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Another day

Terça ao meio dia eu atinjo a marca de 83% das aulas da semana já dadas. Quebradaço. Terça à tarde é o período que tiro "de folga", i.e., pra trabalhar em casa. Como sempre, saio da Uni e dou um jeito de arranjar um rango. Hoje eu passei no Habib´s pra comprar uns quibes "pra viagem". Geralmente, chego sem eles em casa. Aproveito e os mando pra dentro à moda novaiorquina, comendo andando ou dirigindo. Enquanto eu esperava os carros da frente, com o carro na fila, olhei para o banco de trás onde estava o violão do Pato, que eu tinha colocado ali para devolvê-lo. Não deu outra, sozinho num UNO velho, a chuva batendo na capota e eu fiquei ali brincando com uns rifs de blues e velhos rocks. Lembrei do Ciappina, o cara que me ensinou o primeiro rif, lá por 77 ou 78, aquele do "Day Tripper", dos Beatles. Grande cara que eu não sei onde anda. Lembrei da saudade de um montão de amigos que fui perdendo contato durante a vida. Suponho que isto seja normal. Mas não é indolor.

Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h49
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A escuridão e o Boitatá

Boitatá é uma figura mitológica brasileira (folclore), representada pela cobra de fogo (também um touro de fogo ou que bafeja fogo). Conta-se que a cobra de fogo foi forjada numa época de grande escuridão, quando todos pensavam que o dia jamais voltaria. A Boiguaçu (cobra-grande) que adorava comer olhos, matava os animais que estavam fracos e amedrontados por causa da escuridão (que não terminava) e só comia seus olhos. Por comer tantos olhos, foi ficando cada vez mais brilhante, um brilho azulado, frio e triste, e ao mesmo tempo foi ficando fraca (pois os olhos não nutrem bem), até que morreu. Seu nome mudou para Boitatá (cobra de fogo). No instante de sua morte, o dia voltou e Boitatá foi amaldiçoado a cuidar dos pântanos, bosques, florestas e cemitérios (não por acaso, justamente os lugares onde o fogo-fátuo é visto). Este mito, para mim, fala do desamparo que podemos sentir quando as coisas que conhecemos deixam de funcionar da maneira que sempre funcionaram, ou da que esperamos que funcionem. Não sei se o mito influenciou, conscientemente ou não, as obras que vou citar. Não pretendo fazer um estudo do caso, mesmo porque não sou um especialista e nem pretendo deixar parecer que li tudo sobre o assunto. Sou só um interessado que por causa da lição de casa das filhas, juntou três ou quatro pedrinhas numa mesma bacia. De qualquer forma, é uma questão que acho muito importante. De certa forma, embora sua “noite” não fosse tão longa, Richard Matheson trata da mesma coisa em “Eu sou a Lenda” (obra que está prestes a ser passada, não pela primeira vez, para o cinema). “Demônios”, de Aluísio de Azevedo, do final do século XIX, antes mesmo do sucesso de H. G. Wells, também usa a temática. Neste conto, até as coisas internas iam perdendo a força, a “noite” chegava para “todas” as coisas, como em : “Afinal, já não era só a palavra falada que nos fugia, era também a palavra concebida.”. E tem também a palavra final sobre o assunto, do grande poeta e escritor André Carneiro (com quem tenho o privilégio de passar algumas horas por mês conversando sobre literatura), em seu conto “A Escuridão” (que está prestes a ser transformado em filme pelo cinema espanhol). Nele, a escuridão resolve tomar conta do mundo não só pela ausência de luz, mas pela extinção gradativa da própria luz das estrelas, da chama de um fósforo, do enfraquecimento do fogo e coisas que levam lentamente a alma humana para um estado quase inconcebível. Não vou revelar mais nada, leia. Vale a pena. É um conto antológico e conhecido em sei lá quantos países. Do mesmo autor, só conheci um conto mais forte, que é o “Um Homem Esquisito”, que consta no lançamento da DEVIR, “Confissões do Inexplicável” com 600 páginas de contos de André Carneiro.

Adendo: A putrefação de animais e vegetais pode formar o metano (CH4) que sob circunstâncias especiais de falta de ventilação e pressão pode se inflamar expontaneamente (quando a mistura atinge 28% metano e o resto de ar) liberando uma chama azulada.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h39
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Mário, o Filósofo Bebum

Este texto abaixo foi tirado (por razões óbvias de qualidade) do blog do Mário Bortolotto [http://atirenodramaturgo.zip.net/index.html]. Já falei dele aqui, algumas vezes. Ele é um cara que consegue sacar as coisas do mundo com uma lucidez e clareza extraordinárias. Para quem sabe o que é, de fato, a filosofia, não será surpreendente a idéia de que o Mário é (também) um filósofo urbano muito bom. No texto abaixo (integral e clonado do BLOG supracitado), por exemplo, ele consegue conter um tipo de combustível altamente explosivo em meia dúzia de linhas (sublinhado por mim). E parece que de um modo sossegado e até desinteressado. O Mário faz dessas coisas, como matar a Hidra de Lerna e sentar na escuridão tomando wiskey de uma garrafa de bolso. Tá nem aí pro que fez e nem quer que saibam que foi ele que conseguiu. Grande cara! E olha que estou falando somente de uma camadinha do texto. Uma que me tocou especialmente. Tem muitas outras... Só esse negócio do King já faz o dia dum cara.

 

TAKE IT HOME

 

 

Ontem voltando do ensaio com a banda no carro do Selvagem Amalfi. Eu tava meio que absorto ouvindo meu MP4, mas num volume baixo servindo apenas de trilha sonora pro caso do Selvagem querer falar alguma coisa, mas ele também parecia quieto, apenas um pouco irritado com o trânsito. Vejo as pessoas todas muito irritadas e as minhas vulgares análises todas me levam a crer que em algum lugar do caminho elas tiveram opções erradas, mas não querem se arrepender, porque talvez em algum ponto elas consigam se sentir satisfeitas a ponto de acreditar que tenham feito as opções certas. São os tais dos planos que não se concretizam. São as tais das vontades irrealizáveis, e todos parecem meio frustrados e infelizes, mesmo quando contam piadas e riem com sinceridade. Mesmo quando falam algo e querem se fazer notar. Mesmo quando insistem em chamar a atenção. Chamam a atenção para sua alegria, mas tudo que eu consigo ver é uma tristeza filha da puta, o tal buraco negro da alma, o tal buraco de 12 que eu disse que não dá pra encher nem com todo o whisky do mundo. Eu também já fiz planos como todo mundo e acreditei neles. A maioria não deu certo e eu fui ficando frustrado e infeliz pra caralho. Aí ontem saí de casa e fui andando pela rua. Tava meio frio, mas eu tava protegido com a jaqueta dos pára-quedistas franceses que eu comprei num brechó de lá. Fui andando pela rua e me sentindo inacreditavelmente tranqüilo. Não estou falando de felicidade ou de bem estar. Tranqüilidade não tem nada a ver com bem estar. Talvez seja só um ítem no cardápio. Passei a tarde ouvindo música e bebendo com amigos (Cassiano, Picanha e Amalfi). O Picanha preparou um genial macarrão a gorgonzola e nós ficamos lá ouvindo B.B King. Aquela capa daquele disco. Meu Deus, a capa daquele disco. O garoto olhando a guitarra na vitrine. E aí na contra-capa ele indo embora com a guitarra nas costas, pisando em poças dágua. Aquela capa. Eu já tive esse disco. Eu era um garoto e também tinha planos. Eu tive esse disco. E um dia eu vendi o disco. Tava precisando de grana pra comer. Então vendi o disco. Mas nunca esqueci daquela capa. E a gente falando tanta coisa, na cozinha, na sala, e eu pensando na capa daquele disco. E aí fui encontrando as pessoas nos bares e pensando na capa do disco. Entrei nos Parlapatões e fiquei jogando bilhar. Por sorte, demoraram pra conseguir me tirar da mesa. Não queria sentar e nem conversar com ninguém. Tava pensando na capa daquele disco. E aí quando o Eldo e o Pedro ganharam de mim e eu tive que me sentar com uma garrafa d´água na mão, não queria olhar pra lugar nenhum, eu queria ficar pensando na capa do disco. Quando olhava eu via coisas, via as bolas caindo na caçapa, os amigos conversando em outras mesas, ouvia o burburinho do bar e eu ouvia os passos do garoto nas poças dágua. Pensava em desejos que talvez não se realizassem. Pensava em estratégias de fuga. E tudo parecia tão irreal. E eu queria que muitas coisas tivessem dado certo na minha vida. E eu queria que todos aqueles planos tivessem se realizado, como o garoto ambicionando a guitarra na vitrine. Como se a vida fosse isso. Como se fosse realmente possível colocar a guitarra nas costas e sair andando pisando em poças d´água. Mas há uma tempestade no caminho. Há um lugar que você simplesmente não pode chegar. Há tanta coisa atrapalhando. E tudo que você gostaria era simplesmente isso. Esperar a tempestade passar, embaixo de algum abrigo, um toldo de armazém, uma senhora voltando pra casa com os ingredientes de uma sopa de tomate, um velho sentado na soleira sem esperança nenhuma, sequer torcendo pra chuva passar. E eu não sei mais se a tempestade vai passar. Eu nem sei mais se há um lugar no mundo pra sujeitos estranhos que decidiram não mais retrucar a sorte. Mas eu ainda não sou o velho sentado na soleira. Então é melhor devolver a guitarra pro cara da loja e sair andando sem pressa, sem guitarra nenhuma nas costas, com essa chuva fria congelando minha alma negra. E esse buraco enorme que todo o whisky do mundo jamais vai preencher.

 

 

 



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 12h18
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Literatura e Ciência

    Uma das coisas mais importantes em literatura é a verosimilhança. Tudo que um personagem faz tem que ser crível, dos pontos de vista lógico, motivacional, etc. Tem que ser coerente com o personagem, com o contexto e com as leis estabelecidas na obra. Quando um texto contém partes científicas (e eles contêm bem mais do que se acredita), elas devem também ser verossímeis. Acho indesculpável um escritor cometer erros crassos de qualquer desses níveis. O abominável Sidney Sheldon, por exemplo, chegava a usar gases mortais em balões flutuantes que eram mais pesados que o ar. Quer dizer, os balões não flutuariam, estariam todos no chão. Isso fode com qualquer história, a não ser, claro, que o leitor seja tão ignorante quanto o texto. Cometer erros é uma coisa perdoável. O que estou falando é que nem houve preocupação em não cometê-los. O autor inferiu erroneamente a priori que determinada coisa não era importante. Se não era importante, não coloque o nome do gás, porra! Falar que um gás X flutua e ele não flutua é o tipo de erro imbecil. Simplesmente não dá para respeitar o resto da obra de um cara que comete um erro (desleixo) desses. Nunca fale do que não domina, do que não compreende (veja post anterior sobre o dcaso da CBN). Isso me faz lembrar de um caso interessante. Lembro-me de ter elogiado um lance desses numa oficina de literatura recente. A autora, Nikki Sigaud, colocava a trama milhares de anos na antiguidade. Como ela citou exatamente a época e uma determinada configuração de estrelas no céu, fui lá e chequei previamente se a coisa estava certa. É, eu checo sempre essas coisas. Fiquei muito surpreso de ver que estava absolutamente correta toda a coisa. Só podia significar que a autora entendia E tinha pesquisado profundamente aquele assunto. Elogiei e a coisa passou. Até lembrei de um caso de um escritor de ficção científica brasileiro, com Ph.D. em astrofísica ter cometido um erro extremamente infantil num caso muito mais simples (um Ph.D. em astrofísica não tem o direito de errar grosseiramente caracteristicas estelares, assim como um médico não pode errar o lado do fígado num texto). Mas o caso de erro grosseiro que eu queria comentar agora, é do popularmente querido físico brasileiro Marcelo Gleiser. O Gleiser é um cara bom e que faz uma coisa que prezo e respeito muito, que é a de levar a ciência para o público leigo. Mas eu acho que ele exagera na "popularização". O grande Carl Sagan não fazia isso. Ele tinha o princípio de divulgar e popularizar a ciência sem nunca simplificá-la ao ponto de torná-la não verdadeira ou dúbia. Talvez o Gleiser tenha sido influenciado pela rede televisiva que o veiculava, não sei, mas o fato é que seus programas estão muito aquém de sua competência científica (exceto suas colaborações no globo-ciência, que são bem dosadas). O mesmo parece ocorrer com sua literatura. Seu romance "A Harmonia do Mundo" parece ser a tentativa de um escritor inexperiente em seguir as regras básicas dos romances norte-americanos. Tudo e todas as estruturas são replicações de clichês literários. Tipo: como deve ser um personagem? como suas ações devem corresponder com suas motivações? como deve evoluir o drama de suas decisões?: e daí por diante. Até o lance de colocar uma mocinha como par romântico rolou. Tudo isso feito de modo muito aparente. Claro que isso não tira sua importância como divulgador científico. O ramance de que falo, por exemplo, é uma das mais competentes e detalhadas tentativas de registrar a biografia de Johannes Kepler. O livro pé resultado de pesquisa meticulosa e do acesso a documentos sobre os quais poucos sortudos pousaram os olhos. Essa parte da obra é fascinante, pelo menos para um amante da ciência e da astronomia. Mas, infelizmente, eu estou fazendo esse post pra falar do que não achei legal. Ele cometeu um erro desses que falei acima. Um problema de um erro desses é que te coloca uma pulga atrás da orelha: será que ele errou só nisso? Uma bobagem dessas pode colocar toda a obra sob suspeita. O eerro foi o seguinte: na página 59 do romance supracitado, o autor diz que Kepler fechou impetuosamente um livro, abriu a janela do quarto onde estava e viu  "a luz majestosa de Júpiter desafiando a luz de Marte a superá-la". Acontece que alguns parágrafos antes ele dissera que estavam em 1594 e em 1594 foi impossível ver Marte e Júpiter no mesmo céu noturno (talvez se fosse Júpiter e Vênus em dezembro, ou Marte e Júpiter um ano depois). Para mim, está claro que o autor quis enfeitar (a poesia envolvendo o leitor, outra regrinha de best selers) e não não quis ter o trabalho de verificar se aquilo realmente era possível. O autor faz questão de deixar claro que o romance foi baseado em acontecimentos factuais. Então, se Kepler não pôde ver aquilo em 1594, o que mais da história está incorreto? E, pô, eu tô falando disso não porque é um autor fraco, mas porque é justamente o tipo de autor que NÃO deveria cometer um erro desse. Claro que sempre posso estar errado, mas neste caso, para eu estar errado seria preciso se provar que os simuladores astronômicos atuais têm um erro sistemático naquele ano. Apesar disso, recomendo fortemente a leitura do livro. Talvez seja o melhor romance histórico sobre astronomia que já tenha aparecido.



Categoria: Poesia e Literatura
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 10h44
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Marte mais Próximo, uma piada que já perdeu a graça.

    Sábado passado eu promovi a Astronomia na Calçada numa Praça do bairro Jardim das Américas. Apostei com meus colegas que responderia pelo menos 4 vezes à questão de Marte ter se aproximado o suficiente para ficar DO TAMANHO DA LUA. Isso porque eu não tinha nem recebido nenhum e-mail do assunto e nem escutado ainda a pergunte, ainda. Ganhei a aposta com muita folga. Dias depois recebi o primeiro mail logo de minha mãe (e tive que explicar que era tudo mentira). O lance é que estou escolado. Desde 2003, quando realmente o planeta Marte esteve o mais próximo da Terra nas últimas dezenas de milhares de anos (a última vez que estivera tão perto, os Neanderthais ainda existiam), eu recebo este SPAM. Basicamente é um e-mail que diz que em determinado dia de agosto Marte estará tão perto que seus TAMANHO e BRILHO seriam equiparáveis aos da Lua. Caramba! Como é que tem gente que acredita nisso? Ontem o Humberto Gamba, pesquisador respeitável e que prezo muito, me perguntou se eu veria o evento. Quando eu disse que era bobagem, ele me respondeu que ouvira da própria CBN e ainda deu o nome do jornalista, uma tal de Siqueira. Eu já tinha ouvido de alguém que havia saído no rádio, mas achei que era invenção ou transferência de responsabilidade para o cara não passar vergonha, diante do meu modo ogro de informar que a coisa era bobagem. Mas vindo do Humberto, eu tinha que acreditar. Fui conferir na internet e ouvi a notícia. PQP! Eu diria que foi uma confissão de ignorância (na área) crassa e de falta gritante de dever-de-casa-profissional (afinal de contas, ele é um repórter) em checar a notícia. Seu nome é Ethevaldo Siqueira. Ontem eu estava querendo enviar um e-mail pro sujeito (até me diporia a ser consultor gratuito sobre estes assuntos) quando vi um anúncio de que aquela notícia seria retificada hoje, na rádio. Obviamente meus colegas do Rio e Sampa caíram imediatamente de pau sobre a barbaridade. Esperei, então, para não crucificar o cara (tão) injustamente. Hoje ele teve a louvável hombridade de se retratar, pedir desculpas e explicar seu erro, nada menos do que o esperável de um bom jornalista.

Mas o que fica dessa história é que um SPAM desse permanece e eu não consigo entender onde é que está a graça disso. As piadas perdem sua graça quando se tornam recorrentes (e neste caso a gente sabe exatamente quando se vai contá-las). Se tem gente que gosta de pregar peças nesse nível, é óbvio, para mim, que existem outras que se divertem propagando lendas de discos-voadores, animais fantásticos, círculos em plantações, etc. Não estou dizendo que isso não existe, só estou dizendo que considero um tipo crônico de burrice (no mínimo, uma leviandade intelectual) esse lance das pessoas acreditarem numa determinada explicação só porque não existe outra. Por exemplo, se vêem bolas de fogo surgindo no ar, acreditam que sejam ETs, simplesmente porque não existe outra explicação, porque não suportam a idéia de que algo possa fugir ao seu poder de explicação, de entendimento do mundo. O fato é que todos temos esse tipo de covardia (alguns não, como Richard Feynmann). É por isso que temos que ter nossa profissões de fé, nossos deuses e nossas crenças. É por isso que existe Deus. Porque somos covardes.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 10h28
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Astronomia na Calçada (2)

A noite de Astronomia na Calçada do Jardim das Américas foi excelente. Com certeza tivemos mais de cem pessoas e é possível que tenha chegado a 150, mas não contei e nem documentei. A gente fica quebrado depois e chateado de não poder atender tanta gente com a atenção que elas merecem. A gente passa frio e se machuca carregando aqueles tubos gigantes, montando  e desmontando, calibrando, respondendo perguntas, tirando dúvidas, conversando, tudo pra mostrar ao leigo interessado alguma coisa de Astronomia. A gente fica longe de casa, às vezes longe dos familiares, correndo riscos noturnos, mas perguntem se a gente tem vontade de desistir... é só ver um velho chorando porque viu os anéis de Saturno ou o sorriso de uma criança vendo os "buraquinhos" da Lua e o sangue da gente se enche de alguma coisa estranha... e surgem na cabeça idéias reacionárias de que, afinal, a vida vale a pena. E assim eu sigo um sonho que sonho desde menino... e lá se vão mais de 30 anos de stargazer way.

Abaixo tem uma excelente montagem do Prof. Augusto João Zanetti Ferreira, que também esteve por lá. Quero agradecer a presença e auxílio do pessoal da feira da Praça Ryu Mizumo, que compareceu em peso e forneceu um ponto de energia elétrica; ao Senhor Forcadell (ainda tenho que experimentar sua Paella), que articulou tudo, mesmo eu tendo feito o pedido somente um dia antes; ao policial militar Orley, que gentilmente fez a segurança da praça com unidade motorizada e com sua presença imponente e um tanto fria (estava de manga de camisa num frio de trincar); aos vários membros do conselho de segurança do bairro que fiquei conhecendo durante o evento; à Catherine, uma gringa de Seattle (USA, WA) que estava de passagem e procurou por algo de Astronomia, sua paixão, e acabou encontrando a gente; à Nic, única representante presente da Confraria; ao Lucas, que descobriu meu erro na latitude, e seus dois comparsas, todos do CACEP; às várias pessoas que conheci e que não poderei mais reconhecer (porque sou ruim de memória), especialmente o cara simpático que conversou comigo sobre Stephen Hawking (é pra caras como você que a gente faz essas coisas), às mais de duas dezenas de crianças que viram a lua através de um telescópio pela primeira vez (vocês são o pagamento desse tipo de voluntariado) e jupiter e suas quatro luas, também; aos meus alunos Madraga (renato Augusto Di Loreto) e Ivandro Rodrigues, que pelejam num desenvolvimento de um robô de acompanhamento astronômico; aos professores de PDE, Augusto Ferreira e Iara Buratto, que fazem especialização nesta área e, tenho a impressão, aproveitaram bastante; ao colega Prof. Joaquim Maia, que, como bom cientista, levou sua filha para esta experiência; aos alunos de tecnologia presentes; a todos aqueles que não consigo me lembrar agora e finalmente, agradeço a minha mulher e filhas que estavam por lá (acompanhados de Gi, "Josen", Edu e Arthur) pra se divertirem e me apoiarem.

Em tempo, as coordenadas que foram passadas foram calculadas por mim (da velha maneira), um vez que eu não tenho um GPS e a praça não aparece no GoogleEarth (está numa área de baixa definição). O Lucas chegou lá por GPS e me passou as coordenadas corretas (errei nas contas somente por umas duas ou três quadras). As coordenadas exatas são: 25S27'40,3" e 49W13'38.3", h=906m e Datum=WGS84.

Fotos e colagem de Augusto João Zanetti Ferreira



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h37
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Na "Astronomia na calçada"

Ontem de noite, durante o evento da "Astronomia na Calçada" no Jardim das Américas, chega um cara simples, parecendo ter tomado banho antes de sair do serviço, simpático e depois de dar uma boa olhada em Jupiter, através do telescópio 13 cm, já vai atalhando:

"eu gosto muito de perguntar. Desculpe. Eu tenho só até o quarto ano primário. Posso fazer uma pergunta?"

"claro, perguntar é legal!"  Respondi. O cara ajeita no ombro uma daquelas mochilas de pedreiro (achei isso, mas pode ser qualquer outra coisa) e manda:

"Qual a diferença entre Astronomia e Astrofísica?"

Porra! Tô acostumado a ouvir questões mais populachas como a diferença entre Astronomia e Astrologia, muito menos experta que esta. O cara me ganhou. Respondi e falamos um pouco de Stephen Hawking (Eu não dava corda, ele lembrou dos nomes todos sozinho), Big Bang, etc. Havia muita gente e algum outro assunto me chamou atenção e não sei que destino levou o cara. Gostei dele. Ele deve ter gostado da conversa. Ficou feliz de encontrar alguém com sintonia de interesses. Acho que ele teve uma boa noite de sono. Eu também.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h47
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Astronomia na Calçada

18 de agosto de 2007

1ª  Noite de Astronomia de Calçada no Jardim das Américas

 

A Astronomia de calçada busca oferecer gratuitamente à comunidade a oportunidade de ver, com seus próprios olhos, objetos celestes através de equipamentos apropriadamente proporcionados e disseminar informações sobre o que estão vendo. É uma atividade puramente voluntária. O CAUTEC, Clube de Astronomia da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) e colaboradores disponibilizarão seus equipamentos para a 1a NAC-JA. Professores, astrônomos amadores e diletantes estarão no local para atender (a)os interessados. Qualquer pessoa pode participar, é só ter a curiosidade e ir para o evento. Podem trazer, se quiserem, instrumentos próprios.

LOCAL: Praça  Ryu Mizumo (a do portal oriental), no Jardim das Américas, entre as ruas Dr. Brasílio, rua Des. Joaquim de Oliveira e rua Sinke Ferreira, Curitiba, PR.

DATA e HORÁRIO: 18 de agosto, das 17h50min até 22h. Atividades: Observação da Lua em fase crescente (Crateras, picos, falhas, etc) e do planeta Júpiter e suas luas Europa, Calisto, Io e Ganimedes. Dados Técnicos: Lat: 25°27’36,8”S ; Long: 49°13’48,1”W; GMT-3, h=920 m.  



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 16h10
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Tributos a Elvis Presley

Algumas frases:

"Antes de Elvis não existiu nada." John Lennon

"Elvis sempre será o melhor, o mais original. Ele começou tudo para nós." Jim Morrison

"Ninguém, mas ninguém mesmo é equiparável. Ele foi e é supremo!" Mick Jagger

"Sem Elvis, nenhum de nós teria conseguido!"  Buddy Holly

 

Aí vai David Gilmour (Pink Floyd) mandando em Don´t para Elvis

 
e Bon Jovi com Proud Mary

e aqui Johnny Cash, absolutamente hilariante



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h23
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30 anos sem Elvis

Lá se vão 30 anos sem o Rei do Rock. Elvis tinha uma brincadeira recorrente onde dizia que sabia somente três acordes e com aquilo vinha "enganando" todo aquele tempo. Não existe nenhuma dúvida quanto a sua realeza no Rock: Elvis inspirou frases como a do Beattle John Lennon: "Há duas coisas que eu queria ter feito, ter escrito Alice (de Lewis Carrol) e ter sido maior que Elvis Presley". É, ele foi O cara. Elvis Aaron Presley nasceu em Tupelo, Mississippi e 8 de janeiro de 1935 e morreu em Memphis, Tennessee, em 16 de agosto de 1977. Ele devia gostar de estados de múltiplas letras. Pelo menos conseguiu escapar do sobrenome escrito com dois esses, Pressley, como seria o correto. Ele nasceu gêmeo, mas seu irmão morreu ao nascer. Se me lembro bem, o Aaron, de seu nome, veio daí. Eu já era fã de carteirinha do Elvis quando ele morreu e me lembro de ter pensado egoisticamente, oportunisticamente, que sua morte traria mais discos, mais acesso a sua obra. Eu estava certo e antes de me julgarem, lembrem-me que eram tempos onde conseguir uma música era uma tarefa muito difícil. Não havia internet e nem essa facilidade para conseguir letras, cifras e até as próprias músicas. Mesmo a informação levava muito tempo para chegar de um continente a outro. Em 1945, ano em que Elvis ganhou seu primeiro violão, classificou-se em segundo lugar num concurso de talentos cantando Old Shep, tinha só 10 anos. Teve declaradamente influências do Gospel, Country e do antigo R&B (O Rhythm and Blues de hoje é utilizado para qualquer música pop cantada por negros, o que faz o R&B de hoje ser totalmente diferente do da década de 50). Dean Martin foi uma grande influência musical. Meio que de brincadeira ele fez algumas gravações em 53 e 54. Era só pagar e uma gravadora imobilizava sua música numa bolacha “plástica” (goma-laca, que parecia baquelite e depois o Vinil). Mas foi com 19 anos, em 5 de julho de 1954, que a coisa começou mesmo. Numa brincadeira descontraída dentro dos estúdios da Sun Records, Elvis tascou uma versão de “That´s all right Mamma” que foi imediatamente gravada por um alucinado (e apaixonado por música negra) Sam Philips. O grande guitarrista Scotty Moore (com seu estilo dedilhante, sem palhetas, fantástico) e o baixista Bill Black participaram dessa primeira gravação. Considera-se este evento o marco zero do Rock´n Roll.  A Sun Records, fundada por Sam Philips, é famosa por lançar lendas como Jerry Lee Lewis, Carl Perkins, Roy Orbison e Johnny Cash. Dois dias depois da gravação, ao serem tocadas nas rádios, o mundo jamais foi o mesmo. Elvis tinha entrado num cinema como um desconhecido e saiu dele como um astro. O Rock´n Roll havia sido inventado pelo cara que seria o seu Rei absoluto. Algum tempo depois veio sua parceria com Tom Parker e o resto é história...Ele tem mais de 700 músicas gravadas. É muito provável que eu tenha mais de 99% de sua produção, 50% ainda no tempo do vinil e do k-7, incluindo raridades de seu estúdio em Graceland, sua casa. Ainda hoje, ouvir Elvis me acalma, me faz acreditar que os pequenos encantos do mundo respondem a pergunta mais importante feita pelo meu chará, Bertold Brecht: “O que mantém um Homem vivo?”, o que faz com que queiramos seguir em frente? Para mim, são pequenos momentos como estes, como a música de Elvis.



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h55
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Astronomia Egípcia Ruim

Já li e já ouvi muita gente falar dessa história de Egípcio ser bam-bam-bam na Astronomia. Já vi artigo na Astronomy Brasil dizendo que as pirâmides foram inspiradas na luz zodiacal. Besteira! Um cara desses deveria publicar em revista de Astrologia. Porra, basta olhar para um monte de areia, coisa que tem pra caramba no Egito, pra pensar em pirâmide. Aliás, o ângulo de inclinação da pirâmide, para que as pedras empilhadas não caiam, é retirado justamente da observação dum punhado de areia. Sim, já fiz o teste. Usei paçoca de amendoim... e bateu direitinho. As pirâmides estão ainda em pé, sem o uso de argamassa, porque havia expertos espertos no egito, caras que sabiam olhar para a areia, e não por causa de seres extra-terrestres ou conhecimentos perdidos ou secretos ou qualquer coisa que deixem excitados os admiradores dos faraós (também admiro, mas não pelas razões que vendem milhares de livros atualmente).

Tem também aquela história de que as pirâmides de Gizé (ou Guiza, como querem os puristas) foram orientadas segundo o asterismo das "três Marias", mais conhecido por "cinturão de Orion", na constelação de Orion. Como sempre tem a chance dessas histórias terem algum fundo de verdade, lá fui eu (isso em 2003)... baixei dezenas de fotos de satélite das pirâmides, uns três trabalhos de medição de posicionamento bem feitos e determinei a posição relativa das pirâmides (vistas na figura como círculos com uma cruz interna). Daí eu peguei as posições relativas das estrelas do cinturão de Orion, corrigidas para a época suposta da construção das pirâmides (não dá muita diferença para os tempos de hoje), que são os círculos sem cruzes, na figura abaixo. Coloquei as duas matrizes uma em cima da outra, normalizei as dimensões, e apareceu um erro maior que 10% numa das estrelas. Acho que não preciso explicar que o método comparativo provoca automaticamente o casamento de duas delas, sempre, obviamente. Daí você pode dizer: "Pô! mas só 10%, é um errinho de nada!" Pode ser um errinho de nada pro populacho. Em Astronomia é um erro crasso, grosseiro "no úrtimo"! SE os egípcios tivessem pensado em fazer esse jogo de orientação, eles teriam feito com maior precisão. Ainda existe a hipótese de que eles eram astrônomos bem mais medíocres do que se acredita. Jogo minhas fichas nessa última.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h25
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Dia dos Pais

Não é tarde pra falar do meu pai. Nos anos 70 eu ouvia ininterruptamente as quarenta músicas dos 2 LPs que eu tinha do Elvis, na velha radiola de partes vermelhas que saiam do mogno. Dentre elas tinha essa aí, uma faixa riscada no sétimo verso, de um filho que cantava a tristeza do pai. Muitos anos depois da morte do rei do Rock, sua filha, Lisa M. Presley, fez essa homenagem pra ele. A mesma música, que hoje dedico ao meu velho pai, que há três anos me espera do outro lado. Ainda espero ficar por aqui um tantinho, pai... cuidar de suas netas, fazer uma ou outra coisa que ainda não fiz, mas pode ir preparando aquela feijoada... me espera na varanda que um dia eu chego sem aviso... valeu pai!

 

 



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h05
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A NASA também erra

Hoje o Elton me ligou avisando do lançamento da Endeavour (118o vôo dos Shuttles norte-americanos). Instalei o laptop na copa para esperar os 40 minutos que faltavam. Minha intenção era mostrar ao vivo o lançamento do ônibus espacial para as minhas filhas (Elas viram ao vivo o foguetão que mandou o Astronauta brasileiro pra cima), através da TV NASA. Entre as opções, escolhi a que se podia ver através do QuickTime. Foram quarenta minutos de espera. Eu explicando os procedimentos e o quê os caras do lançamento falavam, enquanto elas faziam suas lições de casa. Perto da hora H eu coloquei até a conexão física, para garantir e aumentar a performance. Eu e minhas filhas, de quase seis anos, começamos a contagem em uníssono com o controle da missão (elas já sabem o inglês necessário): 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, Liftoff... TRAVOU a bagaça!!!! A merda do vídeo travou (não o meu, o stream da NASA, talvez por causa do trafego), bem na hora do lançamento, antes mesmo que víssemos os motores sendo ligados. Em dois minutos eu consegui uma conexão por outro caminho, mas aí era tarde, Inez já era morta. Em dois minutos um foguetinho some da vista. Porra, que merda! Eu já era meio que de pá virada pra esse QuickTime. Agora eu não uso mais, mesmo. Não por mim, mas por elas. É como ficar uma hora na frente da linha de trem e na hora que você vai mostrar aquilo, o trem desaparece. Quem tem filho sabe da importância pedagógica dessas coisas... Eu nunca me esqueci das imagens ao vivo do Homem chegando pela primeira vez na Lua... O programa Shuttle está para acabar. Quem não vir agora, só verá em livros de história.

Daí eu chego em casa e recebo um spam com a seguinte propaganda: "mais de 15.668 músicas mp3"... Pracabá, né!



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h35
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Comandante do Império Britânico, Brian May, Doutor em Astronomia

Esta notícia foi dica do Dalambert, de Sampa. O Físico Brian May (o cara da direita da fila de cima da foto, pra quem não conhece), 60 anos, compositor fudido e guitarrista do grupo de rock Queen, defenderá seu doutorado em Astronomia, pelo Imperial College, de Londres, em 23 de agosto. Sua tese, "Velocidade radial na nuvem de poeira estelar", estava “encubada” por mais de 30 anos por causa de sua dedicação ao melhor grupo de rock inglês. Brian compôs sucessos como "We will rock you", "The show must go on" e minha predileta do Queen: “Who wants to live forever” (letra e música). Brian já tem um título de doutor Honoris Causa pela Universidade de Exeter e outro de Doctor of Science (D.Sc.) pela Universidade de Hertfordshire, ambos de 2005 e é co-autor, junto com Sir Patrick Moore (que dispensa comentários para o pessoal de Astronomia) do livro de astrofísica 'Bang! The Complete History of the Universe', lançado em 2006 pela Carlton Books. Atualmente faz pesquisa sobre poeira interplanetária e tem um monte de entidades de caridade. Em 2005 recebeu o título de CBE, Commander of the British Empire, pela própria Rainha, no palácio de Buckingham.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h03
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A vida não se resume a festivais...

Tenho um violão Di Giorgio 1975, único dono. Lá por 1986 eu resolvi deixar o violão um pouco de lado para poder acabar a Engenharia. Antes disso, foram dezenas de festivais por todo o Paraná, muitas provas matadas e muitas histórias. Quando eu ficava sabendo de um festival (não tinha essa facilidade de internet, de hoje), a gente (eu e quem topasse entrar na brincadeira, que eram sempre pessoas diferentes) buscava um canto para gravar a música em fita K-7 pra enviar para o festival. Por sorte ou sei lá o quê eu sempre classificava uma música. Daí, na véspera da apresentação, eu chegava na cidade e batalhava um lugar para ensaiar. Horas arranjando lugar, batera e baterista e outros instrumentos e daí eu tinha que mostrar pra todos como era a música, fazer o arranjo de tudo numa tarde e ensaiar. Lembro-me de uma vez que nós passamos a música somente três vezes, num depósico de sacas de cereais. O cara do piano, o Rogério, me pedia somente a letra com cifras de violão mesmo. O Winderson (que hoje trabalha na UTFPR como professor), guitarrista solista de primeira me pedia somente para eu ficar virado pra ele, para que ele pudesse ver os acordes que eu mandava. Ele olhava e arrebentava, sem nenhum ensaio. Naquele FEMUCIC a imagem dele solando no festival fechou o jornal HOJE, da GLOBO. O Jean, cara com quem eu fazia deliciosas Jam Sessions em qualquer lugar, até andando a pé, atravessando a cidade. Não sei por onde ele anda. O Jean era o cara que arranjava qualquer coisa relacionada à música, em qualquer lugar. Saudades do cabra. Valeu, bicho! Outra vez eu cheguei a classificar uma música para uma faixa de um disco, pois fui pra final (era grande coisa naquela época e o disca ainda era de vinil), mas o festival gorou porque os organizadores fugiram com a grana. Tinha artista importante convidado e que foi lesado também. Neste festival foi que tive minha experiência de "maestro". A coisa era muito chique. A gente ganhava o direito de ter uma orquestra à disposição. Escolhi batera, trés metais diferentes, guitarra solo e piano. Eu entrava com a voz e o dito violão. Escrevi todas as partituras, aprendi a escrever para baterias e NÃO houve nenhum ensaio. Quando entrei vi que tinha cometido a infantilidade de não ter documentado o andamento que eu queria. Parei a música e no verbo combinamos uma coisa mais devagar ou rápida, não me lembro. Saiu tudo direitinho. Como era bom isso! Essa linguagem universal. Tocar sem ensaio. Mas depois da parada, fiquei aí uns vinte anos no molho e hoje, que trilhei todo o outro caminho que queria trilhar, tenho pensado em voltar a brincar com música. Tenho gostado do som desse Eagle e qualquer dia chego em casa com um desses. Tenho tentado renovar o repertório (porque ninguém mais conheçe o que eu toco) e recuperar o que andei perdendo todos esses anos. Hoje em dia, com recursos como o cifraclub, guitarPro e youTube, qualquer retardado aprende violão sem muito esforço. Era maravilhosa esta! Não falo com nenhum desluimbramento, pois estou na trilha desde os tempos do TK-90 e da BBS. Pena que a coisa não seja mais tão fácil para mim, mas vou me divertindo e sei que tenho que estar em forma para ensinar a arte para minhas filhas. Elas já mandam alguma coisa no teclado. Enquanto isso, fico aproveitando os ensinamentos que o mundo globalizado disponibiliza. Saca só a qualidade da informação que você pode encontrar sem tirar a bunda de perto de seu micro...



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h05
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Ano Internacional da Astronomia

 Em 2009 teremos o ano internacional da Astronomia. Tem uma pá de eventos pipocando para 2007, 2008 e 2009. Na medida do possível eu vou anunciando aqui e na minha home-page (linkada aí ao lado).



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h59
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Pai babão No 43

Minha filha Vitória (ela não gosta do c em seu nome Victória) está com cinco anos e faz o primeiro ano do ensino fundamental com material do Dom Bosco. Material que elogio por sua excelência e multitude. Ela tem, por exemplo, rudimentos de astronomia todos os bimestres, ao longo de todo o ensino fundamental. Bacana! Mas não é só nisso que o material e a escola são fortes. Ela e sua irmã gêmea já lêem e escrevem e fazem contar de soma e subtração de cabeça e no lápis. Eu com 7 anos mal lia algumas sílabas. Outro dia peguei esta prova dela (que recortei e reproduzi na figura). Ela teve que escolher e fazer uma releitura artística (exatamente nestes termos) de um quadro do Kandinsky. Escolheu o "Paraíso" (Des Paradies)Bom, eu achei que ela foi muito bem. A maioria dos marmanjos que conheço é incapaz até mesmo de olhar prum Kandinsky. Outra prova de inteligência de minhas garotas (a Vic e a Nic) é que elas já são Palmeirenses. No aniversário este mês eu tenho gardadas duas camisas oficiais do Palmeiras, com os nomes de cada uma personalizado nas costas. De vez em quando, por fugidios momentos, não há como negar: a vida é bela! Tá valendo.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h45
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