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Music & Lyrics

Acabo de ver Music & Lyrics. Com Hugh GrantDrew Barrymore e a novata e estreiante Haley Bennett, que mandou muito bem tanto na atuação quanto na música. Parecia mesmo essas meninas que cantam porcaria para faturar.  Nunca a tinha visto e minha mulher também não sabia se era cantora. Vi a ficha corrida dela na internota e descobri que estudou atuação e música. Acho que tem futuro. O filme não era bem o que eu esperava, mas é "bonitinho". Daqueles que a gente assiste de tarde deitado no sofá da sala enquanto um atletiba encharca o quarteirão, vindo do rádio do vizinho. As piadas são excelentes e o cuidado com letras de música, exemplar. Vale a pipoca e a coca-cola. Mas o vinho depois deve ser seco e é desaconselhável para diabéticos.



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h16
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The Guardian

Ontem acabei de ver o The guardian. Digo acabei porque vejo a maioria dos filmes no PC e em prestações. Kevin Costner era um mergulhador da guarda costeira e estava em sua costumeira atuação. O filme foi médio, com uns três ou quatro momentos espetaculares de roteiro. Gostei muito do texto da amiga dele no bar já fechado, sozinhos com umas cervejas. Ela respondeu quando ele perguntou ´quando é que tinham envelhecido´: "Se meus músculos doem, é porque os usei... se é difícil, para mim, subir escadas, é porque subi todas as noites para dormir com quem me amava... tenho uma rugas aqui e ali, mas já dormi sob milhares de céus ensolarados. Minha aparência é essa porque bebi e fumei, vivi e amei, dancei, cantei, suei e transei o quanto eu pude nesta vida maravilhosa. Não é ruim envelhecer. Envelhecer é um prêmio.". Simples e eficiente. Mais um momento Abacate-com-Toddy.



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h55
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Heroes e o pai do Hiro.

Eu estava vendo o episódio de Heroes (série muito boa que está saindo no país do arbusto) que aparece o pai do Hiro, o japonês simpático da série. Todos sabem, pelo menos quem é trekker, que o pai do Hiro é o George Takei, o Sulu da Enterprise. O que achei legal é esta homenagem que fizeram na placa do carro.



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h46
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Acaba a burrada.

No mês passado, postei aqui uma matéria sobre o problema do ensino fundamental dos nove anos (leiam lá). As coisas evoluíram um pouco. Conforme Kátia Brembatti, da Gazeta do Povo, de menos de mil crianças paranaenses, 83 mil passaram a ter o direito de ingressar no primeiro ano (dos nove novos). Este é um caso típico de que o prejuízo estimado pela estatística era bem menor do que estava sendo impingido a estas crianças (a estimativa era de uns 80% de prejudicados e a realidade mostra que eram quase 99%, isso, se se puder acreditar nos dados dos repórteres). O juiz Marcel Guimarães Rotoli de Macedo, da 1.ª Vara de Fazenda Pública de Curitiba, edita liminar, em 8 de março, que suspende a deliberação do Conselho Estadual de Educação (CEE) (onde estão alguns dos “gênios”), que estipulava que apenas crianças que completassem seis anos até 1.º de março deveriam ingressar no ensino fundamental. Agora vale a regra que a criança entra no primeiro ano dos nove no ano em que completa 6 anos. Para os pais que não tiveram a mesma sorte que eu, ou o mesmo empenho, fica o consolo de poderem matricular seus filhos, que estão fazendo o pré-3 em 2007, no segundo ano em 2008, usando a regra de transição para o caso. O presidente do Conselho Estadual de Educação, Romeu Gomes de Miranda (um dos “gênios” dessa história), chegou a dizer, após saber da liminar, “Não posso antever qual será a posição do conselho” (eles deveriam enfiar a viola no saco e procurar outro emprego) e depois, lamentando que o órgão estivesse sendo criticado por cumprir uma prerrogativa da lei (o último estado a resistir na burrada), mandou esta: “Se o Congresso Nacional foi incompetente na redação do texto, a culpa fica para nós.”, como se o emprego dele fosse somente obedecer às letras sem pensar. Quando os responsáveis pela educação não conseguem ver o que é melhor para a mesma, e nem executar um dos fundamentos básicos da educação, a crítica, a coisa fica russa. É claro que grandes coisas são realizadas pela SEE, como o PDE, por exemplo, mas mesmo assim, dá pra gente se perguntar: que diabos de secretaria de educação é essa?



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 08h18
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The Long Voyage Home

 

Não. Não estou falando do filme de John Ford, 1940(?), The Long Voyage Home (que tinha o jovem John Wayne interpretando um papel incomum em sua carreira) que tenho em VHS na minha coleção de clássicos. Eu estou falando de minha longa jornada que terminou com a Voyager, uma das franquias STAR TREK. Voyager é uma bosta. A jornada era ver as centenas de horas filmadas sob a bandeira ST. Já vou avisando que este texto contém altos níveis de baba trekker. Não é recomendado para não-Nerds e nem para aqueles que não têm um mínimo de cultura de ficção-científica "de verdade". Foram 79 episódios de Star Trek Clássica que vi não sei quantas vezes, em várias dublagens, no original, com e sem cortes, onde o moleque que eu era aprendeu muita coisa do capitão Kirk, Spock e seus camisas vermelhas. É de longe meu capitão predileto. Vi ainda os 22 episódios da série animada clássica (ruinzinho). Mais 178 da Next Generation, cujo episódio inicial foi a primeira fita VHS que “ripei”. A melhor de todas as séries. Depois vem minha predileta, Deep Space Nine, onde o capitão Sisco arrebentou em 176 episódios de bom conteúdo social, político e sociológico (sei que existem retardados incapazes de ver isso... não estou falando de quem não gosta, pois isso é direito de cada um, estou falando de quem é cego ou simplesmente burro). Curti quase que em tempo real a Enterprise, num tempo pré-Kirk, e seus 98 episódios terminados cedo demais por causa falta de capacidade de aceitar auto-crítica do americano médio (vejam em quem votaram para continuar na presidência). Depois que percebi que eu tinha visto todas as séries (exceto Voyager) e os 10 filmes (não sei quantas vezes) eu simplesmente tinha obrigação de terminar tudo. Era ponto de honra. Faltavam umas quatro temporadas e meia dos 172 episódios de Voyager pra ver. A pior das séries, com o pior dos capitães (que aliás era uma capitã). Foi difícil e exigiu disciplina, porque os roteiros não ajudavam e vi as coisas mais chatas que ST já proporcionou. Mas um a cada 10 episódios se salvava. Na ponta do lápis, só das séries, tem mais de 500 horas ininterruptas “perdidas”  nesse universo. Tenho muitos amigos trekkers, mas não sei de nenhum que tenha visto TODOS os episódios de TODAS as séries. Alguns “acham“ que viram. Eu, pra saber, tive que “ticar” episódio por episódio, logo depois de assisti-lo, em minhas listas impressas (coisa que faço há muitos anos com todas as séries que vejo, e não são poucas. É um hábito adquirido desde quando eu gravava diretamente da TV as séries que eu gostava. Foi assim com as 29 fitas VHS que gastei para registrar, sem propagandas, todos os episódios de X Files). Não que seja grande coisa ver essas séries sobre os "orelhudos" (como minha mulher chama), mas eu vi. O cabra tem que ver pra falar. Não dá pra criticar sem conhecer. ST é muito bom, mas não é a série. Não é a melhor coisa do mundo. Tem muita merda científica, bogus science, mas o bom de ST é o mesmo que se pode encontrar nas melhores literaturas possíveis. Você não precisa engolir teletransportes, escudos defletores, cascos polarizados, tétrions, bobinas de trasdobra, torpedos fotônicos transfásicos, circuitos isolineares, geo packs... Você não precisa gostar de naves e espaço e tecnologia e ciência porque não é disso que Star Trek fala. Se você achava que era, ainda dá tempo de consertar a cagada. Vale muito a pena! Por fim, é interessante saber que acabei de ver TUDO que há em Star Trek exatamente no dia (22mar07) que William Shatner  completa seus 76 anos.
 
  Live long and prosper, Cap. Kirk!



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h39
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Os 300 de Leônidas

  Final do mês estréia “300”, filme baseado na excelente obra homônima de Frank Miller (que, aliás, procurei aqui em casa para reler e descobri que sumiu, devo ter emprestado para alguém... devolvam-me, por favor). Acho que quase todo mundo conhece algum eco dessa grande batalha. A esposa de Leônidas pedindo para que ele voltasse “com o escudo ou sob ele" (um código de honra espartano, onde o soldado volta vitorioso, carregando seu escudo, ou morto em batalha, carregado sob o mesmo. Só os mortos com honra tinham esse tratamento); O próprio Leônidas, conforme Plutarco (ou um soldado seu, Dienekes, conforme Heródoto, o exagerado) teria respondido à afirmação de que “o exército Persa atiraria tanta flexa que o céu ficaria escuro” da seguinte maneira: “tanto melhor, lutaremos à sombra” (coisa que o chefe de estado da Itália ou da Inglaterra repetiu na II-GG, se não me engano); Segundo Plutarco, Leônidas ainda mandou um recado a Xerxes (O déspota líder dos Persas, Rei dos Reis): “Aproveitem e tomem um bom café, pois hoje jantarão em Hades” (o inferno grego). A famosa batalha de Maratona (quando ocorreu a manjada história do soldado que correu aqueles tantos km para avisar da vitória dos gregos e depois caiu morto e deu o nome pra corrida olímpica e tal), entre os mesmos inimigos (só que Dario, pai de Xerxes era quem mandava nos persas) precedeu em dez anos a batalha das Termópilas. Meus alunos de programação sempre ouvem essa história. Uso como exemplo de criptografia um código que rolou de verdade naquela batalha. Conforme Simon Singh, baseado em Heródoto, foi a criptografia uma das armas que fizeram com que a Grécia não perdesse para os Persas. Demarato, grego exilado entre os persas, mas ainda fiel a seu povo, enviou uma mensagem escrita sob a cera em tabuletas “virgens”, o que permitiu aos gregos se prepararem para a ofensiva. Conforme Heródoto, foi Gorgo, Filha de Cleômenes e mulher do próprio Leônidas, quem sacou que se deveria raspar a ceras das tabuletas e a mensagem foi encontrada. No mesmo embate, um mensageiro teve sua cabeça raspada, uma mensagem escrita em seu couro cabeludo e depois que seu cabelo cresceu de novo, pôde passar a mensagem tranquilamente pelas linhas inimigas (ainda bem que o tempo não era uma coisa crítica naquela época). O nome disso é esteganografia, quando a mensagem é somente escondida. Mas o que se deve saber dessa batalha é que o heroísmo desses gregos (os 300 da guarda pessoal de Leônidas e mais 700 outros. Os 300 de Leônidas eram escolhidos entre famílias que tinham filhos homens, para que se mortos, não faltasse um provedor à família), que lutaram uma batalha invencível e que, por isso mesmo (e uma decisiva traição de um grego), foram derrotados, é que o atraso provocado no avanço dos persas foi crucial mais tarde para que, mesmo tendo ainda um numeroso exército, Xerxes tenha se retirado com o rabo entre as pernas e a Grécia continuou a Grécia. Essa pequena batalha, de mil homens contra, pelos estudos atuais, 60.000 a 250.000 (porra! Tinha que ter culhão pra enfrentar uma dessa na boa!), realizada no desfiladeiro das Termópilas, mudou o equilíbrio ocidente-oriente que temos hoje. Se os persas tivessem vencido, é provável que o mundo de hoje nem tivesse o “ocidente”. Não tenho nada contra o oriente, mas me sinto em dívida com esse cara, que há 2.500 anos atrás imaginou que havia algo mais importante do que ter uma casinha, um carrinho, uma mulherzinha, um empreguinho, uma conta bancária, algo mais importante que sua própria vida e a de seus amigos. Portanto, não percam o filme, Leônidas é o cara.



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h25
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Leônidas, um Silva (B. Schneider Jr.)

(essa aí tem uns anos e foi em homenagem ao rei Leônidas das Termópilas e ao nosso da Silva, que alguns dizem ter sido melhor que Pelé. Leônidas da Silva "vendeu" seu apelido para aquele chocolate que existe até hoje. Morreu na miséria, como cabe a todo heroi.)

 

Leônidas foi um Silva

que a vida escolheu

pra ser iluminado

 

Como o foi outro Leônidas

Glorioso espartano

Rei sem medo

 

O tempo passou

Virou enredo

do balé só restou

o diamante negro.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h23
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Eclipse Lunar 030307

As crateras raiadas podem ser vistas com uma beleza estonteante nesta foto, tirada durante o eclipse de ontem. Para ser honesto, eu nunca tinha me dado conta que as raias são mais visíveis na lua cheia. De fato, elas são pouco visíveis, ou até invisíveis, quando o ângulo de uliminação é baixo, portanto, não aparecem muito bem nas outras "luas". Particularmente, prefiro a crescente, onde posso ver a sombra do monte pyton se encolhendo, o delineamento do "muro reto" e as paredes de crateras, etc. Cada ângulo de iluminação revela um complexo diferente de raias, o que torna a Lua um objeto de interesse em qualquer época da lunação. Algumas raias parecem não convergir para a cratera que as formou. Isso acontece porque a Lua girou enquanto o material ejetado de uma cratera de impacto fazia sua trajetória de queda. As raias são uma espécie de poesia, que dura milhões de anos, que os meteoros escrevem em sua superfície quando morrem. Últimas palavras de trajetórias de bilhões de anos.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 13h02
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Literatura & Astronomia

Recebi elogios por ter encomendado um eclipse lunar total bem para o dia da PizzaFiction (evento mensal que reune malucos por literatura e ficção científica... a gente até tem uma pizza batizada em nossa homenagem... é só ver na Vicenza). Quem sou eu pra desmentir essa fama potestativa? Reunimos o grupo de sempre. Na foto não aparecem os expertos filhos do Clair (o de nove anos já me venceu no Xadrez e o mais velho só não venceu porque tenho lá meu orgulho... dei um jeito das peças irem pro subespaço) e nem o Silvio Xavier, que chegou depois da foto, nosso informante e viabilizador dos Terabytes que injetamos nas veias todos os anos e dependente extremado de cursos de aperfeiçoamento. Da esquerda para a direita, eu, com taça e cara de quem tá tomando vinho, O Clair Cardoso, nosso assessor para assunto virtuais (de informática e do cérebro), O Mustafá Ali Kanso, escritor, professor e malabarista de vídeo, André Carneiro, capitão-mor, escritor, poeta, fotógrafo, etc, etc, Carlos Machado, escritor, pedagogo e especialista em assuntos esquisitos, meu Celestron 130SLT, Bruno Marchesi, maluco de plantão e, depois do que vi hoje, fotógrafo e Elton Dias Jr., Físico, professor e companheiro de Astronomia de décadas. Pessoalmente eu já não aguento mais ver eclipses lunares, mas sempre é uma desculpa para reunir amigos e para divulgar ciência. Teve quatro piás, de seis a 11 anos que viram Saturno pela primeira vez. Eu sei o que uma visão dessas faz na mente e isso me dá contentamento por ter escolhido ser professor. Os piás foram pra casa e atravessamos a madrugada conversando. Nem me lembro o quê, mas isso não tem importância. Foi uma reunião do melhor de dois mundos.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 11h45
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Esse texto eu clonei do BACIA DAS ALMAS, do Paulo Brabo. Vale a pena!

Preço, Parte I (de Paulo Brabo)

Preço (de Paulo Brabo)

Manuscritos

– Sua casa é linda, sua rua é perfeita – opina Cassandre, sem qualquer ênfase ou empolgação, quando saímos de carro. – Nunca vi verdes tão vivos e gramados tão bem-cuidados.

– O céu é inteiro assim – concordo, com uma ponta de amargura. – Com o tempo você se acostuma. Já está pronta para escolher a sua casa?

– Posso escolher a minha casa? – novamente, mais incrédula perplexidade do que entusiasmo.

– No céu você pode ter tudo que quiser. Mas você já sabe disso.

– Posso ter a sua casa?

– Não – sorrio. – Minha casa é minha. Você tem de escolher a sua.

– Eu escolho a sua.

– Não, Cassandre. Você pode ter uma casa melhor do que a minha. Você pode ter...

– Quero a sua casa.

– Sua casa pode ser idêntica à minha. Pode ser perto da minha. Mas não a minha.

– Quero a sua casa.

– A superabundância do céu existe para evitar esse tipo de coisa – argumento, mentindo apenas ao dar a entender que funciona.

– Quero a sua casa.

– Impossível – sentencio, e deixo um minuto correr antes de proferir a contra-proposta. – Você pode morar comigo.

Silêncio.

Ao final de uma curva, na sombra de olmos e eucaliptos, abre-se o vasto gramado que é o estacionamento do Glasmann.

Abro minha porta, tiro as meias e os sapatos, deixo sobre o banco do motorista e saio descalço pela grama em direção aos elevadores panorâmicos.

– Venha – ofereço o braço estendido, – vamos fazer compras.

– Vai deixar a chave no contato?

– Vou, venha. Vamos escolher outro carro. Venha.

Três minutos depois os elevadores despejam-nos os dois e um trio agitado de adolescentes no imenso arco do mezanino central do shopping, debaixo de uma imensa estrutura vazada de placas de vidro com forma humana. A figura, que está sentada em pose de pensador sobre o teto envidraçado do shopping, tem lâmpadas branco-azuladas em cada uma das extremidades – pés, cotovelos, joelhos, queixo, nariz, mãos, – formando como que uma constelação.

– Por que você me trouxe aqui?

– Quero sapatos novos. E um carro.

Digo isso e já estou examinando uma vitrine com gravatas peroladas e sapatos avermelhados e reluzentes de couro alemão. Cassandre avança devagar pelo corredor, admirando as telas iluminadas de uma loja de produtos eletrônicos.

– Escolha o que você quiser.

– Isso poderia ser um shopping da Terra – ela mantém a boca entreaberta, sem prestar atenção no que eu disse. – As marcas são as mesmas. Os modelos, os lançamentos…

– Aqui é a Terra, Cassandre – corrijo, apoiando o braço na vitrine que ela está examinando. – E, sim, os lançamentos chegam até nós com uns poucos dias de atraso. Algumas vezes chegam até antes.

– Incrível – ela olha ao redor de braços cruzados, menos impressionada do que deveria.

– Venha, vamos achar um carro – conduzo-a gentilmente pelo cotovelo.

 



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h15
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Preço, Parte II (de Paulo Brabo)

Mas ela já estacou na frente de uma joalheria.

– Gostou desse? – sorrio.

Ela não responde, mas entro na loja, inclino o corpo sobre o balcão e ergo a gargantilha do pedestal.

– Fique com ele – informo, oferecendo os braços estendidos para ajudá-la a colocar.

– Não, não tenho como aceitar. Eu só —

– Você não precisa aceitar. Ele já é seu. Tudo é seu, Cassandre.

– Você quer dizer que – ela já cedeu, erguendo os cabelos com as duas mãos, e dei a volta para ajudá-la com o fecho. – Quer dizer que tudo nesse shopping é de graça?

– Só pra você – sorrio, e beijo-lhe os lábios fechados por um instante. – Incrível, esse colar não era nada sem você. Que tal com aquele vestido?

Já atravessei o corredor.

– Não, não preciso de nada. Nem dos seus beijos – ela abaixa minha mão da superfície da vitrine. – Vocês não têm dinheiro.

É mais constatação do que pergunta.

– Dinheiro é coisa do inferno – brinco. – Não, não temos dinheiro.

– Então tudo é de graça?

– É claro que não.

– Não estou entendendo.

– Não usamos dinheiro, mas todo lugar tem a sua moeda. Até aqui no céu.

Ela recusa-se a olhar para mim, mas continua me interrogando.

– E qual é a moeda de vocês?

Hesito, porque essa é sempre a parte mais difícil de explicar.

– Nossa moeda, Cassandre, é o tráfico de favores.

 Ela pára um momento e faz menção de tirar o colar. Impeço imprimindo minha mão contra o seu colo.

– Não, não, você não me deve nada – explico. – Coisas materiais não pagam favores. E vice-versa.

– Mas como funciona a troca de favores? Como é cobrada? Quem decide quanto vale um favor?

– É complicado. Todos decidem.

– Então ninguém é pobre? Todos são iguais.

– De forma alguma. Rico é aquele para quem todos devem favores.

– Você é rico?

Mastigo a ponta de um lábio, tentando ponderar a questão.

– Por enquanto – em seguida, tentando resumir: – Digamos que nada é mais valioso no céu do que a reputação. Isso todos fazem tudo para não perder. E para ganhar mais.

Ela silencia, e caminhamos pelo shopping com o espaço de uma pessoa entre nós, como um casal casado há tempo demais. A poucos metros do pavilhão dos automóveis ela pára e passa a olhar furiosamente ao redor. Boa menina: não foi poupada da revelação.

– Estou vendo jovens, velhos e gente como nós…

– A idade no céu é como emagrecer e engordar para os mortais – começo, sentindo-me ao mesmo tempo grato pelo “como nós”.

– ...mas não estou vendo crianças. É isso o que têm de errado neste shopping, e eu estava tentando ver o que era. Não têm criança nenhuma aqui.

– Não tem criança no céu inteiro – admito. – E nem no inferno, pelo que sabemos.

– Mas o quê —

– Ninguém sabe para onde vão as crianças. (PAULO BRABO)

 



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h14
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GHOST RIDER

Hoje fui ver o “Ghost Rider” (O Motoqueiro fantasma), com o Nicolas Cage fazendo o papel do crânio flamejante. A primeira hora não vale nada. A segunda até serve para divertir. Tem muito bons momentos que ficam por conta de Sam Elliott. Há um diálogo sobre “alguém que é capaz de vender a alma para o diabo por amor, pode fazer qualquer coisa”. Foi bem colocado. O Peter Fonda fez o que eu acho que é o pior diabo que já vi no cinema (lembram do De Niro, aquilo sim é o diabo), mas acho que a culpa não é dele. Todo o filme foi mal levado e eu não sei se foi culpa do diretor ou do roteiro que estava fraquinho. Mas de forma geral, acho que a mitologia do personagem ficou bem clara. Não o conheço dos quadrinhos. Como canso de dizer, não gosto de superpoderes. Sou fã do Batman e o máximo que suporto de superpoderes é o Wolverine. Tem essa série Heroes que estou acompanhando e gostei dos primeiros 12 episódios.



Categoria: Filmes e séries
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h00
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Pena de morte

Eu havia escrito isso em momento de revolta. Não estava bom e eu não ia jogar aqui. Detesto parecer superficial, mas isso aí é o que eu penso sobre o assunto. Posso estar errado. E daí? Portanto, lá vai: Acho que todo mundo conhece os argumentos utilizados contra e a favor da pena de morte. O mais retardado deles é o que diz que a instituição da pena de morte é um retrocesso. Geralmente é professado por gente que tem a falsa crença de que a humanidade vem evoluindo e tende sempre para um estado melhor. Aquele tipinho que fala coisas do tipo “nossa! Em pleno século XXI e você pensando nessas coisas!”. Tem que afundar a moleira dum cara desses. Bobagem causada pela ignorância e falta de inteligência das mentes larmarquianas (notaram aqui um tipo clássico e proposital de falácia? Mas é que provocaram...). E também são super ignorantes em História. Ignorante sou eu. Esses caras são super-arqui-hiper-ignorantes, como dizia o professor Rivato. Outro argumento é de que todos os Homens são iguais perante a lei. Bom, deveria ser assim, pelo menos até que ele a infrinja. Os homens não são iguais. Alguns são melhores e muitos são tão piores que já não podem ser considerados homens. Esses, por exemplo, que estão na boca do povo, que arrastaram o menino preso ao cinto de segurança e o mataram de modo tão imbecil, conquistaram o direito de não ter direito. Não dá pra dizer que não soubessem o que estavam fazendo (poderiam não saber do significado daquilo, mas isso é outra história). Eles tiveram várias chances de pensar e repensar. Várias pessoas ao longo do trajeto os interpelaram e imploraram para que parassem. Todos sabem qual foi a resposta. Alguns homens conquistam o direito de serem tratados como bestas, monstros, abominações, excrescência. Por que é que não se deveria então usar meios de erradicação contra esse tipo de problema? Sei que a pena de morte pra essas pessoas não vai resolver o problema, mas vai resolver aquele problema. Muita gente sabe que quando não se tem a solução total para um grande problema, começa-se por resolver os pequenos problemas relacionados e quase sempre a solução definitiva é encontrada ao longo desse caminho. Não tem chance de raciocínios morais vencerem essa simples matemática. É como aquele outro problema: Se você tem que escolher entre matar 20 ou 21 pessoas, qual sua escolha? Entende? Não adianta tentar sair do problema, como faz qualquer filósofo de folhetim (não me lembro quem cunhou essa) e dizer aquele monte de baboseiras que não pode matar, que o estado não deve ter o direito e tal. O problema está na mesa. Vai resolver ou vai enrolar? Os caras não mataram sem perguntar pro menino ou pro estado? Vão se foder esses pensadores de araque.  Do que é que se tem medo? A gente não tem o direito de tirar a vida de um monstro desses? Mas eles têm? Eles podem? Eles têm direito de aliviar a pena por bom comportamento? Se forem menores de idade nem tem pena? Claro que não é o melhor momento para se decidir isso. Geralmente as decisões apressadas e principalmente àquelas tomadas em momentos de consternação são as piores. Mas é o momento sim de começar a discutir. É o momento ver o que realmente as pessoas pensam, sem que haja aquela massificação prévia de opiniões. Como tentaram fazer no episódio das armas. Tentaram homogeneizar a opinião do público, tinham certeza de que todo mundo iria votar pra não se ter armas e tomaram por trás. Por que não deixam a decisão pro público? Têm medo de saber o que a população pensa? Por que é que nessas questões o carinha de gabinete entende mais do que quem sofre na carne as piores coisas do sistema sócio-econômico atual? Por que devemos acreditar nesses retardados de cartilha, que a recitam décor e salteado pra rebater os argumentos. Por que aceitamos esses argumentos capengas... E não venha me dizer que você é religioso e por isso não pode pensar em matar (entenda-se condenar à morte um indivíduo que já provou ser um cancro para a sociedade, evidentemente passando por todo o processo judicial). A religião é de longe a maior responsável por assassinatos neste planeta, durante toda a história. Se querem realmente discutir o assunto, coloque na roda. Referendo popular. Coloca pra ver o que é que dá!



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h54
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