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Sexta feira

 

Sexta-feira e o ser humano recendendo a peixe apodrecido. Preciso de algo que não seja falso. Janto putiado com o mundo relendo a partida perfeita: Anderssen versus Kieseritzky (21 de junho de 1851). Uma partida de Xadrez que dura 23 lances. Separados, já passei por várias vezes pelos mesmos lances da abertura (que deve ser jogada como num livro), do meio do jogo (que deve ser jogado como mágica) e da finalização (que deve ser levada como uma máquina, nas palavras de não me lembro quem). Mas reunidas nessa sequência única, formam uma melodia difícil de não apreciar. Por incrível que pareça, essa bobagem fria de mais de um século, uma sequência de 45 movimentos sequenciados de pecinhas de madeira, consegue me dar sossego suficiente pra esperar pelo próximo bólido que vai bater no vidro.

 



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h09
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Habemus Papam

O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi o escolhido para ser o novo papa. Na CBN, saiu em áudio o anúncio e o primeiro discurso do papa Francisco primeiro, nome escolhido por Jorge Mario, em latim. Confesso que foi emocionante ouvir tudo aquilo e entender perfeitamente. No começo tem aquela coisa “que linguagem engraçada é essa?”, mesmo porque latim não é mais “falado”, mas meu cérebro de uns 30 anos atrás me ajudou. Na escola, no interior, aprendi Latim como língua estrangeira. As madres levaram muito tempo para se acostumar à obrigatoriedade, nova na época, de ensinar uma língua estrangeira moderna. E também as missas eram rezadas em latim até idos dos anos 80, pelo menos na catedral. Claro que meu latim de hoje não vale nada, mas aquelas palavras que compuseram os discursos eram palavras que eu ouvia quase todos os dias quando era um piá. Foi... interessante! Minha formação religiosa foi intensa e cheguei ao máximo que se pode chegar para alguém que não tem pretensões na área. Estive perambulando por outras religiões, principalmente através de seus livros sagrados, orientais e ocidentais, pré e pós Cristo, sociedades herméticas, místicas, políticas e filosóficas. Talvez por isso mesmo eu tenha me convertido, ou desconvertido, num ateu. Sim, sou ateu! Respeito e acho muito interessante as religiões, mas hoje qualquer tipo de sectarismo me parece errado. Também reconheço a imensa importância da religião, e de haver um Papa. A maioria das pessoas estaria perdida sem a fé. A fé é uma coisa importante e pode ser encontrada também fora das religiões. Não vou explicar isso aqui. Já fiz isso neste blog. Então, Habemus Papam! Fiquemos felizes! O mundo voltou a girar nos eixos! E nosso novo papa é argentino... ninguém é perfeito.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 09h32
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Palmeiras Campeão da Copa Brasil contra o Coritiba

 

Arranjaram um lamacento chiqueiro para a final da Copa Brasil e acharam que quem se daria bem? Porco, ué!!!! Acho que agora vão parar com o negócio de 'freguês", não? Eu sou paranaense com orgulho, mas uma coisa que os times do Paraná têm que aprender é que é o futebol que ganha jogo, não o "vamu ganhá" da torcida. Radialista e comentarista também têm que parar com essas coisas de que sempre que perdem é porque foram prejudicados (e sempre que ganham é porque foram superiores). O Futebol é aquilo que ele é! Tem competência, tem sorte, tem dedicação, vontade conjunta, garra, estratégia, tática, empenho, união, técnica e de novo sorte sobre tudo isso. O Coritiba perdeu o campeonato por seus próprios méritos, se é que me entendem. O Palmeiras só jogou 'certinho', o que já é grande coisa para o que vem fazendo. Felizmente, foi suficiente. Não é aquele time do tempo do Evair, ou do Jorge Mendonça e nem do Ademir da Guia, mas é campeão da Copa Brasil. PARABÉNS, PORCADA !!!!!!!!!!!!

 



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 01h05
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Tufão versus Carminha

Não vejo novelas. Prefiro as séries internacionais. Tem gente que acha que são a mesma coisa, mas argumento que cada hora de um seriado tem muitas dezenas de horas a mais de trabalho de roteiro e, sinceramente, não vejo como podem comparar em qualidade uma coisa com outra. MAS tudo tem exceções. Essa história do Tufão e da Carminha, por exemplo, da novela "Avenida Brasil",(que minhas filhas me fazem conhecer mesmo eu dizendo que não tenho interesse) levanta uma reflexão interessante. Alguém se lembra do experimento de Galileu com o navio ou o de Einstein com os elevadores? Se um navio corre sobre a água, tudo que se pode medir é a velocidade do mesmo em relação à água. Se a água estiver se movendo (corrente marítima), não havia como saber (sem GPS ou sem as estrelas) a velocidade real do navio em relação ao planeta. A mesma coisa para o experimento de Einstein. Se você estiver dentro de um elevador fechado subindo aceleradamente OU em descendo freando cada vez mais fortemente, não há como você diferenciar uma da outra coisa. Esse é o Princípio da Relatividade (bolado por Galileu e que veio a dar nome à teoria de Einstein, por caso dos sistemas referenciais). Agora, voltemos ao Tufão e à Carminha. Se por tantos anos o tal do Tufão achou que a tal da Carminha o amava, dava carinho, ‘comparecia’, etc, então, para o Tufão, enquanto ele não souber da verdade, qual a importância da relação ser falsa? É uma questão relativa, no sentido de que depende do referencial que você está usando para olhar o fenômeno. Para o Tufão, enquanto ele está ignorante, tudo é maravilhoso. Para quem está de fora, não. Pense nisso quando for julgar outra pessoa! Não é desconcertante saber que alguém pode ser muito mais feliz vivendo numa mentira do que numa verdade? Agora, extrapolem um pouco mais. A vida que vivem é julgada pelo referencial de vocês e alguns, espero, podem achá-la maravilhosa. Vamos supor ainda que alguém de fora esteja vendo ‘nossa história’ e perceba  o quão lamentável é nossa situação. Você realmente iria querem que este alguém viesse a você e ‘entregasse o jogo’? Você acha que é do tipo de pessoa capaz de suportar verdades que estraçalhariam seu mundo? Poucas pessoas são... e acho que elas não veem novelas.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 12h54
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Jogando bola

 

Eu me lembro bem que quando criança a gente andava muito, de um sítio para outro em caravana de piás, quando muito acompanhado por alguém “quase de maior”. Eu não morava em sítio, mas a gente vivia andando pra todo lado e numa cidade pequena, tudo em volta é sítio e mato. Nessas andanças a gente nem levava água. A gente parava numa porteira e pedia água. O dono abria a porteira de arame e galhos e íamos todos para um poço. Liberávamos uma manivela de madeira e jogávamos um balde amarrado numa corda que era enrolada e desenrolada através da manivela. O balde batia lá no fundo e enquanto enchia fazíamos o ritual de olhar para o fundo do poço, uma a um, com muito cuidado porque cair num poço a gente sabia que era coisa séria. Geralmente o dono do lugar trazia o balde para cima. O balde era naquela época de madeira, mas as canecas que usávamos para tomar água eram de lata de óleo ou de alumínio. Até hoje me lembro do gosto que tinha aquilo, um gosto metálico de água de poço tomada na lata. Dividíamos o mesmo recipiente entre todos e nunca eu soube que alguém morreu por isso. Cortávamos caminho pelos campos e matas e o máximo que tínhamos era um “conga” ou um “kichute”, a maioria usava havaianas, que eram coisa de pobre antigamente. Hoje uma boa propaganda coloca havaianas nos pés de europeus por dezenas de euros. Tudo que ficava na beira da estrada era liberado, coquinhos, laranjas, tangerinas, mexericas, ponkans e havia muita variedade (não é como aqui no sul do Paraná que tudo que é cor de laranja mas não é laranja é mimosa). Você precisava entrar muito numa propriedade pra estar arriscado a levar tiro de sal na bunda, que era a coisa mais aterradora que faziam com piás. Eu e todos os moleques que tivemos a felicidade de viver isso não podemos dizer que somos sobreviventes, porque olhando para trás, vivemos de fato foi num paraíso. Eu fui conhecer TV só com 7 anos de idade, e ela começava pelas 15 horas e acabava antes da meia noite. Bola, só de capotão. Jogávamos um Futsal onde era proibido chutar de dentro da área do goleiro. Era um jogo completamente diferente do que é hoje. O gol era ainda mais valorizado, porque era mais raro (a regras foram mudadas justamente para que acontecessem mais gols). Moleque não fazia escolinha de futebol. Ficava era jogando o dia inteiro. E quando não dava pra jogar, ficava treinando sozinho ou com um ou dois amigos. Eu me lembro que treinava cabeçadas e batidas de escanteio. Uma vez, num jogo de escola de futebol de campo, fiz três (3)... sim, TRÊS gols olímpicos. Eu conhecia o campo, sabia usar o vento a meu favor e treinava efeitos na bola para os dois lados. Passei uns meses sendo chamado de Baroninho (um antigo jogador do Palmeiras, que fazia gols olímpicos). Eu também era goleiro e como todo moleque treinava com meus irmãos. Eu não era ruim não. Tenho um recorde em jogos oficiais (jogo oficial pra moleque é quando representa um time de colégio ou de bairro contra outros times) de 11 pênaltis invicto. Isso quer dizer que peguei 11 pênaltis seguidos. Isso naquele golzinho de mais de sete metros de largura por dois e quarenta de altura. Teve um dia que marquei 3 gols num jogo de campo que ganhamos de 4x3. Todos os gols que fiz foram passes diretos do meu pai. Uma lembrança dessas não tem preço. Como sou pai hoje, sei que deve ter sido bom para meu pai também. Quando olho pra trás, aqueles momentos jogando bola com amigos sempre me parecem a melhores coisas que tive. Quando me lembro de meu falecido pai, aqueles três gols e os momentos que passávamos eu, ele e meus irmãos, no sítio, quase sempre fazendo algo como cortando árvores, arando solos (com trator ou boi) ou simplesmente andando pelas plantações e matas com ele explicando sempre com poucas palavras o que eram aquelas plantas, como nasciam, como cresciam, como eram importantes para o Homem... estes são os momentos de felicidade em família que me lembro com mais carinho. Claro que tem muitos outros, mas ver meu pai como ele realmente era, era uma experiência quase divina, e só era possível se você estivesse trabalhando com ele (suponho que minha mãe e irmãs jamais o conheceram assim, por esse motivo), e esse foi um privilégio que eu, meus irmãos e alguns primos tivemos. E, por isso, acho que somos hoje todos um pouco melhores. Aprendemos com um gigante. Foi também meu pai que me iniciou no futebol. Um abraço, pai.... se e onde quer que esteja.

figura copiada de vemconoscovem.blogspot

 



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h25
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Francis Drake e a Cuca

 A Cuca, De Tarcila  Man o´War

Não sei se é de domínio popular, mas a Cuca não é uma invenção de Monteiro Lobato. A Cuca é um personagem mitológico trazido ao Brasil pela colonização portuguesa. Em Portugal o personagem se chama Coca e é associada a um dragão com escamas. A História é a mesma: a Cuca é um monstro que assusta meninos e meninas que não querem dormir. Em suas estórias, Monteiro Lobato descrevia a Cuca como uma velha com cara de jacaré e unhas de gavião. Quem a transformou numa bruxa loira em forma de jacaré foi a mídia visual. Mas por que estou escrevendo isto? Respondo! Primeiro, porque estou de férias e está sobrando um pouco de tempo. Segundo, porque sempre gostei de usar as férias para fazer alguma coisa que eu gostasse. Quando era um piá, já cheguei a ler duas enciclopédias numa das férias de verão (isso numa cidade como Camboriú). Não que eu goste só disso. Terceiro, gosto muito do que a serendipidade pode fazer com a gente, das surpresas que ela pode trazer. Só para esclarecer, porque "serendipidade" lamentavelmente ainda não está no novo dicionário Houaiss (que é o que respeito e uso), serendipidade está relacionada com o fato de você achar algo que você goste mas que não estava procurando. Não curto muito ir para a praia ouvir aquele tuj-tuj imbecilizante e nem ouvir a música da moda do Teló (não sei se é assim que se escreve e nem tô ligando), representante atual do tipo de música que está idiotizando o Brasil (alguém já parou pra pensar como é que é possível um povo inteiro como o da Coreia do Norte sofrer lavagem cerebral? Não? Resposta simples: ouvindo todo dia a mesma coisa e só que que "querem" que você ouça. Não é meio parecido com o que acontece com a música brasileira?). Então... voltando... de férias numa pequena praia próxima à "maravilha do sul", vi um episódio do desenho do sítio do pica-pau amarelo e achei uma oportunidade muito boa para estudar o mito da Cuca. Graças à internet-Vivo, tenho acesso ao mundo daqui (a TIM é lamentável por aqui). Além do que já escrevi, o mito vem de um tal de Jack o´Lantern (em alguns países de línguas portuguesa ou espanhola também conhecido por Coca), um mito irlandês de um cara que enganou o diabo e conquistou a promessa de que não seria puxado para o inferno, mas também não foi aceito no céu (porque Jack Miserável era persona non grata ali). Por isso, teve que ficar vagando por aí. Era representado através de esculturas em nabos e beterrabas gigantes. Quando o mito foi levados pros states, pelos irlandeses, foi adaptado para a abóbora. Agora, você vê... uma coisa puxa a outra e eu tava procurando porque se escreve o´Lantern em inglês, porque eu tinha uma dúvida antiga sobre um modelo de navio que montei há décadas, o Man o´War, classe do barco mais famoso do corsário Francis Drake. Corsário é um pirata autorizado (tipo um 007), i.e., pode fazer o que um pirata faz tendo permissão de uma nação. Nosso próprio herói Pedro Álvares Cabral tinha em sua missão (aquela mesma que "descobriu" o Brasil) atacar e saquear navios árabes (o que cumpriu com louvor). Eu já tinha procurado, mas nunca encontrado. Man o´War quer dizer Man of War. Simples assim. O Jack fica sendo então o Jack da lanterna. Por aqui, podemos chamar a cabeça esculpida numa abóbora de cuca, aqui no Brasil. Isso é legal. Minhas filhas vão adorar! Aliás, conforme um estudioso Português (quem quiser pode procurar detalhes na internet), a segunda casca do coco tem esse nome por causa da cuca (coco era o masculino da coca). Ele recebeu esse nome porque tem três "buracos" que o fazem parecer com uma caveira, um dos símbolos que eram usados para representar Jack, coca ou cuca. Esse foi o momento "cultura inútil" de hoje.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h53
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Cry, Argentina

Faz tempo que não me dedico a este Blog. Não tenho tido tempo nem para ler emails profissionais, mas hoje ‚ um dia especial, um dia de júbilo... o dia que a Argentina perdeu a máscara diante do mundo todo. E nem deu para salvar as aparências. O tal do 'Messi' saiu sem fazer nenhum gol e o todo-poderoso semideus (só para os argentinos) Maradona teve que sair com o rabo entre as pernas depois do canudo de 4x0 que levaram da Alemanha. Não entendo esta coisa de brasileiro torcer pra Argentina por conta de torcer para o futebol talentoso. O da Alemanha hoje foi o quê? Ninguém lembra como a Argentina se classificou? Na sorte e nos últimos minutos? Ninguém lembra que o Maradona estava sendo considerado um técnico abaixo do medíocre? E por causa de uma jogada fortuita que classificou a Argentina o cara agora é gênio? PQP, povinho besta! Ainda bem que há alguma justiça no futebol. Esse sujeitinho chamado Maradona, um péssimo exemplo quase para qualquer coisa que se pense, tinha que ser colocado em seu real lugar na história: o de um jogador que teve sorte. Eu vi toda a carreira do baixinho e nunca me impressionei com nada. A ousadia de se comparar com Pelé é uma estupidez que só argentino embarca. Estarei em dois meses na Argentina. A ideia do Maradona de correr pelado pela praçaa mais importante de Buenos Aires está me parecendo boa, com um monte de brasileiros vestindo camisas do Brasil e da Alemanha. Quero deixar claro que sempre admirei o time da Argentina e a garra dos argentinos. O problema é que eles tinham esse câncer entre eles, que capitalizava todas as glórias para si e que o complexo de 'eurosuperioridade' argentino engolia com farofa. Nessa copa eu queria um "F..-se o baixinho?". Estou contente, hoje!



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 15h19
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Bortolotto, o Dramaturgo bebum, foi baleado em tentativa de assalto em SP

O dramaturgo Mário Bortolotto está internado em estado grave no hospital Santa Casa, São Paulo, após levar dois tiros no tórax nesta madrugada. Aconteceu no Espaço Parlapatões, um dos teatros na Praça Roosevelt. O músico Carlos Carcará foi baleado na perna, mas não corre risco de morte. Conforme testemunhas, Mário reagiu ao assalto. Foi minha mulher que ligou: “acabei de ouvir no rádio que teu amigo foi baleado em SP, o Bortolotto”. Ele não é “bem” meu amigo. O Bortolotto é de Londrina e mora em São Paulo desde 1990. Estudei com ele no ensino médio, antigo “científico”, no Colégio São José de Apucarana. Ele era seminarista e pertencia ao time de futebol dos seminaristas, o único time que conseguia ganhar do nosso time, o saudoso “Liverpool”. Cansei de jogar com ele, mais contra ele, e até o ouro que ganhamos no campeonato do “médio” foi em cima de um resultado de empate (nosso melhor resultado contra os Seminaristas), onde o jogo não terminou porque houve briga (e se conheço o Mário, ele estava bem no meio e eu também). Isso é uma coisa que ele pode se gabar, nosso Liverpool batia até o exército, mas perdíamos sempre deles. Mais de 15 anos depois eu fiquei sabendo de uns trabalhos do Mário. Eu já brinquei com música e literatura, mas agora tenho uma vida “Técnica”, o que não me impede de apreciar a arte. Os trabalhos do Mário eram fantásticos, as crônicas, poesias e peças e os livros. Acho que li metade das peças dele, vi duas com ele mesmo atuando (é um puta ator também), há algumas semanas vi o filme “nossa vida não cabe num opala”, baseado no seu texto do “... Chevrolet", onde ele manda muito bem numa cena do bar, jogando sinuca e até “trocando as bolas” no filme. Resumindo, o Bortolotto representa para mim (além de eu ser um fã confesso de sua literatura) uma coisa muito particular. Significa que minha geração não foi em vão, que não foi uma cambada de perdidos sem conexão com o passado e sem alvo pro futuro, significa que surgiram grandes escritores e grandes Homens, que nós estávamos certos em odiar aquele modo rebuscado e ineficiente de escrever que os autores usaram nos últimos 150 anos, que não é preciso esconder o medo pra mostrar que se é forte, que não é preciso amar a vida pra se viver bem, que a acidez não é necessariamente feia e que a doçura não é necessariamente bonita, que não é necessário aceitar as coisas como são e que tudo pode mudar. Ele me faz sentir orgulho da minha geração...  Não sei o que o Mário pensou na hora... se não reagisse não seria ele, mas reagiu e agora também não é ele. A vida é foda!!! Marião, guenta aí!!!! Sei que você está cheio de amigo do outro lado, mas o mundo não tá pronto pra você ir embora.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 19h01
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Dia do NERD

Hoje, 25 de maio, é o dia do NERD. Fui Nerd numa época que isso era pejorativo e isso me dá o direito de falar confortavelmente sobre o assunto. Conheço e aceito a evolução semântica de palavras dentro de uma linguagem, mas existem coisas que extrapolam um limite aceitável. Hoje, carinha se veste de Pokémon e se acha o maior Nerd. O que é isso? Deixem-me colocar o ponto de vista de um Nerd à moda antiga. O termo surgiu nos anos cinqüenta no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) Nerd é um termo depreciativo e estereotipado que descreve uma pessoa que tem quaisquer atividades intelectuais acima da média para sua faixa etária. Exatamente por ser assim, a pessoa é, geralmente, ‘deslocada’ e considerada tímida e anti-social. O Nerd não tem necessariamente uma inteligência acima da média, tem sim um ‘interesse’ acima da média. Não considero um “fã de STAR WARs” um Nerd. Nerds são os caras que pensam como os personagens do seriado “The Big-Bang Theory”(foto). O comportamento Nerd é, reconheço, um pouco chato no meio popular. Ninguém gosta de um cara que fica corrigindo os amigos em datas, conceitos técnicos e científicos e correlação idéia-gramática, etc. E tem mais, não vou citar o nome de pessoas com as quais não concordo. Faz parte da minha filosofia de vida não propagar ‘achismos’ que acho incorretos. Se estou certo ou não, isso é outra história. Mas tem umas sociólogas por aí que dizem que Nerd é uma pessoa que “tem uma obsessão por um assunto qualquer” (HQs, seriados, filmes, música, etc). Porra, essa obsessão tem outro nome, é fanatismo e o cara deve ser taxado de fanático, não Nerd. Tipo o “fanático” por “guerra nas estrelas” ou por “Star Trek”. Eu sou um Trekker (quem gosta de Star Trek e sabe sobre o assunto um pouco mais do que o normal), mas não sou um Nerd por isso. Estão criando um balaio imenso e jogando qualquer tipo de coisa dentro.  Se forem colocar até um  cosplay no mesmo balaio dos Nerds, “me tirem desse balaio”. Não que eu não goste dos cosplays ou dos otakus ou dos Geeks, pelo contrário, ... mas é que tenho uma tal obsessão por classificações inteligentes e esta classificação definitivamente  NÃO é inteligente. Não se pode juntar mentalidades tão diferentes e dizer que são o mesmo tipo de coisa. Você pode correlacionar os gostos e até dizer que se o cara é um, tem grande chance de também ser o outro, mas... vou dar o serviço aqui: Otaku é o fã da cultura pop japonesa, principalmente aquela veiculada por animes e mangás e pode ou não ser um cosplay, aquela pessoa que se veste como um personagem de anime ou mangá. Meu amigo Carlos Machado tem uma tese de doutorado sobre Otakus e talvez queira me corrigir nesta questão. O Trekker é um admirador da utopia de Star Trek, onde a humanidade despende sua energia para o bem estar dela mesma, ajudam e são ajudados por outros mundos, têm tolerância com diferentes modos de se pensar, aprendem com o novo e outras coisas, ou pode ser aquele admirador da filosofia ou do comportamento dos personagens. 90% dos cientistas atuais ‘de verdade’ (porque pedagogo e cientista político ou econômico não são pessoas da ciência) se dizem ter sido influenciados por aqueles personagens. Eu fui. No meu ponto de vista, um trekker que se veste como um personagem de Star Trek é um cosplay. Trekker é outra coisa. Já o Geek é o fanático por tecnologia, eletrônica, jogos de computador e outras coisas. O cara que transformou um Palm numa central de comando de uma Ferrari, só por diversão, é um exemplo de Geek. O Tolkeniano  é o cara que classifica o mundo entre os que conhecem e os que não conhecem “O senhor dos Anéis”, de Tolkien, e, provavelmente, sabe de cabeça a linguagem dos Orcs inventada e utilizada no livro (Tolkien era um fanático por lingüística). A obra de Tolkien é cheia de mitologia da mais alta qualidade e que sabe realmente o que é mitologia, sabe que é o tecido sobre o qual podemos resumir e pensar sobre o mundo e as pessoas, um dos sustentáculos do conhecimento e sabedoria. Não sou Tolkeniano, mas os respeito pra caramba. Tem os que gostam de Gibis, ou mais apropriadamente, Histórias em Quadrinhos (HQ) ou comic books em inglês, que deveriam ter um nome, como ‘comikers’, sei lá, só pra eles. O mundo dos quadrinhos é riquíssimo que vai, por exemplo, muito além do que o cinema pode ou consegue mostrar. Eu mesmo sou um fã de Batman, mas não sou Nerd por isso. Não estou defendendo uma tribo não, estou só defendendo uma classificação mais inteligente. Não gosto de ser considerado Nerd E estar na mesma classificação de quem se veste de Pokémon, se é que me entendem. Essa mesma falta de inteligência, profundíssima e crônica na maioria dos críticos no Brasil e no mundo (porque crítico geralmente é um cara que fala sobre um mundo que gostaria de estar, mas não conseguiu), faz pérolas como  o R&B (Rithim and Blues), que era uma puta música até os anos 70 e hoje tem a acepção que tem (tente baixar músicas R&B e ouvi-las e compara com as R&B da década de 60 e entenderá o que estou dizendo) e o pagode aqui no Brasil, aquela MERDA elevada ao Gugol. Compare o pagode dos “Originais do Samba” do faleciso Mussum, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila com o que se chama pagode hoje e, de novo, entenderá o que estou dizendo. Tenho um histórico Nerd que não cabe aqui e não gosto dessa mistura que estão querendo fazer. Ainda por cima, declararam o dia do Nerd por causa da data da estréia de Star Wars em 1977. Claro que adorei o filme e tenho muitos amigos fãs e os respeito e admiro muito. SW foi um divisor de eras no cinema. O cinema nunca mais foi o mesmo. A partir dali, idéias que apareciam nas cabeças também podiam aparecer nas telas e esta foi uma das maiores revoluções no cinema. Mas não se deve confundir fã com Nerd. Conforme Paul Graham, guru do Lisp e inventor das lojas virtuais por internet, existe uma relação direta entre ser esperto/inteligente e ser Nerd, e inversa entre ser Nerd e ser popular. Acho que é isso mesmo.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 12h02
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A religião da economia

Ao contrário do que pensa a maioria das pessoas, estar certo não é a finalidade de todos os críticos. Eu, como todo mundo, tenho meus acertos e meus erros. Quanto mais experiência a gente adquire, mais a balança pende para um dos lados (e nem sempre para o lado certo). Tem um monte de coisas para as quais eu gostaria de estar completamente errado. Uma delas é o que chamam de sistema econômico mundial. Eu sempre achei um absurdo as variações de índices econômicos baseadas em achismos: um cara fala uma bobagem no Canadá e o Japão perde algumas empresas; um repórter publica outro achismo nos "States" e metade dos aplicadores fogem do Brasil. Que porra era esta? Pra mim, nunca passou de um joguinho de retardados com conseqüências enormes. Eu não acreditava que aquilo podia estar acontecendo. Eu conseguia entender que um problema de safra de milho num país como Brasil ou EUA pudesse influenciar no preço do frango no mundo inteiro, porque frangos têm a mania de comer milho. Mas a maioria das explicações dadas para altas e baixas era uma piada. E tem ainda esse negócio das explicações. Sempre apareciam os especialistas que sabiam exatamente o porquê de uma coisa ter acontecido. Piadas de mau gosto. Agora está aparecendo um monte de coisas absurdas. Por exemplo, outro dia saiu a notícia de que havia uma espécie de aplicação tipo "pirâmide" capitaneada por um dos maiores banqueiros do mundo, que tinha como clientes até países inteiros. Inacreditável! A crise atual foi deflagrada por um absolutamente artificial, virtual, etéreo sistema de financiamento habitacional que beira o extremismo de fés fundamentalistas. Coisas como estas, com seres humanos baseando o rumo de seus países em crenças sem sentido, eu esperava só dos povos medievais. Mas dá pra ver que o ser humano ainda acredita em horóscopos. Desde piá eu não conseguia mesmo acreditar que houvesse tanta gente cometendo o mesmo erro. Eu preferia acreditar que o erro estava em mim. Eu era que não estava entendendo o mecanismo da coisa. Mas, infelizmente, eu estava (como muitos) certo. Essa atual crise mundial, capaz de dar um chega pra lá até na China, que cresceu em média 9% ao ano nas últimas 3 décadas (este dado, retirado da Folha, é meio incrível, não?), prova isto. Prova como uma enganação de um bando de moleques pode mudar todo o mundo. E por que vocês acham que isso acontece? Porque nós somos um bando de animais que gosta de ser boiada. Manezinho se veste diferente, acha seu próprio estilo, sei "diferencial" simplesmente para ser "igual" aos outros manezinhos. Todos seguem cartilha! Todos prezam seguir cartilha! Até mesmos os rebeldes são seguidores de cartilha! A cartilha de como pensar diferente (que acaba sendo um pensar diferente igual a todos os outros que "pensam diferente"). É o exemplo do rebelde atual que acha Cuba o máximo. Mas felizmente, como diz o ditado vulcano "a glória do universo está em sua infinita diversidade em infinitas combinações". Existem poucos que fazem a diferença. O presidente Sarkozy está agora querendo refundar o capitalismo e ele está com toda a razão. Ele diz que o problema não está no capitalismo, mas no "sistema que foi progressivamente dando mais importância ao especulador do que ao empreendedor", e completa: "o capitalismo não é a lei da selva, não é a irresponsabilidade generalizada, não é a primazia da especulação". Ele quer a volta dos valores básicos do capitalismo. A economia centrada no empreendimento e desenvolvimento. Quer que as "agências reguladoras" sejam reguladas,  quer "um capitalismo centrado na transparência e não na opacidade". Bom, eu detesto dar razão a um francês, mas neste caso ele tem razão. A "cúpula de Washington" já decidiu caminhar por uma estrada mais segura, incluindo no "Fórum da Estabilidade Financeira" até os países emergentes. Vamos ver no que dá.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 12h06
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Alemão dá, alemão tira!

 

Nosso bravo Felipe Massa fez o que podia, fez 100 % do máximo que podia fazer, ganhou a corrida. O que ele podia fazer MAIS? Podia ficar assim, mas os alemães resolveram brincar com o coração brasileiro. O piloto alemão Sebastian Vettel passou o Hamilton, no final da corrida, deixando-o em sexto, o que dava o título a Massa, mas... o também alemão Timo Glock quebrou, no final da última volta, entregando o título pro inglês. Pelo menos, temos agora corridas de verdade, onde pilotos fazem diferença. Muito diferente de uns anos atrás em que a diferença tecnológica enorme, a falta de culhão de um conterrâneo e outras manobrinhas que sempre apareciam deu indevidamente ares de "grande piloto" a um outro alemão que, para mim, mal entrava no time B da fórmula 1. Mas vá lá. Isso é esporte mesmo, não é pra ter lógica...



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h23
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As minas do Rei Salomão

Deu na BBC. Foi descoberta uma mina de cobre nas Jordânica, especificamente ao Sul do mar Morto, em Khirbat en Nahas, antigo centro de produção de cobre. As escavações já duram 20 anos. A datação de artefatos de metal outros materiais encontrados colocam a mina a mais ou menos 1000 anos antes de Cristo, exatamente na época das famosas minas do Rei Salomão.  Antes disso, acreditava-se que o uso e extração do cobre só começara depois de 700 a.c., o que para alguns religiosos, comprova algumas passagens da Bíblia. Obviamente, não tem nenhum carimbo de "Minas do Rei Salomão", mas a possibilidade das minas e dele mesmo ter existido aumentou muito. No séc. XIX, Ridder Haggard escreveu a ficção "As Minas do Rei Salomão", que popularizou o mito. Tenho um exemplar em minha biblioteca, que pertenceu a um caro amigo de décadas, o Carranza. Não me lembro como foi parar lá. Há um tempo atrás ele foi lá em casa e eu falai sobre o livro. Ele falou pra deixar quieto onde estava. Eu e o livro agradecemos.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h38
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DST

Não, DST não se trata de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Esta aqui é o velho "Daylight Saving Time".Quando cheguei aqui, a diferença entre os horários do Brasil e de Berlin era de 5 horas. Para conversar com a família eu precisava esperar horários da madrugada. Depois o Brasil entrou em horário de verão (o DST) e, uma semana depois, a Europa saiu de seu horário de verão. Isto quer dizer que na primeira semana amarguei uma diferença de 5 horas. Na segunda, uma de 4 horas e agora, na terceira, são só três horas de diferença. Coisas do Horário de verão. O Horário de verão foi proposto pelo inglês William Willett em 1907 para melhor aproveitamento do período iluminado do dia. Aqui na Europa tem muita gente que acha que ele não deveria existir, pelas mais variadas razões. Algumas delas chegam a ser ridículas. No Brasil temos provas de que ele é eficiente e por causa de nossa matriz energética ele chega a ser essencial, o suficiente para evitar muitos blackouts.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h33
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Brasil, Campeão Mundial de Futsal!

 

imagem: GloboEsporte.com

Finalmente, novamente, Brasil, Campeão Mundial de Futsal! Eu estava doido pra ver este jogo. Aqui em Berlin, sem chance. Pela internet as notícias demoravam uns 5 minutos. Não dá pra ver assim. Daí o Fábio, meu irmão, deu um jeito de apontar uma webcam para a TV, lá em Curitiba e eu pude ver o jogo pelo messenger. Prometo não falar mais mal do "Messenger". A internet é realmente uma coisa interessante! Agora é ver o que dá São Paulo e Palmeiras.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 13h02
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Dia do Palmeiras

20 de setembro é o dia da Sociedade Esportiva Palmeiras, o Palmeiras, melhor time brasileiro do século XX (conforme o ranking da Folha, o único que aceito). Em 22 de julho de 1951, um sábado à tarde, pouco mais que um ano após a maior tragédia do Futebol brasileiro e no mesmo palco do Maracanã, ainda a sete anos da primeira conquista mundial de futebol, num contexto de “ou vence ou entra para o esquecimento perpétuo”, o Palmeiras entra com a missão de vencer a Copa Rio, em pleno Rio de Janeiro. A Sala de Troféus da SEP mostra ainda hoje

Um monumento em homenagem ao torcedor carioca que nos ajudou na ocasião. O Jogo foi contra o Juventus da Itália, que abriu o placar antes dos 20 minutos do primeiro tempo, que terminou 0x1.  Conforme o repórter Márcio Trevisan, uma preleção aos gritos, feita por Jair Rosa Pinto (que estava jogando e pediu a palavra para o técnico) no vestiário, sobre “exorcizar fantasmas e só jogar futebol “ foi a fórmula da “virada”. No segundo tempo, o empate veio logo aos dois minutos (jogávamos pelo empate por causa do resultado de 1x0 do primeiro jogo). Aos 18 do segundo tempo a “Itália” marca seu segundo gol e aos 32 o Palmeiras empata novamente e segura o resultado até o final. Cantam que o Brasil ficou em festa. Todo o Brasil, não só os palmeirenses. A viagem de trem de volta a São Paulo, que normalmente levaria 10 horas, levou dois dias, pois os jogadores tinham que parar em todas as cidades para serem homenageados. Conforme o goleiro Crippa, Havia mais gente os esperando em São Paulo do que na ocasião da volta dos pracinhas da segunda GG.

O campeonato era formado pelo Vasco da Gama (Brasil), Campeão carioca de 1950, Sporting (Portugal), Campeão português da temporada 1950/51, Áustria Viena (Áustria), Campeão austríaco da temporada 1949/50, Nacional (Uruguai) Campeão uruguaio de 1950 (Uruguai fora recentemente campeão da Copa do Mundo de 1950); Palmeiras (Brasil), Campeão paulista de 1950 e do Torneio Rio-São Paulo de 1951, Juventus (Itália) Campeão italiano da temporada 1949/50 e 51/52, Estrela Vermelha (Iugoslávia), Campeão iugoslavo de 1951 e Olympique (França), Campeão francês da temporada 1950/51. A competição, hoje ratificado o primeiro Campeonato Mundial Interclubes, na época, Copa Rio/1951, ocorreu em 22/07/1951 às 16h, no Estádio do Maracanã, RJ. O árbitro foi o francês Gabriel Tordjan e o resultado foi 2x2 (e jogo anterior de 1x0 para o Palmeiras). O Palmeiras com Fábio Crippa; Salvador e Juvenal; Túlio, Luís Villa e Dema; Lima, Ponce de Leon (Canhotinho), Liminha, Jair Rosa Pinto e Rodrigues Tatu, com Técnico: Ventura Cambon. O Juventus/ITA com Viola; Bertucceli e Manente; Mari, Parola e Bizzoto; Muccinelli, Karl Hansen, Boniperti, Johan Hansen e Praest e técnico: Carver. O campeonato foi dividido em dois grupos de quatro times e o Palmeiras fez 3x0 no Olympique de Nice, 2x0 no Estrela Vermelha e levou um chocolate de 0x4  dos italianos da Juventus de Turim. A semifinal foi contra o Vasco, base da seleção brasileira vice-campeã um ano antes, e os resultados foram uma vitória e um empate, o que o colocou na final, novamente contra o Juventus (ITA) que o goleara dias antes. O resultado eu já contei e hoje somos os primeiros campeões mundiais interclubes.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 13h56
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