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Filmes e séries
Indiana Jones IV
Gostei muito do Indi 4. O filme começa à toda com um calhambeque em alta velocidade espalhando o Hound Dog pra todos os lados. “Hound dog” é um blues de 1952, mas estourou em 1956 (o filme é ambientado em 1957), quando foi gravado pelo Rei eterno e insubistituível do Rock, Elvis Presley. A música tem a famosa arquitetura twelve-bar-blues. Blues clássicos geralmente têm trechos de três versos, os primeiros dois se repetindo, e estas três linhas têm quatro compassos cada, dando os “doze-passos-acordes” (T-T-T-T/S-S-T-T/D-S-T-T), sendo T a tônica, D a dominante e S a Sub-dominante (em Mi, seriam os acordes E-A-B7 tão manjados do Rock... Elvis uma vez disse: "eu só sei três acordes... e tenho me virado muito bem com ele até agora"). Não vou contar nada do filme aqui, mas entre várias assuntos, que inspiraram o filme, comuns a todo sul-americano, tem aquela lenda de Francisco de Orellana ter encontrado uma cidade de ouro. Reconheci o nome e reconheci a lenda, mas numa mistura impossível, como vim a saber depois, já em casa. O nome me era familiar por causa da história por trás do nome “Amazonas” e por ter sido o primeiro a descer dos Andes até o Atlântico, navegando todo o rio Amazonas (uma das histórias que inspiraram o livro “A Jangada” de Verne, que acontece no rio Amazonas). Lembrei-me da lenda por causa de outra "cidade de ouro" que, descobri depois, aqui nos meus alfarrábios, que tinha mais de 3 séculos de distância do outro fato e nem era de ouro, como contarei mais tarde. Francisco de Orellana nasceu na Espanha, próximo ao ano de 1490. Foi um aventureiro e explorador. Aos 45 anos, participou, com Francisco Pizarro, da conquista do Peru (fato que considero um dos mais vergonhosos a ser ostentado por um país... tada aquela matança absolutamente covarde e injustificada, um exército armado e treinado contra cidadãos de uma civilização recém-descoberta). Na viagem pelo rio Amazonas, Orellana teria comentado sobre as índias que iam à margem, juntos com seus homens, para os combates, lembrando das famosas guerreiras mitológicas gregas, as Amazonas. Aparentemente foi esse episódio que nominou rio, estado e região atuais. Em 1540, junto com Gonzalo Pizarro, aventurou-se numa busca pela lendária “El dorado”, uma suposta cidade feita de ouro que "ainda se encontra" em algum lugar da américa-latina. Não sabia que o “home” a tinha procurado, mas faz sentido, pois os espanhóis só pensavam no elemento 79, naquele tempo. Por não saber, foi que emendei a coisa com outra história que tinha na cabeça, a aventura dum tal de Percy, cuja história merece um comentário adiante. Pra finalizar com Orellana, quase todas as fontes dizem que morreu num naufrágio, perto de Macapá, em 1550, embora discordem, algumas, do ano (diferentemente do que dizem no filme do Indy). Confundi a história do filme com a de com Percy Fawcett, morto em 1925 pelos índios do Xingu (como se soube muito tempo depois), nascido em 1867 (interessante é o fato dele ter sido um dos inspiradores de Indiana Jones, juntamente com Sir Richard Burton, o explorador “fez-tudo” inglês). Fawcett foi à procura de uma cidade perdida, descrita no documento 512, da Biblioteca Nacional, de 1839, feito pelo Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, que relata a descoberta, em 1753, de uma cidade deserta (escaneei e botei a figura aqui acima do texto... notem a estátua com o braço direito erguido). Fawcett desapareceu misteriosamente em sua busca pela cidade perdida. O Jornal inglês “The Times” ofereceu um prêmio de 10.000 libras para quem descobrisse o que havia ocorrido a Fawcett. Em 1942, o general Cândido Rondon afirmou num relatório que os índios Kalapalos o haviam matado. Na década de 50 os mesmos índios admitiram o fato ao sertanista Orlando Lillas-Boas e mostraram onde seus restos estavam (veja a foto abaixo). Foram encontrados junto a objetos “civilizados”. Sua ossada se encontra no Instituto Médico Legal da USP. Um teste de DNA mitocondrial foi feito, mas a família nunca deixou que testes de comparação de DNA fossem feitos (sua mulher, Nina, morreu em 1954 achando que falava telepaticamente com o marido e o filho, que também morreu na mesma ocasião). O prêmio ainda não foi concedido, até onde sei.

Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h47
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Quânticos da Incerteza
Pra quem curte poesia e literatura, recomendo o evento abaixo, por três motivos:
1-O livro é bom pra caramba e o autor consagradíssimo
2-Dizem os adivinhos que até eu darei uma palhinha no violão, para fundo dos recitais
3-É uma bar, pô... tem cerveja!
Espero vocês por lá.
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O escritor e poeta André Carneiro estará autografando seu livro
Quânticos da Incerteza
Dia: 19/11/2007 - segunda-feira - a partir das 19h30min -
No Original Beto Batata (Alto da XV)
Rua prof. Brandão, 678 - fone: 3262-0840
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h12
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Jericho

Jericho é uma série centrada na idéia de um Estados Unidos atacado por bombas atômicas onde algumas cidades conseguem escapar ilesas. Conta a história de uma dessas cidades e seus moradores. É "bacaninha". A gente pode até se divertir, mas não é classe A.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h39
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Centenário de John Wayne
Próximo dia 26 de maio, comemorar-se-á os 100 anos donascimento do grande John Wayne, nome verdadeiro Marion Robert Morrison, nascido em 1907, com mais de 170 filmes no currículo. Conforme Dulce de Brito, Wayne morreu de um câncer adquirido em 1954, enquanto filmava Sangue de Bárbaros (onde fazia o papel de Genghis Khan). Uma das locações do filme fora usada para testes nucleares, coisa que a produção ignorava por ser, na época, segredo de estado. Muitos outros participantes do filme (O diretor e mais 4 atores) tiveram o mesmo destino. Wayne morreu em 1979, em Los Angeles. Recebeu o Oscar de melhor ator em 1969, por Bravura indômita, True Grit (1969). Seu apelido era Duke por causa de seu cão dos tempos de infância. Foi O grande John Ford quem o introduziu no cinema. Stagecoach (1939), de John Ford, “No Tempo das Diligências”, por muitos conhecido como seu “primeiro filme”, foi na verdade quase seu 80o, mas foi o que o projetou como grande Astro. O filme é um espetáculo e o casal que faz com a prostituta é inesquecível. Para variar, na diligência só tinha santo. Ele, a prostituta, um jogador aristocrático, um médico bebum, uma dama sulista grávida e um boiadeiro fugido querendo encrenca. Obra de arte. Meu predileto dele. Tenho aqui na minha coleção de VHSs. Outros grandes filmes que gostei foram Fort Apache (1948), Rio Vermelho (1948) e Rio Grande (1950). Rio Bravo (1959), com Dean Martin, tinha até o Rick Nelson. Com certeza tem muitos outros filmes que eu gostaria de ter lembrado. Temainda outros Rios´s, como Rio Lobo, etc, o que não deixa de ser curioso. Fica aí a homenagem ao cara que fez a alegria dos meus pais. Fica ainda algumas de suas frases: "Eu nunca confio em alguém que não beba"; "I would like to be remembered, well . . . the Mexicans have a phrase, 'Feo fuerte y formal'. Which means he was ugly, strong and had dignity." e a dica de ouro: "Fale baixo, fale devagar e não fale muito".
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h43
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Music & Lyrics
Acabo de ver Music & Lyrics. Com Hugh Grant, Drew Barrymore e a novata e estreiante Haley Bennett, que mandou muito bem tanto na atuação quanto na música. Parecia mesmo essas meninas que cantam porcaria para faturar. Nunca a tinha visto e minha mulher também não sabia se era cantora. Vi a ficha corrida dela na internota e descobri que estudou atuação e música. Acho que tem futuro. O filme não era bem o que eu esperava, mas é "bonitinho". Daqueles que a gente assiste de tarde deitado no sofá da sala enquanto um atletiba encharca o quarteirão, vindo do rádio do vizinho. As piadas são excelentes e o cuidado com letras de música, exemplar. Vale a pipoca e a coca-cola. Mas o vinho depois deve ser seco e é desaconselhável para diabéticos.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h16
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The Guardian
Ontem acabei de ver o The guardian. Digo acabei porque vejo a maioria dos filmes no PC e em prestações. Kevin Costner era um mergulhador da guarda costeira e estava em sua costumeira atuação. O filme foi médio, com uns três ou quatro momentos espetaculares de roteiro. Gostei muito do texto da amiga dele no bar já fechado, sozinhos com umas cervejas. Ela respondeu quando ele perguntou ´quando é que tinham envelhecido´: "Se meus músculos doem, é porque os usei... se é difícil, para mim, subir escadas, é porque subi todas as noites para dormir com quem me amava... tenho uma rugas aqui e ali, mas já dormi sob milhares de céus ensolarados. Minha aparência é essa porque bebi e fumei, vivi e amei, dancei, cantei, suei e transei o quanto eu pude nesta vida maravilhosa. Não é ruim envelhecer. Envelhecer é um prêmio.". Simples e eficiente. Mais um momento Abacate-com-Toddy.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h55
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Heroes e o pai do Hiro.
Eu estava vendo o episódio de Heroes (série muito boa que está saindo no país do arbusto) que aparece o pai do Hiro, o japonês simpático da série. Todos sabem, pelo menos quem é trekker, que o pai do Hiro é o George Takei, o Sulu da Enterprise. O que achei legal é esta homenagem que fizeram na placa do carro.

Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h46
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The Long Voyage Home

Não. Não estou falando do filme de John Ford, 1940(?), The Long Voyage Home (que tinha o jovem John Wayne interpretando um papel incomum em sua carreira) que tenho em VHS na minha coleção de clássicos. Eu estou falando de minha longa jornada que terminou com a Voyager, uma das franquias STAR TREK. Voyager é uma bosta. A jornada era ver as centenas de horas filmadas sob a bandeira ST. Já vou avisando que este texto contém altos níveis de baba trekker. Não é recomendado para não-Nerds e nem para aqueles que não têm um mínimo de cultura de ficção-científica "de verdade". Foram 79 episódios de Star Trek Clássica que vi não sei quantas vezes, em várias dublagens, no original, com e sem cortes, onde o moleque que eu era aprendeu muita coisa do capitão Kirk, Spock e seus camisas vermelhas. É de longe meu capitão predileto. Vi ainda os 22 episódios da série animada clássica (ruinzinho). Mais 178 da Next Generation, cujo episódio inicial foi a primeira fita VHS que “ripei”. A melhor de todas as séries. Depois vem minha predileta, Deep Space Nine, onde o capitão Sisco arrebentou em 176 episódios de bom conteúdo social, político e sociológico (sei que existem retardados incapazes de ver isso... não estou falando de quem não gosta, pois isso é direito de cada um, estou falando de quem é cego ou simplesmente burro). Curti quase que em tempo real a Enterprise, num tempo pré-Kirk, e seus 98 episódios terminados cedo demais por causa falta de capacidade de aceitar auto-crítica do americano médio (vejam em quem votaram para continuar na presidência). Depois que percebi que eu tinha visto todas as séries (exceto Voyager) e os 10 filmes (não sei quantas vezes) eu simplesmente tinha obrigação de terminar tudo. Era ponto de honra. Faltavam umas quatro temporadas e meia dos 172 episódios de Voyager pra ver. A pior das séries, com o pior dos capitães (que aliás era uma capitã). Foi difícil e exigiu disciplina, porque os roteiros não ajudavam e vi as coisas mais chatas que ST já proporcionou. Mas um a cada 10 episódios se salvava. Na ponta do lápis, só das séries, tem mais de 500 horas ininterruptas “perdidas” nesse universo. Tenho muitos amigos trekkers, mas não sei de nenhum que tenha visto TODOS os episódios de TODAS as séries. Alguns “acham“ que viram. Eu, pra saber, tive que “ticar” episódio por episódio, logo depois de assisti-lo, em minhas listas impressas (coisa que faço há muitos anos com todas as séries que vejo, e não são poucas. É um hábito adquirido desde quando eu gravava diretamente da TV as séries que eu gostava. Foi assim com as 29 fitas VHS que gastei para registrar, sem propagandas, todos os episódios de X Files). Não que seja grande coisa ver essas séries sobre os "orelhudos" (como minha mulher chama), mas eu vi. O cabra tem que ver pra falar. Não dá pra criticar sem conhecer. ST é muito bom, mas não é a série. Não é a melhor coisa do mundo. Tem muita merda científica, bogus science, mas o bom de ST é o mesmo que se pode encontrar nas melhores literaturas possíveis. Você não precisa engolir teletransportes, escudos defletores, cascos polarizados, tétrions, bobinas de trasdobra, torpedos fotônicos transfásicos, circuitos isolineares, geo packs... Você não precisa gostar de naves e espaço e tecnologia e ciência porque não é disso que Star Trek fala. Se você achava que era, ainda dá tempo de consertar a cagada. Vale muito a pena! Por fim, é interessante saber que acabei de ver TUDO que há em Star Trek exatamente no dia (22mar07) que William Shatner completa seus 76 anos.
Live long and prosper, Cap. Kirk!
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 00h39
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Os 300 de Leônidas
Final do mês estréia “300”, filme baseado na excelente obra homônima de Frank Miller (que, aliás, procurei aqui em casa para reler e descobri que sumiu, devo ter emprestado para alguém... devolvam-me, por favor). Acho que quase todo mundo conhece algum eco dessa grande batalha. A esposa de Leônidas pedindo para que ele voltasse “com o escudo ou sob ele" (um código de honra espartano, onde o soldado volta vitorioso, carregando seu escudo, ou morto em batalha, carregado sob o mesmo. Só os mortos com honra tinham esse tratamento); O próprio Leônidas, conforme Plutarco (ou um soldado seu, Dienekes, conforme Heródoto, o exagerado) teria respondido à afirmação de que “o exército Persa atiraria tanta flexa que o céu ficaria escuro” da seguinte maneira: “tanto melhor, lutaremos à sombra” (coisa que o chefe de estado da Itália ou da Inglaterra repetiu na II-GG, se não me engano); Segundo Plutarco, Leônidas ainda mandou um recado a Xerxes (O déspota líder dos Persas, Rei dos Reis): “Aproveitem e tomem um bom café, pois hoje jantarão em Hades” (o inferno grego). A famosa batalha de Maratona (quando ocorreu a manjada história do soldado que correu aqueles tantos km para avisar da vitória dos gregos e depois caiu morto e deu o nome pra corrida olímpica e tal), entre os mesmos inimigos (só que Dario, pai de Xerxes era quem mandava nos persas) precedeu em dez anos a batalha das Termópilas. Meus alunos de programação sempre ouvem essa história. Uso como exemplo de criptografia um código que rolou de verdade naquela batalha. Conforme Simon Singh, baseado em Heródoto, foi a criptografia uma das armas que fizeram com que a Grécia não perdesse para os Persas. Demarato, grego exilado entre os persas, mas ainda fiel a seu povo, enviou uma mensagem escrita sob a cera em tabuletas “virgens”, o que permitiu aos gregos se prepararem para a ofensiva. Conforme Heródoto, foi Gorgo, Filha de Cleômenes e mulher do próprio Leônidas, quem sacou que se deveria raspar a ceras das tabuletas e a mensagem foi encontrada. No mesmo embate, um mensageiro teve sua cabeça raspada, uma mensagem escrita em seu couro cabeludo e depois que seu cabelo cresceu de novo, pôde passar a mensagem tranquilamente pelas linhas inimigas (ainda bem que o tempo não era uma coisa crítica naquela época). O nome disso é esteganografia, quando a mensagem é somente escondida. Mas o que se deve saber dessa batalha é que o heroísmo desses gregos (os 300 da guarda pessoal de Leônidas e mais 700 outros. Os 300 de Leônidas eram escolhidos entre famílias que tinham filhos homens, para que se mortos, não faltasse um provedor à família), que lutaram uma batalha invencível e que, por isso mesmo (e uma decisiva traição de um grego), foram derrotados, é que o atraso provocado no avanço dos persas foi crucial mais tarde para que, mesmo tendo ainda um numeroso exército, Xerxes tenha se retirado com o rabo entre as pernas e a Grécia continuou a Grécia. Essa pequena batalha, de mil homens contra, pelos estudos atuais, 60.000 a 250.000 (porra! Tinha que ter culhão pra enfrentar uma dessa na boa!), realizada no desfiladeiro das Termópilas, mudou o equilíbrio ocidente-oriente que temos hoje. Se os persas tivessem vencido, é provável que o mundo de hoje nem tivesse o “ocidente”. Não tenho nada contra o oriente, mas me sinto em dívida com esse cara, que há 2.500 anos atrás imaginou que havia algo mais importante do que ter uma casinha, um carrinho, uma mulherzinha, um empreguinho, uma conta bancária, algo mais importante que sua própria vida e a de seus amigos. Portanto, não percam o filme, Leônidas é o cara.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h25
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GHOST RIDER
Hoje fui ver o “Ghost Rider” (O Motoqueiro fantasma), com o Nicolas Cage fazendo o papel do crânio flamejante. A primeira hora não vale nada. A segunda até serve para divertir. Tem muito bons momentos que ficam por conta de Sam Elliott. Há um diálogo sobre “alguém que é capaz de vender a alma para o diabo por amor, pode fazer qualquer coisa”. Foi bem colocado. O Peter Fonda fez o que eu acho que é o pior diabo que já vi no cinema (lembram do De Niro, aquilo sim é o diabo), mas acho que a culpa não é dele. Todo o filme foi mal levado e eu não sei se foi culpa do diretor ou do roteiro que estava fraquinho. Mas de forma geral, acho que a mitologia do personagem ficou bem clara. Não o conheço dos quadrinhos. Como canso de dizer, não gosto de superpoderes. Sou fã do Batman e o máximo que suporto de superpoderes é o Wolverine. Tem essa série Heroes que estou acompanhando e gostei dos primeiros 12 episódios.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 18h00
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OSCAR
Desde 1978 eu vejo todas as entregas do Oscar (Academy Awards). É uma coisa que curto e respeito, embora não concorde com alguns resultados, às vezes. Eu procurava antes ver a maioria dos filmes antes da cerimônia, coisa que, com esses tempos em que se explora o cinema infantil nas férias em detrimento de quem gosta de cinema, fica cada vez mais difícil. Eu não vou mais a cinemas à noite, de modo que desde que Curitiba resolveu matar as sessões de meio dia eu fiquei na mão. Agora tenho que ver tudo na alta definição de meu monitor de 17 polegadas, da velha e boa tecnologia TRC no micrão da minha biblioteca (é como chamo meu quarto de estudo, um cômodo de 24 m2 que sei que tenho o raro privilégio e sorte de ter). Há dez anos eu não vejo o OSCAR ao vivo. Sempre gravo e vejo depois (procuro não saber antes os resultados). Esse ano foi interessante com as duas duplas de filmes da mesma batalha do Clint e os dois sobre rainhas da Mirren. Sempre fui fã da Helen Mirren, desde Calígula e 2010. Uma das mulheres mais lindas do cinema. Sempre a achei talentosa mas nunca prum Oscar. Já o negão Forest Whitaker sempre foi um dos fodões. Já mereceu vários Oscars, desde Bird e daquele que ele se apaixona pela mulher do amigo sem saber que ela era um ele. Teve também o reconhecimento do Scorsese, o cara das "ganges de nova york" e dos geniais "a última tentação de cristo" e a "cor do dinheiro". Esse último é o monumento definitivo da luta contra o preconceito racial. Mais um Oscar, mais um ano. Deve ter modo melhor de passar a última noite de fevereiro.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 14h08
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Seriados antigos

Quando a "Confraria" (grupo de escritores e interessados em literatura) se reune em suas "pizza-fictions" mensais, um papo que sempre aparece é o de seriados antigos. Muitas vezes a gente vê alguns e sempre tem aqueles que ninguém viu e ninguém lembra. O Raul, do Laboratório de Pesquisas em Biotelemetria (BIOTA), onde trabalho, me pediu pra tentar descobrir qual era o seriado que usava a música do YES, "No opportunity necessary, no experience needed". Tentei pra caramba e não consegui nada em uma hora (tempo máximo que dedico a buscas que não são questões de vida ou morte). MAS... consegui duas coisas que há décadas vinha buscando... e as consegui de um modo totalmente fortuito. A primeira é o nome do seriado que tinha uma cena de que eu me lembrava: um tanque de aço em forma de trapézio que andava fazendo um barulho agudo e tinha uma mulher com um mini-saia pra lá de curta (acho que foi a segunda vez que me apaixonei, 10-11 anos talvez). O seriado era o "Imperio submarino", 1936, e a gostosinha era provavelmente a Lois Wilde (se alguém conseguir uma foto dela, envie-me). Eu sempre procurei a cena naqueles filmes intragáveis do Flash Gordon porque pensava que era lá que eu tinha visto. De fato, o "Império Submarino" era uma cópia descarada do Flash. Olha só: Tinha um babaca de sunga, capa e um capacete com uma grande asa, tinha a gostosinha e tinha um professor (!!!). O segundo é um seriado que acompanhei inteiro quando criança. Lembro-me do cara olhando por uma chaminé e mostrando a garra com trejeitos tipo filme-japonês. Era "O garra de ferro", Iron Claw (1941). Sempre é um dia bom aquele no qual você consegue dirimir uma dúvida muito antiga. Aindo tenho milhares delas, nos mais variados campos, mas posso dormir contente por isso... mas não vou. Hoje morreu, ainda muito jovem, um grande professor e amigo, Álvaro Stelle... vou terminar este post sem final... em silêncio.............................. eu gostava muito do cara..................
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 23h08
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Seriados
Nas férias eu aproveito para colocar em dia meus seriados. Nas férias passadas eu bati um recorde ao ver os 88 últimos episódios de STNG em dez dias. Estou vendo alguns episódios (menos de 10) que eu não tinha visto ainda dos "Sliders". Fiquei impressionado de como eles já eram soturnos naquela época. Recomendo até hoje. O melhor seriado da atualidade é "Galáctica", muito diferente daquela coisa infanto-juvenil da série original. Boa pacas! Sobre Dexter, uma série excelente, acho que ainda inédita na TV (aberta ou paga), tem um comentário meu, aqui neste blog, no dia 6/01/07 (confiram!). Heroes, vi 11 episódios, parece que será a nova onda da TV. Excelente! Tô na metade da décima (decima, porra!) temporada de Star Gate SG1. Teve direito até a um especial no episódio 200. SG Atlantis começou com uma grande idéia e atualmente tá muito fraco (será que tenho preconceito contra autoridades femininas? tanto Atlantis quanto Voyager são fraquinhas....). LOST eu comecei a ver bem antes de sair na TV e hoje tem casos em que o DVD sai antes de eu receber meus episódios em DIVX (aconteceu no final da segunda temporada). Agora, com o Rodrigo Santoro tendo assinado mais 3 anos com LOST, vai virar moda também no Brasil (espero que issonão atrapalhe a série... não o Rodrigo, o fato de virar moda). Aliás, estou esperando pra ver "300" (um dos maiores HQs da história) onde ele faz o Xerxes. Surface que quase era bacana foi descontinuada por cagadas óbvias nos roteiros. Monk, o detetive estranho, está melhor do que nunca. A série é meio flutuante, mas é boa e vai continuando. Eureka é bacaninha, mas já esgotou todo o fôlego em menos de uma temporada. Tentaram aplicar as receitas que usam nas séries que dão "ibope" e erraram feio. Acho que já vai tarde. Eu pretendia acabar de ver Voyager (só porque já vi TODOS os episódios das outras franquias, Star Trek clássica, STNG, DS9, e Enterprise), mas um aceite de um artigo importante vai adiar ou pelo menos atrapalhar muito isso. Fazer o quê? Fui eu quem escolhi essa vida...
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 21h52
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Dexter

Dexter é um seriado genial que usa um personagem muito interessante para falar dos demônios e dos abismos que a maioria de nós carrega dentro de si. Aliás, as pessoas verdadeiramente interessantes são aquelas que os conhecem. Vi os primeiros 12 episódios e são nada menos do que fantásticos. Dexter Morgan é um sujeito politicamente incorreto, mas que finge não ser, como a maioria de nós. É um monstro atormentado por uma fome tão horrenda que sua única solução de sobrevivência era jamais mostrá-lo. Ele é um policial legista forense especialista em sangue (ou naquilo que o sangue e suas manchas podem dizer após um assassinato). Aparentemente ele é bom com todo mundo, mas que tem um segredinho: É um serial-killer. Só que ele aprendeu a canalizar isso de um modo interessante (que você vai ter que ver para saber...). É legal ver o que se passa dentro da cabeça do personagem, o que se passa para as pessoas ao seu redor, o que ele pensa, o que ele faz com que pensem dele... como ele lida com coisas inconfessáveis, etc. Dexter é um anjo, como eu acho que os anjos são. Já na vinheta introdutória, vemos como ele come carne, ovo frito e café “de verdade” (a gente vê os grãos serem moídos), i.e., com cafeína. Coisa tão anti-americana que até me faz ter esperança no H. sapiens. Não tenho a mínima idéia de quando isso vai baixar aqui no Brasil. Não vejo TV. Tenho cabo e monto antenas VHH e UHF. Através de combiners e chaves eu passo para qualquer lugar de casa sinais de podem vir de qualquer um dos equipamentos que vão desde velhos toca-fitas até players DIVX. Mas o que faço mesmo a muitos anos é ver seriados que gosto. Geralmente os vejo completamente e na seqüência... e tenho disciplina para marcar os já vistos em listas de episódios que mantenho. Antigamente eu gravava em VHS (tenho prova nas 29 fitas com X Files completos em VHS que editei pessoalmente... mais ST, Sliders, Millennium... eram quase mil fitas em casa. Comecei a emprestar na época do Babilon 5. A melhor série de FC até hoje. Hoje eu tenho um amigo que me abastece esse vício. Pago 5/4 de real por episódio que o grande Professor X (não posso dizer seu nome aqui) providencia, o que paga praticamente só a mídia. Vejo só o que gosto e na hora que posso, parando quando eu quero, voltando quando necessário e sozinho. Isso é importante. Ver sozinho é sempre melhor. “24 horas”, por exemplo, acho muito chato. Teve umas de FC que nunca engoli, como aquela dos seres andróginos que a linda mulher do G. Rodenberry teve a trágica idéia de exumar da gaveta onde o Gene, que hoje descansa espalhado pelo espaço que ajudou a sonhar, enterrava o que não achava bom. Dexter é assim. Uma série duca! Baseada em "Darkly dreaming Dexter", de Jeff Lindsay, que, diga-se de passagem, não conheço. O que você acha dum cara que quando vê um corpo fatiado em pedaços totalmente drenados de sangue só consegue ter um pensamento de admiração: "what a bealtyful idea!" ? Espere e verá! Seus demônios vão dançar de alegria e a solidão e o outsiderismo parecerão menos profundos.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h55
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O Perfume
O livro e o filme.
No meu aniversário de 1987, ganhei da minha namorada um livro estranho (era o que eu gostava e ainda gosto de ganhar), que tinha sido lançado no Brasil naquele ano. Era o “O Perfume, História de um Assassino” (Das Parfum, 1985), primeiro romance do alemão Patrick Süskind. Adorei o livro e o personagem principal (Jean-Baptiste Grenouille) ficou na minha cabeça como somente o “amigo da lua” de “2001” (sem chance de saber quem é só pelo filme), do Clarke, tinha feito. Naquele mesmo ano de 87, venceu o World Fantasy Award (isso eu só fiquei sabendo agora, numa pesquisa ... nunca fui fã do gênero fantasia e nem acho lá um grande prêmio) e um dos concorrentes era “it” de Stephen King (outro cara que escreve até bem, mas que nenhum das dezenas de filmes baseados em sua obra faz jus). Como é incomum com um grande livro, esse era facilmente “filmável” (existe a opinião da maioria da crítica que o achava infilmável, opinião que desprezo com veemência) e é impressionante que só agora a coisa tenha decolado. O diretor Tom Tykwer de “Corra, Lola, Corra” (“Lola rennt”, 1998, um filme alemão excelente com fotografia, roteiro, entrelaçamento e métrica interessantes e sobre o qual passei dias discutindo com o grande cara que era Cleverson Picolis, [1982-2000]) descascou o pepino. Tem Dustin Hoffman e Alan Rickman (entre outros que desconheço) no projeto. Estou esperando pra ver o que é que vai dar. Se for 10% do livro já vai ser um filmão.
Escrito por Bertoldo Schneider Jr. às 20h45
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