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O Jovem Indiana Jones

 Ivana Sprachalova

Meu amigo, Professor Xavier, me dá uma dicas de como posso ter acesso a determinadas séries americanas. Geralmente vejo todas muito antes de "baixarem" por aqui. Pedi há tempos alguns episódios difíceis de encontrar da série "O Jovem Indiana Jones" e acho que ele se confundiu e me arranjou uns episódios de uma série muito nova, com mesmo nome, mas que trata de um Indiana ainda menino. A série é boa, embora seu conteúdo intelectual, artístico, histórico, científico e pedagógico estejam um pouco fora do formato que agrada os americanos. É um deleite ver o menino indiana juntamente com personagens da época, como o Presidente Roosevelt, Lawrence da Arábia, Howard Carter, pessoas que povoaram minha imaginação de menino. No episodio que vi hoje, ele aprende sobre arte com nada menos que Picasso. Ao lado de Picasso, aparece a atriz Ivana Sprachalova no papel de Gertrud Stein, que junto com seu irmão e Picasso ajudaram a fundar uma nova arte. Tomem nota desta atriz, é estonteante e boa pra caramba. Sua carreira é nova o suficiente para não existir fotos ainda na internet e nem informações sobre sua carreira, mas ouvirão muito sobre ela.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h54
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A Mítica de Chuck Berry

     Chuck” Charles Edward Anderson Berry é um dos últimos inventores do Rock ainda vivos (junto com Little Richard e Jerry Lee Lewis). E mais, ele foi quem inventou a maioria dos rifes de guitarra, foi ele quem fez com que a guitarra deixasse de ser só um instrumento de base para ser um instrumento performático. Eu diria que ele é o pai da musicalidade do Rock’n Roll, assim como Elvis Presley foi o cantor perfeito do gênero. O Rock & Roll fou criado através da fusão do Blues negro (e do velho Rhythm and Blues, não este de hoje que já não tem mais nafda a ver) e do Country branco (ouçam “Maybellene” para ver a sopa inicial... aliás Maybellene era uma vaca, se não me engano). Dizem que sempre pegava uma banda da cidade que ia para fazer o show e emprestava até mesmo guitarras pelo caminho, dizem que deu muito calote, dizem que comia menininhas (isso é verdade), dizem que foi o primeiro a juntar brancos e negros na mesma platéia, dizem que nunca tocou Johnny B Good da mesma maneira, dizem muita coisa do velho. Sua música sweet little sixteen foi a primeira canção executada em outro ‘planeta’ (na Lua, em 1969, missão Apollo 11). O cara podia ser o que fosse, mas bastava pegar uma guitarra e começar uma música que já era impossível resistir àquele magnetismo. Também criou toda uma temática de letras (veja you never can tell), uma sonoridade frasal peculiar que transformou a maioria de suas canções em grandes clássicos. De minha parte, a música que acho símbolo do velho Rock e minha predileta entre todas e todas é “Memphis, Tennessee”. Dia 20 estarei no Guaíra para ouvi-la ao vivo.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 16h55
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Memphis Tennessee

Há uns dias eu fui ver o Johnny Rivers no Teatro Guaíra. Fui lá pelos "velhos tempos" e acabei ouvindo muita coisa dos "novos" tempos dele. Mas saí cobntente... vi o "secret agent man" e outras famosas, e também minha predileta dentre todos os rocks antigos: "Memphis Tennessee". Sempre vejo shows dos balcões, mas para o dia 20 de junho, na Guairão, comprei acento na segunda fila (evitei a primeira porque já seria muita viadagem), um bom lugar pra ver o grande, o inimitável, gênio, o maior guitarrista de todos os tempos, Chuck Berry, mandando bala nos riffs que mudaram toda a história do Rock. Hoje ele está com 79 anos e na ativa. Lembro-me muito bem do filme que vi não sei quantas vezes "Hail, hail, rock´n roll", com "ele mesmo" fazendo o papel "dele mesmo", com direção de Keith Richards e participação de tanta gente boa:  estavam lá o Robert Cray, Etta James, Steve Jordan (que também já vi debulhando guitarras), John Lennon (em arquivo) e seu filho Julian, Jerry Lee Lewis, Little Richard, Roy Rrrrrhh  Orbison, Eric Clapton, Bruce Springsten e outros (que eu acho que estouraria o limite deste blog, se eu escrevesse os nomes). E obviamente verei novamente uma performance de "Memphis", juntamente com a maravilhosa guitarra de "johnny B good". Aí embaixo tem um link para uma apresentação antiga, imperdível.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h21
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Crazy little thing called love

Vejam só como esse cara canta...   !!!

 

 



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 17h04
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Vulcanos estiveram na Terra no séc. 19

Essa é uma notícia para os Trekkers. Delacroix pintou “A liberdade guiando o povo” inspirado na insurreição de Paris de julho de 1830. No canto da tela, há um Vulcano abatido.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h50
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Numb3rs

Volta e meia eu fico muitos dias sem blogar. É que tenho estado meio sacudo, psicológica e fisicamente cansado e com raiva de certos profissionais que fazem merda, vendem merda, e a gente é que tem que perder tempo pra acertar as coisas. Os profissionais ligados a óculos, por exemplo, estão vendendo lixo óptico por preço de diamante. Uma grande parte da população que usa óculos está sofrendo, sem saber ou poder fazer nada contra, por conta da péssima qualidade das lentes de hoje. Ma não é isso que eu ia falar. Detalho isto noutro post, quando o lance estiver terminado. Quero falar de Numb3rs hoje. Comecei a ver a série recentemente. Aqui no Brasil ela é pouco apreciada por ser, penso, uma séria sobre metemática. Os “mocinhos” usam matemática para resolver casos policiais. Obviamente existe muito cosmético cenográfico, mas as metodologias e teorias abordadas são de alta qualidade. É muito bom saber que uma séira dessas já tem 4 temporadas e a insucesso relativo desta em relação a outras séries americanas no Brasil aponta para o que todo mundo já sabe. O Brasil atual é retardado na matemática (mesmo que historicamente tenhamos um dos institutos mais respeitados no mundo). Recomendo. Outro ponto muito forte do seriado é a crítica ao sistema científico no mundo, que está perfeita. Ver Numb3rs é, para mim, como ouvir Elvis. Te faz esquecer a vida vira-lata, te amansa e faz você dirigir na pista da direita.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h29
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Gracie

 Não tinha visto ainda este filme, Gracie, porque achava sem graça (com o perdão do trocadilho), mas eu estava enganado. Ele tem a presença de Elisabeth Shue cujo trabalho dispensa comentários. A história é baseada na própria infância de Elisabeth Shue, que fazia gols em futebol de meninos, no equivalente ao ensino fundamental, e até hoje "joga um bolão", se é que vocês me entendem. Junto com seu irmão Andrew Shue, o técnico do time júnior, tocaram uma história cheia de paralelo com suas próprias. Eles também perderam o irmão mais velho e a família era ligada num tal de "soccer", etc. Sempre curti filmes de esportes coletivos, mesmo que fossem ruins. Tem alguma coisa nessas batalhas que mexe com nossos gens. Não sou nenhum craque, mas o futebol sempre esteve no sangue. No segundo grau a gente chegava a jogar oito horas seguidas e a gente tinha um time, o "Liverpool", lá em Apucarana, que ganhava todas (só nunca ganhou dos seminaristas e, mesmo assim, fomos campeões do colégio, pois o jogo contra os seminaristas foi suspenso no empate no meio do segundo tempo, por briga). Como todos peladeiros, tenho minhas glórias pessoais: algumas defesas que só eu me lembro (fui goleiro e atacante), porque sei como foram difíceis; um jogo de campo que ganhamos de 4x3 onde fiz os 4, todos com passes do meu pai; um jogo de campo em que fiz três (não tô mentindo não, eu treinava pra caramba) gols olímpicos; gols heterodoxos do tempo que minhas pernas acompanhavam minha cabeça, etc. Sou como a maioria dos "meninos". O futebol tem daquelas coisas que só meninos entendem (hoje em dia, nem tanto: estão aí a Shue, a seleção americana, à brasileira e a Marta, que definitivamente me convenceu.). O futebol me ensinou muito. Uma vez até deixei de ser assaltado por um bando de mais de 10 caras porque um deles me reconheceu... "tá limpo, libera! ele joga bola com a gente!". Se você, menino ou menina, entende dessa emoção, não deixe de ver Gracie. Tem lá suas falhas de roteiro, coisas que poderiam ser bem melhor, falhas de fotografia, além de que o americano não manja muito da plasticidade do futebol, mas vale a pena, é show de bola.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 12h27
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Foi-se o Tenor

Uma noite após eu ter contado aqui que o Pavarotti estava mau, acontece o que todos já esperavam (mas não queriam). Foi-se talvez o maior tenor de todos os tempos. Uma das mais lindas performances musicais que já vi foi em Pavarotti and Friends 2. A Giorgia cantando "Who wants to live forever" do Brian May (Astronomo, agora). Mando essa pro Tenor. Recomendo. Ouçam!



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h08
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Tributos a Elvis Presley

Algumas frases:

"Antes de Elvis não existiu nada." John Lennon

"Elvis sempre será o melhor, o mais original. Ele começou tudo para nós." Jim Morrison

"Ninguém, mas ninguém mesmo é equiparável. Ele foi e é supremo!" Mick Jagger

"Sem Elvis, nenhum de nós teria conseguido!"  Buddy Holly

 

Aí vai David Gilmour (Pink Floyd) mandando em Don´t para Elvis

 
e Bon Jovi com Proud Mary

e aqui Johnny Cash, absolutamente hilariante



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h23
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30 anos sem Elvis

Lá se vão 30 anos sem o Rei do Rock. Elvis tinha uma brincadeira recorrente onde dizia que sabia somente três acordes e com aquilo vinha "enganando" todo aquele tempo. Não existe nenhuma dúvida quanto a sua realeza no Rock: Elvis inspirou frases como a do Beattle John Lennon: "Há duas coisas que eu queria ter feito, ter escrito Alice (de Lewis Carrol) e ter sido maior que Elvis Presley". É, ele foi O cara. Elvis Aaron Presley nasceu em Tupelo, Mississippi e 8 de janeiro de 1935 e morreu em Memphis, Tennessee, em 16 de agosto de 1977. Ele devia gostar de estados de múltiplas letras. Pelo menos conseguiu escapar do sobrenome escrito com dois esses, Pressley, como seria o correto. Ele nasceu gêmeo, mas seu irmão morreu ao nascer. Se me lembro bem, o Aaron, de seu nome, veio daí. Eu já era fã de carteirinha do Elvis quando ele morreu e me lembro de ter pensado egoisticamente, oportunisticamente, que sua morte traria mais discos, mais acesso a sua obra. Eu estava certo e antes de me julgarem, lembrem-me que eram tempos onde conseguir uma música era uma tarefa muito difícil. Não havia internet e nem essa facilidade para conseguir letras, cifras e até as próprias músicas. Mesmo a informação levava muito tempo para chegar de um continente a outro. Em 1945, ano em que Elvis ganhou seu primeiro violão, classificou-se em segundo lugar num concurso de talentos cantando Old Shep, tinha só 10 anos. Teve declaradamente influências do Gospel, Country e do antigo R&B (O Rhythm and Blues de hoje é utilizado para qualquer música pop cantada por negros, o que faz o R&B de hoje ser totalmente diferente do da década de 50). Dean Martin foi uma grande influência musical. Meio que de brincadeira ele fez algumas gravações em 53 e 54. Era só pagar e uma gravadora imobilizava sua música numa bolacha “plástica” (goma-laca, que parecia baquelite e depois o Vinil). Mas foi com 19 anos, em 5 de julho de 1954, que a coisa começou mesmo. Numa brincadeira descontraída dentro dos estúdios da Sun Records, Elvis tascou uma versão de “That´s all right Mamma” que foi imediatamente gravada por um alucinado (e apaixonado por música negra) Sam Philips. O grande guitarrista Scotty Moore (com seu estilo dedilhante, sem palhetas, fantástico) e o baixista Bill Black participaram dessa primeira gravação. Considera-se este evento o marco zero do Rock´n Roll.  A Sun Records, fundada por Sam Philips, é famosa por lançar lendas como Jerry Lee Lewis, Carl Perkins, Roy Orbison e Johnny Cash. Dois dias depois da gravação, ao serem tocadas nas rádios, o mundo jamais foi o mesmo. Elvis tinha entrado num cinema como um desconhecido e saiu dele como um astro. O Rock´n Roll havia sido inventado pelo cara que seria o seu Rei absoluto. Algum tempo depois veio sua parceria com Tom Parker e o resto é história...Ele tem mais de 700 músicas gravadas. É muito provável que eu tenha mais de 99% de sua produção, 50% ainda no tempo do vinil e do k-7, incluindo raridades de seu estúdio em Graceland, sua casa. Ainda hoje, ouvir Elvis me acalma, me faz acreditar que os pequenos encantos do mundo respondem a pergunta mais importante feita pelo meu chará, Bertold Brecht: “O que mantém um Homem vivo?”, o que faz com que queiramos seguir em frente? Para mim, são pequenos momentos como estes, como a música de Elvis.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h55
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A vida não se resume a festivais...

Tenho um violão Di Giorgio 1975, único dono. Lá por 1986 eu resolvi deixar o violão um pouco de lado para poder acabar a Engenharia. Antes disso, foram dezenas de festivais por todo o Paraná, muitas provas matadas e muitas histórias. Quando eu ficava sabendo de um festival (não tinha essa facilidade de internet, de hoje), a gente (eu e quem topasse entrar na brincadeira, que eram sempre pessoas diferentes) buscava um canto para gravar a música em fita K-7 pra enviar para o festival. Por sorte ou sei lá o quê eu sempre classificava uma música. Daí, na véspera da apresentação, eu chegava na cidade e batalhava um lugar para ensaiar. Horas arranjando lugar, batera e baterista e outros instrumentos e daí eu tinha que mostrar pra todos como era a música, fazer o arranjo de tudo numa tarde e ensaiar. Lembro-me de uma vez que nós passamos a música somente três vezes, num depósico de sacas de cereais. O cara do piano, o Rogério, me pedia somente a letra com cifras de violão mesmo. O Winderson (que hoje trabalha na UTFPR como professor), guitarrista solista de primeira me pedia somente para eu ficar virado pra ele, para que ele pudesse ver os acordes que eu mandava. Ele olhava e arrebentava, sem nenhum ensaio. Naquele FEMUCIC a imagem dele solando no festival fechou o jornal HOJE, da GLOBO. O Jean, cara com quem eu fazia deliciosas Jam Sessions em qualquer lugar, até andando a pé, atravessando a cidade. Não sei por onde ele anda. O Jean era o cara que arranjava qualquer coisa relacionada à música, em qualquer lugar. Saudades do cabra. Valeu, bicho! Outra vez eu cheguei a classificar uma música para uma faixa de um disco, pois fui pra final (era grande coisa naquela época e o disca ainda era de vinil), mas o festival gorou porque os organizadores fugiram com a grana. Tinha artista importante convidado e que foi lesado também. Neste festival foi que tive minha experiência de "maestro". A coisa era muito chique. A gente ganhava o direito de ter uma orquestra à disposição. Escolhi batera, trés metais diferentes, guitarra solo e piano. Eu entrava com a voz e o dito violão. Escrevi todas as partituras, aprendi a escrever para baterias e NÃO houve nenhum ensaio. Quando entrei vi que tinha cometido a infantilidade de não ter documentado o andamento que eu queria. Parei a música e no verbo combinamos uma coisa mais devagar ou rápida, não me lembro. Saiu tudo direitinho. Como era bom isso! Essa linguagem universal. Tocar sem ensaio. Mas depois da parada, fiquei aí uns vinte anos no molho e hoje, que trilhei todo o outro caminho que queria trilhar, tenho pensado em voltar a brincar com música. Tenho gostado do som desse Eagle e qualquer dia chego em casa com um desses. Tenho tentado renovar o repertório (porque ninguém mais conheçe o que eu toco) e recuperar o que andei perdendo todos esses anos. Hoje em dia, com recursos como o cifraclub, guitarPro e youTube, qualquer retardado aprende violão sem muito esforço. Era maravilhosa esta! Não falo com nenhum desluimbramento, pois estou na trilha desde os tempos do TK-90 e da BBS. Pena que a coisa não seja mais tão fácil para mim, mas vou me divertindo e sei que tenho que estar em forma para ensinar a arte para minhas filhas. Elas já mandam alguma coisa no teclado. Enquanto isso, fico aproveitando os ensinamentos que o mundo globalizado disponibiliza. Saca só a qualidade da informação que você pode encontrar sem tirar a bunda de perto de seu micro...



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h05
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Recomendo esta canção. Jeff Bucley morreu afogado, uma história estranha durante uma viagem que fazia para gravar um disco. Grande perda.

Leonard Cohen's Hallelujah (cantado por Jeff Buckley)

I heard there was a secret chord That david played and it pleased the lord
But you dont really care for music, do you
Well it goes like this the fourth, the fifth The minor fall and the major lift
The baffled king composing hallelujah.... Hallelujah...
 
Well your faith was strong but you needed proof You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
She tied you to her kitchen chair She broke your throne and she cut your hair
And from your lips she drew the hallelujah... Hallelujah...
 
Baby Ive been here before Ive seen this room and Ive walked this floor
I used to live alone before I knew you
Ive seen your flag on the marble arch But love is not a victory march
Its a cold and its a broken hallelujah... Hallelujah...
 
Well there was a time when you let me know Whats really going on below
But now you never show that to me do you?
But remember when I moved in you And the holy dove was moving too
And every breath we drew was hallelujah... 

Well, maybe theres a God above But all Ive ever learned from love
Was how to shoot somebody who outdrew you Its not a cry that you hear at night
Its not somebody whos seen the light Its a cold and its a broken hallelujah... 
Hallelujah...



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h14
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Elvis Presley e Celine Dion

Essa foi dica do Silvio Xavier, Elvis e Celine juntos, no youtube, numa montagem interessante. http://www.youtube.com/watch?v=tD5u3eZvcUw. Quando Elvis morreu em 77, eu já tinha alguns de seus discos. Eu puxava fios da TV para poder gravar as músicas de seus filmes. Tenho as fitas até hoje. Um aparelho que pudesse gravar também o video estava completamente fora dos sonhos de um caipira interiorano. Nos tempos de hoje, tenho praticamente tudo que Elvis gravou, mesmo aqueles takes feitos de brincadeira em Graceland. É um cara que nunca me cansei de ouvir. Nos bons tempos eu tocava umas 50 músicas dele, de cabeça. A foto é de um de seus melhores filmes, Charro. Poucos sabem que Elvis era considerado um bom ator e que aqueles filmes babacas eram armações de seu agente, o Coronel Tom Parker. Elvis compôs poucas músicas, entre elas a imortalizada "Love me tender" (bacaninha, mas com uma letra sofrível). Seu forte era cantar pra caralho. Isso ele fez de um modo que dificilmente será sobrepujado. Tem o mérito também de inventar e inaugurar uma época, um modo de olhar o mundo e se não foi o inventor do Rock´n Roll, foi seu maior embaixador. E seu rei. Dá uma saudade danada de quando tudo isso era novo pra mim.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 22h23
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Vincent van Gogh

 Quando eu era estudante de engenharia, eu li um tijolo de 700 páginas que era a biografia de Vincent van Gogh (prununcia-se como no alemão para van hoch, algo como fan Rróhhe). Nunca li as últimas páginas. Não me interessava saber como ele havia morrido, só como viveu e fez àquelas coisas. Como sou um ogro completo e vivi minhas primeiras quase duas décadas numa cidade sem livrarias, só conheci van Gogh através das palavras de um livro de um condenado à morte (“ A lei quer que eu morra”, de Caryl Chessman, um dos poucos livros que tinha em casa). Quando digo que minha casa tinha poucos livros, estou dizendo que eram poucos para o meu padrão. Havia talvez quase 3 metros quadrados de estantes na maioria com enciclopédias até muito boas. Tirando livros desinteressantes sobravam talvez uns 30 cm de livros que eu podia ler. Essa escassez fez com que eu lesse uma ou outra enciclopédia quase que na íntegra. Quando fui ver quem era o tal do van Gogh, já na graduação, fui fisgado. A Biblioteca Pública de Curitiba ficava no meio do meu trajeto para “engenharia”, caminho que fiz à pé por dois anos, carimbando uns 4 livros por semana, todos de arte, música, literatura, história e outras amenidades (porque de técnico, bastava a tal da “engenharia”). Muitas vezes eu parava ali e nem ia pra aula. Eu me amarrei naquele estilo de pintura muito antes de saber que era o impressionismo. Van Gogh e Kandinski são “os caras” nessa área. Têm outros, mas eu gosto destes. Agora a Folha lançou esses livros de pintores e o Van Gogh foi o primeiro.  Recomendo, ainda dá tempo (claro que não bate no meu Ronald de Leewn´s Van Gogh, comprado no museu van Gogh, presente de minha mulher quando esteve por lá). Vincent no final do dia, quando não havia mais luz para pintar, ficava em varandas de cafés (os bares do pedaço) consumindo absinto e outras bebidas de alta octanagem. Dizem que quase não comia, então, sabendo-se que o álcool tem quase o dobro da energia do açúcar, um cara, pra viver disso, precisa de mais de meio litro “disso” por dia. Era leitor constante. Seu gosto literário está refletido em suas obras: o campo, a pobreza, o sofrimento, perseguição. Foi carola por um tempo, quis ser pastor e a própria igreja o rejeitou. Rompeu com a idéia tempos depois. Chegou mesmo a escrever que “podia muito bem ficar sem Deus, mas não sem a pintura”. Tinha um dom especial em ser rejeitado por mulheres. Como era culto e não muito feio, acho que era mesmo um “estranhão”. O fato é que não dava uma dentro. Conseguiu viver um tempo com uma prostituta e rejeitou talvez a única mulher que se apaixonou por ele, sua vizinha Margot. Uma vez, sem querer, vi uma exposição especial de Rubens no museu de arte de NY. Nunca desgostei tanto de um pintor como de Rubens. O fato de van Gogh achar suas figuras ocas eleva ainda mais o conceito que tenho dele (não que isso seja minimamente importante). As obras com pontilhismo e os desenhos a carvão são meus prediletos. Lautrec, Pissaro, Monticelli, Gauguin e uma cambada de caras “fodões” eram seus amigos. Ao contrário do que aprendi naquele livro de 700 páginas, Vincent parece ter conhecido a fama, o reconhecimento e o prestígio em vida (embora o número de quadros vendidos fosse insignificante). Mas a coisa não durou muito. Em 27 de julho de 1890, talvez transtornado pelo fato de seu irmão não estar bem fisicamente (seu irmão Theo que sempre fora seu único porto, seu amigo, alguém que o compreendeu desde o início, que o ajudou moral e financeiramente, um cara e tanto), deu um tiro no estômago, vindo a morrer dois dias depois. Escolheu uma morte lenta e sofrida, mas teve tempo para despedidas. “Quero ir pra casa agora” foram suas últimas palavras, ditas ao seu irmão. E tinha mais, ele era um stargazer. Seu quadro “céu estrelado” é o meu predileto (e o de minhas gêmeas). A foto é um desenho de uma de suas milhares de cartas. Um tesouro legado só comparável as suas cores.



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h31
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I won´t go go go

Amy Winehouse ganhou com muita folga o prêmio de melhor cantora solo no BRIT AWARDS (foi também indicada pelo álbum “Back to Black”). Sua apresentação no BRITs pode ser vista no Youtube (ver) e uma mais intimista, tipo ensaio, que prefiro, aqui, ou embaixo, os links. Vale a pena! As letras são muito boas e as performances, nem se fala.

http://www.youtube.com/watch?v=Fsj9G5OJTFk&NR

http://www.youtube.com/watch?v=GgfrxZlrYR4



Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 13h39
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