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OSCAR

Desde 1978 eu vejo todas as entregas do Oscar (Academy Awards). É uma coisa que curto e respeito, embora não concorde com alguns resultados, às vezes. Eu procurava antes ver a maioria dos filmes antes da cerimônia, coisa que, com esses tempos em que se explora o cinema infantil nas férias em detrimento de quem gosta de cinema, fica cada vez mais difícil. Eu não vou mais a cinemas à noite, de modo que desde que Curitiba resolveu matar as sessões de meio dia eu fiquei na mão. Agora tenho que ver tudo na alta definição de meu monitor de 17 polegadas, da velha e boa tecnologia TRC no micrão da minha biblioteca (é como chamo meu quarto de estudo, um cômodo de 24 m2 que sei que tenho o raro privilégio e sorte de ter). Há dez anos eu não vejo o OSCAR ao vivo. Sempre gravo e vejo depois (procuro não saber antes os resultados). Esse ano foi interessante com as duas duplas de filmes da mesma batalha do Clint e os dois sobre rainhas da Mirren. Sempre fui fã da Helen Mirren, desde Calígula e 2010. Uma das mulheres mais lindas do cinema. Sempre a achei talentosa mas nunca prum Oscar. Já o negão Forest Whitaker sempre foi um dos fodões. Já mereceu vários Oscars, desde Bird e daquele que ele se apaixona pela mulher do amigo sem saber que ela era um ele. Teve também o reconhecimento do Scorsese, o cara das "ganges de nova york" e dos geniais "a última tentação de cristo" e a "cor do dinheiro". Esse último é o monumento definitivo da luta contra o preconceito racial. Mais um Oscar, mais um ano. Deve ter modo melhor de passar a última noite de fevereiro.



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h08
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Ensino Fundamental de 9 anos. Os pedabobos paranaenses.

Quando um grupinho de pessoas que se arroga o direito de conhecer uma realidade impõe, sem consultar cabeças diferentes das suas, um dispositivo que em sua concepção corrigirá o problema dessa pretensa “realidade”, sempre temos o aquilo que só podemos chamar de “cagada”. É o que o Conselho Estadual de Educação do Paraná fez através da deliberação 03/06. A Lei federal 11.274/06 (que trata da ampliação do ensino fundamental de 8 para 9 anos) prevê “reflexão e convenientes estudos, com democratização do debate, envolvendo todos os segmentos interessados, antes de optar pelas alternativas julgadas mais adequadas”. O Paraná é um dos únicos estados que estão tentando impedir o ingresso ao primeiro ano dos nove novos do ensino fundamental da criança que aniversaria depois de primeiro de março, conforme Rubens Ortega, professor da UFPR. A própria lei prevê que não se altere a idade de conclusão. É só lê-la. São Paulo (parecer 461/2005) e Minas Gerais sacaram corretamente a coisa e não deu problema nenhum por lá. Por aqui, tiveram sua liminar (para aceitar crianças que fazem 6 anos após primeiro de março) derrubada, em 26 de dezembro de 2006, colégios como o Positivo, Bom Jesus, Marista (Ctba, Pta grossa, Londrina, Maringá, Cascavel) Decisivo, Martinus, Opet, Expoente e outros. Gente grande. Acho que fazer uma cagada é até humano, é perdoável. Mas cagada em cima de cagada é burrice. No site do MEC, sobre o assunto da faixa de corte etário não há nada útil, mas você encontra lá um monte imperdoável de erros de português, que mesmo um ogro como eu pode perceber, num texto oficial de um órgão de educação... pra se ver o nível em que estamos. Conforme artigo de Flávio Arns no SINEPE, ele mesmo discutiu a entrada da criança com 6 anos (feitos em qualquer mês do ano) no primeiro ano dos nove e houve consenso no Congresso. Apesar disso, o Paraná (Conselho Estadual de Educação) quer seguir a letrinha da cagada, escrita pelo próprio CEE. Ainda conforme Arns, o lance é inconstitucional porque fere a emenda 53/2006 que muda o texto da constituição, determinando que o ensino infantil deve terminar aos cinco anos de idade.

Antes da cagada do CEE-PR, a criança entrava na primeira série (das oito) no ano em que completava seus sete anos. Conforme a letra atual, a criança deveria entrar no primeiro ano (dos nove) com seis anos completados até primeiro de março (isso conforme artigo 12, parágrafo 1 da deliberação 03/2006 do nosso querido e inteligente Conselho Estadual de Educação do Paraná). Taí a pérola: [Art. 12 - Para matrícula de ingresso no 1.º ano do ensino fundamental de 9 anos de duração o educando deverá ter seis anos completos ou a completar até 1º de março do ano letivo em curso. // § 1.º - O aluno que estiver cursando a educação infantil e completar seis anos de idade no decorrer do ano letivo não poderá ingressar no ensino fundamental nesse mesmo ano.] Veja na íntegra. Na média (não vou explicar a matemática) a população sairia da escola 5,0144 meses depois. Em termos mais populares, 83,6% da população (paranaense) sairia do ensino fundamental (e consequentemente do médio) um ano mais tarde. Um aluno que faz aniversário em fevereiro sairia com 17 anos do ensino médio. Seu colega que aniversaria abril, por exemplo, sairia um ano mais tarde, com 18 anos completados. É importante saber que historicamente este dispositivo de um ano a mais foi instituído para tentar corrigir o problema da criança que entra no ensino fundamental sem nenhuma experiência (o ensino infantil não é obrigatório), i.e., era para atingir a população infantil menos favorecida. No sistema de oito anos, as crianças economicamente desfavorecidas desistem antes do término do fundamental a uma taxa de 37%. Tenho gêmeas que completam seis anos em 2007, depois de março. Tenho interesse nesse lance. Como eu vou explicar que a coleguinha delas que faz aniversário em fevereiro ou todos os outros estudantes dos outros estados do país estão um ano mais “adiantado” que elas? A merda é grande! Pior ainda é que caiu só por aqui. É como dizia Robert Heinlein: “Nunca subestime o poder da estupidez humana”.

Nem vou falar da imbecilidade que é o estado obrigar o ensino de nove anos ANTES que todo seu conteúdo ser (re)estudado, ANTES de existirem materiais adequados à mudança, ANTES de terem estudado os efeitos disso. Mas eu estou acostumado com as “estátuas de luz” que esse pessoal faz. Tenho visto seus trabalhos de mestrado e doutorado que não passam de estátuas de luz. São idéias cujo mérito se restringe a terem saído de dezenas de outros trabalhos (igualmente duvidosos) que são apresentadas sem nenhum comprometimento (e sem constrangimento, o que é pior ainda). Não foram testadas e na maioria dos casos, não serão. Porque é que essas coisas podem usar seres humanos de cobaia e os remédios não? Não podem causar até mais prejuízo? Essas estátuas de luz são impressionantes enquanto estão sendo apresentadas, a platéia delira, sonha, mas quando apagam o projetor, a estátua some, a realidade volta e os pedabobos nem percebem. Vão levando sua vidinha maneira em cadeirinhas estofadas enquanto heróis que morrerão desconhecidos (mas amados por alguns) descascam a pele da mão com o carbonato de cálcio dos palitos de giz. Heróis santificados pelo seu trabalho que quando saem de suas salas de aula enfrentam a realidade de não poderem pagas suas contas básicas. E o país segue...

P.S. em 220307. No dia 15 de março, um juiz terminou a pendenga permitindo a todas as crianças que completam 6 anos em qualquer mês do ano a entrada no primeiro ano dos nove. Legal! Mas foi muito tarde pra várias amiguinhas de minhas filhas.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 13h58
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Victória

Minha filha, a Victória (que quer que seu nome seja escrito sem o c), tem cinco anos e há uma semana ela me disse: "papai, tira as rodas (de segurança) da minha bicicleta que eu quero aprender a andar sem rodinha." Eu, "tá bom, filha, você não é muito nova pra isso não?". "Não, pai, pode tirar". Passou uma semana fazendo experiências. Suas perninhas parecem pele de onça, de tanto roxo de batidas que têm. Ela  chegou a ficar dois dias sem bike porque quebrou o banco na saída de um quebra-molas de dentro do conjunto. Escreveu uma carta pro coelho da páscoa pedindo pra trocar os chocolates por uma bicicleta nova (bicicletas infantis têm catracas de plástico, pura qualidade chinesa... precisa mesmo de uma de verdade). Pois é! Cinco anos e também já escreve (ainda faltam dois pra entrar pro primeiro ano). Cai e levanta, limpa o machucado e tenta de novo. Quando você acha que ela vai sair no choro ou desistir ela só sorri e diz: "tô aprendendo, ainda sou criança, eu posso cair, é normal.". Hoje ela andou, sacou os lances do equilíbrio (porque acho impossível que ela tenha entendido minha explicação sobre a dinâmica do equilíbrio em duas rodas, mas sempre é possível) e está treinando pra caramba, curvas, retas, passa quebra-molas pedalando e tudo mais. Ela disse que faria e fez. Tem joelho ralado e mais manchas na perna, mas aquele olho de conquista vale qualquer sangue derramado. Ela diz então: "eu já ando de bicicleta, eh eh..." com aquele sorrisinho tipo "eu sou fodona". Victória, minha filha de cinco anos. Só cinco anos e já sei que não vou me preocupar muito com ela. Vem neguinho tirando uma de que me preocuparei demais quando minhas filhas forem maiores. Eu tenho é dó dos sujeitos que cairão nas mãos delas, porque eu boto fé nas duas. O único jeito de ganhar delas vai ser na porrada, mas na porrada eu me garanto e vou estar junto. Sou fã de minhas duas filhas, ela e outra gêmea, a Nicole (variação grega para vitória) que também tem suas habilidades, mas isso fica pra outra hora.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h04
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De uma música qualquer em 1987

1987. Uma das não sei quantas músicas que escrevi pra Elaine. Meiga. Pra ver como eu era... Ano que abandonei os festivais, as gravações em fita "k7" em quartos de desconhecidos que cheiravam a marijuana, as jams´ em casa de amigos e colegas. Ano que abandonei muitas coisas e abracei outras novas...

 

Bem no fundo dos teus olhos

tem um brilho diferente

metade um grande mistério

metade estrela cadente

e é no fundo dos teus olhos

que existe aquele jeito

de roubar devagarinho

o coração do meu peito

 

1987



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h12
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do que odeio...

Odeio o cara que fica estudando o final de semana para fingir na segunda que sempre soube daquilo; o que monta e pinta seus aviõezinhos e nunca os mostra a ninguém; o que escolhe um desporto dispendioso só para mostrar que pode gastar; odeio os especialistas de um assunto só, o médico que cumpre a tabela sintoma-doença; o engenheiro que vende assinatura; o jogador de fim de domingo, o motorista de fim de semana e quem usa roupa de bacana.

Odeio estruturas mal feitas, idéias mal pensadas, idéias ruins e boas idéias mal dirigidas. Odeio sobretudo as falácias. Odeio esse povo que ouve quem sabe falar e não quem tem o que falar. Odeio a falta da bússola, os óculos de miopia, isso que chamam de música.

Odeio quando você chora de costas, na pia.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h03
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A morena da cerveja 2

A morena bonita

que toma cerveja

na mesa de carta

tem a boca que dança,

lança feitiços

e faz passes de mágica.

 

Os olhos mais negros

que a noite mais triste

e vazia.

 

Um vazo delicado

de raro feitio

explodindo de vida.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h00
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I won´t go go go

Amy Winehouse ganhou com muita folga o prêmio de melhor cantora solo no BRIT AWARDS (foi também indicada pelo álbum “Back to Black”). Sua apresentação no BRITs pode ser vista no Youtube (ver) e uma mais intimista, tipo ensaio, que prefiro, aqui, ou embaixo, os links. Vale a pena! As letras são muito boas e as performances, nem se fala.

http://www.youtube.com/watch?v=Fsj9G5OJTFk&NR

http://www.youtube.com/watch?v=GgfrxZlrYR4



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 13h39
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Carnaval

Mais um carnaval. O que posso dizer? Antigamente eu usava o tempo para fazer o que eu quisesse, o que me dava prazer. Já até pulei essa droga, no tempo que era o menor caminho até as saias. *Mas a segunda lei da termodinâmica é implacável. Tudo morre. Hoje eu abdico de ler e escrever para ensinar minhas filhas de cinco anos a andar de bicicleta, sem rodinhas de segurança. Abdico do meu violão para expô-las a experiências variadas para que tenham um apropriado desenvolvimento de sua inteligência e percepção do mundo que as cerca, coisas que julgo importantes. Não que isso não me dê prazer. Minhas filhas sabem sempre provocar em mim admiração e gosto muito de estar com elas e de aprender com elas. Mas tem havido ruídos. Merdas que acontecem com todo mundo e estou sentindo falta de mim, um cara que já não vejo há muito tempo. Tem gente que reclama de estar sozinho. Eu estou na contramão. Eu quero ficar sozinho. Pelo menos umas horas por dia. Qual o problema? Sou um ermitão, sempre fui. Quem me conhece, sabe. Então, porque é que tenho que ser sociável? Porque é que tenho que gastar o meu tempo com pessoas que não sabem gastar o delas? Porque diabo eu tenho que seguir um modelo de "ser humano"? Tão me dando no saco esses streamers. Só quero ficar no meu canto e só um pouquinho por dia. Eu conquistei esse direito. Se querem me ver fulo, é só tentarem me impedir de fazer o que quero. Sou um torpedo fotônico de 40 isotons instável. O estrago pode ser grande.

*Por muito tempo curti a praia com chuva e amigos e a Elaine e era uma vida legal que eu gostava muito.



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h17
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Arrombador de portas

Uma vez, voltei antes das férias em Camboriú, por motivos acadêmicos e de saias e, quando cheguei em casa, percebi que estava sem a chave. Era minha casa em Apucarana, embora eu não vivesse nela e sim num quarto de 4,5 m2 no Solar Hotel, em Curitiba, moquifo que abrigava estudantes, bichas, e metade do time do atlético. Levei 15 minutos para bolar um plano e invadi-la pelo telhado. Uma vez dentro, abrir as portas para encontrar novas chaves foi fácil. Outra vez, cheguei pelas quatro da manhã na república e não havia ninguém. Eu esquecera a chave em algum lugar, algum lugar com saias. Levei cinco minutos para achar um grampo de cabelos feminino jogado num dos cinzeiros de areia dos corredores do prédio e mais dois minutos para invadir minha casa. Agradeci mentalmente a mulher que tinha jogado o grampo fora, mas não entendo até hoje como ele foi parar num cinzeiro de corredor. Acho que cinzeiros de corredor nem existem mais. Não fumo também há muitos anos. Até hoje tenho vontade. Aliás, foram divulgados nesta semana em revistas de peso resultados que dizem que a Nicotina sozinha não justifica o vicio do cigarro. Mas voltando ao lance de arrombamento de portas. Numa época eu apostava com quem quisesse que eu podia invadir qualquer casa. Nunca perdi. Hoje eu já não tenho a mesma “vontade” daqueles dias e me considero, neste item, aposentado.  Começou quando paguei uma vez para abrirem uma porta para mim e aprendi a técnica olhando. Muitas vezes ela me foi útil. O mesmo eu fiz com carros e computadores. A maioria dos problemas eu mesmo resolvo. Você nunca sabe quando uma habilidade vai ser útil. Quando o mundo te pega de surpresa e você descasca o pepino de bate-pronto... aí sim, você sente a coisa. Bom pra caramba. O mesmo acontece com ferramentas. Mulheres não entendem porque colecionamos ferramentas, porque guardamos parafusos velhos e porcas e arruelas, pedaços de metal e plástico. Todos acondicionados nos mais diversos invólucros que o pai de um amigo meu chamava de bacia das almas (BLOG lincado ao lado). Gostamos de ter bacias de almas. Já faz parte do lance XY. Nós vemos tudo isso justificado naquele dia que um pedaço de lixo torna operacional o brinquedo de uma criança ou o sapato de uma dama (ainda existem damas, sim) ou qualquer coisa sem importância. Não dá pra explicar isso. O homem precisa de uma caverna, de seus trecos e, de vez em quando,de saias.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h10
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É normal.

Peguei esta do BLOG do Bortolotto. Não pedi permissão nem pra ele nem pro autor. Uma coisa dessas a gente tem é que espalhar:

Meu pai tinha um grande viveiro, cheio de pássaros, de todos os tipos, de todos os modos de cantos. Era o hobby do velho – Criar pássaros. Ele ficava horas olhando os bichos. Quando a gente se aproximava pra chamar ele pra jantar, descrevia cada um deles - O modo como viviam na natureza, como cantavam, como se reproduziam. Eu ficava hipnotizado com as histórias do meu pai sobre os pássaros. Um dia ele abriu a porta do viveiro e deixou todos saírem. Os que não queriam sair, ele pôs para fora. Então ele passou a ir direto pra mesa, jantar. Ninguém falava no assunto. Um dia ele estava limpando o viveiro vazio. Eu fiquei olhando ele trabalhar. Ele me viu observando. Sorriu e me chamou pra perto e disse: Um dia, você também vai se cansar do que mais gosta na vida. É normal. Acontece.

                                                   (Rubens K)



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h21
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Tiros na noite

Fui dormir lá pelas duas da madruga e fui acordado às 4:44h pelo barulho de 5 tiros, intervalados por menos de dois segundos. Envolveu rapazes do conjunto ou amigos destes. Voltavam de uma festa e tinham acabado de deixar as namoradas. Foram alvejados, em frente ao conjunto, no carro em que estavam, por rapazes de moto (era a versão corrente). Ninguém sabe porquê. O mais sortudo chorava sentado na calçada, com o sangue ensopando suas costas. Um deles foi levado com dois tiros na cabeça pela ambulância dos bombeiros (antigo SIATE). Os pais dele chegaram antes da ambulância sair. Terminei de ler um livro sobre o Wells. Não dormi mais. Algumas mães passaram o resto da noite conversando em frente às casas, decidindo medidas que sabemos os jovens não vão acatar. E o post anterior não tem nada a ver com isto. É ou não é uma merda de mundo?



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 06h21
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Domingo

estava indo levar lixo no portão

morreu com sua camisa florida

de domingo

                      cigarro nos dedos

e os cinco reais

                da cerveja do almoço.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h48
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Mentiras

As pequenas mentiras

são piores que as grandes.

As grandes mentiras

delatam uma necessidade,

um talento, uma intenção.

As pequenas,

uma personalidade.

 

Mulheres devem ser grandes mentirosas

ou não mentir.

Pequenas mentirosas são como flores

apodrecem enquanto admiramos.

 

(BSJ)



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 01h39
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A Pequena Notável

Antes de ontem vi um filme com a Elaine, minha mulher, aproveitando que as gêmeas estão de férias na casa dos primos. O filme era Dreamer (2005), de John Gatis, com Kurt Russel numa boa atuação e com o Kris Kristofferson (O eterno patinho de borracha de Comboio) em excelente performance. O filme é muito bom e bonito. Tinha lá uma garotinha, praticamente a personagem principal do filme, que deu um banho de interpretação. Ela tem 12 anos e mais de dez filmes.  É a já famosa Dakota Fanning (de E.R., Hide & Seek, Guerra dos Mundos), essa do novo filme da garota e o porquinho. Só sua atuação já seria motivo pra eu postar algo aqui. Mas tentando diminuir a pilha de SETs e SciFi´s do banheiro [revistas que considero até ruins (Saudade de Cinemim), mas olho só por costume antigo] descobri duas coisas fantásticas dessa menina. Primeiro, ela acabou de fazer um filme, Hounddog, de Deborah Kampmeier, onde ela faz uma menina precoce e problemática, que foi violentada, e que consegue se recuperar ouvindo Elvis Presley. Não é segredo, pra quem me conhece, que desde antes dos meus retardados 10 anos eu já era fã incondicional do cara. Tenho 700 músicas dele só em Vinil (pra quem não é da época, aqueles bolachões pretos que cabiam só umas doze músicas e precisava de agulha para tocá-los). Nesta era mp3, onde tudo é fácil, tenho sua discografia completa. Dezenas de fitas K-7 com performances que não podem ser encontradas na internet. Deu pra entender? Aniversários de morte eu ficava gravando especiais das rádios. Tenho que ver esse filma e nem me importa se vai ser bom ou não. É isso que significa “incondicional”. A outra coisa da pequena notável é que ela será a voz do desenho (aí já não gostei, o texto podia ser feito com atores mesmo) de Coraline, o fantástico livro de Neil Gayman, um dos melhores livros que li em 2004 (não sei se saiu em português), que já comentei por aqui. Coraline é um texto excepcional. Talvez tenham escolhido o desenho como linguagem porque o Gayman tem a maior parte de sua obra imobilizada em HQ. O clima do livro e aspectos dos personagens ficam mais fácil de simular,também. Vamos aguardar.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 13h36
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