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Boca no Mundo
Sport Campeão
O Sport conseguiu reverter uma vantagem do Corinthians de 3x1 (do primeiro jogo), fazendo dois gols em 4 minutos, com direito a frango humilhante, a placar exato, ao martírio do adversário ter um tempo inteiro pra fazer um golzinho e não conseguir, etc, etc. Resultado, Sport Campeão e o mais importante, o Corinthians, não! Sou Palmeirense. O que posso dizer? A felicidade existe, e é relativa!
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h05
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Por que eles podem?
Hoje de manhã eu vi a última metade da maratona internacional de São Paulo. Sempre que vejo estas corridas, eu me pergunto por que é que aqueles caras que estão lá correndo podem jogar copos e garrafas plásticas e outras sujeiras na rua? Por que é que, no meio de uma campanha mundial de combate a esse tipo de anticivilidade, eles podem? E nós, não? Eles são justamente os que deveriam puxar o exemplo. Por que nenhum repórter "nota" isso? Por que eles podem invadir nossa casa e mostrar essa propaganda sujismunda? E o pior de tudo não é a atitude que estes "profissionais" têm com aquela parcela da humanidade que fica vagabundeando em casa e cometem o horrendo crime de não serem vidrados por espostes. O pior é o desrrespeito que estes "profissionais" têm por seus próprios colegas corredores. Não é difícil imaginar o que pode acontecer se um corredor pisa num daqueles copinhos plásticos (ou garrafas) e nem é difícil imaginar como a vida fica difícil para aqueles de não disputam no pelotão da frente. A corrida para eles vira uma corrida de obstáculos. Hoje em dia, até em projetos de pesquisa você tem que escrever como vai tratar os resíduos, se a coisa é sustentável, etc. Estão cobrando de gente que já, há mais de uma década, recicla lixo, que lavem as embalagens PET e Tetra Pak para que os catadores não se sujem. Os próprios catadores seguem um protocolo que não polui e nem suja (são agentes negentrópicos ativos, bons cidadãos). Eu cuido do meu lixo, você cuida do seu lixo. Por que eles não podem cuidar do deles?
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h21
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Nóis na fita!
Só pra registrar. Palmeiras é campeão paulista de futebol de 2008. Mandamos o São Paulo dar uma volta com o recado de que "gol de maradona" a gente não engole, não... e, respeitosamente, providenciamos mais um vice-campeonato para a Ponte Preta. Tivemos direito até a golaaaaaaaço do Valdívia, o primeiro craque que baixa no parque desde o gigante Evair.... e outro golaaaço de cabeça do Alex. Somando os dois jogos, acho que foi 6 x 1 (até perdi as contas). Valeu! Agora passa a régua e vamos pro brasileiro. Saldações alvi-verdes a todos palestrinos.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h40
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Mitos
Lembrando Geofrey Blayney, que compilou o conhecimento médio que temos dos últimos 4 milhões de anos da saga humana em “Uma Breve História do Mundo”, “seja qual for sua origem, a fala é a maior de todas as invenções.” Neurologicamente, fala e manipulação são as funções que exigem mais cerebração e se encontram nas partes mais recentes do cérebro. Tendo isto em mente, é difícil dar muito valor a certas afirmações que encontramos em “O poder do mito”, de Joseph Campbell (livro aliás, recomendável para iniciantes), que também compilou o que sabemos sobre a utilidade da mitologia numa obra que muitos pensam ser original. Nada encontrei lá que não tivesse visto anteriormente. Sua vantagem é que muitas coisas sobre o assunto estão reunidas de modo muito atraente e popular. A afirmação (de Campbell) de que falo é a de que existem coisas que não somos capazes ainda de traduzir em palavras... todos já experimentaram esta sensação de impotência... mas seria realmente verdade que o cérebro não fosse capaz de modelar o que ele mesmo sente? Em ciência, principalmente a computacional e matemática, temos a impressão de que muitas coisas não poderiam ser modeladas (a própria inteligência artificial nos forneceu muito menos do que acreditávamos em princípio) a contento. Mas como isso ainda é uma questão em aberto (vide a batalha atual que se trava para saber do problema PxNP), não podemos ter certeza de nada. O fato é que durante uma simples vida, nos tempos de hoje, já é possível ver extraordinários avanços na linguagem (seja ela da fala ou da matemática) e sempre existirá alguém capaz de falar sobre um assunto de modo genial... é só esperarmos o tempo suficiente... A revolução (ou evolução, como preferirem) da fala ainda está longe de ser completada
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h51
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A coragem de ser politicamente incorreto
Aprecio muito as pessoas e as atitudes que desprezam o “politicamente correto”. Felizmente já faz algum tempo que os mais espertos (e expertos também) abandonaram essa viadagem. Os próprios seriados americanos só sobrevivem hoje porque começaram a desprezar o princípio do que é “politicamente correto”, como já havia feito a Austrália, na mesma área. Temos visto algumas opiniões extremas sobre o caso Isabella, como a de Lya Luft na Veja, que não tem melindres em pedir sentença de morte aos pais (alguém ainda acredita que não foram eles?) assassinos. No Brasil não existe sentença de morte, nem prisão perpétua e se o cara tiver um bom advogado, ele pode matar até o presidente que não vai passar mais de 8 anos na cadeia. O vocábulo “frouxo” que estão usando para nosso atual estado de lei criminal é mais que apropriado. Infelizmente, os advogados conseguem (Dante já achou o exato habitat desses e de suas clientes), através de obscuras e labirínticas passagens da lei, manter animais como os assassinos da garota de 5 anos fora das grades. Também teve aquela opinião daquele reitor de Harvard (Larry Summers) sobre o motivo pelo qual a maioria dos estudantes de ciências exatas serem homens. Por que é que se tem que afirmar que as inteligências da mulher e do homem são as mesmas quando a ciência diz, sob critérios e domínios definidos, o contrário. Ainda não surgiu uma maneira honesta de se ponderar os diversos tipos de inteligência, unindo-os num único índice. Quando e Se isso existir, daí sim haverá algum sentido em se discutir quem é “mais” inteligente. As inteligências são “diferentes”, as habilidades diferentes, o modo de ver o mundo é diferente e a maior diferença entre os dois é justamente nossa maior alegria. Há uma pesquisa cuja metodologia não deixa nada a desejar, dos professores Irwing e Lynn, que aponta para uma média de cinco pontos de QI a favor dos Homens. Eles declararam e publicaram os resultados com certo constrangimento, mas sabiam que tinham o dever de publicá-lo (British Journal of Psychology). Teve também o caso desse professor-coordenador Dantas do Curso de Medicina da UFBA, que falou sobre o QI dos baianos (pelo menos daqueles alunos de medicina que não passaram “no teste”). Será realmente inteligente acusá-lo de preconceito? Um preconceito é uma opinião sem exame crítico profundo. Será que o que ele emitiu não seria um “conceito” que tem sobre os alunos? O conceito é formado após estudo do objeto, e é um fato incontestável que os alunos de medicina da Bahia foram mal em relação aos outros alunos do Brasil. É só ver a performance nos ENADEs. O reitor da UFBA afirmou que “uma pessoa num cargo desses não pode se posicionar dessa maneira”. Por quê não? Se é o que ele pensa, ele não deveria falar mesmo? Essas coisas têm que ser discutidas, não varridas pra baixo do tapete com desculpas “politicamente corretas”. E o que ele falou sobre o berimbau ser um instrumento muito fácil de tocar, alguém discorda? Se sim, mandem-me suas objeções e podemos discutir. Lembremos ainda que o sistema educacional não é democrático (e nem deve ser), é meritório. O dia que tirarem isso da educação (como estão tentando com essa viadagem de cotas), estaremos fod&%$#. O desenvolvimento de um país está direta e fortemente correlacionado com a educação de seu povo. Não sei (e nem me interessa) se os baianos são menos inteligentes que o resto do Brasil, mas certamente são mais “devagar”. O próprio Darwin, na primeira metade do século 19, anotou em seu diário, enquanto passava uns dias naquela região, as (des)qualidades dos “baianos”, especialmente sobre quanto tempo levavam para servir comida, por exemplo, o que só prova que a coisa vem de muito antigamente. Até onde eu sei, velocidade de execução é um dos tipos de inteligência e também um dos diferenciadores que usamos quando julgamos alguém. Tiro o chapéu para atitudes assim. As idéias podem não ser corretas, mas deixar de declará-las é intelectualmente desonesto.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h14
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Palmeiras bate o velhinho

Não tem como deixar de comentar o canudo que o Palmeiras deu no São Paulo. Simplesmente, num jogo de vida ou morte (uma vez que o perdedor fica longe da zona de classificação), o Palmeiras botou 4x1 de virada no "velhinho". Teve pênaltis e até defesa de mão trocada. Estranhamente, o melhor jogador da partida foi o Adriano do São Paulo. O gol do Sampa foi o "feijão com arroz" deles: escanteio bem batido e cabeçada perfeita. Depois o Kleber deu uma ciscada que quebrou as espinhas da defesa do Sampa e colocou. O Rogério ainda tentou, mas não deu. No segundo tempo o velhinho perdeu só nos penalties. Na primeira penalidade, o Junior foi desarmar o Valdívia (que tem Ph.D. em cavar falta) na área e cometeu a burrice (e por isso merece o pênalti, mesmo que não tenha sido) de deixar as pernas levantadas no carrinho. Manezou, levou! Depois, penal de Juninho Em kléber (que jogou pra caralho), indiscutível e ainda um terceiro de Richarlyson em Diego Souza, também indiscutível. Nos três pênaltis o Rogerião foi “pro outro lado”. Tem um gosto legal bater o São Paulo e agora podemos até sonhar com título. Meu sangue ta mais verde hoje!
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h41
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Dez anos do maior gol contra de todos os tempos.
A data era 15 de março de 1998. O Palmeiras jogava contra seu pior inimigo, o Corinthians, e estava saindo daquela fase “segunda-academia”. O autor do gol contra é o Oséias, mas não pense que foi um gol contra comum... foi especial mesmo. O Oséias era um matador naquela época, excelente jogador, só que seu cabelo devia sugar muito de seu cérebro. Num determinado momento daquele clássico, teve escanteio para o Corinthians bater. O momento era importante e todo o time foi lá pra ajudar. O Oséias também. O Marcelinho (logo ele) foi lá pra bater. Como de costume, ele mandou uma curva perfeita direto para a risca da pequena área, como qualquer cabeceador gosta. Só quem viu pode entender. O Oséias subiu, olhou pro gol e meteu uma cabeçada igualmente perfeita, de cima pra baixo, sem chance do goleiro pegar, golaaaaaaaaaço!!! Só que foi contra. Alguma coisa deu “circuit” na cabeça do negão e o cara virou matador na área errada. Na época comentaram que ele teria confessado que “se enganara” de lado, versão que não se oficializou. Fico pensando até hoje o que o Oséias sentiu quando viu toda aquela torcida pulando por causa do golaço... a torcida errada.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h57
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Biblioteca encantada
Estou reformando e reformulando algumas coisas em casa. Hoje eu demontei metade de minha biblioteca. Espalhei os mais de mil livros pelos outros cômodos e notei uma coisa que para mim é muito estranha. Não achei nem uma única aranha, nem qualquer outro inseto. Não esperava baratas porque aqui não tem (por sorte), mas as terríveis Loxosceles marrons, endêmicas aqui em Curita, eu esperava. O que será que tem meus livros para que isto acontecesse? Ganhei um respeito ainda maior do que eu tinha por eles. Um respeito diferente. A gente sempre acha que conhece os amigos...
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 01h59
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Garimpo de sonhos
A Gra é uma doutoranda da UTFPR cujo hobby é roubar bolos de festas acadêmicas e comê-los dançando na chuva. Ela colabora com o Blog "Engenheiras de Saia" que acho ótimo e está linkado aí do lado. Não tenho o costume de ficar lendo Blogs, mas de vez em quando, como hoje, uma madrugada em que o sono tá de férias, passeio pelos meus favoritos. Achei esse texto aí embaixo, da Gra, que me fez lembrar de Nietzsche: "O homem artístico é a extensão do homem científico.". Leiam e depois me digam se não é mesmo.
Não, você não precisa ter o abdômen do mocinho da novela, afinal eu adoro meus peitos naturais que se mexem de leve quando eu corro e desaparecem um pouco quando eu emagreço demais. Acho até que posso ficar com sua barriga pra sempre, mas já faz tempo que não acompanho nem uma semana seguida de qualquer novela. Eu não quero que você me busque num super potente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força do universo. Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no guia da Folha, mas gostaria muito que a gente esquecesse das mesas ao lado e risse a noite toda, eu até brindaria com água sem bolhinhas. Sério que tem uma pousada mega-master com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Dane-se, se você conseguir passar, nem que seja algumas horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu posso ganhar. Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito. Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho na vitrola e dançar sozinhos no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco? Eu procuro você desde o dia em que nasci, não, eu não dependo de você nem para andar e nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado. Só que estamos com um problema: vai ser um pouco difícil a gente se conhecer porque tenho evitado sair de casa. Eu não odeio mais as garotas em série e seus namorados em série, eu não odeio mais a sensação de que o mundo está perdido e as pessoas lutam todos os dias para se parecerem ainda mais com o perdido ao lado, se perdendo ainda mais. Eu não odeio mais quem cuida do corpo mas esquece da alma, quem cuida do cabelo mas esquece da mente, quem cuida da superfície mas faz eco por dentro, quem coloca um peito de silicone mas esquece de dar mais uma chance ao amor. Eu não odeio mais a galera feliz em pertencer a um mesmo barco que não vai a lugar nenhum. Eu só acho isso tudo muito triste e prefiro não ver. Eu prefiro não fazer parte da feira que compete pra ver quem tem a casca mais bonita. Voando eu sei que você não vem, até porque eu jamais namoraria um super-homem: tenho horror a pessoas falsamente infalíveis. Não quero um homem que sempre vence, que sempre impressiona, que sempre salva e sorri impecável em dentes brancos e músculos ressaltados por um colan com as cores da bandeira americana. Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar meio tristinho quando, numa festa cheia de amigos, lembrar que é sozinho no mundo, pode perguntar assustado no meio da noite “aonde você vai” mesmo sabendo que é só um xixi, pode até fazer piada com o seu medo de estar vivo, e pode, inclusive, ficar sério e quieto, de repente, por causa disso também. Não existe Orkut, não existe Messenger, não existe celular, não existe um supercelular que é máquina fotográfica, Orkut e Messenger ao mesmo tempo. Não existe o décimo quarto andar do meu prédio com 8 seguranças lá embaixo. Não existe a balada perfeita com 456 garotas iguais e programadas para te dar um amor levemente inexistente. Não existe esperar que a vida fique mais compacta, mais veloz, mais completa e mais fácil, assim como o computador. Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo. Existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso? Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por 70 anos. Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer. Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos você seja verdade.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 03h11
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Que coisa fofa!
Olhem só que coisa fofa o Kaká, jogador brasileiro do Milan, fez. Ele ganhou o troféu, da FIFA, de melhor jogador do mundo em 2007 e o doou para a igreja renascer (assim mesmo, em minúsculo), fundada pelos criminosos Estevam e Sônia Hernandes, que cumprem pena nos Estados Unidos. O que será que o futebol profissional tem pra causar esse tipo de sequela?
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h32
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Tudo por uma peladinha.
O que é que a gente não faz por uma pelada? Pois é. No dia primeiro de setembro, enquanto jogava uma pelada de futsal com outros professores e alunos da pós-grad, fiz essa merda. Eu já estava jogando havia mais de uma hora. De repente, num lance eu tomo a bola de um dos caras. Pelo rabo do olho vejo que foi uma boa roubada, porque eu ia pegar o time deles todo no ataque. Já fiz isso centenas de vezes e nos meus vinte anos eu era "impegável", bastava dar uma arrancada e não tinha nego que me segurava. Meu cérebro pensou como nos vinte anos e mandou meu hardware de calibre 45 executar a tarefa de um garoto. Não deu outra. Senti como se alguém tivesse me dado uma "tacada" de baseboll por trás da perna. Antes que eu caísse pude ver que não havia ninguém por perto. De onde tinha vindo aquele tiro, aquela pedrada? É o que a gente sente quando há uma ruptura. Claro que fiquei sabendo de tudo isso muito depois e claro que eu não fiz alongamento antes de jogar. É chamada "síndrome da pedrada" porque a gente sente como se tivesse levado uma pedrada muito forte. Olha só a merda: uma semana sem andar ou dirigir, só no gelo; umas três semanas na compressa quente e andando de bengala e minha perna direita só podia se movimentar para frente do corpo, ou seja, ela só dava meio passo. Depois começaram os exames e fisioterapia. Laser, eletricidade, ultra-som e alongamento de recuperação. Outro dia passei mais de meia hora dentro de uma máquina de ressonância magnética. Quatro meses e meio depois do ocorrido eu ainda não estou liberado para caminhadas (só estou liberado para nadar, de leve). Até deixei de colaborar com o blog de Micos, Gafes & Vexames, onde eu postava histórias das peladas. Daí vem os XX e perguntam se vale a pena esse negócio das peladas semanais. Pô, tá na cara! Pergunta aí pra qualquer XY e a resposta será a mesma. Porra, que saudade de meter uma bicuda num capotão!
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h57
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O Motorista Brasileiro
Dêem uma olhada no perfil dos acidentes em rodovias federais. 80,75% acontecem em pista com bom estado de conservação (será que é por isso que o gaverno não conserta algumas rodovias, para evitar acidentes?); 53,6% acontecem de dia (isso eu acho que não diz nada em si, são necessários outros dados para interpretação); 63% acontecem em dias de tempo seco (com o motorista "molhado", quase sempre) e, o mais alarmante para mim, 71,4% dos acidentes acontecem em retas (!!! A retidão não é mesmo uma característica do brasileiro !!?!). É interessante saber que somente 1,5% dos acidentes são causados por motoristas embriagados. Isso poderia ser um tiro pelo culatra, não fosse o fato de que esses acidentes costumam ser os mais trágicos. Nosso índice de acidentes é de 7,5 mortos/10.000 veículos, três vezes maior que o considerado tolerável em países desenvolvidos. Diante da proposta de aumentar as multas por excesso de velocidade conforme o valor do veículo, que acho perfeitamente cabível e eficiente, vem o senhor Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transporte, com o seguinte argumento: ele diz que é "besteira" porque "Eu, se fosse milionário, compraria um fusca 62.". Não estou acostumado a ouvir opiniões imbecis como esta de gente vinculada à "engenharia", mas acontece. O "lôco" não conhece a cabeça de um milionário, não sabe quanto custa um fusca 62 e nem quanto ele "corre". O cara realmente imagina que milionários vão driblar assim uma lei dessas? O que esperar de um país onde todo mundo se acha especial o suficiente para burlar regras?
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 13h29
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E a educação só piora!!!!!!!!
O pesquisador José Francisco Soares, da UFMG e que coordena um grupo de avaliação e medidas educacionais, concluiu que a desigualdade educacional entre “ricos” e “pobres” é maior do que à de renda. Numa escala de 0 a 1, onde 1 é a desigualdade máxima, para dados de 2003 em provas de matemática da 8a série, foram encontrados o índice Gini de 0,545 (renda) e para uma equação equivalente, o índice de 0,635 para a educação. Outra informação que assusta é a de que o mesmo índice vem piorando constantemente desde 1995. Sou um fã do trabalho que o FHC fez neste país com a economia, mas o que fez com a educação foi uma merda. Merda esta que foi espalhada pelo ventilador do Lula. Os alunos que chegam no ensino superior têm um nível educacional desalentador. Como educador eu posso dizer que a gente sente a diferença fácil fácil, entre alunos “da antiga” e esses que atravessaram esse lamentável sistema cuja “eficiência” se limita a chutar os alunos para frente, independente de seus rendimentos. Nada é mais letal para o sistema educacional do que implementar políticas não meritórias. O sistema de ensino deve ser por mérito, i.e., o aluno passa se merece. Quando inventarem uma máquina que ensine de modo neutro e honesto, independente da motivação do sujeito, aí eu posso trocar de idéia. Agora, porra... pra que serve passar um monte de retardados sociais (é isso o que viram) e intelectuais só para maquiar índices? Agora estão querendo fazer o mesmo, através do PDE (Plano de Desenvolvimento Educacional), nas instituições de ensino superior. O PDE não é ruim, aliás, sou um fã do PDE para o ensino fundamental e médio. Acho que em médio prazo a coisa tende a melhorar, se as diretivas que conheço do plano forem implementadas (Eu mesmo dou minha colaboração orientando professores da rede pública do Paraná). Mas as diretrizes que querem impor ao ensino superior são imbecis e imbecilizantes. Não condizem de modo algum com um país que pensa em se desenvolver. Isso que o “Seu” Francisco da UFMG comprovou não é novidade alguma para qualquer professor desse país. E como todo mundo sabe há milênios, essa cambada mal-desenvolvida (na maioria das vezes, não por culpa deles) é quem vota amanhã, a massa de manobra emburrecida. É a pecuária do governo visando lucro em médio prazo
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h28
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Charadinha do Donald
Estou de férias, a cada dois dias mudando de lugar. Hoje parei num com rede wireless. Eu estava escrevendo um texto sobre Blade Runner (se der, posto aqui) quando minha filha de seis anos veio com umas pegadinhas do Donald. Sim, aquele Donald, o Pato Donald. A charadinha do Donald era a seguinte pergunta: "Como se resolve um problema impossivel?" Puta pergunta!!! A resposta? "Deixando-o de lado". Só tinha visto isto colocado com tanta clareza pelo Físico Richard Feynman (e nem de longe era tão acessível assim). Isso é uma daquelas pérolas revestidas de lama. Se você realmente não se empolgou ou não sacou o lance, eu lhe repito o verso do Drummond: "foi seu ouvido que entortou".
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h32
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Burros na linha
Florianópolis acaba de se tornar a primeira cidade do país onde é proibida a pesquisa utilizando animais. Os retardados (não há outra palavra para defini-los, já explico) que fizeram isso não notam que estão vivos por causa desse tipo de pesquisa. Mais de dois terços da população com mais de 30 anos estaria morta hoje, não fosse os resultados de pesquisas desse tipo. Por que chamei os caras de retardados? Porque é o que são. Quando alguém tem algum tipo de deficiência séria, ou um atraso relativo, em alguma área do conhecimento ou do social, dizíamos, no passado, que esse alguém tinha um retardamento. E os carinhas fizeram isso numa cidade com uma das maiores universidades do país, a UFSC. Obviamente isso terá perna curta, porque a ingerência sobre a ciência não pode ser da jurisdição de uma cidade (e nem de um estado, como no Paraná acontece com a história do soja). É, no mínimo, de jurisdição federal, senão planetária.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h20
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