OSCAR

Desde 1978 eu vejo todas as entregas do Oscar (Academy Awards). É uma coisa que curto e respeito, embora não concorde com alguns resultados, às vezes. Eu procurava antes ver a maioria dos filmes antes da cerimônia, coisa que, com esses tempos em que se explora o cinema infantil nas férias em detrimento de quem gosta de cinema, fica cada vez mais difícil. Eu não vou mais a cinemas à noite, de modo que desde que Curitiba resolveu matar as sessões de meio dia eu fiquei na mão. Agora tenho que ver tudo na alta definição de meu monitor de 17 polegadas, da velha e boa tecnologia TRC no micrão da minha biblioteca (é como chamo meu quarto de estudo, um cômodo de 24 m2 que sei que tenho o raro privilégio e sorte de ter). Há dez anos eu não vejo o OSCAR ao vivo. Sempre gravo e vejo depois (procuro não saber antes os resultados). Esse ano foi interessante com as duas duplas de filmes da mesma batalha do Clint e os dois sobre rainhas da Mirren. Sempre fui fã da Helen Mirren, desde Calígula e 2010. Uma das mulheres mais lindas do cinema. Sempre a achei talentosa mas nunca prum Oscar. Já o negão Forest Whitaker sempre foi um dos fodões. Já mereceu vários Oscars, desde Bird e daquele que ele se apaixona pela mulher do amigo sem saber que ela era um ele. Teve também o reconhecimento do Scorsese, o cara das "ganges de nova york" e dos geniais "a última tentação de cristo" e a "cor do dinheiro". Esse último é o monumento definitivo da luta contra o preconceito racial. Mais um Oscar, mais um ano. Deve ter modo melhor de passar a última noite de fevereiro.