostrando aquela musica de qualidade reconhecidamente baixa e com som de qualidade péssima. Uma vez somente tive a oportunidade de ver “som de qualidade” nesses carros altifalentes, foi em 2001. Aposto que nem faturam as meninas. Ficam lá enchendo o saco de todos, bebendo cervejinha quente, assando preás em churrasqueiras portáteis ao lado do carro, tomando UV na veia sem nenhum filtro, assinando atestado de burrice e de futuro portador de melanoma, tendo que, de 15 em 15 minutos, parar o som pra recarregar as baterias... que bichos são esses? E tem também aqueles e aquelas que ficam pulando ondinhas, sete ou sei lá quantas ondinhas, comendo uvinhas, listas do que melhorar, benzendo-se e misturando tanta coisa junta. Têm tantas crenças, que é possível que de uma briga lá em cima despenquem deuses enfurecidos. Misturam tudo, calcinha de cor tal, camisa branca, flores jogadas na água, genuflexões, tudo que supostamente dá sorte, tudo que a vizinha, a amiga ou o patrão disseram que dá sorte. É preciso avisar essa gente sobre essa coisa de mistura. Experimentem misturar Abacate com Toddy e vão saber do que estou falando. Decididamente, há algo de errado com tanta gente querer ir pra praia justamente no tempo em que tem tanta gente na praia. Natal, ano novo e carnaval. Infelizmente não posso escolher pra onde ir nesses feriados. Sempre sou voto vencido. Mas há um lugar, embora impossível, que eu apreciaria o ano novo. Em órbita em oposição ao Sol. Além do barulho que lá não chegaria, eu poderia ver, gomo após gomo de 15 graus cada, acendendo-se com bilhões de fogos de artifícios, de hora em hora, durante 24 horas. Uma visão muito bonita que não sei porque nunca foi registrada.



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h14
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Porcos Brilhantes

Cientistas de Taiwan criaram porcos fluorescentes através da inserção  de genes da proteína fluorescente verde das água-vivas. Eles brilham na ausência de luz (foto) e têm a mácula dos olhos e os dentes esverdeados de dia. Agora o glorioso Palmeiras pode brilhar até no escuro.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h05
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Eu sou a Lenda

Eu sou a Lenda (I am Legend, 1954 - a melhor safra da FC antiga), talvez a melhor história de Richard Matheson (minha edição está prestes a bater o recorde de leitores), vai sair mesmo. Está em produção e anunciada para 2007. O diretor é (por enquanto) Francis Lawrence, um “novato” [Constantine] e o roteirista, Mark Protosevich, que fez “A Cela” (aquele com Jennifer Lopez). Vamos torcer para que não façam o mesmo que fizeram com as tentativas anteriores. A História tem algo que lembra vampiros, mas se engana quem pensa que tem a ver com essa doença da atualidade que invade (às toneladas) o mercado com histórias vampirescas de baixíssima qualidade. Espere e verá, ou melhor... leia e verá!



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h28
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Stardust

As oito horas do domingo de 15 de janeiro de 2006 pousará (ou espatifar-se-á como aconteceu com a “genesis”) a sonda Stardust no deserto norte-americano, que recolheu amostras de poeira interestelar e cometária (num sistema de aerogel interessante, parece fumaça sólida). Tenho um interesse especial por essa missão não só porque será a primeira a trazer material tão valioso para o entendimento do sistema solar, mas porque meu nome está lá dentro. 1,2 milhões de nomes em dois conjuntos de dois chips cada foram embarcados no sistema Stardust (a NASA usa este expediente para aumentar o apoio popular para seus programas, entre outras coisas). Uma cópia já foi abandonada no espaço em órbita ao redor do Sol, aproximadamente a órbita do cometa do qual recolheu material, e outra cópia retornará (se tudo der certo) daqui a pouco (pelas minhas contas, perto das 8:06h do domingo, horário de verão de Brasília). A descida será de pára-quedas. Esperemos que ele abra e que a cápsula de retorno não se esborrache como sua prima (genesis). Conforme Donald Brownlee, astrônomo da Universidade de Washington (onde meu irmão estuda, em Seattle), na “genesis” os sensores de desaceleração foram montados no sentido errado e o pára-quedas não abriu. Que mancada!

Em 16/01/06: A Stardust pousou conforme planejado, as 8h10min do domingo. Tremendo sucesso de engenharia!



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h18
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KungFu-são

Definitivamente a China se tornou potência mundial em filmes. Acabo de ver Kung Fu Hustle (acho que kung Fu-são, aqui), do ator-diretor-roteirista-escritor-etc Stephen Chow, (nome americanizado). É uma comédia hilariante, humor de verdade, só vendo. Não sou apreciador de comédias, mas esta eu recomendo. Quando menino vi os filmes do Bruce Lee. No final dos 80’ vi alguns filmes quando tive de estudar pedagogia e coisas afins, mas comecei a reparar mesmo foi no tempo de “Lanternas Vermelhas” (Da hong deng long gao gao gua, 1991, de Yimou Zhang). Hoje, dominam todos os fundamentos, com o diferencial da beleza das cenas, da poesia da cultura e da ótica chinesa sobre o resto do mundo. No Brasil talvez chegue pelo circuito comercial uma meia dúzia de filmes por ano, todos bons ou pelo menos bem melhores que a maioria que vem do ‘grande norte’. Japão também bate um bolão, mas isso é história pra outro dia... A gente precisa por aqui do “chi” chinês... talvez assim este país tivesse mais rumo...



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 09h53
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300

 Este ano sai no cinema 300, adaptação da fantástica HQ (História em Quadrinhos, para os desavisados) de Frank Miller, o deus desse segmento. É a história de uma batalha entre Xerxes, rei dos Persas, e Leônidas, o rei espartano. A batalha é um ícone da estratégia, perseverança, heroísmo e dedicação régia a um povo. Conta-se que o próprio Leônidas deu o sangue, ele, mais 300 homens e um estratagema, para obter vantagem sobre um exército muito superior em número. Um cara a ser lembrado. Abaixo uma pequena homenagem a ele e ao “nosso” Leônidas.

 

Leônidas, um Silva   (B. Schneider Jr.)

 

Leônidas foi um Silva

que a vida escolheu

pra ser iluminado

 

Como o foi outro Leônidas

Glorioso espartano

Rei sem medo

 

O tempo passou

Virou enredo

do balé só restou

o diamante negro.



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 09h47
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