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Equinócio de primavera. (ou de como meu velho pai sabia das coisas)

O equinócio de primavera, para nós do hemisfério sul, acontece neste ano em 23 de setembro. Equinócio vem de æquus (igual) e nox (noite), i.e., equinócio é o nome que se dá aos instantes (dias) do ano nos quais o dia tem a mesma duração da noite. Isso acontece em média em 20 de março e em 22 de setembro (e não nos dias 21´s como se acredita por regra geral). Mas a coisa não é tão simples assim. Primeiro o Sol não é um ponto no céu, pois tem um tamanho angular de aproximadamente 0,5 grau (aproximadamente o mesmo da Lua) e, segundo, temos a atmosfera, que funciona como um prisma, fazendo com que o Sol seja visível mesmo quando não o seria se não houvesse a atmosfera. Esses efeitos combinados somam uns 7 a 8 minutos em cada arrebol (para o equador terrestre, 7, aumentando quanto mais para o pólo estiver o observador), fazendo com que o dia seja de fato mais comprido que a noite no equinócio (Se o Sol fosse puntiforme e não existisse a atmosfera, tanto dia quanto noite teriam 12 horas no equinócio). Se olharmos para o céu estrelado, veremos que o mesmo gira em torno de um ponto, pólo, localizado ao sul exatamente a uma altura de tantos graus quanto os graus de latitude do lugar. Aqui em Curitiba, ele está localizado a uns 25 graus de “altura” em relação ao horizonte. Para achar o Sul, pegue a distância entre as estrelas alfa e gama do Cruzeiro do Sul (aquelas que formam o pau maior da cruz) e, na mesma direção das mesmas, sentido para “baixo” da cruz, projete quatro vezes esse tamanho e mais um tiquinho (4,3 vezes) e você estará olhando para o pólo sul celeste (que em Curitiba fica uns 11 graus “para a direita” do sul magnético, por causa da declinação magnética local). Se o céu tem um pólo sul, tem também um norte e um equador, que chamamos de equador celeste. No equinócio, o Sol atravessa o céu (quase que) exatamente sobre este equador celeste. O Sol nasce, então, nestes dois dias, (quase que) exatamente no leste e morre no oeste. Outro conceito importante (neste tema) é o da eclíptica. A Terra gira ao redor do Sol durante um ano. Se marcarmos durante o ano as posições que o Sol tem em relação ao fundo de estrelas (obviamente essa é uma tarefa difícil de se fazer quando o Sol está presente e, portanto, não é bem assim que a coisa é feita), teremos uma circunferência escrita na abóbada celeste que chamamos de eclíptica (vem do grego e quer dizer “sujeito a eclipses”, pois os eclipses acontecem quando a Lua está próxima dessa linha). Os equinócios também são (claro que os eventos estão relacionados) os instantes em que as circunferências do equador celeste e da eclíptica se cruzam. São dois pontos de cruzamento e o que ocorre em março é muito importante (é o ponto vernal ou ponto de primavera – para “eles” do hemisfério norte – que é usado arbitrariamente como o referencial zero de alguns tipos de coordenadas celestes).

 

Meu pai sempre teimou comigo que eu havia nascido no dia em que a noite é maior (e o dia menor, consequentemente). Ele falava isso com aquela convicção comum aos sábios, com a certeza de saber algo imutável. Eu nasci no dia 25 de junho e, como eu já sabia desde moleque que o solstício (quando há o maior dia em relação à noite ou vice-versa) acontecia em 21 de junho, sempre tive pena do meu pai por ele ter guardado “erroneamente” aquela informação. Hoje, que me debruço sobre este problema (pela primeira vez, para escrever este post), descubro que sempre desprezei os efeitos que “dilatam” o dia, expostos acima. Se você procurar com cuidado o dia em que esses efeitos se anulam e o dia é “realmente” o maior em relação à noite, você vai encontrar, adivinhem, 25 de junho. Se meu pai estivesse vivo eu ligaria para ele agora ou faria de carro os duzentos quilômetros pra dizer que eu sempre estive errado e ele, certo. Eu tomaria um 12 anos que ele sempre tinha guardado enquanto ele tomava seu chimarrão. E de 20 em 20 minutos, na varanda, ele ficaria me dizendo, com aquela cara de barba mal feita, sorrisinho nos lábios e aqueles olhos matreiros: “eu não te disse?”. Que saudade, pai!



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h26
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Como ser ruim pode ser bom.

Algumas vezes, um cara pode parecer bom justamente por ser muito ruim. É o que vi no primeiro gol do São Paulo contra o Santos. Zagueirão do São Paulo foi pra área e conseguiu dominar a bola. Encostaram nele e ele cortou pra dentro (1) e o drible só deu certo porque bateu desajeitadamente em sua outra perna; daí de novo outro cara encostou e ele corta pra dentro de novo e (2) o drible só deu certo porque bateu advinhem onde? Em sua outra perna. Nessa ele tinha tirado dois caras e estava livre pra chutar. Antes que outro chegasse ele deu um chutão que na minha terra a gente chamava de terrão (pois soltava uns pedaços de terra do compo)... chutou a bola "pro chão" e essa terceira "ruindade" tirou a bola do goleiro. Foi um dos gols mais horríveis que já vi. E como já fui goleiro (e até hoje ainda quebro um galho) sei que de todos os gols que se pode levar, os horríveis, acima dos "frangos", são os que mais odiamos.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 11h14
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Astronomia na Calçada (Resultado)

Pra variar (ou não) Curitiba resolveu fechar o céu hoje. Durante toda a tarde aquele céu de leite que todo astrônomo amador teme. Tipo do céu que não vai mudar durante a noite. Não deu outra. Ainda conseguimos mostrar a Lua através das camadas de nebulosidade e nuvens. Muitas crianças e pais e avós, mas não passou de umas 60 pessoas. Legal foi que vi velhos companheiros, o Emilio, Lucieli e seu namorado doidão e seus colegas, que chegaram lá num chevrolet fervendo (mas chegaram). Foi também a Iara, do projeto PDE, que desta vez levou a filha e que faz trabalho relacionado com Ensino de Astronomia. Só sinto muito ter saido cedo (o céu estava fechado) porque baixou por lá também a turma do prof. Amauri, do CACEP, pessoal gente-boa que sempre aprecio a companhia. Peço desculpas por isso, Amauri. Abaixo, uma foto do evento (tá muito compactada por causa do limite do blog gratuito) com o pessoal no final. Um evento desses a gente prepara muito antes. Desde sexta feira estou preparando e testando e calibrando os equipamentos. Saio quebrado dum treco desses. Não são nem 23 horas e já estou querendo ir dormir. Tô muito velho pra isso.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h53
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Astronomia na Calçada

Hoje fiz umas calibrações, aqui em casa, no posicionamento da montagem polar do celestron 10", que o Sr. Petrikosky gentilmente deixou sob a guarda do CAUTEC. É um equipamento realmente difícil de lidar, mas quando você vai entendendo, você até consegue ver boa engenharia ali. É que a engenharia do sistema de ajuste de latitude é tão tosco que fica difícil achar graça em outras partes da máquina. Mas tem. Uma delas é um buraco que atravessa a montagem (num determinado ajuste) e que facilita o apontamento para a região do oitante. E além de tudo, é um 10". Não é qualquer dia que você pode olhar o céu através de um destes. Depois que fiquei contente com o ajuste, montei meu 13cm e fui tentar ver Urano (que eu estou acompanhando há alguns dias pelo binóculos). Vi só uma bolinha (quase um ponto) e não consegui ver as luas (o interessante é que suas luas giram em volta dele e não "em linha"  como nos outros planetas... é que Urano tá virado de pólo pra gente, atualmente). Usei um aumento de 72 vezes, mas Urano tá a umas 19 UAs daqui. Realmente difícil a tarefa. Agora eu não me impressiono tanto com o fato de os "antigos" não o terem "descoberto" antes. Ele é quase indistinguível de uma estrela (exceto pela cor, verde-azulada para mim, difícil de se ver em estrelas) mesmo a um refletor de 13 cm. Amanhã, na praça, vou tentar ver com o 10". Tomara que tenhamos sorte. Espero por lá ainda o pessoal do CACEP. Se forem, vai ser muito legal. Tô com a perna ainda f... por conta de um jogo de futebol. Os alunos que iriam me ajudar terão outros compromissos... vai ser jogo duro, mas sempre vale a pena...

Na agenda, estão os planetas Mercúrio, logo no início da noite, a Lua, pequena Lua (uns 16% de fase, até umas 9h), Jupiter que está demais e Urano. Netuno está fora de questão, muito apagado.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h19
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2ª Noite de Astronomia de Calçada

15 de setembro de 2007

 

2ª  Noite de Astronomia de Calçada

no Jardim das Américas

 

 

A Astronomia de calçada busca oferecer gratuitamente à comunidade a oportunidade de ver, com seus próprios olhos, objetos celestes através de equipamentos apropriadamente proporcionados e disseminar informações sobre o que estão vendo. É uma atividade puramente voluntária. O CAUTEC, Clube de Astronomia da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR) e colaboradores disponibilizarão seus equipamentos para a 2a NAC-JA. Professores, astrônomos amadores e diletantes estarão no local para atender (a)os interessados. Qualquer pessoa pode participar, é só ter a curiosidade e ir para o evento. Podem trazer, se quiserem, instrumentos próprios.

LOCAL: Praça  Ryu Mizumo (a praça do portal oriental), no Jardim das Américas, entre as ruas Dr. Brasílio, rua Des. Joaquim de Oliveira e rua Sinke Ferreira, Curitiba, PR.

DATA e HORÁRIO: 15 de setembro, das 16h até 22h. Atividades: Observação da Lua em fase crescente (Crateras, picos, falhs, etc) e do planeta Júpiter e suas luas Europa, Calisto, Io e Ganimedes, Observação de Urano. Dados Técnicos: Lat: 25°27’36,8”S ; Long: 49°13’48,1”W; GMT-3, h=920 m.  



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h12
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Foi-se o Tenor

Uma noite após eu ter contado aqui que o Pavarotti estava mau, acontece o que todos já esperavam (mas não queriam). Foi-se talvez o maior tenor de todos os tempos. Uma das mais lindas performances musicais que já vi foi em Pavarotti and Friends 2. A Giorgia cantando "Who wants to live forever" do Brian May (Astronomo, agora). Mando essa pro Tenor. Recomendo. Ouçam!



Categoria: Outras Artes
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h08
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Eclipse Parcial do Sol

     Hoje em Curitiba, eclipse grosseiramente das 8 as 9,5 horas. Na foto, que parece uma bonita bandeira, a faixa escura é um prédio e o verde devido ao filtro de solda 14 que usei. Eu dou aulas a manhã inteira, das 7:30 às 12h. Não deu outra. Levei meus filtros (Mylar e vidros de solda 14 e 12), espelhos, binóculos (com filtros) e óculos de eclipses para a sala de aula (que, por sorte, tem visão para o Sol, neste horário). Também fiz projeção no teto da sala (enquanto os pobres se batiam para fazer um programa em C que imprimisse um milhão de números primos em menos de 500 segundos)... Muitos alunos do prédio passaram por lá para dar uma olhada (não contei, mas acho que mais de 50). Mas o mellhor não foi isso, o melhor eu fiquei sabendo agora à noite. De manhã eu deixei para minhas filhas (gêmeas de 6 anos) dois filtros 14 embrulhados num papel com os horários do eclipse. Elas já são, para orgulho transbordante do pai, stargazers moderadamente experientes. De noite, me contaram que levaram pra escola (minha mulher teve um papel essencial nisso) e TODA a escola viu. São (não sei quantos) alunos do ensino infantil e do fundamental, até 4a série. Com isso, eu certamente ganhei o dia.



Categoria: Ciência, Astronomia
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h41
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As Antenas e a Arrogância

Em Astronomia existe uma técnica onde duas antenas colocadas uma muito distante da outra podem "ver", através de truques de interferometria, como se fossem ambas uma única antena do tamanho da distância entre elas. Com esse truque, pode-se ter antenas de tamanhos "continentais" e até mais. É uma pena que a mente humana seja tão pequena. Era de se esperar que quando alguém fosse submetido a pontos de vistas muito distantes entre si, pudesse "ver" o mundo com olhos "do tamanho da diferença entre os pontos de vista". Infelizmente não é o que acontece. Já na renascença se sabia: "tudo é vaidade, só vaidade". A vaidade tira pontos das pessoas que amamos. Mas o amor é uma porra dum sentimento capaz de sobreviver nas piores condições, onde nem mesmo o ódio pode. Suponho que seja por isso que de vez em quando a gente chacoalha a poeira e siga em frente. Como cantou Leonard Cohen: "(...) love is not a victory march... It's a cold and it's a broken hallelujah". Tá bom... que posso dizer? Amém...



Categoria: Boca no Mundo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h26
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Resultados das peladas e Matemática

Como um bom quarentão brasileiro, cometo a imprudência estúpida de jogar futebol de vez em quando. Isso no meio de um contexto quase absolutamente sedentário. Mas como todos sabem, somos mesmo absolutamente estúpidos quando os assuntos são futebol, mulheres e carros. Bom, para ser totalmente honesto, devo estar meio fora da curva, pois não dou a mínima para carros. Jogamos aos sábados (e até faço minhas crônicas futebolísticas lá no blog do Micos, www.micosgafesvexames.zip.net) e juntamos professores e alunos da pós-grad. Se vocês estão imaginando que os alunos não dão porrada porque somos professores, vocês estão absolutamente certos. Acho. No último sábado eu estourei pela primeira vez uma porção considerável da panturrilha. Eu me machuquei sozinho, numa arrancada. A gente sempre fica pensando "logo naquela arrancada que eu faria o gol". Foi uma distensão meio séria. Parecia que um cabo de 1000 volts tinha tocado minha perna. Parei na hora e estou até hoje mancando. Gelo e anti-inflamatórios e a coisa vai andando e... eu não. Na terça consegui dirigir. Hoje fui a um amigo, o Dr. Matos, casado com a Allana, velha amiga de velhos tempos da minha mulher. O Dr. Matos é médico geral, socorrista e até onde eu sei, bom. Mas o que ele tem de melhor é que é um Matemático de coração. Como trabalho com pesquisa e desenvolvimento, estou acostumado com matemática e com o convívio com pessoas que mandam muito bem na área. Mas nenhum deles tem o prazer em resolver algo como o prazer que a gente vê nos olhos do Matos. Ele é do tipo "resolvi todos os últimos problemas propostos pela sociedade de Matemática e propus um que acho que eles vão se bater muito". Adoro isso nele. Dia desses, há mais ou menos um ano atrás, um aluno meu, logo na segunda aula (dou aulas de programação C, também), inventou umas super-variáveis inteiras capazes de manipular números de, pasmem, milhares de dígitos. Era o Terlizzi. Cabra bom. Nem preciso dizer que peguei o cara pra trabalhar comigo e rapidamente ele fez estágio, IC, e tá agora com a ZEIT, firma dos famigerados Sidarta e Luis van den Berg. Tá feliz da vida trabalhando com engenheiros "de verdade". Propus aplicações para as variáveis de Terlizzi e ele teve o passageiro sonho de calcular números primos gigantes com suas super-variáveis. Em um dia ele veio com uma equação que tinha tirado do nada e que gerava números primos. Uma equação que era fácil comprovar para os primeiro e segundo termos, mas que dava muito trabalho para provas para os outros. Daí a coisa foi parar na mão do Matos. O Terlizzi todo empolgado mostrando sua equação e ele sorrindo de felicidade falou: "Mas essa é a equação de Fermat, dos primos de Fermat. Já é conhecida e foi comprovada que ela falha já no quinto termo, que é este". Fez uns rabiscos no papel e deu o termo que falhava. Meia hora depois eu confirmei a coisa, num repositório de centenas de equações e procedimentos geradores de números primos. Porra, o cara sabia o nome, sabia que falhava, sabia em qual termo falhava e determinou o termo na hora. Tudo isso, "de cabeça", em seu consultório na UTFPR. Ele conseguiu me impressionar. Ao Terlizzi também. Ele ficou de queixo caído. Não sei se você já passou por isso... encontrar em outra pessoa uma centelha de divindade, algo que a torna ímpar, única... algo que a coloca em um grupo muito pequeno de excelência. Algo que o faz pensar não estar sozinho entre energúmenos que lutam pelo ter. Dizem que é preciso um gênio para reconhecer a genialidade em outrem. O Terlizzi nunca mais foi o mesmo. Como professor, passei a régua naquele dia e fechei a conta. Não é sempre que podemos dar uma experiência dessa para um aluno. Foi um desses dias que você vai dormi com um pouquinho menos de agonia... um poucquinho menos....

Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h55
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Pavarotti tá mau

Luciano Pavarotti, o melhor dos quatro tenores (que conheço) está muito mau. Conforme a CBN, ele está inconsciente e sem função renal. Isso quase sempre significa vocês sabem o quê. O pessoal lá no céu (porque cantando do modo que canta, não tem chance nenhuma de ir pra algum outro lugar) já tá todo ouriçado. Pena! O cara é O cara. Sua Nessum Dorma era perfeita, dessas coisas que você sabe de antemão que jamais serão superadas. Vi não sei quantas vezes a coleção inteira (que tenho aqui em DVD, dá uns oito shows) dos seus famosos shows "Pavarotti and Friends". Cada show reunia um time de artistas de cair o queixo, cada show angariava milhões para causas como às das Crianças da Bósnia, crianças da Guerra, Crianças da Libéria, para Guatemala, Kosovo, Camboja e Tibet. É imperdível para qualquer um que saiba o que é "boa música". Claro que tô torcendo pelo cara, mas ao mesmo tempo sei que alguém como ele não tem que ficar sofrendo... já fez muito bem por aqui... tá na hora de tirar um tempo pra ele... Espero também que eu esteja errado e que realmente exista um bom lugar pra ele. Espero mesmo!



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h46
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