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Puta música!

Dica do Bortolotto (que viu em outro blog.. e tá lincado aí do lado). Tem vezes que até aprecio a tecnologia. Sem os Blogs, eu jamais conheceria essa obra prima. Pelo menos não agora. Valeu, Mário! Cliquem para ver a música Rehab da Amy Winehouse aqui e vejam a letra também. Me deu saudade do casal Yancey. Amy é judia, britânica, de 23 aninhos que tem jazz no sangue, blues na voz e o resto de fogo. Duvida? Veja o clip.



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 02h27
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These Boots are made for Walking

  Uma coisa leva a outra e eu acabei topando com este clip da Nancy Sinatra: Veja aqui. Tem neguinho que pode até achar a coisa meio “camp”, mas na verdade é um clássico cult. Camp é um treco que tem o valor relacionado com mau gosto ou ironia, mas eu acho que chamar de camp uma coisa é uma atitude Kitsch. E camp é viadagem dos anos 80. Nada a ver, coisa de quem mistura contextos, mente curta. A moça fez o sucesso em 66. Seu clip tinha uma monte de coisas novas (para a época), inclusive o lance de aparecer as calcinhas das dançarinas. Essa moça tinha um swing legal. Lembro de quando a vi cantando no filme “Speedway”, de 1968, com Elvis Presley, The King. Era de tirar o fôlego. A Nancy é filha do Frank Sinatra (outro gigante cantor e ator “oscarado”). Ganhou a vida mostrando suas lindíssimas pernas e cantando com competência (na minha opinião). Ela tem algo em sua voz, no modo como usa aquele lance jazz de colocar a letra sobre a melodia, como seu pai fazia... um jeito de deixar o ar sair que dava credibilidade... a gente via uma mulher ali... não era a frescura de seguir receitas norte-americanas de sucesso que a gente vê em toda contorazinha pop que veio depois de Michael Jackson. Você pode comparar as duas performances de “These Boots are made for Walking”. Essa aqui.  tem um lustro mais moderno, dança moderna, tem o “general Lee”, aquele carrão do seriado “Os gatões” (o dogeiro vai se amarrar), tem o grande Willy Nelson  e é um cowntry maneiro, tem essa Jessica Simpson que é que arrasar quarteirão, mas não vem dizer que é melhor que o da Nancy. Não diga isto pra não passar por burro. É como comparar walkman com ipod. Tem que ter contexto. A Nancy nem era bonitinha, mas eu tenho essa coisa por cantoras que me faz, as vezes, acreditar em sereias. Minha tradução livre da letra é a seguinte:

 

Estas botas foram feitas para andar (Nancy Sinatra)

 

Você fica dizendo que tem algo pra mim

Algo que você chama amor, mas confesse,

Você está fazendo merda onde não devia

E tem outro que está dando o melhor de si

 

Estas botas foram feitas para andar

E é o que elas vão fazer

Um dia desses

Andar sobre você.

 

Você continua mentindo quando deveria ser confiável

Perdendo quando nem deveria estar apostando

Sendo o mesmo quando deveria estar mudando

O que é certo, é certo

Mas você não tem sido correto

 

Você continua brincando onde não deveria

Pensando que nunca vai se queimar

Ah! mas eu encontrei uma nova caixa de fósforos, sim...

E o que ele sabe, você não teve tempo de aprender

 

Estas botas foram feitas para andar

E é o que elas vão fazer

Um dia desses

Andar sobre você.



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h12
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White And Nerdy

A dica foi o amigo Paulo Brabo Purim que mandou (do BLOG  "Bacia das Almas", linkado aí ao lado). Vale a pena nem que você não seja um Nerd ou um Trekier ou um ... sei lá.

http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&videoid=1194164636  .

Coloquei a longa letra no blog Micos, Gafes e Vexames (linkado ao lado). Divirtam-se!



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h32
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A Mãe de todas as Ciências

   Astronomia é a mãe de todas as ciências. Quase todo mundo já ouviu isso e quase todo mundo não tem a mínima idéia do que quer dizer. Já dei palestra sobre o assunto e reconheço que os caminhos para se chegar a esta conclusão são tortuosos. É difícil convencer esse povinho desse país de hoje que a Astronomia já foi essencial para a vida, para o progresso de nações, para a criação e estabelecimento da agricultura e da ciência. Foi através da Astronomia que o Homem soube que havia ordem no mundo, que existiam mecanismos subjacentes que precisavam ser dominados. Mesmo hoje em dia, a Astronomia ainda é uma das coisas que mais abrem portas novas para a ciência. Toda essa discussão sobre matéria e energia escura vem de onde? Não vou gastar o meu latim dando mais exemplos, mesmo porque tive que parar com ele para estudar uma língua “viva” nos meus tempos de primário. Vou dar um exemplo recente: Teve essa passagem do cometa McNaught (eu sei, já estou exagerando nesse assunto, mas passa logo). Nunca fui fã desse negócio de saber de cabeça as constelações. Acho um conhecimento útil para astrônomos amadores, como eu, mas estéril. Sei que isso é discutível e provavelmente eu não tenha razão, mas não me preocupo muito com isso, também. Não me interesso nem um pouco pelas convenções “dos outros”. E todas as constelações não passam de convenções. Por exemplo, a constelação de Órion é, para mim, a “grande borboleta”. Vai me dizer que não vê uma borboleta lá? Vejo trapézios no lugar da constelação do Navio (Vela, Carina, etc), um cata-vento em Hércules e uma cornucópia em Carina.  Mas a gente tem que saber ummínimo pra ter uma linguagem comum, reconheço. Então, o tal cometa passou perto da tal constelação do grou (grus), uma constelação que tem a particularidade de ter dois pares de estrelas muito próximas-visualmente muito interessantes. Na oportunidade eu percebi que não sabia direito o que era um grou. O que é um grou? É interessante as coisas que se descobre quando se está fuçando a procura de algo. Posso dizer que sempre foi assim pra mim. Mesmo antes dessa coisa da internet. Nos tempos que a gente viajava para visitar bibliotecas a procura de informação. A maioria desses bostas de cultura de internet não passaria dos retardados que conheci em minha vida inteira. Hoje, se você tem um computador plugado na “internota”, não tem mais o direito de ser ignorante sobre quase nada. O único problema é que a cultura de internet é tão rasa que periga o mundo ser tocado no futuro pelos piores retardados que existem, aquilo que o grande “filósofo de plantão” Paulo Abatti chama de “Idiota com atitude”. Mas... voltando ao assunto, Grou é a designação das aves grandes e de pernas e pescoço longos, cabeça meio nua, bico reto e com penas brancas, cinzas ou marrons. Vive em pântanos, rios e lagos. Parece que não existem naturalmente aqui na América do Sul. Nossa Ema é mais prima do Avestruz que desses caras. O Flamingo é uma ave parecida e, de fato, no século XVII, até chamaram esta constelação de “Flamingo”, ou Phoenicopterus (latim). Daí, você sabe o que é fênix? Fênix era aquela ave solitária que vivia 300 e depois morria para renascer (Ooops, essa palavra me lembra outro tipo de idiota) de suas cinzas. Isso todo mundo sabe. E teve ainda o Harry Poter para reforçar a idéia. Mas por que ela se chama fênix? Fênix, do grego, phoîniks, phoínikos é púrpura, tintura de púrpura e também palmeira (não o meu time). Tem relação com purpur- e porfir(o)-, daí o nome da porfirina (que é púrpura) que é usada aqui nos laboratórios de pesquisa do Pedro Gewehr. Meu irmão, o Fábio Kurt, fez mestrado usando isso. Interessante também é saber que os admiráveis Fenícios receberam esse nome, aparentemente por designação popular, porque inventaram o púrpura. Agora, diga aí... Astronomia não é bacana?



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 11h02
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Foto do cometa publicada

Minha foto do cometa McNaught foi aceita e publicada na Sky&Telescope/SkyTonight em http://skytonight.com/community/gallery/skyevents/5129766.html. Agradeço ao meu mano Fábio Kurt Schneider pela câmera e pela objetiva de 300 mm esprestadas. Ao pessoal pra lá de bacana que esteve empenhado nesse evento, de cuja companhia eu jamais me cansarei. Em especial ao fotógrafo Mendonça Jr., que admiro muito (e que me deu a notícia da publicação e que, aliás, está publicado lá também. Grande honra para mim!) cujo exemplo tem sido um incentivo para meu retorno a uma atividade que abandonei há uns dez anos, a Astrofotografia.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 10h56
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A evolução da cauda do cometa

Baseando-me na foto do Mendonça Jr. (citada alguns posts atrás) e na minha, tracei esse esquema da evolução da cauda do "McNaught". É um "sopro" formidável, não? Houve o efeito "leque" quando o cometa passou rápido pelo Sol. Agora ele se afasta, diminuindo sua velocidade sobre o fundo celeste, de modo que a "abóbada" (nominada pelo Mário Sérgio) tende a ficar cada vez menos encurvada. Eu chutaria que na próxima lua nova teremos uma bela cauda quase reta, se o contraste permitir uma boa foto. Isso quer dizer que ele pode eventualmente ficar como o Yakutake.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h11
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McNaught Again

Finalmente capturei o bicho. Este será, para mim, o cometa "pavão". Agora meu bom humor voltou (ou aquilo que eu chamo de bom humor). Não vou dizer mais nada. Estão aí as fotos que gritam mais do que eu posso.

Acho que vale a pena falar aqui do lugar de onde foram tiradas estas fotos. É a pousada Cainã (http://www.pousadacaina.com.br/), que tem um dono muito simpático e um sanduiche fantástico com bacon, ovo, presunto, hamburger caseiro, alface e mais outras coisas colocadas entre duas fatias ultra-generosas de pão caseiro fresco. O nome do sanduba é "Pangaré". Vale a pena as dezenas de quilômetros rodados. A pousada fica numa estrada de chão (8 km) logo após a polícia rodoviária que fica após o pedágio no caminho para Ponta Grossa. O lugar virou um point de astrônomos amadores pelo excelente céu e pela "força" que a pousada dá aos stargazers.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h32
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DROPS DE DEUS

O Mário Bortolotto, dramaturgo bebum, poeta, músico e o escambau, postou esse poema em seu blog (linkado aí ao lado). O poema é do livro "Para os inocentes que ficaram em casa", que guardo aqui em casa ao lado de outros poetas, nem todos tão bons. Se vocês gostaram desse aí, esperem só até lerem o "A raiva", um dos melhores desse livro! (mas daí, tem que comprar o livro...). Pra aqueles que me conhecem e podem fazer uma absurda e tortuosa ligação, a resposta é não, ele não conhece o meu Rui, o das poças d´água.

 

DROPS DE DEUS (de Mário Bortolotto)

 

Alguns caras prestam atenção em poças d’agua

Alguns caras correm em pistas de aeroportos & ouvem longas histórias & amam suas garotas

Alguns caras precisam de laranjas & alka-seltzer & se encantam com quartos de hotel & cheiram cinzeiros & manobram carrinhos de supermercado & não marcam touca - caem fora quando o onibus explode & andam com a etiqueta do ano passado & sabem que cachorros são sagrados & pisam em ostras &

                  escolhem um deus qualquer pra conversar

                  mordem drops com os dentes da frente

Alguns caras caem de navios & quando voltam exibem passos de dança

Alguns caras afogam pérolas em taças de vermouth

& espantam os pombos com alucinadas corridas pelo parque

& bocejam

& contam longas histórias & são amáveis comendo hot-dogs

                                              dando um tapa na noite

Alguns caras nunca estão a vontade & choram em concertos de violino

& bebem cerveja lendo pocket-books

Alguns caras são apaixonados por carros usados

& comem suas garotas

& sábios sabem que cachorros são sagrados

Alguns caras planejam morar no litoral

& são capazes de longas histórias

Alguns caras prestam atenção em poças d’agua.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h45
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Cometa McNaught

 

Ando com um humor péssimo (e piorando a cada dia). Tudo por conta desse cometa que, praticamente sem aviso, invadiu a Astronomia. O cometa McNaught (lê-se Mac-nót com o ó alongado). Já o achei entre nuvens, cm vista desarmada, de dentro de um carro em movimento quando o Sol tinha acabado de se por, o que prova que ele já foi muito mais brilhante. Vi-o com binóculos, seu núcleo que brilhava como uma estrela e sua cauda (calda com l é de doce, o Mário Sérgio e a Elaine vivem me lembrando) principal. Já o mostrei ao telescópio para minhas filhas e muitas pessoas interessadas. Mas não consegui ainda nenhuma fotografia. O clima e a poluição luminosa não deixaram. Também não o vi completamente, como quase se pode ver nessa extraordinária fotografia (do dia 20/01/07, a despeito do que marca na foto) do grande fotógrafo e Astrônomo amador, Mendonça Jr., onde se pode ver toda a estrutura da cauda do cometa. Há dois dias atrás, por texto telefônico o Mário Sérgio (Professor da UTFPR) disse que eu não fazia idéia do que estava sendo visto fora da poluição luminosa das cidades. Pensei: "porra, claro que tenho... é meu décimo cometa!". Mas eu estava errado. Eu não tinha nenhuma idéia mesmo. O cometa é de longe o melhor dos últimos 40 anos (eu chutei que talvez seja a calda de maior área celeste até hoje registrada... coisa que tenho que verificar). O Mário relatou uns 35 graus de calda espalhada na horizontal. Daí que eu tinha que VER isso. Eu simplesmente TENHO que ver isso e por isso estou  à caça do desgraçado e essa droga de tempo não ajuda nada. Ontem fomos nuns 20 até a pousada Cainã, a melhor pousada da região do Purunã, no início do segundo planalto paranaense. O céu estava muito bom e todos contavam com uma observação fantástica. Até foi visto por muitos o green-flash do Sol. Mas quando deu a hora do cometa, um sistema de nuvens sacaneou de tal modo que ninguém o viu. Ninguém! Só lá pelas quase onze horas um buraco deixou a gente ver um pedaço de sua cauda espalhada pelo céu. Como já nos preparávamos para partir, câmeras já empacotadas, não tirei foto... de novo. Vou fazer hoje a sexta tentativa. Pelos primeiros elementos orbitais, é a primeira e última vez que ele passa. É provável que seja por isso que ele está queimando como fogos de artifício. Está “novinho”. Sua excentricidade é 1,000017. Quer dizer que é hiperbólico, não volta mais. Mas está tão perto do "1" que qualquer coisinha pode transformá-lo em periódico. Só nossos netos saberão...

 Mendonça Jr., Fotógrafo profissional e Astrônomo Amador.

 



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h45
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Mais um Stargazer no céu

Hoje foi a inumação do Prof. Álvaro Stelle. Ele morreu no dia 12 de janeiro, na Argentina, e o corpo demorou um pouco para chegar aqui, aumentando o sofrimento daqueles que menos precisavam disso. Muitos alunos e ex-alunos apareceram, mesmo em tempos de férias quando a comunicação é a pior possível. Muitos colegas e amigos terão o susto de saber quando voltarem às aulas. Ainda não tinha 50 anos e isso é cedo demais pra qualquer um. Ontem foi a missa do sétimo dia, que faltei para fazer aquilo que ele mais gostava, Astronomia. Ouvi muitas pessoas comentando de sua paixão por esta ciência, pessoas que se contagiaram no passado com esse seu gosto. Vi inclusive uma foto histórica (que tenho que copiar e postar aqui) onde o Álvaro aparece com uma cambada de conhecidos sobre o teto do prédio de Eletrônica do antigo CEFET-PR, durante uma observação de um eclipse lunar. Havia lingüiça assada numa das mãos e duas botijas de vinho “Sangue de Boi” no chão. Ao lado o velho CELESTRON oito polegadas que ele cuidou por tanto tempo (e desde 1989, cuido). Milhares de alunos, a julgar pelas assinaturas das atas de observações que ele mantinha, herdadas do saudoso Prof. Chautard, olharam para o céu através de seus cuidados e incentivo. É realmente interessante a coincidência dele ter morrido no exato instante em que o cometa mais brilhante dos últimos 40 anos estivesse passando para este hemisfério (no seu periélio). Ou talvez, pensando melhor, não seja coincidência. Ele deve estar cavalgando o bicho, visitando in situ o que sempre admirou daqui da Terra. Seus olhos podem agora atravessar o mundo e ver o quasar que quiser. Ele e o Chautard podem agora mirar estrelas, saboreando a picanha do Gersão. Espero demorar um pouco, mas se acontecer, terei muito boa companhia lá em cima.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h05
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Cometa McNaught C/2006 P1

A revista ASTRONOMY BRASIL deste mês não traz nada sobre o cometa McNaught (C/2006 P1), esse que está impressionando qualquer um que tenha a disposição e sorte de ter um céu do poente limpo para vê-lo. O Cometa foi descoberto por R. H. McNaught (Siding Spring Observatory, Australia) em imagens de CCD obtidas através do telescópio Schmidt Uppsala, de meio metro de bertura, em 7,51 de agosto de 2006. A primeira confirmação do cometa foi feita pelos caríssimos colegas C. Jacques e E. Pimentel (Belo Horizonte, Brazil) [gente boa... vieram para o 8oENAST aqui em Curitiba] através de imagens CCD de um refletor Schmidt-Cassegrain de 30 cm em 7,99 de agosto de 2006 (11,5 horas depois... que tal !??... em 25 de maio de 1999, vi a NOVA de Vela que tinha sido descoberta somente 13 horas antes... puta que pariu!... só dá pra entender quem tem um pouquinho de stargazer no sangue). A figura acima é tudo que sobrou de minha tentativa hoje. Eu estava com minhas filhas gêmeas de cinco anos numa praça. Como os mosquitos estavam nos comendovivos e a chance era quase zero de ver o cometa, abandonamos a tentativa ums 8h40min. Já no carro, fazendo a curva para ir embora, dei uma parada pra tentar ver algo, tipo "última-chance". Não vi nada. Esperei um carro passar e dei marcha a ré para pegar a rua para voltar para casa... resolvi dar uma última olhadinha... "estava lá!", no meio das núvens, visto através duma janela suja de carro e de muita nebulosidade. Reconheço que o cabra tem que ter um experiência rasoável de astronomia amadora para ter um look desses. Um pouco de sorte, muita persistência e empenho são também essenciais. Peguei o binóculos 7x50 e o vi. Absolutamente monstruoso. FANTÁSTICO! Não pude estimar a magnitude, mas acho que algo perto de -5. Em 1965, houve o Ikeya-Seki que foi mais brilhante e, antes disso, só em 1935. Ele é então o mais brilhante dos últimos 46-47 anos. O céu estava tão claro que só dava pra ver Vênus naquela hora. A fotografia foi prejudicada porque minhas filhas estavam pulando dentro do carro (que usei como suporte da máquina). Programei o cometa no meu desktop e no Palm (Planetarium). Os elementos orbitais usados são: Excentricidade e=1,000019; distância de perihélio de q=0,1707 UA; Nódulo Ascendente (ômega)=267,414o; Argumento de perihélio w=155,977o, inclinação i=77,835o e Tempo de perihélio T=2454113,2983 (conferido por Mário Sérgio, eu e o Elton Dias). Este é meu décimo cometa. O sexto que vejo com os olhos desarmados. Os outros foram o Haley, em abr/1986, o Hyakutake, em mar/1996, o Hale-Bopp, em 1997, o Soho de 1998 (m=5,6) e o Neat Q4, de 2004, todos documentados como mando o figurino. Eu tenho que checar isso com muitomais cuidado, mas aparentemente é o cometa mais brilhante desde a década de 60. Imperdível!!!!!!!!!!!! Estarei incentivando (promovendo e aceitando convites) algumas observações. Fiquem ligados!

Ahhhhhh, em tempo. Para ver o cometa, espere o Sol se pôr e olhe para a esquerda, um pouco acima do horizonte, de onde ele se pôs.

 Foto de M. George em 2007/01/17.45, usando uma câmera digital Pentax ISTDS com objetiva de 200mm, 3 segundos de exposição num setup equivalente ao 200ASA.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h58
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Pesos e Medidas

 

Hoje mesmo eu estava falando com o Davi, aluno desesperado do BIOTA, sobre esta coisa retardada de traduções erradas. Especificamente da palavra que em inglês quer dizer tanto silício quanto silicone. É muito comum a gente ver “computadores de silicone” em filmes de ficção científica (já vi versões na legenda e dubladas) entre os vários outros erros clássicos de tradução. Eu só não esperava encontrar esse tipo de coisa numa revista do calibre da “Scientific American, Brasil”, cuja missão é justamente veicular a ciência de modo correto. Como a foto atesta, o número 56 (jan/2007) da SABrasil traz esse erro já na primeira página útil. É de foder! Uma das únicas publicações do mundo de popularização da ciência onde os artigos são escritos por cientistas (e não por repórteres) e ainda assim, acontece uma coisa dessa. Não dá pra perdoar, não! Alguém perdoa o pênalti que o Zico perdeu na copa? Alguém perdoou o Collor quando ele afanou a grana de todas as poupanças? Alguém perdoou o PT por ter se traído e ter revelado que o mais corrupto é aquele que menos deveria ser? (Bom, nesse caso, a julgar pela última eleição, o povo não se preocupa mais em ser governado por ladrões, desde que ouça discursinhos do tipo para-o-povo-pelo-povo). Mas esqueçamos isso com um pouco de novidade científica: Como alguns devem saber, a referência da unidade de medida de massa (ou peso, de modo indireto) está para mudar. É ainda a única unidade SI referenciada a um objeto feito pelo homem. O padrão de massa era um cilindro de platina e irídio de mais de cem anos que fica armazenado nos arrabaldes de Paris (Museu Internacional de Pesos e Medidas) e que tinha exatamente 39mm tanto de altura quanto de diâmetro (sempre achei elegante esse critério). Será substituído (é uma proposta ainda) por uma esfera de Silício (Si nos isótopos 28, 29 e 30. O Si natural tem 92.2% do isótopo 28, 4.7% de Si-29 e 3.1% de Si-30.) porque existem métodos dominados de purificação de Silício (da indústria eletrônica) e manufatura de esferas precisas. Uma bolinha dessas (de pouco menos de 94 mm de diâmetro) com a precisão necessária não sai por menos de 1,25 milhões de dólares. Daqui por diante é chato e realmente recomendo que não leia, a não ser que você seja um Nerd. O problema deste Blog é que eu falo de um monte de merdas diferentes. Um cara lê um post desse e não volta nunca mais, mas como diria um populacho “filósofo” brasileiro, “faz parte...!” Então, lá vai: O Si-14 tem 28,086 de “peso atômico”. Um mol de silício teria, por definição, 28,086 gramas. Um quilograma teria 35,6 moles de Si-14, o que daria uns 35,6 x (cte. de Avogadro) (6,02x1023), ou seja 21,43 bilhões de bilhões de milhões de átomos de Si-14. Sabendo-se o volume de cada átomo de Si dentro do cristal (décimos de nm lineares) é possível chegar-se ao tamanho citado.... Eu devo ser mesmo um cara sem nada o que fazer. Escrevi toda essa bobagem só pra delatar a Scientific American Brasil. Pode xingar. Eu mereço!



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h13
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Braúlio Tavares

Eu não paro de admirar o trabalho deste Bráulio Tavares. Grande incentivador da ficção científica brasileira (a melhor definição de FC, aliás, é a dele, de um seu livro que não lembro o nome: “FC é uma ficção onde a ciência é um dos personagens”). Curto o cara desde as letras que fez com Lenine. To com um montão de crônicas dele no buffer de leitura. Bráulio é compositor, poeta e escritor. Sei que toca um violão maneiro também. Conforme ele mesmo, já foi jornalista esportivo, professor de inglês, funcionário público, crítico de cinema, guitarrista de rock, tradutor literário, roteirista de TV, secretário do Treze F. C., datilógrafo, ator de teatro. "O objetivo disto tudo era sobreviver e aprender coisas novas para transformar em Literatura, que é a minha única vocação. Caiu na rede é texto".

Agora, de modo fortuito (no http://www.germinaliteratura.com.br/erot_junbt.htm .. a dica do site foi da Mônica Berger), conheci esse poema dele... Genial !

 

 

poema da buceta cabeluda

(Bráulio Tavares)

 

A buceta de minha amada

tem pêlos barrocos,

lúdicos, profanos.

É faminta

como o polígono das secas

e cheia de ritmos

como o recôncavo baiano.

A buceta de minha amada

é cabeluda

como um tapete persa.

É um buraco-negro

bem no meio do púbis

do universo.

A buceta de minha amada

é cabeluda,

misteriosa, sonâmbula.

É bela como uma letra grega:

é o alfa-e-ômega dos meus segredos,

é um delta ardente sob os meus dedos

e na minha língua

é lambda.

A buceta de minha amada

é um tesouro

é o Tosão de Ouro

é um tesão.

É cabeluda, e cabe, linda,

em minha mão.

A buceta de minha amada

me aperta dentro, de um tal jeito

que quase me morde;

e só não é mais cabeluda

do que as coisas que ela geme ao meu ouvido

quando a gente fode.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h22
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O olho da pantera I

Hoje conheci um timaço de gente boa, mas vou falar de cada um em separado. Primeiro, a Mônica Berger, poeta (ou poetiza como preferirem), que já gostei de cara. O BLOG dela é o http://www.palavradepantera.blogspot.com/. Ela é capaz de fazer coisas desse tipo aí embaixo, coisas que você tem que andar devagar, abrir janelinhas, esperar a fumaça evolar-se, ficar de tocaia pra ver o significado fugir da concha. É como aqueles bombons que você fica esperando que derramem o liquor pra saber que gosto terá. Gostei muito.

 

Lavanda

 

Desabrocham hidrolases

Lavam as vís vendas

que agora soltas

 

Alegres são lágrimas

Nenúfares de fumaça

Lassos sobre a vitória-régia

 

Só um sonho a menos

Só um dia há mais

(Mônica Berger)

 



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h23
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O olho da pantera II

A Mônica Berger foi casada com o poeta Marcos Prado (uma palhinha em http://www.revista.agulha.nom.br/mprado.html ) , que no último dia de 1996 vitrificou aos 34 anos sua obra por aqui, que continua viva através de seus admiradores, entre os quais acabo de me incluir. O Cara escreve coisas desse naipe: (clonado do BLOG supracitado)

 

 

deve haver algo de bom em mim

ou não teria tanta má idéia

o meu demônio tem pacto com o querubim

é uma ovelha o líder da alcatéia

 

fui o juiz do jogo yin versus yang

apitei faltas pras melhores frases

atirei na tela do meu big-bang

vi estrelas e quase quasares

 

se há algo de bom em mim, seja dita

a maldade que fez minha alma ambígua

(Marcos Prado)

 

O Marcos Prado tinha um parceiro de poesia, o Antonio Thadeu Wojciechowski, o polaco poeta, com blog em http://polacodabarreirinha.blogspot.com/. Acabo de me tornar fã dele também. Um cara que escreve o que ele escreveu aí embaixo, não merece de mim menos do que uma reverência com genuflexão e tudo:

 

"Mais da metade da poesia do Brasil é gay.

Porque não tem força suficiente no pau

para enfrentar uma buceta

de igual para igual".

(Thadeu Wojciechowski)

 

Beleza! Agora vou rangar um Sushi com a Elaine e vou pro Elton, pra dar a primeira luz ao telescópio novo do Machado.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h22
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Morre um Gigante

É sempre ruim entrar em contato com a morte. Pior ainda quando é a de alguém do teu meio, alguém que você gosta e admira. Álvaro Stelle morreu hoje (ou ontem, a gente não sabe a história direito) na Argentina (ele visitava a família de sua mulher) de um ataque cardíaco fulminante (conforme notícias ainda vagas). O Álvaro foi o professor que tocou o Clube de Astronomia do CEFET-PR antes de mim. Quando ele saiu para seu doutorado na Inglaterra, fiquei com a coordenação do agora Clube de Astronomia da Universidade Tecnológica Federal do PR (CAUTEC da UTFPR). Isso mostra que era alguém que se preocupava em mostrar a beleza da ciência e ensinar o que sabia de modo gratuito, por diletância. Conheci o Álvaro quando ele foi meu professor de Comunicações na Engenharia. Foi meu primeiro upgrade em matemática superior "útil". Ele fazia provas orais, naquele tempo. Lembro da minha. Ele esticou um papel A2 com um diagrama esquemático gigante de um rádio e ficava apontando os dedos para alguns elementos e a gente tinha que dizer o que era e como funcionava. Lembro-me que ele me judiou com as bobinas de FI (frequência intermediária) dos circuitos de FM. Mais tarde, quando assumi o cargo concursado de professor no CEFET, ele foi meu colega e nosso contato se resumia a nos batermos, um contra o outro, nos jogos da "Eletrônica" (onde eu joguei por uns dez anos, fui artilheiro em 2 e goleiro nos outros) contra o "CD8" (time que o Álvaro jogava). Nessa época eu ainda não o conhecia bem. Ainda tinha ressentimentos do tempo da Engenharia. Para quem não o conhece, tem-se a impressão de que trata os alunos como animais (mas é uma impressão errônea, posso garantir). Por conta disso, num dos jogos, confesso hoje em primeira mão, dei um encontrão forte, desleal e proposital (numa disputa de bola aérea) do tipo tô-me-vingando-daqueles-tempos. Ele nunca soube que foi intencional e, pra ser honesto, acho que nem sentiu o tranco. Ele sempre foi um touro. Depois, nos tempos de pós-graduação (tanto no mestrado como no doutorado) fiz vários cursos com ele. Acho que devo uma grande parte da matemática que uso normalmente a ele. Vários trabalhos meus só foram possíveis através da aplicação do que ele me ensinou, várias sacadas... e não é só porque ele morreu não... eu sempre disse isso pra todo mundo e agora eu vou registrar: Ele foi um dos maiores professores que tive, um dos menos de 10 que me lembro que merecem o título de verdadeiro "professor". No caso dele, é porque cada aula sua era um livro inteiro. Cada aula sua valia por uma 30 horas de leitura. Essa capacidade de jorrar "utilidades" matemáticas aplicáveis eu não vi em nenhum outro. Em seu campo eu tenho certeza de que era um top-ten mundial. Vou sentir saudades de suas "transformadas", de sua companhia em churrascos e nas festas de aniversário das minhas gêmeas ou de seus filhos... Antes de terminar o ano, já com aulas terminadas, levei minhas gêmeas (têm cinco anos) pra visitar o-lugar-onde-papai-trabalha. Elas estavam muito reservadas e com vergonha. O Álvaro foi o único que conseguiu entabular uma conversa com elas. Contou que às conhecia das festinhas, lembrou de seus filhos, falou "manda abraço pra mamãe, fiquem comportadas e tenham um bom Natal". Eu nem me lambrava disso, foi minhas filhas que me lambraram quando falei que um amigo tinha morrido. Ocorreu-me agora que isso foi sua despedida... Vai tranquilo, cara! Espero demorar ainda um pouco pra te rever. Daí a gente vai comer uma picanha com o Gersão. Manda abraço pra ele...



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h35
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Seriados antigos

  

Quando a "Confraria" (grupo de escritores e interessados em literatura) se reune em suas "pizza-fictions" mensais, um papo que sempre aparece é o de seriados antigos. Muitas vezes a gente vê alguns e sempre tem aqueles que ninguém viu e ninguém lembra. O Raul, do Laboratório de Pesquisas em Biotelemetria (BIOTA), onde trabalho, me pediu pra tentar descobrir qual era o seriado que usava a música do YES, "No opportunity necessary, no experience needed". Tentei pra caramba e não consegui nada em uma hora (tempo máximo que dedico a buscas que não são questões de vida ou morte). MAS... consegui duas coisas que há décadas vinha buscando... e as consegui de um modo totalmente fortuito. A primeira é o nome do seriado que tinha uma cena de que eu me lembrava: um tanque de aço em forma de trapézio que andava fazendo um barulho agudo e tinha uma mulher com um mini-saia pra lá de curta (acho que foi a segunda vez que me apaixonei, 10-11 anos talvez). O seriado era o "Imperio submarino", 1936, e a gostosinha era provavelmente a Lois Wilde (se alguém conseguir uma foto dela, envie-me). Eu sempre procurei a cena naqueles filmes intragáveis do Flash Gordon porque pensava que era lá que eu tinha visto. De fato, o "Império Submarino" era uma cópia descarada do Flash. Olha só: Tinha um babaca de sunga, capa e um capacete com uma grande asa, tinha a gostosinha e tinha um professor (!!!). O segundo é um seriado que acompanhei inteiro quando criança. Lembro-me do cara olhando por uma chaminé e mostrando a garra com trejeitos tipo filme-japonês. Era "O garra de ferro", Iron Claw (1941). Sempre é um dia bom aquele no qual você consegue dirimir uma dúvida muito antiga. Aindo tenho milhares delas, nos mais variados campos, mas posso dormir contente por isso... mas não vou. Hoje morreu, ainda muito jovem, um grande professor e amigo, Álvaro Stelle... vou terminar este post sem final... em silêncio.............................. eu gostava muito do cara..................



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h08
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Seriados

Nas férias eu aproveito para colocar em dia meus seriados. Nas férias passadas eu bati um recorde ao ver os 88 últimos episódios de STNG em dez dias. Estou vendo alguns episódios (menos de 10) que eu não tinha visto ainda dos "Sliders". Fiquei impressionado de como eles já eram soturnos naquela época. Recomendo até hoje. O melhor seriado da atualidade é "Galáctica", muito diferente daquela coisa infanto-juvenil da série original. Boa pacas! Sobre Dexter, uma série excelente, acho que ainda inédita na TV (aberta ou paga), tem um comentário meu, aqui neste blog, no dia 6/01/07 (confiram!). Heroes, vi 11 episódios, parece que será a nova onda da TV. Excelente! Tô na metade da décima (decima, porra!) temporada de Star Gate SG1. Teve direito até a um especial no episódio 200. SG  Atlantis começou com uma grande idéia e atualmente tá muito fraco (será que tenho preconceito contra autoridades femininas? tanto Atlantis quanto Voyager são fraquinhas....). LOST eu comecei a ver bem antes de sair na TV e hoje tem casos em que o DVD sai antes de eu receber meus episódios em DIVX (aconteceu no final da segunda temporada). Agora, com o Rodrigo Santoro tendo assinado mais 3 anos com LOST, vai virar moda também no Brasil (espero que issonão atrapalhe a série... não o Rodrigo, o fato de virar moda). Aliás, estou esperando pra ver "300" (um dos maiores HQs da história) onde ele faz o Xerxes. Surface que quase era bacana foi descontinuada por cagadas óbvias nos roteiros. Monk, o detetive estranho, está melhor do que nunca. A série é meio flutuante, mas é boa e vai continuando. Eureka é bacaninha, mas já esgotou todo o fôlego em menos de uma temporada.  Tentaram aplicar as receitas que usam nas séries que dão "ibope" e erraram feio. Acho que já vai tarde. Eu pretendia acabar de ver Voyager (só porque já vi TODOS os episódios das outras franquias, Star Trek clássica, STNG, DS9, e Enterprise), mas um aceite de um artigo importante vai adiar ou pelo menos atrapalhar muito isso. Fazer o quê? Fui eu quem escolhi essa vida...



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h52
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República 2

Outro dia eu achei umas cartas antigas arrumando minha biblioteca. Dei uma olhada numas e relembrei os tempos de estudante. Eu fazia um prato com batatas fritas em cubos que chamava de "república 2" (o "república 1" era intragável e ficou esquecido) que alcançou até certa fama. Fiz hoje para minhas filhas. Adoraram. Eu morei uns 10 anos em república. Eu e o Carranza a fundamos e fiquei ali até ir, junto com a minha atual esposa (na época era namorada) para uma casa que comprei em financiamento. Antes da república eu morei num hotelzinho com quartos de 1,5 x 3m com banheiros coletivos, com direito a viado olhando teu pinto enquanto você mijava; amigos que te tiravam roupa e toalha pra você voltar pelado pro quarto (e avisavam o viado disso); metade do time do Atlético morava lá (ainda bem que em outro andar e ficava numa vizinhança legal. Era o point dos travestis naquela época. Nunca tive problema nenhum com eles... já com os viados do Hotel... Faltei dar porrada nos caras. Puta raça insistente. Eu era diplomático, tipo good-boy, não gostava de ferir ninguém, mas aqueles caras estavam pedindo. Uma vez, na XV, um transeunte vendo minha dificuldade em despachar a bicha (ela se auto-denominava bicha, porque, explicava, viado é isso, traveco é aquilo e ...vá pra puta que pariu) e soltou um: "olha! Cobra é cobra, jacaré é jacaré"!. Nunca esqueci disso. Não entendi os detalhes, mas o contexto geral, sim. Porque é que eu tinha que ficar escutando aquela merda? Mandei o cara tomar naquele lugar e nunca mais me encheu o saco. Teve ainda muitos outros. Uns viraram meus amigos, mas nunca conseguiram me levar pro mundo "deles". Não é nem questão de escolha ou de cultura. Sei muito bem do que eu gosto e meu prato favorito e único não leva cromossomos Y. Voltando à idéia inicial, na república, como em todas, aconteceram milhões de casos interessantes mas não é isso que me lembra os tempos de estudante. O que relaciono com aqueles tempos era a comida. Fiquei uma vez comendo no café, almoço e jantar somente uma média e um pão com manteiga. Equivalente a 1,30$ de hoje. Falando nisso, média é metade café e metade leite, pingado é muito leite é um pouco (pingado) de café... porque é que ninguém usa isso?... a gente tem  que dar a receita de como quer... Na república, já fiquei dois meses inteiros comendo só pão com margarina e pomarola. Teve o mês do arroz feito com caldo knorr e o clássico miojo. Era foda! Mas também tinha as festas que aconteciam principalmente em outras repúblicas, histórias nem tanto (re)publicáveis. Dá saudade. Naquele tempo você podia atravessar Curitiba inteira de madrugada sem levar uma facada. Bons tempos!

Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h56
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Cabelo comprido

Não me lembro quando resolvi deixar meu cabelo comprido. Deve ter sido na pré-adolescência e depois disso, tirando a vez que meus amigos me sacanearam e raparam tudo porque eu tinha passado no vestibular (em Engenharia numa instituição pública, coisa que ainda tem seu charme, principalmente em tempos onde a maioria esmagadora das vagas são privadas, em universidades que são mesmo privadas, se é que me entendem...), eu sempre usei compridos. Também não uso muito o pente, talvez uma ou duas vezes por semana (ou por mês?). A maioria das vezes sou eu mesmo que corto. Nos anos oitenta eu ainda perseguia uma coisa rara que era um barbeiro (cabeleireiro) "de verdade". Um cara que era capaz de cortar o cabelo da maneira como eu queria (e a maneira como eu queria era a maneira como eu queria. Simples assim.). Não era desses caras que só sabem cortar o corte-da-moda. Os caras começavam a tremer quando a gente pedia algo diferente. Gostam de cortar no "piloto automático". Também usava barba, costeletas, topetes, cavanhaques... sempre em épocas que não eram moda. Nos últimos tempos voltou a moda dos cavanhaques e confesso que até cheguei a pensar em tirar só pra não ficar igual aos carinhas que queriam ser iguais. Fodam-se. Tô me lixando pra caras assim. Tenho a cara que eu quiser e hoje rio dos imbecis de recursos humanos que por muitas dezenas de vezes me rejeitaram (na época que eu mais precisava), só por causa dos pêlos a mais que eu fazia questão,  para empregos aos quais me candidatei. Quando eu vim para Curitiba, nos princípios dos 80, começou essa viadagem de calça a meia-bunda, mostrando a cueca. Essa coisa chegou até hoje e as meninas entraram nessa uns anos atrás (nelas, fica até bonitinho). Todo mundo usava. Pior, usavam porque era moda. Moda é uma merda que foi inventada para dar estilo a quem não tem, pra vestir quem não sabe o que vestir, para impor comportamento a quem não sabe o que fazer. Em resumo, moda é para aqueles que não sabem o que são, para os fracos, para aqueles que Nietzsche chamava de populacho. Quando eu era menino, achava elementar e fácil aquela coisa de combinar cores, quais combinam e quais não combinam, etc. Mas nunca entendi aquelas arbitrariedades como não poder usar uma peça de roupa de uma cor primária que formasse uma cor secundária da outra peça (resumindo, não podia usar uma calça azul com  camisa verde porque azul "formava" o verde). Pô, porquê? Qual o problema? Quem olha essa combinação vai ficar com parada cerebral? É intrínseco do ser humano desgostar dessas combinações? alguém vai dizer que o uniforme de Camarões é feio? Quem explica isso? Quando a gente via Internacional e Palmeiras em preto e branco a gente tinha que olhar pras meias pra saber quem era quem porque a "luminância", informação branco e preto, dos uniformes era a mesma. O sangue na banheira do Hitchcock era de chocolate marrom escuro. Isso tem explicação. Elegância/beleza e moda não têm nada a ver entre si. O(s) primeiro(s) pode ser explicado, mas o segundo é só mais uma mania inquestionada do macaco humano. Mas esse assunto não era pra dar tanta coisa e eu já vou encurtando. Nem preciso avisar, quem me conheçe sabe, se você falar em "bom-gosto", "espaço de tempo" ou "moda" na minha frente (ou numa distância que eu possa escutar), não espere nada menos do que um ataque de intensidade terminal. E você vai ter que rebolar muito e ser muito bom se quiser sair andando desse embate.

Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h57
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Dexter

Dexter é um seriado genial que usa um personagem muito interessante para falar dos demônios e dos abismos que a maioria de nós carrega dentro de si. Aliás, as pessoas verdadeiramente interessantes são aquelas que os conhecem. Vi os primeiros 12 episódios e são nada menos do que fantásticos. Dexter Morgan é um sujeito politicamente incorreto, mas que finge não ser, como a maioria de nós. É um monstro atormentado por uma fome tão horrenda que sua única solução de sobrevivência era jamais mostrá-lo. Ele é um policial legista forense especialista em sangue (ou naquilo que o sangue e suas manchas podem dizer após um assassinato). Aparentemente ele é bom com todo mundo, mas que tem um segredinho: É um serial-killer. Só que ele aprendeu a canalizar isso de um modo interessante (que você vai ter que ver para saber...). É legal ver o que se passa dentro da cabeça do personagem, o que se passa para as pessoas ao seu redor, o que ele pensa, o que ele faz com que pensem dele... como ele lida com coisas inconfessáveis, etc. Dexter é um anjo, como eu acho que os anjos são. Já na vinheta introdutória, vemos como ele come carne, ovo frito e café “de verdade” (a gente vê os grãos serem moídos), i.e., com cafeína. Coisa tão anti-americana que até me faz ter esperança no H. sapiens.  Não tenho a mínima idéia de quando isso vai baixar aqui no Brasil. Não vejo TV. Tenho cabo e monto antenas VHH e UHF. Através de combiners e chaves eu passo para qualquer lugar de casa sinais de podem vir de qualquer um dos equipamentos que vão desde velhos toca-fitas até players DIVX. Mas o que faço mesmo a muitos anos é ver seriados que gosto. Geralmente os vejo completamente e na seqüência... e tenho disciplina para marcar os já vistos em listas de episódios que mantenho. Antigamente eu gravava em VHS (tenho prova nas 29 fitas com X Files completos em VHS que editei pessoalmente... mais ST, Sliders, Millennium... eram quase mil fitas em casa. Comecei a emprestar na época do Babilon 5. A melhor série de FC até hoje. Hoje eu tenho um amigo que me abastece esse vício. Pago 5/4 de real por episódio que o grande Professor X (não posso dizer seu nome aqui) providencia, o que paga praticamente só a mídia. Vejo só o que gosto e na hora que posso, parando quando eu quero, voltando quando necessário e sozinho. Isso é importante. Ver sozinho é sempre melhor. “24 horas”, por exemplo, acho muito chato. Teve umas de FC que nunca engoli, como aquela dos seres andróginos que a linda mulher do G. Rodenberry teve a trágica idéia de exumar da gaveta onde o Gene, que hoje descansa espalhado pelo espaço que ajudou a sonhar, enterrava o que não achava bom. Dexter é assim. Uma série duca! Baseada em "Darkly dreaming Dexter", de Jeff Lindsay, que, diga-se de passagem, não conheço. O que você acha dum cara que quando vê um corpo fatiado em pedaços totalmente drenados de sangue só consegue ter um pensamento de admiração: "what a bealtyful idea!" ? Espere e verá! Seus demônios vão dançar de alegria e a solidão e o outsiderismo parecerão menos profundos.



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h55
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O Perfume

 O livro e  o filme.

No meu aniversário de 1987, ganhei da minha namorada um livro estranho (era o que eu gostava e ainda gosto de ganhar), que tinha sido lançado no Brasil naquele ano. Era o “O Perfume, História de um Assassino” (Das Parfum, 1985), primeiro romance do alemão Patrick Süskind. Adorei o livro e o personagem principal (Jean-Baptiste Grenouille) ficou na minha cabeça como somente o “amigo da lua” de “2001” (sem chance de saber quem é só pelo filme), do Clarke, tinha feito.  Naquele mesmo ano de 87, venceu o World Fantasy Award (isso eu só fiquei sabendo agora, numa pesquisa ... nunca fui fã do gênero fantasia e nem acho lá um grande prêmio) e um dos concorrentes era “it” de Stephen King (outro cara que escreve até bem, mas que nenhum das dezenas de filmes baseados em sua obra faz jus). Como é incomum com um grande livro, esse era facilmente “filmável” (existe a opinião da maioria da crítica que o achava infilmável, opinião que desprezo com veemência) e é impressionante que só agora a coisa tenha decolado. O diretor Tom Tykwer de “Corra, Lola, Corra” (“Lola rennt”, 1998, um filme alemão excelente com fotografia, roteiro, entrelaçamento e métrica interessantes e sobre o qual passei dias discutindo com o grande  cara que era Cleverson Picolis, [1982-2000]) descascou o pepino. Tem Dustin Hoffman e Alan Rickman (entre outros que desconheço) no projeto. Estou esperando pra ver o que é que vai dar. Se for 10% do livro já vai ser um filmão.



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h45
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